Veiculado na noite desta quinta-feira, o programa partidário do PT — que mostrou a presidente Dilma Rousseff dizendo que “sabe suportar pressões e injustiças” —, foi alvo de protestos em todo o país. Apesar de o fim da inserção, que durou 10 minutos, ironizar os panelaços, moradores de diversas cidades brasileiras bateram panelas ao mesmo tempo em que o comercial do partido era exibido na TV. Em Salvador, foram registrados vaias e panelaço em bairros como Pituba, Itaigara, Imbuí, Costa Azul e alguns pontos de Brotas.

No Rio de Janeiro, a situação foi registrada em vários pontos. Logo no início do programa, já se ouvia um forte panelaço em Copacabana e Botafogo, bairros da Zona Sul do Rio. Também na Zona Sul, o barulho foi forte na Gávea, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico e Ipanema. No Humaitá, panelaço e buzinaços, com mais intensidade no momento da aparição da presidente Dilma, além de gritos contra a petista. Na Praça São Salvador, em Laranjeiras, houve panelaço e discussão entre críticos e defensores do governo Dilma. Também houve protestos no Centro da cidade, na Lapa, Bairro de Fátima e no Rio Comprido. O panelaço também chegou à Zona Norte do Rio. No Méier, na Tijuca, e no Engenho de Dentro. No Grajaú, protestos e gritos de “Fora, Dilma”. Também houve panelaço em Niterói.

O protesto também foi forte em São Paulo, onde foram registrados panelaço em bairros como Pinheiros, Jardins, Pompéia, Itaim bibi, além de Santa Cecília e Higienópolis. Em alguns bairros as pessoas também fazem buzinaço e fazem piscar as luzes de casas e apartamentos.

O corretor de imóveis Celso Dacca, de 58 anos, morador de Higienópolis, bairro nobre de São Paulo onde houve panelaço, buzinaço e apitaço, além de gritos de “Fora, PT”, criticou os petistas:
“O panelaço é uma forma de protesto contra um governo que criou um protesto de poder. O PT teve uma oportunidade histórica de fazer grandes reformas enquanto estava por cima. Perdeu uma grande chance de fazer uma reforma política, uma reforma administrativa para que este país vá pra frente. O projeto de poder levou o país à bancarrota”, disse.

Segundo Dacca, este não é o primeiro protesto dele contra o governo federal. Eleitor do senador Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da última eleição, ele disse que já foi à Avenida Paulista no dia 15 de março e bateu panela contra o governo federal nos últimos pronunciamentos da presidente Dilma à nação. “O governo enganou o povo. Está fazendo tudo o que disse que não faria na eleição”, desabafou.

Em Curitiba, o protesto foi registrado em vários pontos da cidade. Além de moradores batendo panela, também foram registrados gritos de “Fora Dilma” e “Fora PT”.

Em Porto Alegre, houve registro de panelaço em vários bairros. Também houve protesto nas cidades gaúchas de Santa Maria, na zona central do estado, e em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana.

Os panelaços também aconteceram no Espírito Santo, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Ceará e em Alagoas.

Nas redes sociais, páginas críticas ao governo Dilma chamaram internautas a protestar de forma barulhenta no momento da exibição do programa petista na televisão. “Vamos tirar as panelas da gaveta e espancá-las espontaneamente em alto e bom som”, diz a descrição de um dos eventos no Facebook.

Com a prisão do ex-ministro José Dirceu na última segunda-feira, o PT já esperava novos panelaços durante a veiculação da propaganda. A presidente foi alvo de um panelaço em março, ao usar o pronunciamento pelo Dia Internacional da Mulher para pedir “paciência e compreensão” da população. Depois dessa reação, ela desistiu de discursar na televisão no Dia do Trabalho. Dirceu não foi mencionado no programa.

A inserção do PT ironizou os panelaços:

“Nos últimos tempos, começaram a dar uma nova utilidade às panelas. A gente não tem nada contra isso. Só queremos lembrar que fomos o partido que mais encheu a panela dos brasileiros. Se tem gente que se encheu de nós, paciência, estamos disposto a ouvir, corrigir, melhorar. Mas com as panelas, vamos continuar fazendo o que a gente mais sabe: encher de comida e esperança. Esse é panelaço que gostamos de fazer pelo Brasil”, afirmou o ator José de Abreu, que conduziu o programa.

Pá na panela. BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu para 8% e a rejeição à gestão aumentou para 71%, segundo uma nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 6, e que confirma a tendência de uma queda de popularidade da governante.

A pesquisa do Instituto Datafolha indicou que o apoio à Dilma passou de 10%, na anterior pesquisa divulgada em 20 de junho, aos atuais 8%, enquanto a rejeição subiu no mesmo intervalo de 65% a 71%.

Os entrevistados que consideraram a atual administração de Dilma como “regular” passaram de 24% em junho a 20% na última pesquisa.

