DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Na semana que vem, a união das oposições pelo impeachment

Para dar início ao plano já concertado com Eduardo Cunha, haverá na semana que vem uma reunião das oposições — que contará também com parlamentares do PMDB, como Geddel Vieira Lima. O manifesto dos líderes da oposição na Câmara, divulgado ontem, foi apenas um aperitivo.

As oposições vão se declarar unidas em torno da saída de Dilma Rousseff da Presidência e de um projeto de reconstrução nacional, atendendo aos anseios da sociedade. Será também anunciado que juristas renomados vão elaborar um pedido de impeachment.

“Não dá mais. A hora chegou”, disse um parlamentar ao Antagonista.

Passou da hora.

Rejeitar para aprovar: assim poderá começar o impeachment

Fernando Rodrigues, no UOL, antecipa como poderá ser o processo de impeachment de Dilma Rousseff, o que nós acabamos de confirmar:

a) Para não parecer que está retaliando, Eduardo Cunha arquivará todos dos pedidos de impeachment…

b) Um deputado da oposição entrará com um recurso contra o arquivamento;

c) O recurso será levado ao plenário;

d) Bastará maioria simples dos presentes para aprovar o recurso: 257 dos 513 deputados;

e) Ou seja, com apenas 129 votos, começará o processo de impeachment

Essa combinação foi feita ontem.

Grandioso, Aldir Blanc!!!
Especial interpretação de Leila!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO PORTAL BBC BRASIL

Marcia Carmo

De Buenos Aires para a BBC Brasil

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante pronunciamento em rede nacional de rádio e TV em seu país nesta quinta-feira.

“O que está acontecendo em outros países da região, como o Brasil, é o que ocorreu na Argentina”, disse, referindo-se aos protestos contra seu governo em 2011. “Olhem o que estão fazendo com a Dilma”, afirmou.

Ela sugeriu que os “panelaços”, alguns “setores da imprensa” e da “Justiça” fariam parte de uma conspiração contra a colega brasileira.

Cristina lembrou manifestações ocorridas na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa, no ano passado – quando Dilma foi vaiada em estádios – para afirmar que os atos contra a colega brasileira não eram claros. “Não se sabe bem por que”, disse.

Ela sugeriu ainda que a morte do então presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE), ocorrida num acidente de avião em Santos (SP), em agosto de 2014, possa ter sido fruto dessa mesma conspiração contra a presidente brasileira.

“Ele não tinha se manifestado sobre (quem apoiaria) no segundo turno das eleições. E Marina Silva ocupou seu lugar e depois apoiou o outro candidato (Aécio Neves)”, afirmou.

Cristina disse ainda ter achado “tudo muito estranho, porque de repente os brasileiros, que gostavam de futebol, passaram a criticar (o futebol)”. “E, depois de Dilma, agora estão contra Lula.”

‘Do norte’

A presidente argentina afirmou que essa “conspiração” pode ter partido “do Norte”. “As panelas têm marca registrada” de uma agência de investigações “do país do norte que tem interesse na América Latina”, disse, sobre os panelaços contra a colega brasileira.

Após o pronunciamento, voltou a citar o Brasil em discursos para militantes concentrados no pátio interno da Casa Rosada, sede do governo.

Segundo a presidente argentina, Lula é vítima de “conspiração”
que está ocorrendo no continente

Com microfone em punho, e interrompida por aplausos, disse que “grande parte do que construímos devemos a eles, (Néstor) Kirchner, Hugo (Chávez) e Lula”. E reiterou o que já tinha declarado em cadeia nacional: “E por isso agora estão avançando contra Lula. Estejamos todos atentos”.

Cristina afirmou que a região registrou avanços nos últimos anos e que opositores querem “frustrar os processos de desenvolvimento social que alguns chamam de populista”.

“Na conversa, eu disse que tínhamos razão para estar irritadas, indignadas porque não havia eleições, havia ditadura, pessoas desaparecidas, torturadas, o que fizeram com a Dilma. Sempre andávamos com caras irritadas e uma palavra que disse à Dilma, mas não vou dizer aqui”.

Após alguém gritar “séria”, respondeu: “mais do que sérias”.

