BOA TARDE!!!

Deu na coluna Boa Terra, do jornalista Valdemir Santana, na edição impressa da Tribuna da Bahia.Bahia em Pauta recomenda dupla e vivamente:Pela biografia em si, escrita por Symona Gropper, brilhante jornalista de texto primoroso (colega, amiga e companheira de viagem em longa e honrosa travessia na sucursal do Jornal do Brasil), e pelo biografado Diógenes Rebouças, revolucionário mestre da arquitetura baiana e nacional. Bravo!!!

(Vitor Hugo Soares)
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Noite de glória para Rebouças no TCA

Quando Symona Gropper foi transferida do Rio de Janeiro para Salvador pelo “Jornal do Brasil” como uma das profissionais de maior destaque no país, ela ajudou a mudar muito a mídia local. Hoje, a partir das 18 horas, é a noite de festa em que a jornalista de origem romena mostra passo a passo o talento de um arquiteto que mudou radicalmente o estilo da arquitetura baiana, com o lançamento da biografia de Diógenes Rebouças, no foyer do “Teatro Castro Alves”.

O livro, editado pela “Assembleia Legislativa da Bahia”, detalha o trabalho do arquiteto que projetou marcos de Salvador como o “Hotel da Bahia’. E ajudou a introduzir no Brasil ideias revolucionárias como o dramático senso de design nas grandes estruturas, do italiano Píer Luigi Nervi. O lançamento do livro “Diógenes Rebouças – O arquiteto da Bahia”, que faz parte da série “Coleção Gente da Bahia”, tem uma dinâmica tão intensa quanto o trabalho do arquiteto.

Antes da sessão de autógrafos é feita uma mesa-redonda para debater sobre os trabalhos que o arquiteto deixou em Salvador e Itabuna, antes de morrer em 1994. Os participantes fazem também uma visita guiada pela exposição “Diógenes Rebouças – cidade, arquitetura, patrimônio”, organizada por Nivaldo Andrade no foyer do TCA.


José Mujica na UERJ na quinta. / Daniel Marenco (Agência OGlobo)

DO EL PAIS

Felipe Betim

De São Paulo

José “Pepe” Mujica anda encurvado, devagar. Dirige um Fusca, veste um terno meio surrado, não corta a unha do pé, possui uma pança imensa e evita a todo o momento o contato visual. Sua fala é mansa, doce. Diz coisas óbvias, sensatas, que qualquer outro velho camponês poderia dizer. A última neste sábado, ao lado do ex-presidente Lula: “Os políticos devem aprender a viver como a maioria do país, não como a minoria”.

Suas palavras são pronunciadas, sílaba por sílaba, com a potência similar de um cisco no olho. Foram elas, acompanhadas de uma conduta pessoal que condiz com o que prega, que fizeram que esse ex-guerrilheiro, tão normal e tão humano, alcançasse a presidência do Uruguai em 2009 e o status de guru e filósofo internacional de toda uma geração. Sua simplicidade fascina, sua sabedoria assombra. Especialmente uma juventude com novos valores, menos materiais, e que exige mudanças. E tudo isso aos 80 anos de idade.

Mujica esteve no Brasil nesta semana e brilhou como um astro pop. Em tempos de tanta desilusão política, quase 10.000 jovens lotaram a concha acústica da UERJ —uma fã relatou ter chegado duas horas antes do ato para conseguir lugar, como em um concerto— apenas para ver um senhor normal, pacato, e escutar um show de sensatez. Quase um sermão de avô. E a explicação para isso —a parte, claro, de que ele regularizou a maconha— é tão simples quanto suas palavras: existem determinados elementos do nosso cotidiano político que deixaram de ser naturais e se tornaram insultantes.
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Só para ficar no âmbito da política brasileira: já não é natural que os cofres públicos de um país em desenvolvimento paguem 324.000 reais em 52 quartos de luxo e 17 carros para uma comitiva, como fez a presidenta Dilma Rousseff em Roma em 2013 para a missa inaugural do Papa Francisco. Ou que, em tempos de ajuste fiscal, haja uma fatura de 100.000 dólares em limusines nos Estados Unidos neste ano. É uma aberração que deputados, senadores e vereadores ganhem, somados todos os benefícios, quase 100.000 reais por mês, trabalhem três dias por semana e ainda perambulem com carros pretos de suas repartições pela cidade —e ainda querem proibir o Uber. Insulta ver Lamborghinis e obras de arte escondidas nas mãos de quem foi eleito para zelar pelo bem público.

