BOA TARDE!!!

Deu no Raio Laser, bem informada e informativa coluna política da Tribuna da Bahia, em sua edição impressa desta segunda-feira, 11.

Qual o destino do parque?

Muito se fala sobre o futuro do Parque de Exposições de Salvador. Setores do governo defendem que o local dê espaço a uma arena multiuso, voltada para a realização de shows e entretenimento, com transferência do setor de exposições agropecuárias para Feira de Santana, maior cidade do interior do estado. Já outra parte do governo, quer a manutenção do agronegócio como carro-chefe do local. No meio dessa queda de braço, o secretário de Agricultura do Estado, Paulo Câmera, é enfático ao afirmar que o Parque da capital é a casa da agropecuária baiana. Ontem, inclusive, ele soltou nota para a imprensa afirmando que não existe nenhum acordo com a Secretaria de Turismo que vise expulsar os criadores e suas sedes de lá.

Discussão

Segundo o secretário, ele tem discutido com as associações de criadores as intervenções que serão feitas no local e que não há nada definido ainda. “Asseguro que estamos trabalhando para ter um espaço multiuso, funcionando diariamente, preservando sempre os eventos da agropecuária”. Paulo Câmera explicou ainda que a convivência da agropecuária com a música sempre foi pacífica no Parque de Exposições, e que agora, de forma democrática, abre espaços para a realização de eventos antes realizados no Centro de Convenções, suprindo a falta desse espaço”.

BOM DIA!!

DA COLUNA PAINEL/FOLHA/UOL

Por Vera Magalhães

Em meio à crise política que traga seu governo, a presidente Dilma Rousseff teve de ouvir um misto de conselho e desabafo do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que renunciou ao mandato de presidente em 1992 para escapar do impeachment.

“A senhora foi legitimamente eleita, mas eu também fui”, disse Collor a Dilma diante de outros líderes partidários, na reunião que antecedeu ao jantar no Palácio da Alvorada.

Em tom queixoso, Collor criticou várias vezes o que chamou de “judicialização da política” e à “instabilidade das instituições”, provocada, segundo ele, pela condução da Operação Lava Jato, na qual é investigado.

Collor teve bens, como carros de luxo, apreendidos em ação da Polícia Federal determinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem dirigiu um palavrão na tribuna do Senado na semana passada.

Diante da presidente, o senador alagoano arriscou que a maior crise que o país enfrenta não é a econômica, e sim política.

Em conversas reservadas com colegas do Senado, Collor tem dito que Dilma deveria consultá-lo sobre o processo de impeachment que enfrentou em 1992. Ele acha que não “cuidou” da política, e isso levou a que perdesse a condição de se sustentar no poder.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Nilo defende Dilma e quer Mercadante fora

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, disse hoje em conversa com a imprensa que “a crise é grave” e que a presidente Dilma Rousseff só terá condições de superá-la se tirar da Casa Civil o ministro Aloizio Mercadante e tomar medidas efetivas, como a redução de ministérios.

“Nunca vi um político falar bem de Mercadante, ele é um articulador que não aglutina, só faz dispersar, nem cumprimenta as pessoas”, avaliou, antes de considerar que os problemas da economia só serão sanados quando forem superados os da área política. Sugeriu, depois, que o ministro Jaques Wagner poderia ser o substituto.

“Este é o ano mais atípico dos últimos tempos, com crise política e crise econômica ao mesmo tempo”, prosseguiu. “Estou muito preocupado. A presidente Dilma perdeu a maioria no Congresso, não tem condições de fazer os ajustes na economia”.

Nilo disse ser “contra um golpe” para derrubar a presidente, o que estaria ocorrendo se o processo fosse movido com base no desempenho administrativo de Dilma. “Se ela tiver alguma culpa pessoal, concordo com o impeachment, mas até agora não vi a digital dela em nada”.

Para caracterizar bem sua posição, o presidente fez uma metáfora esportiva: “A gente tomou 7 a 1 da Alemanha, mas não é para bater no alemão que aparecer no Brasil. Vamos esperar a Copa da Rússia para descontar. Se Dilma não tem culpa, temos de esperar a próxima eleição para mudar de presidente”.

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Posted on 11-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-08-2015


Bruno Aziz, no jornal A Tarde (BA)

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

A presidente Dilma Rousseff antecipa encontro com núcleo duro, agenda reunião com aliados, seduz deputados e assegura apoio de movimentos sociais.

Era noite de Dia dos Pais, celebrado no segundo domingo de agosto no Brasil, quando os ministros mais influentes de Dilma Rousseff receberam ordem para abandonar o conforto familiar e integrar uma reunião estratégica de emergência com a presidente. O caso não é para menos: dentro de uma semana, no domingo dia 16, está marcada uma manifestação contra a presidente. Hora então de juntar todas as (poucas) forças do Governo e erguer a barricada possível durante a semana difícil que se inicia.

Os 13 ministros convocados – com Dilma, o vice-presidente Michel Temer e os dois ministros dos Assuntos Parlamentares o número de presentes era 17, portanto não houve motivo para comparações sarcásticas com a Última Ceia – começaram por discutir as “pautas-bomba”, como são chamados os projetos de lei prejudiciais ao ajuste orçamental do governo que a Câmara dos Deputados e o Senado têm votado.

Depois de, durante a semana, a Câmara ter aprovado o aumento salarial de advogados e polícias, uma medida com custo estimado em 2,45 bilhões de reais (cerca de 700 milhões de euros), Dilma, do Partidos dos Trabalhadores (PT) espera conseguir travar a decisão na votação no Senado. Ficou então decidido que numa das próximas noites a presidente vai receber um grupo de senadores ao jantar, a quem pedirá “apoio e responsabilidade”.(o jantar foi ontem, 10).

Haverá também espaço para um encontro com os líderes parlamentares dos partidos que constituem a base aliada, incluindo o Partido Democrático Trabalhista e o Partido Trabalhista Brasileiro que na semana passada anunciaram a saída da base. “A presidente é que teve essa iniciativa, ela quer dialogar com todos os partidos”, disse Edinho Silva, ministro da Comunicação Social.

Ainda esta semana, o Palácio do Planalto vai agendar uma reunião com a elite empresarial do país para tentar, por um lado, sossegá-la em relação à crise econômica, e por outro, que exerça lobby sobre os deputados, cujas campanhas financia, para travar a escalada de votações que elevam o gasto público.

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