DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

O jornalista “severamente investigado” pela Lava Jato é Leonardo Attuch, do site Brasil 247. Quem o entregou foi Milton Pascowitch.

Milton Pascowitch explica: “Ficou claro que não haveria qualquer prestação de serviço mas que era uma operação para dar legalidade ao ‘apoio’ que o PT dava ao blog mantido por Leonardo”. O valor foi “abatido” da propina que estava à disposição de Vaccari.

Leiam o documento:

Dá-lhe, Morengueira. Dá-lhe, Pixuleco.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


DO JORNAL ESPANHOL EL PAIS

Felipe Betim

De São Paulo

A Operação Lava Jato se aproxima cada vez mais do alto escalão do Governo Federal. Em sua 17ª fase, iniciada na manhã desta segunda-feira, a Polícia Federal (PF) prendeu em Brasília o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, segundo confirmou seu advogado Roberto Podval. Para o Ministério Público Federal (MPF), ele foi um dos criadores do esquema de corrupção na Petrobras ainda quando era ministro do Governo Lula (2003-2011) e inclusive durante o processo do mensalão. E continuou enriquecendo depois que foi condenado e preso por corrupção ativa, sempre segundo o MPF.

O irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, também foi preso nesta nova fase, denominada Pixuleco (termo utilizado pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, do PT, para nominar a propina paga em contratos com o poder público, detalhou Ricardo Pessoa, presidente da UTC). Depois que Dirceu foi preso, era o seu irmão quem se dirigia até as empresas investigadas pela Lava Jato para receber o dinheiro, segundo o MPF.

Cerca de 200 agentes cumprem 40 mandados judiciais em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro: 26 de busca e apreensão, três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e seis de condução coercitiva (quando o suspeito é levado para prestar depoimento obrigatoriamente). Entre os detidos também está o dono da empresa de consultoria Consist, Pablo Kipersmit. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

No entanto, a transferência de Dirceu ainda precisa da autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ex-ministro cumpre, desde novembro do ano passado, prisão domiciliar pelo processo do mensalão. Ele foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e, como não é réu primário, poderá permanecer em regime fechado caso seja condenado no processo da Lava Jato.

O ex-ministro é acusado de utilizar sua empresa, JD Consultoria e Assessoria Ltda, para receber ao menos 7,3 milhões de reais de empresas investigadas pela Lava Jato. A empresa faturou 29 milhões de reais 2006 e 2013 tendo como clientes cerca de 50 empresas. Dessa lista, constam também construtoras investigadas, como a OAS, a UTC Engenharia, a Engevix e a Camargo Corrêa. No entanto, Dirceu assegurou que os seus negócios com essas empreiteiras não têm relação com contratos com a Petrobras que estão sendo investigados pela Lava Jato.

DO EL PAIS

O ex-ministro da Casa Civil (do governo Lula), José Dirceu, foi preso em Brasília na manhã desta segunda-feira pela Polícia Federal (PF), na 17ª fase da Operação Lava Jato, segundo confirmou seu advogado Roberto Podval. O irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, também foi preso nesta nova fase, denominada Pixuleco (termo utilizado pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, do PT, para nominar a propina paga em contratos com o poder público, detalhou Ricardo Pessoa, presidente da UTC).

Cerca de 200 agentes cumprem 40 mandados judiciais em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro: 26 de busca e apreensão, três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e seis de condução coercitiva (quando o suspeito é levado para prestar depoimento obrigatoriamente). Entre os detidos também está o dono da empresa de consultoria Consist, Pablo Kipersmit. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

No entanto, a transferência de Dirceu ainda precisa da autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ex-ministro cumpre, desde novembro do ano passado, prisão domiciliar pelo processo do mensalão. Ele foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e, como não é réu primário, poderá permanecer em regime fechado caso seja condenado no processo da Lava Jato.

O ex-ministro é acusado de utilizar sua empresa, JD Consultoria e Assessoria Ltda, para receber ao menos 7,3 milhões de reais de empresas investigadas pela Lava Jato. A empresa faturou 29 milhões de reais 2006 e 2013 tendo como clientes cerca de 50 empresas. Dessa lista, constam também construtoras investigadas, como a OAS, a UTC Engenharia, a Engevix e a Camargo Corrêa. No entanto, Dirceu assegurou que os seus negócios com essas empreiteiras não têm relação com contratos com a Petrobras que estão sendo investigados pela Lava Jato.


Cunha, em São Paulo, no dia 27. / NACHO DOCE (REUTERS)

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

A tropa de choque do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se prepara para receber em Brasília um calhamaço de documentos que citam quase uma dezena de congressistas que poderão ter pedidos de investigação autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. Os sete procuradores do Ministério Público, que trabalham sob as ordens de Janot estão prestes a definir quais autoridades se beneficiaram da corrupção na Eletronuclear, um dos braços da Eletrobrás. O chamado eletrolão, como foi apelidada a operação que investiga o setor elétrico, reforçou a apreensão na capital federal.

Além desse grupo, há os 50 parlamentares, ex-governadores e ex-ministros alvos da primeira etapa da Lava Jato, que esteve debruçada sobre a Petrobras. Assim, instalou-se um clima de salve-se quem puder no Congresso Nacional. “É uma situação de desconfiança geral. Não se sabe com quem podemos contar. E isto só vai mudar se conseguirmos tirar essa pecha de que somos todos membros de uma gangue que amedronta as pessoas”, disse um dos líderes partidários ouvidos pela reportagem.

