Depois do panelaço da noite desta quinta-feira(6) histórica em Salvador e no resto do País, o grande João Ubaldo Ribeiro precisava estar vivo para proclamar outra vez: Viva o Povo Brasileiro.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 07-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-08-2015

DO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Bandidos invadiram a Escola Municipal Alfredo Silva Serra, no bairro Malembar, em Candeias, na noite de quarta-feira (5), e assaltaram vários alunos e professores da unidade. O caso foi confirmado pela 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Candeias).

De acordo com a secretária da Educação, Rosa Maria Silveira, duas pessoas invadiram a escola e realizaram vários assaltos. Ainda de acordo com a secretária, o vigia da unidade foi roubado e uma professora que chegava na escola foi agredida com um tapa no rosto.

Por conta dos assaltos, as aulas foram suspendidas nesta quinta e sexta-feira (7 e 8). As atividades na escola devem ser retomadas normalmente na segunda-feira (10).

A secretária informou também que no último mês de junho, havia encaminhado um ofício à Polícia Militar solicitando o retorno da ronda escolar na unidade de ensino. Segundo Rosa Maria, há muitos casos de reclamações de ocorrências na unidade, como briga entre estudantes, por exemplo.

Em nota, a PM informou que “o policiamento em Candeias é realizado diuturnamente com emprego de viaturas duas rodas pela 10ª CIPM. A unidade conta ainda com o apoio operacional da Rondesp Atlântico”. Além disso, a PM também informou que “o policiamento será reforçado no Distrito de Serra, com a realização de abordagens preventivas na região”. Questionada pelo CORREIO sobre a solicitação feita pela secretária de Educação, a Polícia Militar não se posicionou.

Nesta quinta-feira, Prefeitura, a diretora e coordenadores da Escola Municipal Alfredo Silva Serra se reuniram para discutir medidas de segurança escolar. “Temos que solucionar esse problema porque a violência é a principal causa do afastamento dos estudantes das escolas”, afirmou a secretária. Uma nova reunião está marcada para a segunda-feira para continuar a discussão do assunto e propor nova reunião com a Secretária de Segurança, a Polícia Militar e a comunidade.

Em nota, a Polícia Militar informou que a unidade de ensino conta com o apoio operacional da Rondesp Atlântico. Além disso, a PM afirma que o policiamento é realizado diuturnamente através de viaturas da 10ª CIPM. Ainda de acordo com a PM, o policiamento no Distrito de Serra será reforçado, com a realização de abordagens preventivas na região.

Assunto é o que não falta

O advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro José Dirceu, disse que “é mais fácil matá-lo do que ele fazer uma delação premiada”, declaração aparentemente simples, realçando o caráter férreo e a lealdade a toda prova do seu constituinte.

Revela, porém, que Dirceu tem o quê e, sobretudo, a quem delatar, não se imaginando que seja alguém abaixo dele na hierarquia do grupo.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Relatório da Polícia Federal relata que Othon Pinheiro, no dia da prisão, não quis abrir a porta para os agentes. Disse ser vice-almirante da Marinha, que devia ser tratado com respeito e ainda ameaçou “meter bala” na PF caso a porta fosse arrombada. Quando resolveu abrir a porta, partiu para cima do agente e acabou imobilizado pela força-tarefa, sendo algemado em seguida.

A PF encontrou um arsenal na casa do almirante: uma pistola SW .40, um revólver 38, uma pistola 765, um COLT 357 e uma Glock 9mm. Além de um revólver Taurus 38 e uma pistola Bayard 635.

Foram apreendidas 14 caixas de documentos, contratos diversos e informações sobre a Lava Jato

(Dos jornalistas Mario Sabino e Diogo Mainardi)

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Posted on 07-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-08-2015


Pelicano, no jornal Bom Dia (SP)

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Temer durante entrevista em universidade de Brasília.
/ UESLEI MARCELINO (REUTERS)

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

Nem um jantar de boas-vindas nem o apelo do vice-presidente e coordenador político. Nem a liberação de emendas nem a nomeação de cargos comissionados. Nada foi capaz de deter a implosão da base de apoio de Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, selada nesta madrugada com o anúncio do PDT e o PTB, que juntos reúnem 44 deputados federais, de que, de agora em diante, são independentes: não seguem mais as orientações do Palácio do Planalto.