A austeridade de Mujica representa o contrário disso tudo. Ele dá um show de normalidade ao mesmo tempo em que toda essa normalidade acaba virando um show. “Um presidente não deve se confundir com um monarca”, disse neste sábado. Tão óbvio, né? Mas no Brasil talvez isso aconteça porque todo mundo vive num palácio: do Planalto, dos Bandeirantes, da Liberdade, da Guanabara…

Quando presidente, Mujica doava parte de seu salário, continuava a viver em sua chácara na periferia de Montevidéu, ia de Fusca para o trabalho, não usava gravata —às vezes nem sapato!— e ainda abria as portas do palácio presidencial no inverno para os moradores de rua. De quebra, apoiou a regularização da maconha, a liberalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo —já não é normal no Uruguai que as mulheres estejam proibidas a fazer o que querem e que as pessoas não possam se amar livremente, mas isso é papo para outro dia.

E não nos façamos de bobos: Mujica se identifica como um socialista, não renega suas origens de esquerda. Mas suas palavras são carregadas de uma sensatez tão sincera —perdão pela insistência— que até mesmo um conservador desprevenido acaba caindo na sua rede. Por exemplo: “Os estudantes tem que se dar conta que não é só uma mudança do sistema, é uma mudança de cultura, é uma cultura civilizatória. E não tem como sonhar com um mundo melhor se não gastar a vida lutando por ele. Temos que superar o individualismo e criar consciência coletiva para transformar a sociedade”, disse na UERJ.

A notícia boa é que as pessoas estão, finalmente, cada vez mais seguras desse seu estado de ‘saco cheio’. Vários analistas e estudos coincidem que os protestos, estejam eles travestidos de esquerda (junho de 2013) ou de direita (2015), são claros ao repudiar o tipo de conduta dos políticos. Basta ver a quantidade de compartilhamentos nas redes sociais do Brasil de fotos do primeiro-ministro inglês David Cameron indo trabalhar de metrô. Dez entre dez analistas políticos vêm repetindo desde 2013: a cabeça do brasileiro mudou, mas os políticos ainda não entenderam isso. “O Brasil que foi às ruas é um país que quer que o político ande de ônibus, que seja igual ao que ele é”, já explicava o cientista político Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, naquela época.

Mujica representa essa mudança de mentalidade não apenas no Brasil, mas no mundo todo. E já não está sozinho. A Espanha, que viveu massivos protestos em 2011 e só agora começa a sair da crise econômica, já colheu alguns frutos nas eleições municipais deste ano, ao eleger prefeitos e prefeitas de plataformas cidadãs nas principais capitais do país. Todos e todas com o mesmo perfil de Mujica. O caso de Madri é o mais emblemático. Em seu primeiro dia de trabalho, a prefeita e ex-juíza Manuela Carmena, de 71 anos, foi capa dos jornais por ir ao trabalho de metrô. Cortou salários, cargos, carros oficiais e outros privilégios. “Jamais poderia imaginar que os jovens depositariam suas esperanças em uma avó já aposentada como eu”, chegou a dizer.

Existe um certo mal-estar generalizado e a juventude, do Brasil e de todo o mundo, pede o fim de “tudo isso que está aí”. Uma geração com novos valores e hábitos mais austeros que seus pais, que prefere viajar e compartilhar um carro ao invés de pagar caro por um. E o curioso é que, como nos casos de Mujica e Carmena, às vezes buscam a regeneração política nos cabeças brancas porque não se encontra quem entendeu o recado nem entre as novas lideranças. Afinal, não se trata de pegar em armas e mudar todo o sistema. A revolução que exigem é silenciosa: se chama decência.

Saudades, princesa!

BOM DIA!!!

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Fornecedores de craques jamais formarão times

Radialistas possessos atacam duramente o presidente do Bahia, Marcelo Santana, que sumiu das entrevistas e das redes sociais com mais um trecho de ladeira abaixo que o time experimenta após a eliminação fragorosa na Copa Sul-americana.

Não se sabe se esses cronistas têm frustradas suas sinceras esperanças ou se fingem desconhecer o fato de que o futebol regional está condenado à mediocridade no Brasil e que nós somos apenas fornecedores de material humano.

Instituiu-se uma cadeia comercial: jogadores dos pequenos times do interior têm sua chance nos “grandes” da capital, que por sua vez os repassam para os clubes sulistas de dimensão nacional que sobrevivem à base de tradição.

Basta que o atleta apenas apareça um pouco, aqui ou em outro Estado do país, para logo ser negociado a euro ou dólar com os verdadeiros detentores do poder esportivo da atualidade, que são os clubes europeus, asiáticos e até norte-americanos.