É sob esse ambiente que os deputados federais e senadores retornam esta semana aos trabalhos, após um recesso de 14 dias. O que acontece a partir de agora depende da divulgação desses políticos envolvidos no eletrolão, segundo cinco líderes de partidos ouvidos pelo EL PAÍS.

O julgamento das contas da presidenta Dilma Rousseff pelo Tribunal de Contas da União – prioridade do próprio TCU como da Câmara – é outro capítulo que vai balizar as ações do Congresso a partir desta semana. Conforme a decisão dessa corte e o ânimo dos oposicionistas, o caso pode acabar em um pedido de impeachment.

Tudo depende ainda do comportamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, após seu rompimento oficial com o Governo Dilma. Embora tenha assanhado os defensores do impeachment ao retirar pedidos que estavam na gaveta, ele acabou assumindo um tom mais ponderado sobre o assunto com o passar dos dias. De Cunha, porém, tudo se espera.

Conforme os deputados e senadores ouvidos pelo EL PAÍS, os próximos passos de Cunha podem nortear a CPI da Petrobras, que está em andamento, e outras duas que já obtiveram o aval para serem instaladas, a do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a dos Fundo de Pensões.

No caso da CPI da Petrobras a crítica mais recente é a de que ela tem sido usada por aliados do presidente da Câmara para tentar desmontar as versões da operação Lava Jato que incriminam o próprio Cunha. A empresa de arapongas que foi contratada por ela, a Kroll, iniciou a investigação de 12 delatores da Lava Jato. Os nomes deles, porém, são mantidos em sigilo pelo presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB) e por um dos sub-relatores, André Moura (PSC-SE), ambos aliados figadais de Cunha.

Alguns dos opositores, que inclusive assinaram os requerimentos das CPIs antigoverno, disseram que se arrependeram do que fizeram porque, aparentemente elas serão usadas como combustível para a guerra particular dos investigados pela Lava Jato contra a gestão petista. “Particularmente, eu esperava que tudo fosse investigado e não que se tornasse um espaço para desmoralizar a gestão do PT simplesmente porque alguém odeia esse partido. Estamos fazendo um desserviço para o país”, afirmou um oposicionista. O próprio PSDB, maior partido da oposição, demonstra que não sabe se abraça os novos opositores, como o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e seus aliados, ou se define uma linha independente de ataque à gestão Rousseff.

Enquanto isso, o Planalto tenta encontrar as brechas para lidar com o momento. No recesso parlamentar coube ao ministro da Secretaria da Aviação Civil e um dos articuladores políticos do Governo, Eliseu Padilha (PMDB-RS), elaborar quais eram os 200 cargos comissionados que seriam distribuídos entre a base aliada como forma de acalmar os apoiadores de Rousseff. O trabalho de Padilha foi mapear os cargos vagos ou em disputa nos Estados e cuidar para que alguém considerado ficha limpa o ocupasse. O recado é: “Basta de escândalos nesta gestão”. Mas, dependendo da nova lista de Janot, tudo isso pode ser alterado novamente.

Nesta segunda-feira, a presidenta agendou uma reunião com cerca de 80 líderes de bancadas aliadas e presidentes nacionais de partidos para discutir esse assunto e cobrar empenho de sua base na aprovação de projetos que consideram chave para o andamento do ajuste fiscal e, principalmente, da governabilidade.

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BOM DIA

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Que a civilização evolua

Até segunda ordem, reconheça-se no prefeito ACM Neto uma linguagem nova no panorama político.

Questionado sobre a vantagem de 25 pontos percentuais que teria sobre o governador Rui Costa numa dessas pesquisas fajutas, declarou:

“Torço para que o governo do Estado vá bem, para que possa atender bem aos baianos. Jamais sou daqueles que trabalham na lógica de que quanto pior, melhor. Para mim, quanto melhor, melhor”.

É um compromisso a ser rastreado e, se for o caso, cobrado no futuro. Algo do mesmo calibre das recorrentes referências do governador à melhoria das escolas e da educação.

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Posted on 03-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-08-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dora Kramer tem razão sobre Eduardo Cunha

A colunista Dora Kramer escreveu o seguinte sobre o caso Eduardo Cunha/Beatriz Catta Preta:

“Os relatos são muitos e não podem ser ignorados. O mais recente feito pela advogada Beatriz Catta Preta, dizendo que resolveu abandonar a defesa de delatores da Lava Jato e a profissão por ter recebido ameaças, segundo ela, da parte de integrantes da CPI da Petrobrás. Isso logo depois de um de seus clientes ter dito que Eduardo Cunha recebeu US$ 5 milhões de propina.

Os advogado que assumiram a causa acusam o deputado de agir “pela lógica de gangue”. Antes disso, dois réus do mesmo caso já haviam dito que tinham medo do deputado e que temiam pela segurança das respectivas famílias.

Isso não é normal, nunca aconteceu. Ainda que seja para que fique consagrado o desmentido, a Câmara tem o dever de esclarecer se o presidente tem, ou não, o hábito de ameaçar pessoas e constranger adversários.

Dora Kramer tem razão.

(dos jornalistas Diogo Mainardi e Mario Sabino)

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