O estudo demoscópico coincide com outros divulgados nos últimos dias, como os das “MDA” e “Ibope”, que apontaram uma queda do apoio à presidente até 7,7% e 9% respectivamente.

Segundo o “Datafolha”, a rejeição à gestão de Dilma é a maior recebido por um governante e supera os 68% do ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, antes do impeachment.

Nos primeiros sete meses de seu segundo mandato, a imagem de Dilma e de seu governo se deteriorou como consequência do colossal escândalo pela corrupção na Petrobras e de uma delicada situação econômica que tende a se agravar.

De acordo com cálculos oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro terá uma contração de 1,49% neste ano e a inflação chegará a 9%, o dobro da meta e acima dos 6,5% do teto máximo, enquanto a taxa referência de juros acaba de subir para 14,25%.

Uma crise política com a base aliada dividida e a pressão da oposição, que impediram no Congresso o avanço de projetos e ajustes fiscais propostos pelo Executivo, também dificultam a governabilidade de Dilma.

65% das pessoas acreditam que o Congresso deveria de abrir um processo de destituição da governante e 38% consideram que ela não terminará seu mandato, previsto para finalizar em 2018.

Em uma pesquisa realizada em abril que abordou essa situação, o número de pessoas favoráveis à abertura de um processo de destituição no Congresso era de 63%, enquanto 29% consideravam que Dilma sairia do poder antes de finalizar seu mandato.

A última pesquisa da “Datafolha” foi realizada com 3.358 pessoas em 201 municípios nos dias 4 e 5 de agosto, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.

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Posted on 06-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-08-2015


DO EL PAIS

Aconteceu o que era esperado entre os membros do Ministério Público Federal. O atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, condutor das investigações da operação Lava Jato sobre políticos com cargos públicos, foi o mais votado entre os quatro procuradores que se candidataram para o cargo que ele ocupa. Agora, ele encabeça a lista tríplice que será enviada à Presidência da República para definir quem será o novo procurador-geral a partir de setembro, quando acaba o atual mandato dele. A tendência é que ele seja reconduzido à função, mas primeiro ele terá de passar por um teste: ser chancelado pelo Senado, onde está uma dezena de parlamentares alvo do escândalo de corrupção.

Janot teve uma vitória folgada, com o apoio de 799 dos 983 votantes na eleição promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), em que cada procurador poderia escolher até três nomes para compor a lista tríplice. Farão parte da lista ainda os procuradores Mario Bonsaglia (462 votos) e Raquel Dodge (402 votos). Quem ficou de fora foi Carlos Frederico Santos, que teve 217 votos.

Como teve votos de 81% dos eleitores, o atual procurador sai ainda mais fortalecido e demonstra um forte apoio da classe à operação Lava Jato, que descobriu um esquema de desvio bilionário da Petrobras e em empresas do setor elétrico. Assim que o escândalo estourou, há pouco mais de um ano, Janot montou duas equipes de especialistas para dar suporte à investigação coordenada pela Procuradoria da República no Paraná.

Em primeira instância, são nove procuradores que investigam mais de 70 pessoas entre ex-deputados, ex-ministros, lobistas, doleiros, ex-diretores da Petrobras e da Eletronuclear, além dos principais empreiteiros do país. Já em Brasília, há outros sete procuradores, além do próprio Janot, responsáveis por investigar o núcleo político, que envolve parlamentares, governadores e outras autoridades com foro privilegiado. Neste caso, eles atuam nos processos que estão sendo abertos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ente os investigados nessa instância estão o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Desde março, quando denunciou formalmente ao Supremo Tribunal Federal dezenas de políticos acusados de participação no escândalo, Janot dividiu os holofotes da Lava Jato com a força-tarefa de procuradores do Paraná e o juiz Sergio Moro – o responsável por mandar para a cadeia donos de empreiteiras como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez e, mais recentemente, o ex-ministro José Dirceu.

A Lista de Janot, a relação de 49 políticos de seis partidos implicados no escândalo, marca um ineditismo: foi a primeira vez em que tantas autoridades com foro privilegiado se tornaram alvo de uma mesma apuração, vencendo o marco anterior, o mensalão, julgado em 2012.

Por apontar sua mira para importantes nomes da política nacional, Janot ganhou uma série de “inimigos”. Os principais deles são Collor e Cunha. O primeiro, que já teve bens apreendidos e é suspeito de ter recebido 26 milhões de reais em propinas, pediu uma investigação contra Janot para que ele fosse destituído da função. O segundo chama de “querela pessoal” as acusações contra ele —entre elas, a de ter recebido ao menos 5 milhões de reais em pagamentos ilícitos.
Teste de fogo no Senado

Janot espera agora a decisão de Rousseff, que é quem indica o procurador-geral ao Senado. Nos Governos petistas, praxe tem sido escolher o mais votado e, conforme lideranças governistas, é isso o que deve ocorrer até setembro. “Se até reitores são escolhidos os mais votados, qual seria a lógica do procurador-geral ser diferente”, disse o líder do Governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS).

