Mensagem postada no Facebook, diretamente da linda Mendoncino, na Califórnia, pela amada afilhada, Gabriella Vallejos-Permenter, com sotaque e tudo, ontem, domingo dos pais.

Oi Tio, Feliz Dia Do Pai, Voce meu Pai do Deus! Meu Padrino!#1 I Love You, and want to dance with you soon! Enjoy a little Madeline Peyroux! Beijos, Tio Hugo y pra Tia Margarida Dourado Cardoso Soares Tambein.

Agradecido pela existência de Gabee e com emoção, compartilho o presente com os ouvintes e leitores do BP. nesta tarde de segunda-feira.

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 10-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-08-2015

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma desconfia de Temer

Gerson Camarotti, do G1, conta que Dilma Rousseff não confia mais em Michel Temer.

“A avaliação de um ministro petista é que o ‘cristal foi quebrado’ e que a partir de agora Dilma sempre ficará com um pé atrás em relação a Temer”.

Dilma Rousseff está certa: Michel Temer se prepara para tomar-lhe a presidência.

DEU NO G1/O GLOBO

Após sofrer derrotas na Câmara, a presidente Dilma Rousseff irá se reunir ao longo da semana com líderes dos partidos da base aliada, informou na noite deste domingo (9) o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, depois de participar de uma reunião da coordenação política do governo no Palácio da Alvorada. De acordo com Silva, a estratégia tem como objetivo recompor a base governista no Congresso e evitar mais votações desfavoráveis na Câmara e no Senado.

Além da presidente, participaram da reunião, que durou quase três horas, 13 ministros, o vice-presidente, Michel Temer, e líderes do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE).

O ministro reconheceu que o Palácio do Planalto enfrenta dificuldades com os integrantes da base, mas disse que o governo está confiante em reverter o cenário desfavorável dialogando com os partidos.

Na semana passada, o Executivo viu o PDT e o PTB desembarcarem da base ao anunciarem que passarão a votar de forma “independente” do governo.

Também na semana passada, na volta do recesso parlamentar, a presidente viu a Câmara aprovar a primeira “pauta-bomba”, como são chamados os projetos com impacto nos cofres públicos.

Apesar do compromisso dos líderes da base em adiar a votação, os deputados, inclusive com ajuda de parlamentares de siglas governistas, aprovaram o texto principal de uma proposta que vincula os salários da Advocacia-Geral da União a 90,25% dos subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 33,7 mil.

O Ministério do Planejamento calcula um impacto de R$ 2,4 bilhões por ano nas contas públicas, o que contraria o esforço de economia do Executivo para reequilibrar as contas públicas.

Michel Temer

Edinho Silva afirmou que, na reunião deste domingo, o vice-presidente, Michel Temer, que acumula a função de articular político, recebeu o apoio dos ministros para continuar no cargo. Na quinta-feira (6), ele havia colocado o cargo à disposição após ter feito um apelo para tentar unificar a base, o que gerlou mal-estar no Palácio do Planalto.

O ministro também cobrou responsabilidade do Legislativo nas votações e afirmou que os interesses do povo brasileiro devem ser colocados em primeiro plano, acima de interesses “político-partidários”.

Falou ainda que a reunião não tratou de reforma ministerial ou redução no número de pastas. Sobre as manifestações previstas para o próximo domingo (16), afirmou que o governo as vê com “naturalidade”.

Encontro

Os ministros presentes na reunião deste domingo foram: Edinho Silva (Comunicação Social), José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Joaquim Levy (Fazenda), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Gilberto Kassab (Cidades), Jaques Wagner (Defesa), Nelson Barbosa (Planejamento), Ricardo Berzoini (Comunicações), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia) e Eduardo Braga (Minas e Energia), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e Edinho Silva (Comunicação Social).

Reunião antecipada

Normalmente, a reunião da coordenação política ocorre às segundas-feiras, mas foi antecipada porque, nesta segunda-feira (10), a presidente tem compromisso em São Luís (MA), onde entregará unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida e participará da inauguração do Terminal de Grãos do Maranhão, no Porto de Itaqui.

Diálogo!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


Torre de TV de Brasília

JUBS: Quando Brasília cheirava a Brasil

Gilson Nogueira

O nome gravado na grade de ferro da Torre de Televisão, em Brasília, no ano em que o Brasil conquistara, pela terceira vez, a Taça Jules Rimet, jogando futebol, coisa que sabia fazer até levar 7 a 1 da Alemanha, no Maracanã, certamente, não está mais lá. O homem ou o tempo, um dos dois, na certa, deve ter apagado o marco pessoal de uma visita feita, pela primeira vez, a um dos pontos turísticos do Distrito Federal, quando lá estive, compondo a delegação da Federação Universitária Bahiana de Esportes, a Fube, campeã da alegria, sob a batuta do mago do atabaque, o hoje saudoso Fialuna, também massagista das equipes de futebol de salão e basquete masculino.

