“Quando menos se espera”: O disco inteiro de Sergio Ricardo, na quarta-feira do BP. Vai dedicado a Luiz Fontana, outro poeta de Marília e amigo do peito do BP e da Bahia. Atenção para “Calabouço”, que fala de Xangô e da Bahia. Parece uma parceria poética Sergio-Fontana.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 23 julho, 2015 at 5:30 #

Caro VHS

Acordar com afagos é tradução de vida sentida.

Sérgio Ricardo, esse poeta, músico, cineasta, parceiro de Glauber, tem todo o sentido para este teu amigo distraído.

Calabouço, inspirada em Edson Luis, estudante assassinado pelos militares no restaurante Calabouço, destaque do LP SERGIO RICARDO lançado em 1973, ao lado Semente, Tocaia (Lamarca como fonte), fizeram trilha sonora em minha república de estudante de agronomia.

Sérgio, ao lado de Edu Lobo, sustentaram dores e desalentos, alegrias, paixões e ressacas.

Quando tudo se perdia, a Sina de Lampião recolhia os incautos.

Sina de Lampião
(Sérgio Ricardo)

Oi diz lá o que é que ele tem na mão
Se mulher papo amarelo
Ou a sina de lampião

Da minha roça
nem sequer sobrou semente
Foi-se embora toda gente
Uns na terra outros a pé
Dos que se foram
Uns ganharam a cidade
Outros estão na saudade
Enraizada pelo chão

Oi diz lá…

Dos da cidade
Poucos foram se salvando
Muitos se desintegrando
Em venérea e poluição
Deram-se os salvos
Uns pra escola, afortunados
Outros tantos são soldados
A serviço da nação

Oi diz lá…

Dos b-a-bados
Uns chegaram à faculdade
Outros à dificuldade
Fez rendê-los ao patrão
Quatro doutores
Dois deles se aburguesaram
Outros dois se retomaram
Na vereda dos irmãos

Oi diz lá…

Dos retomados
Um cantador se dizendo
E o outro silenciando
O seu sumiço pelo chão
Do que sumiu
Muitas histórias são contas
Mas meu canto na viola
Dá melhor explicação

Oi diz lá…

Digo em meu canto
Que levou nova semente
Deu raiz em muita gente
Uns na terra outros a pé
Voltou pra roça
Paz de planta na bagagem
E quando lembra da viagem
Aperta o que tem na mão

Oi diz lá…

VHS, grato, já faz quase década que encontrei teus textos no Noblat.

Digo isto com certo espanto, minha admiração se renova a cada sábado, de artigo da semana em semanas, a tua Salvador acolhe esquinas com minha Marília perdida no tempo.

Abraço!

TimTim!!!!


regina on 23 julho, 2015 at 13:06 #

Afagos, “quando menos se espera”, traduzem sentimentos permanentes…
Tim Tim à ambos!!


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