“No mais, poesia é axial”, como dizia o saudoso Silvio Lamenha nas mesas boemias da Bahia e escrevia em sua coluna do jornal em Salvador. Antes de puxar a introdução de mais uma canção de Dalva de Oliveira de um jeito que só ele (além da própria) sabia interpretar.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Só falta trazer de volta Guido Mantega

A derrota de Joaquim Levy contra Aloizio Mercadante e Nelson Barbosa foi muito comemorada pela ala desenvolvimentista do governo.

Um auxiliar de Dilma Rousseff disse à Época que a decisão de zerar a meta fiscal foi “uma solução Keynesiana”. Agora só falta trazer de volta Guido Mantega.

(Dos jornalistas Mario Sabino e Diogo Mainardi)


“Minha preocupação agora é encontrar uma
saída para a economia”, diz o senador do PT

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Pinheiro vê prioridade da economia sobre a política

Disposto a dar um fim às especulações sobre seu destino partidário e esclarecer, para quem ainda não conheça, sua postura política, o senador Walter Pinheiro disse a Por Escrito que tem “até o começo de outubro de 2017”, caso saia do PT, para ingressar em nova legenda.

“Minha preocupação agora é ajudar a encontrar uma saída para a economia, e só depois disso é que vou discutir minha vida”, frisou, explicando que não está preocupado com eleições: “Já disse ao partido que meu nome não está à disposição para 2016. Quanto a 2018, a gente nem sabe o que vai acontecer até lá”.

A dúvida do senador se refere aos caminhos da reforma política, especialmente a questão dos partidos. Ele julga necessário “acabar com os donos de partidos que não são só pequenos, mas são partidos de ata, em que uma pessoa diz quem você tem de apoiar numa eleição”.

Pinheiro lamentou que tenha sido frustrada a tentativa de determinar que, para ter acesso ao dinheiro do Fundo Partidário e tempo no rádio e TV, o partido precisa constituir diretórios eleitos em 50% dos municípios mais um.

“Com esse número em 10%, todo mundo consegue, tá errado”, afirmou, destacando que “o menor partido do Brasil não tem nem um vereador, mas recebe mais de R$ 1,6 milhão por ano”.

Outro aspecto criticado pelo senador, que para ele deixa vulnerável o sistema político, é o financiamento empresarial de campanha para os partidos. “Não preciso dizer que foi isso que levou à Lava-Jato”.

O senador afirma que a mistificação em torno do tema é tão grande que os Estados Unidos, “onde as empresas não vivem metidas em escândalos”, são usados como exemplo para o financiamento privado, “mas não servem quando o assunto é buscar recursos diretamente com o eleitor”.

Otto propõe “dobradinha infernal” na Bahia

As versões sobre a filiação partidária são inteiramente descartadas por Pinheiro, a começar pela do DEM, surgida após um encontro que ele e o senador Otto Alencar tiveram em Brasília com o prefeito ACM Neto para tratar do BRT de Salvador. “Cortaram até Otto da foto para alimentar o boato”.

Como não pode evitar, numa fase de tantos rumores, que seja sondado por outros partidos, o senador confirmou que o PDT, PRB e PSB iniciaram um entendimento, mas todos foram recusados pela posição clara que ele tem, no momento, de permanecer no PT.

Em ligação a este editor, disse que tem acompanhado os artigos publicados no blog e interpretou: “Você está fazendo a leitura correta”. Em seguida, resumiu o quadro, referindo-se aos presidentes das três legendas:

“Lupi me convidou, mas ele nem resolveu a briga dentro do partido aqui na Bahia. A questão de Tia Eron foi até divulgada como uma brincadeira. Lídice realmente conversou comigo. E no PT há quem comente: ‘Pô, o cara nem saiu daqui’”.

Sobre a possibilidade de ida para o PSD, levantada recentemente neste blog com base em fonte de Brasília, colocou-a no rol das demais, embora ressalvando: “Otto me disse que o melhor lugar para eu ir é o PSD. Disse que iríamos fazer uma dobradinha infernal na Bahia”.

jul
23

DO EL PAIS

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguiu congelar por alguns dias o julgamento de ação, parte do escândalo da Lava Jato, na qual o delator Júlio Camargo o acusou de receber 5 milhões de dólares em propinas. Atendendo uma reclamação formal da defesa de Cunha, presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, determinou que o juiz Sergio Moro, responsável pelo caso, não dite sua sentença até que preste esclarecimentos sobre o ocorrido durante o depoimento de Camargo. Moro tem dez dias para explicar a conduta. O argumento do peemedebista é que Moro, juiz de primeira instância, não pode investigá-lo ou julgá-lo porque ele é um parlamentar federal com direito a foro privilegiado — só o Supremo pode atuar nesses casos.
mais informações

Lewandowski e Cunha se reuniram na terça-feira. A defesa de Cunha afirmou que Moro “usurpou” suas funções ao não suspender o depoimento no momento em que o nome do parlamentar foi citado. O juiz se defendeu em nota, na qual afirmou que “a 13ª Vara de Curitiba conduz ações penais contra acusados sem foro privilegiado”, mas que “não cabe ao juízo silenciar testemunhas ou acusados na condução do processo”.

