BOA TARDE!!!

jul
29

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

A fotografia de uma mulher vestida de burca rendeu a manchete do The New York Post. O jornal afirma que quem se esconde atrás desta peça de vestuário muçulmano, que cobre todo o corpo e também a cara, é Gisele Bündchen. O motivo? Não ser reconhecida enquanto se dirigia para uma clínica estética francesa, onde teria sido submetida a uma intervenção cirúrgica nos seios.

O The New York Post explica os indícios que levam ao nome da modelo brasileira, uma vez que na imagem a cara da mulher encontra-se coberta. Em primeiro lugar o fato de a mulher em causa estar acompanhada pelo motorista de Gisele Bündchen, com quem a top model brasileira já tinha sido vista a sair de um hotel parisiense dias antes destas imagens.O jornal também aponta o fato de a mulher vestida de burca estar calçada com sandálias, o que vai contra as regras do uso desta veste.

O jornal avança que a manequim brasileira, de 35 anos, submeteu-se a uma cirurgia aos seios, que perderam firmeza após a gravidez. Recorde-se que Gisele tem dois filhos, Benjamin, 5 anos, e Vivian, 2. Ainda assim, Gisele tinha afirmado em ocasiões anteriores que não pretendia fazer cirurgias plásticas. A representante da manequim não quis comentar a notícia adiantada pelo The New York Post.

OPINIÃO

Para Dilma, trabalho é mais eficaz que passeio

Informa-se que o ex-presidente Lula e o ministro Jaques Wagner são os mentores de um giro da presidente Dilma Rousseff pelo Nordeste para tentar reverter a queda de popularidade que sofreu na região onde teve sua maior base de apoio.

É um programa mais fadado a fracasso que a sucesso, pois se caracteriza pela superficialidade do pensamento de “articuladores políticos” que parecem não enxergar um palmo diante do nariz e querem “divulgar investimentos e inaugurar obras de forte apelo popular”.

Dilma e seu antecessor Lula foram os grandes beneficiários das políticas voltadas para a população nordestina desenvolvidas em três governos consecutivos, mas a aprovação que tinham deteriora-se rapidamente pela crise fiscal que restringe direitos e pela imagem pouco edificante projetada pela corrupção.

Os índices desabam perigosamente, e seria por certo mais eficaz que os governantes se concentrassem em buscar soluções consistentes e duradouras que possam mudar o quadro mais adiante. Turismo presidencial, mesmo em tão importantes companhias, não vai resolver nada e ainda pode piorar as coisas.

BOM DIA!!! NÃO CUSTA REPETIR. E FAZ BEM, APESAR DE TODOS OS DESVÃOS E DE TODAS AS LOUCURAS!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAIS

O juiz Sergio Moro aceitou nesta terça-feira a denúncia do Ministério Público Federal contra o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outros 12 por crimes como organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro nacional e internacional. Entre os denunciados, estão o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O grupo, que ainda conta com quatro ex-diretores da Odebrecht e os ex-executivos da Petrobras Pedro Barusco e Renato Duque, foi denunciado pelo MPF na última sexta-feira. A partir de agora, todos eles são considerados réus na ação penal. Ao aceitar a denúncia, Moro considerou que as provas apresentadas até o momento justificam a abertura do procedimento. “Há, em cognição sumária, provas documentais significativas da materilidade dos crimes, não sendo possível afirmar que a denúncia sustenta-se apenas na declaração de criminosos colaboradores”, escreveu no despacho.


Gráficos sombrios: Bolsa de Xangai registrou a maior queda dos últimos anos na segunda/ / FRED/El Pais

DO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

Os sinais da temida desaceleração da economia chinesa se intensificaram após a Bolsa de Xangai registrar a maior queda dos últimos oito anos e lançaram um alarme para a economia brasileira. O forte recuo de 8,5% da bolsa chinesa, na segunda-feira, influenciado pela divulgação de dados ruins da indústria, teve impacto nos preços das commodities e levou à desvalorização de várias moedas emergentes como o real, que chegou à cotação mais baixa em 12 anos.

A freada do gigante asiático, maior comprador do Brasil, e a própria mudança de rumo no modelo da economia chinesa, que aposta agora no consumo interno, já se reflete na balança comercial brasileira deste ano. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, de janeiro a junho deste ano, as exportações para a China registraram uma queda de 22,6% em receita, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Ao todo, a China comprou 18,4 bilhões de dólares no período, equivalente a 19,6% do total das vendas ao exterior do Brasil, mantendo-se como o maior comprador do país.

Vários indicadores ruins divulgados recentemente voltaram a mostrar que os esforços do Governo chinês para retomar o bom desempenho das Bolsas do país, que caíram cerca de 28% nos últimos 45 dias, não foram suficientes. Um deles foi a notícia de que o lucro das maiores companhias do país caiu 0,7% no semestre em relação ao mesmo período de 2014. Pelas novas estimativas do FMI, a segunda maior economia do planeta deve seguir um ritmo mais lento neste ano e crescer 6,8%. No ano passado, a expansão foi de 7,4%.

“Claramente, a produção chinesa vai reduzir e, consequentemente, diminuirá a demanda por commodities nos países exportadores, como o Brasil”, diz o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Além da queda de volume exportado, o Brasil sofrerá pela queda no preço do minério de ferro, soja e o petróleo enviados a Pequim.