O principal problema para Janot é que parte de seus investigados o esperam no Senado e preparam um limbo jurídico para constrangê-lo. A estratégia é protelar o máximo possível a votação da indicação de Rousseff. Assim, a Procuradoria-Geral da República ficaria sob o comando do vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público, Eitel Santiago Pereira. Para membros do MPF, porém, esse castigo não teria efeito imediato, já que a estrutura montada para assessorar as apurações da Lava Jato seria mantida, independentemente de quem estiver no comando da instituição.

Caso ocorra algo improvável e a presidenta indique um dos outros dois nomes da lista tríplice, a Procuradoria Geral da República ficaria entre um ativo procurador que já comprou briga com a PF pelo direito de investigar, Mario Bonsaglia, e uma que ficou marcada pela operação que terminou com um governador do Distrito Federal cassado, Raquel Dodge.

“Não tem solução””, do mestre Dorival Caymmi, com Wilson Simonal, para ouvir, pensar e amar muito!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Dilma, a grande laranja, talvez seja inocente

A presidente Dilma Rousseff deve ser a mais ingênua e inocente nesse quadro todo de decomposição moral e política em que se meteram os mais notáveis próceres da esquerda no Brasil, ou que, pelo menos, agiram nome dela.

Não é à toa que, mesmo perdida no aparvalhamento político que é uma marca de sua personalidade, a presidente mantém a altivez, manifestando a convicção de que nada a atinge pessoalmente e dispondo-se a resistir aos que querem cassá-la.

Se o processo for em frente, será com base em transgressões administrativas do governo, não por culpa direta de sua titular, que muito provavelmente não foi corrompida com dinheiro nesse mar de lama e dólares.

É mera especulação: impossibilitado, já pelo mensalão, de fazer de José Dirceu seu sucessor, um desdobramento natural dentro do esquema de poder petista, ou mesmo de outras lideranças do partido igualmente tragada pelas denúncias, Lula aproveitou para dar o bote.

Poderia, por exemplo, indicar Jaques Wagner, de origem sindicalista como ele, dito seu amigo – o “Galego” com quem dividiu incontáveis prazeres, o homem que no primeiro mandato de governador da Bahia consolidou uma imagem positiva, de fácil aceitação nacional.

Mas Lula preferiu decidir monocraticamente, estribado em sua imensa popularidade, e o fez com a astúcia que o caracteriza, escolhendo uma mulher, à qual atribuiu a capacidade administrativa diretamente responsável pelo êxito do seu governo.

A fórmula, como se sabe, pegou, mas, na verdade, ele pensava apenas numa “teleguiada”, como foram apelidados os testas de ferro no início da corrida espacial, em referência a um dos artefatos voadores de então, ou “laranja”, na linguagem mais vulgar de hoje em dia.

Tendo a chance de livrar-se de “macacos velhos” que poderiam contestá-lo, Lula criou uma lenda para manter o poder através de uma pessoa tão desligada que nem enxergava o que se passava debaixo do seu nariz na Petrobras, mesmo sendo ministra das Minas e Energia e presidente do Conselho Administrativo da estatal.

Pessoas aéreas assim nas altas esferas de poder não têm, digamos, competência para roubar – é o que o bom senso sugere. Tanto que é indispensável reiterar: Dilma garantiu, em entrevista emblematicamente concedida no exterior, que não a pegarão por “malfeitos”.

Talvez a peguem por uma tecnicalidade contábil qualquer, dessas que estão aí só pra constar, mas das quais se pode lançar mão quando necessário. Isso vai depender das injunções políticas em efervescência neste segundo semestre.

O dilema de tucanos e assemelhados

A favor da presidente quanto a um eventual processo de impeachment estão a desqualificação de seus principais adversários e a imperiosa urgência de se assegurar a sanidade do ambiente econômico para evitar a degringolação total do país – mais inflação, mais desemprego, mais retração.

Contra ela, e, portanto, desprezando a ideia de fazê-la “sangrar”, o fracasso dessa estratégia em relação ao próprio Lula no episódio do mensalão. Temem muitos, e não sem fundamento, que, se conseguir reequilibrar-se, a presidente possa dar novo destino às eleições de 2018.

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Posted on 06-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-08-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Carge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O banco suíço enviou uma carta a Romário, declarando ser falso o extrato que a Veja utilizou como prova de uma conta não declarada do senador.

“Nós estabelecemos como certo que este extrato bancário é falso e que o Sr. Romário de Souza Faria não é o titular desta conta em nosso banco na Suíça”, diz a carta.

Veja pediu perdão a Romário. E nós também nos desculpamos por ter reproduzido a barriga da revista.

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