As 35 mulheres posam em ordem cronológico na capa

DO EL PAIS

María R. López

A revista The New York Magazine retratou na capa de sua edição que começou a circular nesta segunda-feira, de 27 de julho, 35 das 46 mulheres que supostamente foram vítimas de agressões sexuais por parte do comediante Bill Cosby. Na parte interna da publicação, as denunciantes relatam aspectos dos abusos, que ocorreram durante quatro décadas, e a maioria concorda que o ator as convidava a supostas aulas de interpretação, depois as drogava e as estuprava. No início deste mês, foi divulgado um vídeo de 2005 no qual Bill Cosby confessava, sob juramento, ter comprado Quaaludes, um sedativo hipnótico, para administrar às mulheres com quem queria manter relações sexuais.

“35 mulheres falam sobre as agressões de Bill Cosby, e a cultura que não quis ouvi-las.” Assim a revista apresentou sua capa no Twitter. A fotografia em preto e branco, de Amanda Demme, mostra a data da agressão, 35 cadeiras ocupadas pelas vítimas e uma última vazia, dando a entender que existe a possibilidade de haver ainda casos desconhecidos.

Sob o título: “Cosby: As Mulheres – Uma irmandade inoportuna”, aparecem na capa rostos anônimos e outros mais conhecidos, como o da atriz Beverly Johnson, da modelo Janice Dickinson e até da colega de trabalho de Bill Cosby, Lili Bernard.

Na parte interna, um artigo escrito pela editora da revista, Noreen Malone, destaca como a história dessas mulheres foi finalmente ouvida e levada em consideração depois de tantos anos em que a equipe jurídica de Cosby manipulou os fatos. No site da revista, foram publicados cada um dos testemunhos das vítimas, assim como seis vídeos.

“Me senti uma prisioneira. Poderia ter andado por qualquer rua de Manhattan e dito: ‘Bill Cosby me estuprou e me drogou’ e ninguém teria acreditado”, conta Barbara Bowman, que sofreu as agressões desde 1985 até 1987. O ator gozava de grande popularidade nos EUA na década de 80, tanto que, chamado de “pai da América”, controlava os meios de comunicação mais importantes do país, ainda que não tenha conseguido estender seu poder às redes sociais. Foi aí que as vítimas explicaram sua história para o mundo inteiro.

A maioria das mulheres agredidas pelo ator que encarnou o ginecologista Doutor Cliff e fez o mundo todo rir nos anos 80, são brancas, têm entre 20 e 80 anos e são modelos, atrizes, jornalistas, camareiras e até colegas do acusado em seu programa A hora de Bill Cosby.

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Comentários

Cida Toneros on 27 julho, 2015 at 21:28 #

Vergonha. Machismo. Prepotência. Homens como ele são mais numerosos do que imaginamos. Doentes sociais. Se acham dominadores e donos dos corpos de mulheres que decidem violar. Merecem punição severa. Merecem processos formais. São uma escória humana, geralmente se valem de suas posições sociais ou de violência ou ameaças. Também usam chantagens. São monstros. Deviam ser castrados, ainda que fosse castração química e como pena, cuidar ou custear tratamentos de mulheres doentes com sequelas dos traumas causados por seus ataques.

Hora de civilizar esses animais bestialidade por hormônios descontrolados. Hora de denunciar e punir todos, de todas as classes e profissões. São chocantes. São calhorda. Este então tinha a função de humorista. Talvez fosse humor negro. No sentido metafórico. Um exemplar de homem das cavernas.
Não dá mais para conviver com criaturas assim. Castigo pra eles. Infelizes pretensos sedutores que colecionam crimes sexuais e ainda negam, a velha explicação de que tudo foi consensual. Que se Investigue e se puna exemplarmente.
Cida Torneros


rosane santana on 27 julho, 2015 at 22:18 #

Não expressarei minha opinião. É’ simplesmente impublicável.


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