Nunca é tarde para aprender.E cantar.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NA COLUNA DE MERVAL PEREIRA, NO JORNAL O GLOBO (REPRODUZIDA NA TRIBUNA DA BAHIA)

Reunião secreta

Um desses “supostos jornalistas” donos de blogs chapas-brancas que a Operação Lava-Jato está rastreando fez ontem uma denúncia interessante: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, veio ao Rio para uma reunião secreta na sede da Rede Globo. Seria o início de uma conspiração contra o governo.

Pois bem, de fato Cunha esteve no Rio, mais exatamente na sede do jornal O GLOBO, onde almoçou com alguns editores. O encontro foi noticiado pelo jornal. Só mesmo um “suposto jornalista” desvendaria uma reunião tão secreta.


Foto: REUTERS/Nacho Doce

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (DE LISBOA)

Por João Almeida Moreira, São Paulo

O novo acusado na Lava-Jato, com as portas fechadas no seu país e calculando que estaria livre em 2016, sonhava emigrar. A realidade é outra: o ex-ministro-chefe da Casa Civil do Governo Lula (fundador do PT) está detido em Curitiba e nem do Partido dos Trabalhadores recebe apoio

José Dirceu sonhava emigrar já em 2016, quando pudesse se beneficiar de um indulto concedido anualmente pela Presidência da República, esperava ele e os seus advogados. Portugal era o destino escolhido, adianta o jornal Folha de S. Paulo, após uma conversa com o mais recente e midiático acusado da Operação Lava-Jato, que investiga o escândalo de corrupção na Petrobras, mantida antes da sua detenção na segunda-feira.

Segundo o jornal, o antigo ministro da Casa Civil sentia que tinha as portas fechadas para viver e trabalhar no Brasil. Até esta semana, Dirceu estava cumprrindo uma pena de prisão domiciliária de sete anos e 11 meses pela participação no Mensalão – o escândalo de compra de deputados no primeiro governo de Lula da Silva- e tinha em mente emigrar. Um plano inviabilizado por estar desde ontem numa cela de uma delegacia da Polícia Federal em Curitiba, para onde foi transferido desde a prisão em Brasília, por suspeita de envolvimento no Petrolão.

Em Curitiba, Dirceu vai encontrar Sérgio Moro, o juiz que lidera as investigações, e pode, como aconteceu com outros acusados antes dele, ser confrontado com o convite para fazer um acordo de delação premiada – contar o que sabe em troca de considerável redução de uma eventual pena efetiva de prisão. No entanto, na mesma conversa que manteve com o jornal, José Dirceu colocava de lado essa possibilidade.

“Delação não tem pés nem cabeça, primeiro porque não tenho o que delatar e segundo porque não tem nada a ver com a minha trajetória e com a minha vida”, afirmou o antigo preso político na ditadura militar brasileira e braço-direito de Lula da Silva no primeiro dos quatro governos seguidos do Partido dos Trabalhadores.

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Posted on 05-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-08-2015



BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Bradesco gastou uma pontinha com o HSBC

Coube ao deputado Adolfo Menezes (PSD) definir o clima da Assembleia Legislativa no reinício dos trabalhos, hoje, após o recesso de julho: “A gente nem tem ânimo para falar a um plenário vazio”.

O painel eletrônico indicava a presença de 45 deputados, contra quatro “em pleno corpo físico”, como diria o poeta. Mas a sessão prosseguiu, e outros parlamentares foram chegando – e discursando.

Menezes se concentrou na transação bancária do momento: “É escandaloso! O Bradesco comprou a operação do HSBC no Brasil com o lucro de um semestre. Assim estão todos os bancos, e o país vivendo em dificuldades”.

Na verdade, o Bradesco lucrou R$ 8,7 bilhões no primeiro semestre deste ano e adquiriu o controle do HSBC por R$ 17,6 bilhões. O que não invalida a estranheza do deputado, pois é igualmente imoral a capacidade de fazer tal negócio com o lucro de um ano.

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Posted on 05-08-2015
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Cáu Gomez, no jornal A Tarde (BA)


Cunha, ao fundo, na sessão desta terça-feira. / Ag. Câmara

DO EL PAIS

A oposição a Dilma Rousseff (PT) abraçou de vez o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tudo em nome da meta de provocar uma tormenta no Planalto e abrir caminho para um possível pedido de impeachment. Rompido oficialmente com Rousseff após ser implicado por um delator na Lava Jato, Cunha precisou de menos de 24 horas no primeiro dia da volta dos trabalhos no Legislativo para selar um acordo com DEM e PSDB sobre o pedido de impugnação e, de quebra, retirar o PT do comando de quatro incômodas novas CPIs.

