Não colou

Tentaram de todo modo transformar a bomba caseira jogada na porta do Instituto Lula em “atentado terrorista” e “intolerância política”, quando aquilo não passou de um vandalismo vulgar, cujo praticante deve ser identificado e responder penalmente.

Foi a ação de um irresponsável, mas na atual situação de deterioração do governo, qualquer argumento serve para diluir as atenções e a pressão. Tanto que se apressaram a protestar a própria presidente Dilma e o ministro da Defesa, Jaques Wagner.

Não é preciso dizer que o Brasil está longe dessa perspectiva explosiva, que em países imersos na violência política e religiosa mata milhares de pessoas e destrói o patrimônio. O ataque ao Instituto Lula foi apenas um protesto insano.

Uso restrito

Bomba, no Brasil, só dois segmentos estão autorizados a utilizar: as pedreiras e os assaltantes de banco.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 4 agosto, 2015 at 1:19 #

Há um outro segmento autorizado a usar bomba. E, por sinal, é o que mais utiliza: o governo.

É bomba na economia, é bomba da educação, é bomba na saúde. É bomba na aposentadoria, é bomba no emprego. Também bomba na ética. Tem até uma terrível bomba “de defeito moral”.


jader on 4 agosto, 2015 at 9:21 #

jader on 4 agosto, 2015 at 10:04 #

Fátima Oliveira
Tolerância zero é o que, sem piedade, o fascismo merece

Fátima Oliveira
Tolerância zero é o que, sem piedade, o fascismo merece

PUBLICADO EM 04/08/15 – 03h00
“Tu sabes,/ conheces melhor do que eu/ a velha história./ Na primeira noite eles se aproximam/ e roubam uma flor/ do nosso jardim./ E não dizemos nada./ Na segunda noite, já não se escondem;/ pisam as flores,/ matam nosso cão,/ e não dizemos nada./Até que um dia,/ o mais frágil deles/ entra sozinho em nossa casa,/ rouba-nos a luz, e,/ conhecendo nosso medo,/ arranca-nos a voz da garganta./ E já não podemos dizer nada (…)” (“No Caminho com Maiakóvski”, de Eduardo Alves da Costa, poeta fluminense, Niterói, 6.3.1936).

Costumo recorrer à poesia em horas difíceis, quando quero colo, aconchego… O poeta nicaraguense Ernesto Cardenal (nascido em 20.1.1925) disse que “são os poetas que protegem o povo com a força das palavras”.

Defendo “tolerância zero” para palavras e atos que visam interditar o direito de ir e vir. Desde a primeira vez em que o ex-ministro Guido Mantega foi acuado em São Paulo, no Hospital Albert Einstein (19.2.2015), fiquei zuretada por ele não ter registrado um Boletim de Ocorrência (BO)!

E cá com meus botões matutava: “Estão esperando o que para reagir à altura conforme os ditames da democracia? Se demorarem a tomar as medidas cabíveis, em breve nem sequer poderão aparecer numa janela! Ser tolerante com práticas fascistas tem resultado: mais fascismo”.

Acuaram o ex-ministro Alexandre Padilha no restaurante Varanda Grill, no Itaim Bibi (15.5); depois, novamente Mantega no restaurante Aguzzo, em Pinheiros (23.5); e, pela terceira vez, Mantega foi sitiado no restaurante Trio, na Vila Olímpia (28.6)! A calçada de Jô Soares foi pichada com ameaças de morte após ele entrevistar respeitosamente Dilma Rousseff. Tudo em Sampa! Como há fascistas declarados na cidade de São Paulo, num é?!

Mantega caiu em si: “Não podemos permitir que se instaure entre nós esse espírito autoritário. Atitudes como essas são perniciosas para o convívio democrático” (“Guido Mantega: intolerâncias fascistas”, “FSP”, 5.7.2015). Comenta-se que processará o empresário que o agrediu no Vila Trio. Espero, porque, como não dissemos nada até agora, os fascistas do discurso passaram às bombas. É o que exibe o ataque ao Instituto Lula em 30 de julho passado.

A presidente Dilma tuitou: “A intolerância é o caminho mais curto para destruir a democracia”. “Jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro”. Foi pouco! A lenda viva do PT, Lula, reverenciado no mundo inteiro, corre risco de vida por conta do ódio de classe, e o governo do PT economiza palavras?

Nós e Dilma precisamos decorar os versos de “No Caminho com Maiakóvski” e introjetar os versos do poeta russo em “Adultos”: “nos demais – eu sei,/ qualquer um o sabe –/ o coração tem domicílio/ no peito./ Comigo/ a anatomia ficou louca./ Sou todo coração –/ em todas as partes palpita.” (Vladimir Maiakóvski – 1893-1930).

Há recrudescimento do ideário fascista com vestes conservadoras medievais, beatice (católica e evangélica) e dupla moral. Urge buscar na inspiração dos poetas o poder da iniciativa de se indignar com os fatos e a interpretação distorcida deles, que registra inegável manipulação para minimizar o ocorrido: “Instituto Lula diz que foi alvo de ‘ataque político’” (“Estadão”, 31.7.2015).

Não é que o Instituto Lula diz! Em 2015, ocorreram três atentados com bombas contra o PT no Estado de São Paulo! Na sede do PT em Jundiaí (15.3) e em São Paulo (26.3); e na sede do Instituto Lula (30.7). Será que o PT está “Esperando Godot”?


Taciano Lemos de Carvalho on 4 agosto, 2015 at 12:49 #

Bomba, mas velha conhecida, é o Dirceu. Está explodindo cacos pra todos os lados. Tem gente aí que finge que ele não foi nem o ‘capitão’ do seu time. Que nem atende telefone do Zé. A bomba está saindo neste momento da sede da PF em Brasília para um voo especial até o xadrez no Paraná


luis augusto on 4 agosto, 2015 at 14:25 #

Francamente, quem é que precisa arrancar a primeira flor no jardim de Lula?

Transcrevo abaixo nota do PE há pouco mais de seis meses, que tem como matriz o poema citado por Jader.

“No caminho com o neoliberalismo”

Data: 28/01/2015

“Na primeira canetada, eles restringem o seguro-desemprego e o auxílio-doença, e ninguém protesta.

“No segundo decreto, já mais à vontade, reduzem as férias a 15 dias e congelam o salário mínimo – e novamente não há nenhuma manifestação nas ruas.

“Até que um dia, o mais corrupto deles, percebendo que o povo morre de medo e ignorância, baixa uma medida provisória e revoga de vez a legislação trabalhista, acabando o 13º salário, a jornada de oito horas e o direito de recorrer à Justiça”.


Taciano Lemos de Carvalho on 4 agosto, 2015 at 15:08 #

A Lava-Jato e o Brasileirão
Coisas do WhatsApp:

A Lava-Jato parece o Brasileirão. Tem várias rodadas. Já está na décima sétima.

Lula, Dilma, Zé Dirceu e Mercadante se encontram na zona de rebaixamento.


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