O depoimento de Camargo na semana passada foi a acusação mais grave contra Cunha desde o início das investigações da Lava Jato, sobre o esquema de corrupção na Petrobras, das quais ele também é alvo — ele já havia sido citado anteriormente pelo doleiro Alberto Yousseff. “O deputado Eduardo Cunha é conhecido como uma pessoa agressiva”, disse o delator, mas foi “extremamente amistoso, dizendo que ele não tinha nada pessoal contra mim, mas que havia um débito meu com o Fernando [Soares],do qual ele era merecedor de 5 milhões de dólares”. O dinheiro seria referente a contratos para a construção de navios-sonda para a Petrobras.

O peemedebista reagiu, dizendo que Camargo mentiu, e que ele estava sendo “pressionado” para dar este tipo de depoimento. Em seguida Cunha disparou contra o Governo, o Ministério Público e o Judiciário. Ele também anunciou seu rompimento com Dilma, e afirmou que agora faz parte da oposição. O PMDB classificou a atitude como uma opção “pessoal” do presidente, e garantiu que o partido “por enquanto” continua no Governo. “Esta é uma crisezinha política, não se trata de instabilidade institucional”, afirmou Temer, em um evento para acadêmicos e empresários em Nova York.

Mesmo dizendo que não iria propor “pautas de vingança” contra o Planalto, no dia seguinte ele desengavetou pedidos de impeachment da presidenta, e autorizou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). A CPI é considerada prejudicial ao Governo, que não divulga diversos dados do banco, considerado uma espécie de ‘caixa preta’ por especialistas.

“Quando menos se espera”: O disco inteiro de Sergio Ricardo, na quarta-feira do BP. Vai dedicado a Luiz Fontana, outro poeta de Marília e amigo do peito do BP e da Bahia. Atenção para “Calabouço”, que fala de Xangô e da Bahia. Parece uma parceria poética Sergio-Fontana.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO BLOG O ANTAGONISTA

Dá um tempo, Moro?

Os advogados de Marcelo Odebrecht pediram mais tempo para explicar as anotações do cliente. O juiz Sergio Moro queria receber os esclarecimentos até quinta-feira. A informação é da Folha.

Segundo os advogados, não dá para explicá-las sem conversar com o presidente da empreiteira, a “única pessoa que pode interpretar as anotações”.

E inventar histórias também.

(Dos jornalistas Mario Sabino e Diogo Mainardi)

jul
23
Posted on 23-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-07-2015


Sid, no portal de humor digital A Charge Onlina


Joaquim Levy anuncia redução da meta fiscal para 2015.
/ Fernando Bizerra Jr. (EFE)

DO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

O Governo Dilma Rousseff reconheceu nesta quarta-feira que o compromisso de poupar 66,3 bilhões reais neste ano não será cumprido. Diante da queda acentuada da arrecadação, a nova meta de superávit fiscal —a economia de recursos para o pagamento da dívida— foi reduzida para para 8,747 bilhões de reais em 2015, o que representa 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB). O número foi divulgado oficialmente pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) que anunciaram ainda um corte adicional de 8,6 bilhões no Orçamento de 2015, totalizando um contingenciamento acumulado de 79,4 bilhões entre todos os Poderes neste ano.

O texto com a nova meta que será encaminhado ao Congresso terá uma cláusula pela qual o superávit primário poderá ficar ainda menor, caso o Governo não consiga alcançar o alvo fiscal. Em outras palavras, as contas do Governo, de acordo com o texto, podem fechar 2015 com um déficit de até 17 bilhões de reais. Os ministros anunciaram ainda novas metas para os anos seguintes: ficou em 0,7% do PIB em 2016 e em 1,3% para 2017. Em 2018, a economia para paga a dívida será de 2% do PIB.

A confirmação do ajuste do ajuste fiscal sinaliza que o esforço para retomar o controle dos gastos públicos brasileiro deverá se estender por mais tempo. A má notícia é que, com um cronograma de equilíbrio das contas mais duradouro do que o previsto, o clima de incertezas aumenta, o que, segundo especialistas, deve adiar a retomada do crescimento da economia do país.

A redução foi justificada pelos ministros pela necessidade de adequar a meta à realidade e diante do péssimo desempenho da arrecadação e do crescimento da economia aquém do esperado. Os ministros pioraram ainda mais a perspectiva de crescimento do PIB para 2015: trabalham com recuo de 1,49%, contra a retração de 1,2% prevista em maio. “Achamos que essa é a meta adequada para o atual cenário econômico”, afirmou Barbosa. “Há uma frustração de receita em relação ao esperado inicialmente. Estamos reduzindo a nossa meta e não estamos ampliando o gasto”, completou.