De vez em quando – aliás, cada vez com mais frequência -, essa cadeia é quebrada na origem, e surge no cenário mundial um craque legitimamente nordestino que ninguém conhecia por aqui, e alguns até chegam à Seleção.

Não é só a torcida do Bahia que sofre as vicissitudes do mercado, pela transformação em dinheiro de paixões alimentadas, sem futuro, nas duras arquibancadas locais.

O Vitória, por exemplo, está disputando com o Fluminense do Rio as finais do Brasileirão sub-20, mas os rubro-negros, certamente, jamais verão um desses garotos dando alegrias no time principal.

ago
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Posted on 31-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-08-2015


DO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, EX-PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NO TWITTER, ESTE DOMINGO,30/8, SOBRE A ATUAÇÃO DESTE GRUPO CONTRA A EXPOSIÇÃO DO BONECO INFLADO DE LULA NA AVENIDA PAULISTA:

“Joaquim Barbosa

Essas doces criaturas foram protestar contra o #Pixuleco e pedir “menos ódio”… dá pra ver como exalam amor!

ago
31

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

Por Carolina Morais

31 de agosto de 1997, Paris. Perseguido por paparazzi, o carro que transportava a princesa Diana perdeu o controlo no túnel Pont de l”Alma. O resultado foi fatal. Com ela viajavam o guarda-costas Trevor Rees-Jones (o único sobrevivente), Dodi al-Fayed, amigo próximo e apontado como o seu namorado, e o motorista Henri Paul. O choque e o frenesi midiático foram imediatos, mas poucos foram os repórteres que estavam no local certo à hora certa para relatar o sucedido. Já lá vão 18 anos.

Stephen Jessel era, na época, o correspondente da BBC em Paris. Em exclusivo ao DN, o jornalista revela como viveu essa noite. “Estava deitado na cama. Já tinha sido acordado pela BBC World Service para enviar uma história sobre os monges franceses na Argélia. Não fiquei muito contente por ser acordado outra vez e por ouvir que a princesa Diana tinha sofrido um acidente de carro em Paris. A gravidade do acidente não era conhecida. Mas disse-lhes que ia ver o que conseguia descobrir.” Stephen não foi enviado de imediato para o local, uma vez que ainda não era conhecido com precisão, mas passou as horas que se seguiram a telefonar “para a polícia e para hospitais, para ver se sabiam de alguma coisa”. “Mesmo no momento em que soubemos que o acidente tinha ocorrido no Pont de l”Alma, eu estava tão ocupado a tentar encontrar o hospital certo e a atender chamadas de estações de rádio em todo o mundo que nem tive tempo de ir logo para lá”, explicou.

Segundo o jornalista, o processo até que a morte de Diana pudesse ser noticiada foi longo e extenuante, partindo do hospital onde ela morreu, passando pelos oficiais franceses, pela embaixada britânica e finalmente chegando ao ministro inglês dos Negócios Estrangeiros, que estava nas Filipinas com vários jornalistas. “Ele disse-lhes que não podiam reportar, porque o anúncio teria de vir de Buckingham. Mas alguns jornalistas ligaram às suas redações e passaram a informação. A minha redação contou-me a mim, mas avisou que não podia dizer que ela estava morta. Só que eu dei uma pista forte numa das emissões em direto, ao dizer que “as notícias não eram boas”. Sei que houve uma reação quase histérica no Reino Unido. E as teorias da conspiração começaram a ser promovidas pelo pai de al-Fayed, que era dono de um jornal e acusou o marido da rainha de matar o seu filho”, revelou Jessel.

Apesar de a tragédia ter ocorrido em Paris, foi em Londres que se concentrou a maior parte dos repórteres destacados para acompanhar o caso. Kimberley Dozier, um dos rostos da CNN, estava a passar férias com amigos perto do rio Tamisa quando o seu chefe de redação lhe ligou a dar-lhe a notícia. “Ele pediu-me para trabalhar porque precisava desesperadamente de correspondentes. Um táxi teve de ir buscar-me a uma ponte situada no meio do campo para me levar a Londres. Apressei-me e, basicamente, entrei logo em direto para contar os pormenores”, avançou ao DN.

Reportagem completa na edição impressa do Diário de Notícias, de Portugal.

ago
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Posted on 31-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-08-2015


Aroewira, no jornal O DIA (RJ)

Memória eterna de uma estrela sem igual.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Pixuleco está sendo inflado na avenida Paulista.

Vai brincar no prédio do TCU, o playground de políticos fracassados:

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