A presidente argentina, que passará a faixa presidencial em 10 de dezembro, disse ainda que “o resultado das urnas deve ser respeitado”, e ouviu seus apoiadores cantarem “Cristina no sé vá” (“Cristina não vai embora”) e “somos os soldados de Cristina”.

ago
21


Merkel no bar do hotel com deputada paraplégica

DO G1/O GLOBO

BRASÍLIA – Como uma simples mortal, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se afastou da comitiva na noite de quarta-feira, para uma “saideira” no pub do Hotel Royal Tulip, em Brasília. Depois do jantar com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Alvorada, por volta das 23h, a mulher mais poderosa do mundo surpreendeu os frequentadores do pub ao entrar no bar sem grande aparato de segurança.

— Foi tudo tão inesperado! Sem nenhuma programação. Quando vimos ela entrou no pub, sentou numa mesa ao fundo, com amigos, e ficou por algum tempo como se estivesse se divertindo como uma pessoa qualquer — contou a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que jantava no local.

SIMPATIA

Como o lugar estava lotado, com muita gente em pé, Merkel foi efusivamente saudada. Em troca, cumprimentou e conversou com as pessoas.

— Eu lhe disse que eu era a primeira deputada tetraplégica e que minha atuação é em defesa das pessoas com deficiência e da acessibilidade. Ela ficou admirada e foi super fofa comigo. Foi muito enaltecida pelos que estavam no Pub e todos falaram da diferença de comportamento da chanceler alemã com nossa presidente, que só anda escoltada por carros e ninguém chega perto — disse Gabrilli.

A deputada tucana postou a foto que tirou ao lado de Merkel em suas páginas nas redes sociais.

“Uno está tan solo en su dolor,
Uno está tan ciego en su penar,
Pero un frío cruel, que es peor que el odio,
Punto muerto de las almas,
Tumba horrenda de mi amor,
Maldijo para siempre y me robô
Toda ilusión”…

Um dos mais belos e completos tangos portenhos (composição dos magníficos Enrique Santos Discépolo / Mariano Mores) na opinião e no sentimento deste editor do BP

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Oposição inicia visitas a obras paralisadas

Uma caravana de deputados da oposição parte amanhã, às 8h30, para Ilhéus , Itabuna e Itapé, onde serão visitadas obras paralisadas do governo do Estado, objeto da Comissão Parlamentar da Inquérito que a bancada pretende criar.

“É o início de uma maratona que faremos em nove regiões do gigantesco Estado da Bahia”, anunciou o deputado Herzem Gusmão (PMDB), acrescentando que a pretensão é ir a “todas as obras e fazer um relatório para despertar o governo”.


Cunha em sessão da Câmara nesta quinta-feira.
/ A. Ferreira (Câmara)/El Pais


DO EL PAIS

Afonso Benites / Rodolfo Borges

De Brasília / São Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na denúncia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa Cunha de ter recebido propina no valor de pelo menos 5 milhões de dólares para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras, no período entre junho de 2006 e outubro de 2012. Junto com ele, foi denunciada por corrupção passiva a ex-deputada Solange Almeida, aliada do presidente da Câmara e atual prefeita de Rio Bonito, no Rio de Janeiro.
Operação Lava Jato

Se a denúncia for aceita pela Justiça, o deputado se tornará réu e será julgado pela mais alta corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF). Além da condenação criminal, o procurador-geral pede a “restituição do produto e proveito dos crimes”, no valor de 40 milhões, e a reparação dos danos causados à Petrobras e à Administração Pública, no mesmo valor, de 40 milhões de dólares, o que soma uma multa de 80 milhões de dólares.

O Ministério Público Federal informa em nota detalhes da denúncia, segundo a qual “dentro do esquema ilícito investigado na Operação Lava Jato, Eduardo Cunha recebeu vantagens indevidas para facilitar e viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção dos navios-sondas Petrobras 10000 e Vitoria 10000, sem licitação, por meio de contratos firmados em 2006 e 2007”. A intermediação, informa a Procuradoria, “foi feita por Fernando Soares, operador ligado à Diretoria Internacional da Petrobras, de indicação do partido PMDB”. A propina teria sido oferecida, prometida e paga por Júlio Camargo, então representante da empresa Toyo Setal.