O Relatório Bimestral de Despesas e Receitas Primárias do terceiro bimestre, publicado pelo Planejamento e apresentado pelos ministros, prevê uma redução de 46,7 bilhões de reias nas receitas deste ano, sendo 39,5 bilhões nas receitas administradas e 14,7 bilhões nas previdenciárias. Do lado da despesa, houve um crescimento de 11,4 bilhões.O gastos com seguro-desemprego, por exemplo, ficarão 3,9 bilhões de reais acima do previsto. A previsão do Governo é de que a dívida bruta fechará o ano em 64,7% do PIB.
Levy: “Essa meta não era a preferida por nenhum de nós”

Joaquim Levy utilizou a apresentação da nova meta fiscal para tentar dissipar os rumores de que não estaria de acordo com o novo plano e em choque com o colega do Planejamento. “Essa meta é piso para nós. Alguns dizem que essa não era a meta preferida por mim. Não era preferida por nenhum de nós”, disse Levy que reiterou em diferentes momentos da entrevista coletiva que o Governo irá “cortar na carne” e que o ajuste não é uma política contracionista.

O ministro repetiu que a revisão da meta não é “um abandono do ajuste fiscal, nem uma licença para gastar”. “Apesar de estarmos reavaliando a meta, na verdade nosso compromisso, nossa avaliação é de continuar garantir a disciplina fiscal até pela necessidade estarmos atentos à dinâmica da dívida pública”, disse.

A redução da meta fiscal não foi interpretada como uma evidência de enfraquecimento do ministro da Fazenda nem como sinal de que a presidenta Dilma Rousseff estaria menos comprometida com o reequilíbrio das contas pela consultoria de análise de riscos políticos Eurasia Group. “Não vemos sinais de que a presidenta esteja recuando de um ajuste fiscal robusto”, escreveu a Eurasia em nota na qual avalia, no entanto, que as mudanças mostram que o ajuste terá que ser mais duradouro do que o inicialmente previsto.

Em evento em Piracicaba, Dilma afirmou, na manhã desta quarta-feira, que o governo “persegue” o reequilíbrio das contas públicas, algo considerado por ela “essencial” para que o país recupere a economia e que para isso já tomou um conjunto de medidas. “Vamos continuar tomando medidas microeconômicas para facilitar a atividade e para garantir um ambiente de negócios mais amigável”, disse. Dilma afirmou ainda que vai ampliar as concessões e que tem feito esforço para manter os principais programas do Governo, como o Minha Casa Minha Vida.

Em outra frente para defender os esforços para manter as contas equilibradas, Dilma Rousseff formalizou, no Diário Oficial da União nesta quarta, o veto integral ao projeto que autorizou um reajuste de 53% a 78,56% para os servidores do Poder Judiciário. Dilma alegou que, se a meta fosse mantida, ela geraria um impacto financeiro de 25,7 bilhões de reais para os próximos quatro anos e, depois desse período, passaria dos 10,5 bilhões por ano. “Um impacto dessa magnitude é contrário aos esforços necessário aos esforços necessários para o equilíbrio fiscal na gestão de recursos público.”
O ajuste no Congresso

Desde o início do ano, a presidenta Dilma propôs um pacote de medidas para cortar os gastos do Governo. Em maio, ela anunciou o bloqueio de 69,9 bilhões de reais em gastos no orçamento de 2015, o maior contingenciamento de recursos da história em termos nominais. Outras medidas – que restringiram benefícios trabalhistas e previdenciários – foram mandadas para a aprovação do Congresso em um momento de crise política e de isolamento da mandatária na casa, resultando em várias alterações nas propostas iniciais.

As MPs que mudam as regras para obter seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso, pensão por morte e auxílio-doença que, inicialmente, gerariam uma economia anual de 18 bilhões de reais, caiu para 14,5 bilhões, após mudanças. “As medidas têm tido muita dificuldade para passar no Congresso. Além disso, a casa tem aprovado medidas extras, que irão gerar muita despesa, como a questão do fator previdenciário. Tudo isso dificulta ainda mais no alcance da meta deste ano e as dos próximos anos”, explica Fernando de Holanda Barbosa, professor da FGV/EPGE.

O Planalto também conta com a possível aprovação do projeto que muda a desoneração da folha de pagamento após o recesso do Congresso, em agosto. A ideia é reduzir a renúncia fiscal concedida a alguns setores produtivos desde 2012. Inicialmente, o Governo esperava arrecadar com a medida cerca de 5 bilhões de reais.

Outra saída para garantir um ajuste nas contas públicas seria a aprovação do projeto de lei que permite a repatriação de dinheiro não declarado de brasileiros no exterior. A estimativa é que brasileiros mantêm atualmente 200 bilhões de reais fora do país. Apesar do esforço em acelerar a votação no Senado, o projeto deve avançar apenas em agosto.

O Governo também tenta estimular a economia com a ampliação do limite de crédito consignado de 30 a 35%. No texto, a Medida Provisória determina que 5% desse limite seja destinado “exclusivamente” para bancar despesas contraídas por meio de cartão de crédito. O intuito claro da equipe de Dilma é ampliar o crédito para aquecer o consumo em um momento de desaceleração econômica.

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