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Postado em 11-08-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 11-08-2015 01:16

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

A presidente Dilma Rousseff antecipa encontro com núcleo duro, agenda reunião com aliados, seduz deputados e assegura apoio de movimentos sociais.

Era noite de Dia dos Pais, celebrado no segundo domingo de agosto no Brasil, quando os ministros mais influentes de Dilma Rousseff receberam ordem para abandonar o conforto familiar e integrar uma reunião estratégica de emergência com a presidente. O caso não é para menos: dentro de uma semana, no domingo dia 16, está marcada uma manifestação contra a presidente. Hora então de juntar todas as (poucas) forças do Governo e erguer a barricada possível durante a semana difícil que se inicia.

Os 13 ministros convocados – com Dilma, o vice-presidente Michel Temer e os dois ministros dos Assuntos Parlamentares o número de presentes era 17, portanto não houve motivo para comparações sarcásticas com a Última Ceia – começaram por discutir as “pautas-bomba”, como são chamados os projetos de lei prejudiciais ao ajuste orçamental do governo que a Câmara dos Deputados e o Senado têm votado.

Depois de, durante a semana, a Câmara ter aprovado o aumento salarial de advogados e polícias, uma medida com custo estimado em 2,45 bilhões de reais (cerca de 700 milhões de euros), Dilma, do Partidos dos Trabalhadores (PT) espera conseguir travar a decisão na votação no Senado. Ficou então decidido que numa das próximas noites a presidente vai receber um grupo de senadores ao jantar, a quem pedirá “apoio e responsabilidade”.(o jantar foi ontem, 10).

Haverá também espaço para um encontro com os líderes parlamentares dos partidos que constituem a base aliada, incluindo o Partido Democrático Trabalhista e o Partido Trabalhista Brasileiro que na semana passada anunciaram a saída da base. “A presidente é que teve essa iniciativa, ela quer dialogar com todos os partidos”, disse Edinho Silva, ministro da Comunicação Social.

Ainda esta semana, o Palácio do Planalto vai agendar uma reunião com a elite empresarial do país para tentar, por um lado, sossegá-la em relação à crise econômica, e por outro, que exerça lobby sobre os deputados, cujas campanhas financia, para travar a escalada de votações que elevam o gasto público.

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