“Minha preocupação agora é encontrar uma
saída para a economia”, diz o senador do PT

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Pinheiro vê prioridade da economia sobre a política

Disposto a dar um fim às especulações sobre seu destino partidário e esclarecer, para quem ainda não conheça, sua postura política, o senador Walter Pinheiro disse a Por Escrito que tem “até o começo de outubro de 2017”, caso saia do PT, para ingressar em nova legenda.

“Minha preocupação agora é ajudar a encontrar uma saída para a economia, e só depois disso é que vou discutir minha vida”, frisou, explicando que não está preocupado com eleições: “Já disse ao partido que meu nome não está à disposição para 2016. Quanto a 2018, a gente nem sabe o que vai acontecer até lá”.

A dúvida do senador se refere aos caminhos da reforma política, especialmente a questão dos partidos. Ele julga necessário “acabar com os donos de partidos que não são só pequenos, mas são partidos de ata, em que uma pessoa diz quem você tem de apoiar numa eleição”.

Pinheiro lamentou que tenha sido frustrada a tentativa de determinar que, para ter acesso ao dinheiro do Fundo Partidário e tempo no rádio e TV, o partido precisa constituir diretórios eleitos em 50% dos municípios mais um.

“Com esse número em 10%, todo mundo consegue, tá errado”, afirmou, destacando que “o menor partido do Brasil não tem nem um vereador, mas recebe mais de R$ 1,6 milhão por ano”.

Outro aspecto criticado pelo senador, que para ele deixa vulnerável o sistema político, é o financiamento empresarial de campanha para os partidos. “Não preciso dizer que foi isso que levou à Lava-Jato”.

O senador afirma que a mistificação em torno do tema é tão grande que os Estados Unidos, “onde as empresas não vivem metidas em escândalos”, são usados como exemplo para o financiamento privado, “mas não servem quando o assunto é buscar recursos diretamente com o eleitor”.

Otto propõe “dobradinha infernal” na Bahia

As versões sobre a filiação partidária são inteiramente descartadas por Pinheiro, a começar pela do DEM, surgida após um encontro que ele e o senador Otto Alencar tiveram em Brasília com o prefeito ACM Neto para tratar do BRT de Salvador. “Cortaram até Otto da foto para alimentar o boato”.

Como não pode evitar, numa fase de tantos rumores, que seja sondado por outros partidos, o senador confirmou que o PDT, PRB e PSB iniciaram um entendimento, mas todos foram recusados pela posição clara que ele tem, no momento, de permanecer no PT.

Em ligação a este editor, disse que tem acompanhado os artigos publicados no blog e interpretou: “Você está fazendo a leitura correta”. Em seguida, resumiu o quadro, referindo-se aos presidentes das três legendas:

“Lupi me convidou, mas ele nem resolveu a briga dentro do partido aqui na Bahia. A questão de Tia Eron foi até divulgada como uma brincadeira. Lídice realmente conversou comigo. E no PT há quem comente: ‘Pô, o cara nem saiu daqui’”.

Sobre a possibilidade de ida para o PSD, levantada recentemente neste blog com base em fonte de Brasília, colocou-a no rol das demais, embora ressalvando: “Otto me disse que o melhor lugar para eu ir é o PSD. Disse que iríamos fazer uma dobradinha infernal na Bahia”.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 23 julho, 2015 at 14:58 #

“Minha preocupação agora é encontrar uma
saída para a economia”, diz o senador do PT.

Senador, a saída é pela esquerda, nunca pela direita. Mas cuidado com as falsas esquerdas.


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