Não morremos na W3, como cantava Tony Tornado. Mas, em matéria de bons resultados, em esportes coletivos, na competição, ficamos na UTI. Como assessor de imprensa da entidade, fiz um boletim, ao vivo, ao final dos Jubs, para uma emissora de rádio líder em audiência esportiva, na Salvador sem a violência atual, envergando o manto da honra por integrar a delegação baiana que disputara os XXI Jogos Universitários Brasileiros, os famosos Jubs.

Sonhos e choro se misturavam. Ficou a esperança em dias melhores.

Alvinho Liberato, hoje engenheiro civil, aposentado, e ex-goleiro do grêmio amarelo e preto, o famoso Ypiranga, time conhecido no mundo da bola da Bahia como o mais querido, foi o responsável pela nomeação, na qualidade de presidente da Fube, do estudante de jornalismo que voltaria ao DF, um anos depois, representando, de novo, ao lado de Tasso Franco, editor do Bahia Já, a velha Ufba, em um seminário internacional de jornalismo comparado. Na volta, a satisfação de haver cumprido a meta traçada pelos professores.

Já que recordar é viver, aqui estou, de repente, lembrando dos anos de festa de mocidade, o que invariavelmente ocorre ao encontrar ex-colegas de ginásio,universidade e amigos de sempre. Como Alvinho. Na semana passada, revi a Brasília que cheirava a Brasil Grande e os anos em que batíamos bola em uma rua do Campo da Pólvora e nadávamos na antiga piscina olímpica da Fonte Nova. Falamos do descaso com que é tratado o esporte amador na Bahia. Não temos uma piscina olímpica de nível internacional, nem, tampouco, um ginásio de esportes capaz de receber grande público por sediar competições de basquete, vôlei e outros esportes em quadra. Atletas, potenciais campeões, como foram os que participaram dos XXI Jubs, não faltam! É hora de agir.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Política e defesa

A coluna da revista Veja Radar, denominação que logo remete a negócios belicosos, como submarinos nucleares e caças supersônicos, publica, como é de hábito dela e de outras similares, especulação das mais intrincadas.

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, estaria em articulação com o ministro Jaques Wagner aparentemente para segurar-se no cargo, objetivo deixado implícito pelo texto.

Neste clima que, com todo respeito, poderia ser definido como de barata-voa, Janine conta com a suposta força do ex-governador baiano com Lula e Dilma para poder enfrentar o secretário-executivo Luiz Cláudio Costa, homem de Aloizio Mercadante.

Vamos considerar, primeiro, que seja verdade. A que estado estamos reduzidos! Estado, aí, no sentido verbal e no institucional. Nosso mais caro tesouro – a educação – está sujeito a injunções que envolvem o ministro da Defesa.

Nem precisava que tivesse nome. Qualquer que fosse o ocupante daquele cargo, por comandar as Forças Armadas, deveria estar voltado para os legítimos interesses do país: a guarda da Constituição e a soberania nacional.

Se for mentira, recomenda-se ao elaborador de tão detalhada história candidatar-se à profissão mais lucrativa de autor de folhetins, sem prejuízo de que viesse a responder por informação deliberadamente falsa.

ago
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Posted on 10-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-08-2015


Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

DO EL PAIS

OPINIÃO

Racismo:Um milionário se diverte

Mario Vargas Llosa

Entre os milionários, como entre demais seres comuns, há de tudo: gente de grande talento e trabalho esforçado, que fez fortuna prestando uma grande contribuição à humanidade, como Bill Gates e Warren Buffett, e que, além disso, destinam boa parte da sua imensa fortuna a obras beneficentes e sociais, ou imbecis racistas como o senhor Donald Trump, ridículo personagem que não sabe o que fazer com seu tempo e seus milhões e se diverte nos últimos dias como aspirante presidencial republicano insultando a comunidade hispânica dos Estados Unidos – mais de 50 milhões de pessoas que, segundo ele, são uma chusma infecta de ladrões e estupradores.

Os disparates de um palhaço com dinheiro não teriam maior importância se as tolices que Trump diz a torto e a direito na sua campanha política – entre elas figuram os insultos ao senador McCain, que lutou no Vietnã, foi torturado e passou anos em um campo de concentração do Viet Cong – não tivessem tocado um nervo do eleitorado norte-americano e o catapultado ao primeiro lugar entre os pré-candidatos do Partido Republicano. Pelo visto, entre estes só Jeb Bush, que é casado com uma mexicana, se atreveu a criticá-lo; outros olharam para o outro lado, e pelo menos um deles, o senador Ted Cruz (do Texas), apoiou suas diatribes.

Mas, felizmente, a resposta da sociedade civil dos Estados Unidos às obscenidades de Donald Trump foi contundente. Romperam com ele várias emissoras de televisão, como Univision e Televisa, as lojas Macy’s, o empresário Carlos Slim, muitas publicações e um grande número de artistas de cinema, cantores, escritores e inclusive o chef espanhol José Andrés, muito conhecido nos Estados Unidos, que abriria um de seus restaurantes em um hotel de Trump, mas se negou a fazê-lo depois das declarações racistas deste.