A manobra para o impeachment entre Cunha e os opositores começou a ser costurada na noite de segunda-feira, conforme deputados da base e da própria oposição. Foi quando o peemedebista reuniu em sua residência oficial, em Brasília, lideranças do DEM, do PSDB e do Solidariedade, os principais partidos de direita contrários à Rousseff, e de membros do segundo escalão do PR e do PSD, duas legendas que compõem o governo petista inclusive com ministérios. Lá que ficou combinado a jogada ensaiada: Cunha vai rejeitar um pedido de impeachment, a ser apresentado pelos opositores, no futuro, com base na possível rejeição das contas de 2014 do Governo Rousseff pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A oposição, então, entraria com um recurso, que seria aceito por ele após uma breve análise da procuradoria jurídica da Câmara. Seria oficializado, assim, o pedido de destituição presidencial que teria de ser votado pelo plenário da Casa. Cunha, na avaliação dos que fecharam o acordo, pareceria menos golpista ou açodado para assumir o poder, já que é o segundo na linha de sucessão presidencial atrás apenas do vice-presidente, Michel Temer.

Parte da estratégia para viabilizar o pedido de impeachment já começou a ser posta em prática. O primeiro passo foi preparar o terreno para que a Câmara possa avaliar o parecer do TCU sobre Dilma, algo que não acontece desde os anos 90. Para julgar as contas da petista, os deputados terão de resolver o acumulado e, por isso, Cunha capitaneou no plenário nesta terça a aprovação o regime de urgência para análise das contas de quatro ex-presidentes, de Itamar Franco (PMDB) a Lula (PT). Agora, a análise do passivo pode acontecer a qualquer momento.

Quatro CPIs

Não chega a surpreender as estratégias de Cunha para irritar o Planalto, mas elas ganharam maior voltagem desde meados de julho, quando o presidente da Câmara se declarou um opositor aberto ao Governo. O pano de fundo foi a operação Lava Jato. Seu rompimento ocorreu depois que um delator do esquema de corrupção na Petrobras denunciou ter pago 5 milhões de reais a ele como propina para manter negócios com a empresa pública, e sua estratégia agora é tentar ampliar os ataques para de defender de uma possível denúncia do Ministério Público Federal no caso.

A tentativa de fazer o Governo Rousseff sangrar não parou nas articulações para o pedido de destituição. Nessa mesma reunião de segunda-feira à noite, Cunha e seus neoaliados decidiram que os comandos de quatro CPIs que serão instaladas nos próximos dias não teriam nenhum representante do PT. Excluir o partido que tem a segunda maior bancada de deputados é uma exceção às regras do Legislativo. Normalmente, indicam os presidentes e relatores das CPIs as legendas que têm o maior número de representantes na Casa. Conforme o deputado Mendonça Filho, líder do DEM e aliado de Cunha, as próximas quatro CPIs a serem criadas teriam a seguinte estrutura de comando. A do BNDES, seria presidida por um deputado do PMDB e relatada por um representante do PR. A dos fundos de pensão, comandada pelo DEM e relatada pelo PMDB. A de crimes cibernéticos seria presidida pelo PSDB e a de maus-tratos aos animais, pelo PSD. As relatorias dessas duas comissões não foram definidas.

A decisão sobre as CPIs irritou o líder do Governo na Casa, José Guimarães (PT-CE). Antes de saber do acordo, ele esteve com o próprio Cunha em um encontro reservado na manhã de terça-feira e disse que as conversas iam em outro sentido. Quando ficou sabendo da articulação dos opositores respaldados pelo peemedebista demonstrou irritação e disse que tentaria reverter o quadro. “Era só o que faltava. O segundo maior partido ficar de fora das CPIs. Isso está errado”, afirmou. Guimarães disse que vai cobrar de Cunha uma postura isenta, como deveria ter qualquer presidente de um poder, e que não pretende criar um clima de animosidade maior do que o que já existe.