Os sinais de que a base dilmista na Câmara iria emagrecer já haviam sido dados em maio e junho, quando diversos parlamentares traíram a gestão petista em votações do ajuste fiscal, da redução da maioridade penal e do projeto de lei da terceirização. Nesta semana, a Câmara já havia aberto nesta semana três CPIs e todas excluem o PT do comando, o que é incomum, já que o partido tem a segunda maior bancada da Casa e deveria ocupar algumas das funções de destaque como relatoria ou presidência. Mas o descolamento formal de dois partidos da base de apoio pôs em evidência a desorganização geral do Governo na Casa, que, aprovou também na madrugada desta quinta, com apoio inclusive do PT, o primeiro item da chamada pauta bomba, de impacto para as contas públicas, com a proposta que equipara salários de algumas categorias do setor público com o teto do funcionalismo, o dos ministros do Supremo. A medida causa um impacto superior a 2 bilhões de reais ao ano para as contas públicas.

“Não vamos nos impressionar com o dia de ontem e o dia de hoje. Agora, o alerta [que eu dei] era indispensável. Se começarmos a dizer que não há crise de maneira nenhuma não ajudamos a superá-la”, disse o articulador político e vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que no dia anterior apelou firmemente que a base ficasse unida. Ele tentou contemporizar as defecções e o revés após uma palestra voltada para estudantes de direito em uma universidade de Brasília. “O que os (partidos) declararam foi independência: independência significa que votarão de acordo com suas convicções, o que de alguma maneira já vinham fazendo”, seguiu Temer, que disse que, apesar da crise política e econômica, o país ainda tem uma estabilidade das instituições.

O líder de Rousseff na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse preferir que o PDT e o PTB se transformassem em opositores do que fossem independentes. “Não sei o que independente significa”, disse em tom irônico.

Com a oficialização do desligamento de pedetistas e petebistas, a base de Rousseff agora tem o apoio de 320 dos 513 deputados, mas, como demonstram as votações, esse número não tem se refletido no plenário. Uma apertada maioria que teria de ser muito fiel para aprovar projetos importantes, como os que emendam a constituição (as PECs) e exigem ao menos 308 votos. Para barrar um eventual processo de impeachment, um risco que cresce sobre a presidenta, é necessário impedir que os a favor da medida alcancem 342 votos.

Depois de iniciar a liberação de emendas e a nomeação de quase 200 comissionados para tentar agradar aliados, Rousseff pode ser obrigada nas próximas semanas a iniciar uma reforma ministerial. O PDT quanto o PTB têm dezenas de cargos no Governo. Os mais importantes são o Ministério do Trabalho, com o pedetista Manoel Dias, e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com o petebista Armando Monteiro.
Câmara alta

Enquanto na Câmara a implosão da base já é certa, no Senado, o Governo teme sofrer as primeiras baixas. Nesta semana, o presidente da Casa e aliado de Rousseff, Renan Calheiros (PMDB-AL), reuniu-se com líderes do PSDB, do PMDB e do DEM para discutir o processo do impeachment da presidenta. A reunião aconteceu na casa do senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) e contou com a presença do também tucano José Serra (SP) e do peemedebista Romero Jucá (RR).

Conforme dois participantes do encontro, Calheiros chegou a sugerir que Rousseff poderia ficar mais tempo no cargo, mas nem os peemedebistas que estavam na reunião gostaram da ideia e disseram temer que o PT não reconheceria o apoio de sua base caso consigam evitar a destituição da presidenta.

Em até duas semanas, o Senado deve começar a analisar as primeiras medidas da reforma política e do ajuste fiscal que foram aprovadas na Câmara. A partir de então será possível notar se os senadores serão “contaminados” pelas decisões dos deputados ou se as intervenções governistas conseguirão conter as traições.

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