“O modelo chinês está mudando, dando uma ênfase maior no consumo com o avanço do processo de urbanização. Eles estão colocando um freio em novos investimentos já que há uma descompasso entre a oferta e a demanda. Desacelerar é uma estratégia, mas claramente essa transição não poderá ser abrupta”, explica o professor André Nassif, da FGV.

Para o Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, o fundamento da economia ainda é sólido, porém a preocupação com um crescimento mais sustentável faz o país desacelerar economicamente. “O Governo já não está preocupado com uma expansão de dois dígitos, ele está focado na qualidade do crescimento. Os investimentos serão mais sofisticados nos próximos anos”, explica Tang que acredita que o país asiático ainda tem interesse de investir no Brasil e exportar seus produtos para o mercado brasileiro.

“A China possui hoje uma produção que ultrapassou a demanda e vê no Brasil a possibilidade exportar os seus excessos”, prevê. Ele lembra que mesmo com desaceleração, a China também ainda precisa dos grãos e do petróleo brasileiro.

Mudança de rumo

Apesar do recuo chinês impactar a economia brasileira, Nassif pondera que o novo cenário mundial de queda dos valores das commodities indica que o modelo brasileiro tão dependente da exportação de matérias-primas já não é sustentável e precisa ser alterado. “Se o Brasil continuasse assim, entraríamos em um ciclo da doença holandesa (que, em economia, refere-se à relação entre o aumento da exportação de recursos naturais e o declínio do setor manufatureiro”, explica Nassif.

A saída do Brasil para retomar o crescimento, segundo o professor, é incentivar o desenvolvimento industrial e do setor manufatureiro. “Só assim é possível reverter esse quadro de dependência de vendas de minério e de produtos agrícolas”, diz. Nos primeiros seis meses deste ano, os manufaturados representaram apenas 37% das exportações brasileiras.

No entanto, o caminho para essa transformação do setor exportador não é fácil já que o Brasil enfrenta uma situação adversa interna e está imerso em uma conjuntura de crescimento mundial rastejante. Ainda que o atual patamar da taxa de câmbio favoreça a competitividade de produtos exportados pelo Brasil, o país depende da volta de um crescimento mundial mais robusto, que não tem dado grandes sinais de recuperação, com exceção dos Estados Unidos.


No breu:Biblioteca da UFBA (Ondina)

DO CORREIO 24HORAS

Biblioteca fechando mais cedo — com direito a breu entre as prateleiras e ar-condicionado quebrado. Faculdade sem água e banheiros sem papel higiênico. Equipamentos sem funcionar e sem previsão de reparo. Empresas terceirizadas, que contratam vigilantes, seguranças, agentes de limpeza e porteiros, sem receber. Professores e alunos pagando do próprio bolso a compra de material.

“Temos que fazer muito sacrifício para continuar com a pesquisa. Precisa sempre de um jeitinho”, conta o estudante do doutorado em Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Leonardo Teles, 28 anos. A situação está longe de ser só dele: ontem, o CORREIO visitou 10 institutos e faculdades da Ufba e escutou funcionários, professores e alunos de 12 cursos. Todos tinham uma lista de problemas na ponta da língua e acrescentavam uma nova preocupação: a redução de custos anunciada em carta da Reitoria na última segunda-feira.

Foi só depois que a universidade divulgou uma carta anunciando a diminuição em contratos de terceirizados e gastos com custeio (água, energia e telefone), que muita gente ficou sabendo da crise da Ufba. No entanto, para quem vive a universidade, os tais tempos difíceis já tinham começado em 2014.

Serão R$ 60 milhões a menos no orçamento de custeio de 2015 da Ufba — ao todo, eram esperados R$ 180 milhões. Devido às limitações orçamentárias anunciadas pelo governo federal, o repasse às universidades foi reduzido em um terço. Inicialmente, a assessoria da Ufba informou que o valor total a ser recebido era R$ 310 milhões, mas corrigiu o número ontem.

Em reunião com reitores das federais, o Ministério da Educação (MEC) informou, ontem, no entanto, que pelo menos este mês, o repasse de recursos não teve contingenciamento. A notícia é boa, porém a Ufba já registra um “expressivo déficit” referente ao ano de 2014 — o valor continua não sendo informado pela instituição.

Livros no breu
Na Biblioteca Central da Ufba, o problema vai além de um apagar de luzes (parte das lâmpadas do setor de empréstimos está quebrada) e do calor sem ar-condicionado. Por conta do atraso no pagamento dos funcionários terceirizados, o horário de fechamento foi encurtado: passou das 22h para 18h desde a semana passada. “Teve dia de eu chegar antes e não conseguir livro”, diz a estudante do 3º semestre de Biologia Maria Lua Costa, 19. Para completar, parte do forro cedeu há meses e pode terminar de cair a qualquer momento.

Na biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, em São Lázaro, quem chegasse depois das 14h na semana passada não conseguia mais retirar livros. Normalmente, o local funciona até as 17h, mas, com salários atrasados por 15 dias (só foram pagos anteontem), funcionários da terceirizada Líder faziam rodízio para trabalhar. “Vinha num dia, folgava no outro. Sem transporte ou alimentação. Estava pagando pra trabalhar”, desabafa um funcionário que não quis se identificar.

jul
29
Posted on 29-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-07-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Por que a confusão em torno da frase de Dilma Rousseff sobre a meta? Ela nunca foi tão clara: “E nós não vamos colocar uma meta, nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós vamos dobrar a meta”.

Ou seja, o governo de Dilma Rousseff não tem meta nenhuma, só a de dobrar o nada. E, convenhamos, tem sido muito eficaz nesse sentido.

(DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

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