Em nota, o presidente da Câmara disse que está “absolutamente sereno”e que refuta “todas as ilações constantes da peça do Procurador Geral da República”. “Sou inocente e com essa denúncia me sinto aliviado, já que agora o assunto passa para o poder judiciário”, escreveu o deputado. Cunha diz que não participa de “qualquer acordão” e que “certamente, com o desenrolar, assistiremos à comprovação da atuação do governo, que já propôs a recondução do Procurador, na tentativa de calar e retaliar a minha atuação política”. Ele ainda se diz que respeita o Ministério Público Federal, mas que “não se pode confundir trabalho sério com trabalho de exceção, no meu caso, feito pelo Procurador Geral”.

Além de Cunha, foi denunciado nesta quinta-feira o ex-presidente da República e hoje senador Fernando Collor de Mello (PTB). Os detalhes da denúncia não foram divulgados. Em nota, o senador acusou o procurador-geral de fazer um “festim midiático”. Collor escreveu em seu Facebook que “como um teatro, o PGR encarregou-se de selecionar a ordem dos atos para a plateia, sem nenhuma vista pela principal vítima dessa trama, que não teve direito de falar nos autos”.

Com as denúncias, o megaescândalo avança sobre o núcleo político de acusados de participação no esquema, aumentando a tensão em Brasília. Collor e Cunha estavam sendo investigados desde março, quando o Supremo Tribunal Federal autorizou as apurações contra 49 políticos que têm foro privilegiado, que é a prerrogativa de ser julgado pelos tribunais superiores — e não no Paraná, o coração da Operação da Lava Jato—, pelo fato de terem cargos públicos.
Delação

O cerco a Cunha começou a se fechar depois da condenação de outros três envolvidos no mesmo braço criminoso que atuou na Petrobras

Os investigadores chegaram até Cunha depois que um réu confesso na operação, o lobista Júlio Camargo, afirmou que teria pago propina ao deputado e a outros políticos para que os contratos fossem firmados. Camargo é um dos principais delatores do esquema de corrupção da Petrobras, que desviou ao menos 6 bilhões de reais da empreiteira nos últimos anos.

Desde que surgiram as primeiras denúncias, Cunha sempre negou envolvimento no esquema ilícito. Em junho, depois que Camargo revelou à força-tarefa da Polícia Federal e do Ministério Público que teria pago es/se valor, o deputado, que é de um partido governista, decidiu romper com a gestão Dilma Rousseff (PT). Em sua defesa ele diz que as acusações contra ele são uma querela pessoal do procurador Rodrigo Janot.

Além do recebimento de 5 milhões de dólares, Cunha é investigado por ter feito requerimentos, enquanto deputado, que tinham como objetivo pressionar a empresa Mitsui a retomar o pagamento de propinas ao PMDB.
Cerco a Cunha

O cerco a Cunha começou a se fechar depois da condenação nesta semana de outros três envolvidos no mesmo braço criminoso do grupo que atuou na Petrobras. O juiz Sergio Moro condenou em primeira instância os lobistas Júlio Camargo e Fernando Soares (conhecido como Fernando Baiano), além do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Os três fariam parte da quadrilha que abastecia os políticos do PMDB e foram julgados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Soares foi condenado a 16 anos de prisão. Cerveró, a 14 anos. E Camargo, a 12 anos. Porém, como este lobista é um colaborador da Justiça, poderá cumprir sua pena em regime aberto. Cabe recurso à decisão de Moro. Os advogados de Soares e Cerveró, que estão detidos em uma penitenciária na região metropolitana de Curitiba, deverão recorrer nos próximos dias.

ago
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Posted on 21-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-08-2015


Edra, no Diário de Caratinga(MG)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A proporção do UOL e do Datafolha

O ato pró-pixulecos patrocinado pelo PT e pela CUT reuniu 3 mil pessoas no Largo da Batata, em São Paulo, segundo a PM. Para o UOL, foram 15 mil.

É essa a ciência do Uol e do Datafolha: quando é a favor do governo petista, o portal contabiliza cinco vezes mais; quando é contra o governo petista, o portal contabiliza cerca de um terço.

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