Mendonça Filho e o líder do PMDB, Leonardo Picciani, disseram que o culpado pela exclusão do PT foi o próprio partido. “Quem vem se isolando aqui é o PT”, disse Mendonça. “Quem se isolou teve suas razões para isso e não foi isolado por ninguém”, complementou Picciani.
Contraponto governista

Rousseff se movimentou nesta semana para tentar conter o desgaste. Também na segunda-feira reuniu 80 líderes, vice-líderes e presidentes de partidos aliados para pedir uma união contra a pauta-bomba do Congresso Nacional. O objetivo é evitar que projetos que influenciem no ajuste fiscal ou que aumentem os gastos do Governo sejam barrados no Legislativo.

A moeda de troca do Governo é a liberação de emendas parlamentares e a nomeação de 200 cargos comissionados nos Estados

Na reunião, Rousseff pediu para que seus aliados fossem corajosos e não agissem como “carneirinhos” votando conforme a vontade do presidente da Câmara. No primeiro semestre não foram poucas as traições entre seus aliados. Projetos como da lei da terceirização, do reajuste das aposentadorias, do aumento salarial dos servidores do Judiciário e até da redução da maioridade penal registraram infidelidades da base governista. A moeda de troca do Governo, neste momento, é a liberação de emendas parlamentares que estavam represadas e a nomeação de 200 cargos comissionados nos Estados.

Como na Câmara a gestão Rousseff perde uma batalha atrás da outra, nas últimas semanas os articuladores políticos do Planalto decidiram investir no Senado, onde sua base é mais ampla. Aparentemente, a estratégia tem dado certo. Nesta terça-feira, por exemplo, presidente desta Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que não botaria em votação nenhuma pauta-bomba que onere ainda mais o Governo.

As declarações de Calheiros ocorreram logo após ele se reunir com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Na ocasião, ele disse, conforme o portal de notícias G1, que não se considera governista, nem oposicionista. “Vou me pautar sempre como presidente do Congresso Nacional, um poder independente, autônomo, que quer colaborar com o país, com o olhar sempre da sociedade”.
PSOL pede que Cunha se licencie, mas aliados o defendem

A.B.

Assim que voltou do recesso parlamentar, a única voz que destoa dentro do parlamento brasileiro voltou a ecoar. Na reunião de líderes de bancadas, o PSOL solicitou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tirasse uma licença de sua função até o fim das investigações contra ele. Cunha foi acusado por um réu da Lava Jato, o lobista Julio Camargo, de receber 5 milhões de reais de propinas para que a empresa Toyo Setal mantivesse contratos com a Petrobras.

Como tem uma bancada ínfima, com quatro membros, e não conta com o apoio de nenhum partido oposicionista, nada ocorreu com o pedido do PSOL. “Todos os líderes defenderam o presidente. Só o PT se calou. Os outros líderes todos o apoiaram”, relatou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). “Já vimos outras autoridades se licenciarem para serem investigadas e, se nada fosse provado, elas voltavam para seus cargos. É uma atitude de grandeza”, completou o parlamentar.

Há pouco mais de três meses, o mesmo PSOL pediu uma abertura de sindicância contra 22 deputados que foram citados como receptores de propinas por empreiteiros, doleiros e lobistas investigados pela Lava Jato. Até esta terça-feira, a Mesa Diretora da Casa não havia se manifestado sobre essas solicitações.

Com todos os movimentos, a tensão em Brasília não dá sinais de arrefecer, especialmente com o aprofundamento das investigações da Lava Jato, que se aproxima do núcleo político do esquema criminoso, e a provável denúncia de novos políticos. A tendência é que os atritos entre Legislativo e Executivo tenham muitos novos capítulos.

ago
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Posted on 05-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-08-2015


DO BLOG O ANTAGONISTA

A CPI do Petrolão nunca quis ouvir de verdade as razões de Catta Preta para abandonar a defesa de seus cliente na Lava Jato. A convocação da advogada foi estratégia para constrangê-la.

Em Curitiba, os investigadores trabalham com a hipótese de que Catta Preta foi ameaçada, mas também ameaçou. Júlio Camargo vinha poupando Eduardo Cunha por orientação da própria advogada em combinação com… Nélio Machado, advogado de Fernando Baiano.Ao testemunhar contra o presidente da Câmara, Júlio pegou Nélio de surpresa e colocou a advogada numa saia justíssima. Júlio era pressionado a não abrir os podres de Cunha, mas sentiu que isso poderia acabar lascando seu próprio acordo de delação e resolveu jogar tudo no ventilador. Nélio e Cunha teriam um acordo informal.

Se a CPI fosse séria, pediria uma acareação entre Júlio, Catta Preta e Nélio.

(Dos jornalistas Mario Sabino e Diogo Mainardi)

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