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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Governo aponta suspeito errado no caso Fonte Nova

Ao sobrepreço apontado no contrato de construção e gerenciamento da Arena Fonte Nova pelo consórcio Odebrecht-OAS, a Procuradoria Geral do Estado responde com um pedido de suspeição do relator do processo no Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Pedro Lino.

É um instrumento perfeitamente legal, que bloqueia o processo enquanto sobre ele não houver uma decisão, mas no quadro atual sugere apenas que o governo tem preocupação com a essência da questão.

O repasse anual é de R$ 99 milhões e se estenderá por 15 anos. O conselheiro denuncia esses valores com base em levantamentos da Controladoria Geral da União e de professores da Ufba, que chegam a números próximos: respectivamente, R$ 81,26 milhões e R$ 82 milhões.

A Odebrecht, assim como sua parceira OAS, tem um histórico de superfaturamento que seria cansativo relacionar, especialmente em contratos com a Petrobras, no Brasil e no exterior.

Recentemente, foi flagrada pelo TCU num sobrepreço de R$ 406 milhões na construção de uma base naval e um estaleiro para a Marinha. Portanto, neste caso, suspeita é a Odebrecht, não o conselheiro – sem falar nos suspeitos ocultos.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 17 agosto, 2015 at 10:14 #

Passando uns dias em Salvador, vejo nas ruas alguns torcedores vestindo a camisa do meu Bahia com a propaganda da OAS, uma das empresas envolvidas na operação Lava-Jato. E eles “se acham”. Não sabem, os inocentes, o papelão que fazem.


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