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DA COLUNA PAINEL/FOLHA/UOL

Por Vera Magalhães

Em meio à crise política que traga seu governo, a presidente Dilma Rousseff teve de ouvir um misto de conselho e desabafo do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que renunciou ao mandato de presidente em 1992 para escapar do impeachment.

“A senhora foi legitimamente eleita, mas eu também fui”, disse Collor a Dilma diante de outros líderes partidários, na reunião que antecedeu ao jantar no Palácio da Alvorada.

Em tom queixoso, Collor criticou várias vezes o que chamou de “judicialização da política” e à “instabilidade das instituições”, provocada, segundo ele, pela condução da Operação Lava Jato, na qual é investigado.

Collor teve bens, como carros de luxo, apreendidos em ação da Polícia Federal determinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem dirigiu um palavrão na tribuna do Senado na semana passada.

Diante da presidente, o senador alagoano arriscou que a maior crise que o país enfrenta não é a econômica, e sim política.

Em conversas reservadas com colegas do Senado, Collor tem dito que Dilma deveria consultá-lo sobre o processo de impeachment que enfrentou em 1992. Ele acha que não “cuidou” da política, e isso levou a que perdesse a condição de se sustentar no poder.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 11 agosto, 2015 at 8:24 #

Legitimamente eleito foi também José Roberto Arruda, o governador de Brasília filmado recebendo pacotes de dinheiro da corrupção. Retirado do cargo, foi condenado à prisão, desfila por aí leve, solto, livre…e cínico.

Luiz Estevão, ex-senador por Brasília (o do Foro do TRT de São Paulo) foi cassado, está condenado a mais de 34 anos de cadeia, mas talvez por ter sido “legitimamente” eleito ainda continua solto.

Nesta República ilegítima dos empreiteiros, todo mundo finge que foi legitimamente eleito. A Lava-Jato (e seus bilhões e bilhões de reais roubados) está jogando um pouco de luz sobre tal mentira.

Quem sabe algum dia tenhamos eleição legítima, limpa. Hoje, nem auditar uma votação é possível. Tudo pode acontecer na votação exclusivamente digital. Até seu voto pode sumir. E outros aparecerem. (veja http://www.brunazo.eng.br/voto-e/)


Carlos Volney on 11 agosto, 2015 at 15:27 #

Caro Taciano, sempre oportunas suas intervenções. Essa, então, é de uma felicidade singular.
Além dos citados por você, nunca é demais lembrar do inefável Maluf, isto sem declinar aqui outros evidentes nomes pra não correr o risco, aí sim, de vir a ser eu o preso de ocasião.
Esse pessoal do PT é imperdoável por razões já muito discorridas aqui, sem qualquer dúvida.
Mas em nossa Pindorama parece que só vai pra cadeia mesmo quem tem a carteirinha de “companheiro” ou quem a eles é ligado.
É a minha opinião.


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