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Postado em 10-08-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 10-08-2015 00:19


Torre de TV de Brasília

JUBS: Quando Brasília cheirava a Brasil

Gilson Nogueira

O nome gravado na grade de ferro da Torre de Televisão, em Brasília, no ano em que o Brasil conquistara, pela terceira vez, a Taça Jules Rimet, jogando futebol, coisa que sabia fazer até levar 7 a 1 da Alemanha, no Maracanã, certamente, não está mais lá. O homem ou o tempo, um dos dois, na certa, deve ter apagado o marco pessoal de uma visita feita, pela primeira vez, a um dos pontos turísticos do Distrito Federal, quando lá estive, compondo a delegação da Federação Universitária Bahiana de Esportes, a Fube, campeã da alegria, sob a batuta do mago do atabaque, o hoje saudoso Fialuna, também massagista das equipes de futebol de salão e basquete masculino.

Não morremos na W3, como cantava Tony Tornado. Mas, em matéria de bons resultados, em esportes coletivos, na competição, ficamos na UTI. Como assessor de imprensa da entidade, fiz um boletim, ao vivo, ao final dos Jubs, para uma emissora de rádio líder em audiência esportiva, na Salvador sem a violência atual, envergando o manto da honra por integrar a delegação baiana que disputara os XXI Jogos Universitários Brasileiros, os famosos Jubs.

Sonhos e choro se misturavam. Ficou a esperança em dias melhores.

Alvinho Liberato, hoje engenheiro civil, aposentado, e ex-goleiro do grêmio amarelo e preto, o famoso Ypiranga, time conhecido no mundo da bola da Bahia como o mais querido, foi o responsável pela nomeação, na qualidade de presidente da Fube, do estudante de jornalismo que voltaria ao DF, um anos depois, representando, de novo, ao lado de Tasso Franco, editor do Bahia Já, a velha Ufba, em um seminário internacional de jornalismo comparado. Na volta, a satisfação de haver cumprido a meta traçada pelos professores.

Já que recordar é viver, aqui estou, de repente, lembrando dos anos de festa de mocidade, o que invariavelmente ocorre ao encontrar ex-colegas de ginásio,universidade e amigos de sempre. Como Alvinho. Na semana passada, revi a Brasília que cheirava a Brasil Grande e os anos em que batíamos bola em uma rua do Campo da Pólvora e nadávamos na antiga piscina olímpica da Fonte Nova. Falamos do descaso com que é tratado o esporte amador na Bahia. Não temos uma piscina olímpica de nível internacional, nem, tampouco, um ginásio de esportes capaz de receber grande público por sediar competições de basquete, vôlei e outros esportes em quadra. Atletas, potenciais campeões, como foram os que participaram dos XXI Jubs, não faltam! É hora de agir.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 10 agosto, 2015 at 8:49 #

Naquele tempo o Brasil sabia jogar bola. E Brasília sabia se preservar. Hoje não temos futebol e nem uma Brasília altiva. É máfia no futebol brasileiro e máfia na política da capital do Brasil. E não só na esfera federal. Governadores e senadores bandidos são condenados, mas permanecem fora das grades. Deputados distritais cassados ou apanhados em gravação metendo dinheiro público nos bolsos, bolsas, meias e, claro, na cueca, continuam por lá. Alguns renunciaram, outros foram cassados. Todos têm filhos ou apadrinhados em seus lugares. Se falta jogo no futebol, sobra jogo sujo na política. Estou quase concluindo que falta mesmo é eleitor.


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