É bom ou ruim que o tema racial, até agora evitado nas campanhas políticas norte-americanas, venha à luz e inclusive se torne protagonista da próxima eleição presidencial? Há quem considera que, apesar das sujas razões que empurraram Donald Trump a servir-se dele – vaidade e soberba –, não é mau que o assunto se discuta abertamente, em vez de estar supurando na sombra, sem que ninguém o contradiga e refute as falsas estatísticas sobre as quais o racismo anti-hispânico pretende se apoiar. Talvez tenham razão. As afirmações de Trump, por exemplo, permitiram que diferentes agências e institutos de pesquisa dos Estados Unidos demonstrassem que é absolutamente falso que a imigração mexicana venha crescendo sistematicamente. Pelo contrário, o próprio Departamento do Censo (segundo um artigo de Andrés Oppenheimer) acaba de divulgar que na última década o fluxo migratório procedente do México caiu de 400.000 para 125.000 no ano passado. E que a tendência continua sendo decrescente.

O problema é que o racismo nunca é racional, jamais está sustentado por dados objetivos, e sim por preconceitos, suspeitas e medos inveterados em relação ao “outro”, que é diferente, tem outra cor de pele, fala outra língua, adora outros deuses e pratica costumes diferentes. Por isso é tão difícil derrotá-lo com ideias, apelando à sensatez. Todas as sociedades, sem exceção, respiram em seu seio esses sentimentos turvos, contra os quais a cultura é amiúde ineficaz e, às vezes, impotente. Ela os reduz, certamente, e frequentemente os sepulta no inconsciente coletivo. Mas nunca chegam a desaparecer totalmente, e, sobretudo nos momentos de confusão e de crise, atiçados por demagogos políticos ou fanáticos religiosos, costumam aflorar à superfície e produzir os bodes expiatórios nos quais grandes setores, às vezes inclusive a maioria da população, se exime das suas responsabilidades e descarrega toda a culpa dos seus males “no “judeu”, “no árabe”, “no negro” ou “no mexicano”. Remover essas águas imundas dos baixos fundos irracionais é extremamente perigoso, pois o racismo é sempre fonte de violências atrozes e pode chegar a destruir a convivência pacífica e socavar profundamente os direitos humanos e a liberdade.

É muito provável que, apesar da incultura que o senhor Donald Trump ostenta em tudo o que diz e faz – começando por seus horríveis e ostentosos arranha-céus –, ele intua que seus insultos aos americanos de origem latina ou hispânica são absolutamente infundados, e os perpetre sabendo do dano que isso pode causar a um país que, diga-se de passagem, foi e continua sendo um país de imigrantes, ou seja, de maneira frívola e irresponsável. Saber ganhar dinheiro, assim como ser um ás no xadrez ou chutando uma bola, não significa nada além de uma habilidade muito específica para uma determinada tarefa. Pode-se ser milionário sendo – para todo o resto – um parvo irrecuperável e um inculto pertinaz, e tudo parece indicar que o senhor Trump pertence a essa variante lastimável da espécie.

Mas seria também muito injusto concluir, como fazem alguns devido aos destemperos retóricos do magnata imobiliário, que o racismo e demais preconceitos discriminatórios e sectários são a essência do capitalismo, seu produto mais refinado e inevitável. Não é só que não seja assim. Os Estados Unidos são a melhor prova de que uma sociedade multirracial, multicultural e multirreligiosa pode existir, se desenvolver e progredir a um ritmo muito notável, criando oportunidades que atraem às suas costas gente de todo o planeta. Os Estados Unidos são o maior país do nosso tempo graças a essa miríade de pobres pessoas que, desesperadas por não encontrarem estímulos nem oportunidades em seus próprios países, foram ali para se escangalhar, trabalhando sem trégua e, ao mesmo tempo em que lavravam um futuro, construíram um grande país, a primeira potência multicultural da história moderna.

Assim como os irlandeses, escandinavos, alemães, franceses, espanhóis, italianos, japoneses, indianos, judeus e árabes, os hispânicos contribuíram de maneira muito efetiva para fazer dos Estados Unidos o que são. Se em qualquer país, hoje, parece uma sandice falar de sociedades pulquérrimas, não misturadas, esse é ainda mais o caso dos Estados Unidos, onde, devido à flexibilidade do seu sistema que concede oportunidades a todos que quiserem e souberem trabalhar, a sociedade foi se renovando sem trégua, assimilando e integrando gente procedente dos quatro pontos cardeais. Neste sentido, os Estados Unidos são a sociedade de ponta do nosso tempo, o exemplo que cedo ou tarde deverão seguir – abrindo suas fronteiras a todos – os países que quiserem chegar a ser (ou continuar sendo) modernos, num mundo marcado pela globalização. A existência de um Donald Trump em seu seio não deve nos deixar esquecer essa estimulante verdade.

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