DO CORREIO DA BAHIA (INFORMAÇÃO DO ESTADÃO)

Levantamento divulgado nesta terça-feira, 21, pela CNT/MDA mostrou que 62,8% dos entrevistados são à favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Já 32,1% disseram ser contra o afastamento da presidente e 5,1% não souberam responder.

Questionados sobre os motivos que justificariam o impedimento de Dilma, 26,8% consideraram que as chamadas “pedaladas fiscais” justificaria a medida. De acordo com o levantamento, 25% apontaram a corrupção na Petrobras como principal motivo, 14,2% disseram que os indícios de irregularidades na prestação de contas da campanha presidencial de 2014 seriam suficiente para afastá-la do cargo.

Para 44,6%, a combinação de todos os motivos anteriores poderiam justificar o impeachment. Para 37,1%, a corrupção é o principal problema do País, e 53,4% consideraram que é um dos problemas do Brasil. Só 7,8% acreditam que a corrupção é um problema, mas não está entre os principais.

No que se refere às crises da atualidade, 60,4% dos entrevistados disseram que a crise econômica é mais grave. Já 36,2% apontaram a crise política como mais grave. Reforma Política O levantamento também ouviu a opinião dos entrevistados sobre reforma política.

Segundo a pesquisa, 67,5% se mostrou à favor do fim da reeleição para cargos eletivos públicos, 28% se disse contra e 4,5% não respondeu. Sobre doações empresariais, 16,6% se mostrou à favor e 78,1% contrário. Não souberam responder 5,3%.

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BOA TARDE!!!


França Teixeira e o sambista Edil Pacheco

França Teixeira: O Cara

Gilson Nogueira

Primeiro bateu apressado o coração setentão, depois vieram umas estrelinhas piscando em meus olhos como se eu tivesse levado um soco no queixo. E uma emoção gostosa fez-me sorrir saudade. Tudo por conta da ausência do meu querido França Teixeira que, há dois anos, viajou
para a Eternidade.

Você é o cara, diria, hoje, o fã que o ouve, ainda, no ar, sintonizado nos mistérios da existência e de bem com os modismos que não pertencem ao patrimônio dos idiotas.

Estou, de algum modo, por acreditar na perenidade do espírito, ao lado dele, gargalhando na cara dos caretas.

Lembrar do velho guru de uma geração de repórteres de primeira é coisa de todo dia, na rotina do companheiro de jornada esportiva e de resenhas que, um dia, na Avenida Euclides da Cunha, no bairro da Graça, em Salvador, teve a impressão de haver conhecido, ao microfone de uma emissora
de rádio, um ser de outro planeta.

França nos espia, rodopiando em sóis de mistério, a bordo de um nave mãe!
Lembrando sua fisionomia, ao perguntar-me quem deveria chamar para uma entrevista ao vivo, ou por telefone, na Volta do Meio Dia, que era o nome do programa que parava a Bahia, sinto que estou diante de um ser que pilota um
veículo prateado de outro mundo. O cara de barba ruiva, voz marcante, olhar de onça e sorriso de Noel foi o ET nascido na Liberdade que veio
ao mundo para fazer a diferença onde atuou. No Rádio, provocou uma revolução, seguido por seus pupilos, ao inventar termos inimagináveis que se transformaram em gíria nacional. Sobretudo, buscou o fazer diferente, ao
sentir que, por obra divina, era ele o divisor de águas que
faltava, o homem determinado – e escolhido por Deus – para promover a mudança. E a fez.

Desassombradamente, Antonio Gustavo França Teixeira alcançou os píncaros da glória, como comunicador. Fez sua parte. Se não teve um discípulo no seu modo de falar para o povo, na radiofonia baiana, deixou apreciadores do seu
estilo direto em buscar a verdade dos fatos, nas suas entrevistas.

Certamente, ouvindo Paulinho Boca de Cantor cantar Ferro na Boneca, o “louro”, como o chamava o saudoso Serginho Botto, está gargalhando.
“Tudo passa, Migué. Até um dia!”

Escuto sua voz, ao abraçar uma das netas imitando a buzina
do carro que passa na rua. Bruummmmmm!!!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Vamos explorar

Saudar o ex-prefeito João Henrique como “futuro prefeito de Salvador”, como ocorreu em recente evento do PR, seria coisa de quem crê na insanidade da população – se não fosse apenas um vulgar salamaleque em busca de outros fins.

Seis por meia dúzia

Para continuar no ramo do déficit psíquico: o senador Walter Pinheiro só ingressaria no PDT se estivesse completamente louco, o que não parece ser o caso.

A consistência da notícia é tanta que ele é colocado no partido em operação conjunta com o prefeito ACM Neto, que costumava frequentar sozinho essa especulação.

Pinheiro não saltaria do convés de um Titanic adernado para uma barca que já está furada.


Dalton Avancini:condenado


Adarico Negromonte: absolvido

DO EL PAIS

Os desdobramentos da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, aprofundaram o estrago de imagem em duas da maiores construtoras do país nesta segunda-feira. Depois de mais de 14 meses após o início da Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso, condenou três ex-integrantes da cúpula da empreiteira Camargo Corrêa à prisão e a pagar multa em torno de 7 milhões de reais pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Eles deverão cumprir pena em regime domiciliar por terem assinado acordo de delação premiada: entregar envolvidos em troca de benesses no veredito. Em outra ponta da investigação, a Polícia Federal indiciou Marcelo Odebrecht, da família controladora da conglomerado do mesmo nome, e mais cinco pessoas ligadas ao grupo empresarial por suspeita de envolvimento no esquema de desvios na estatal.

De acordo com o magistrado, Dalton Avancini, ex-diretor da Camargo Correa, e os executivos Eduardo Leite e João Auler – todos demitidos no início do ano – pagaram 50 milhões de reais em propinas ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para conseguir contratos nas obras da obras da Refinaria de Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e da Refinaria Abreu e Lima), em Pernambuco.

Por causa da delação premiada, as penas de Avancini e Leite, condenados a 15 anos e dez meses de prisão, foram convertidas em um ano no regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Após este período, eles ficarão ao menos dois anos em regime semiaberto diferenciado (no qual terão que dormir em casa). O ex-diretor da empresa também terá de pagar multas que totalizam 3,7 milhões de reais. Auler terá de cumprir 9 anos e seis meses de prisão no regime fechado – além de multa de 288.000 reais.

No caso de Marcelo Odebrecht, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde o mês passado, a PF aponta supostas irregularidades também na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A polícia pede a extensão da prisão preventiva dos executivos da construtora. Em nota, a empresa disse que já esperava o indiciamento e diz que esperam oportunidade para exercer “plenamente” o direito de defesa.

Mais condenações

Na mesma sentença, Sérgio Moro condenou Paulo Roberto Costa a seis anos de prisão em regime aberto. É a segunda condenação do ex-diretor da Petrobras no processo: em abril ele foi condenado a sete anos e dois meses de prisão. O doleiro Alberto Youssef também foi condenado novamente, desta vez a oito anos e quatro meses de prisão. Com os dois são delatores do esquema e assinaram acordos com a Justiça, suas penas foram reduzidas. Yousseff e Costa, além do pagamento de multas, terão os bens confiscados até que se alcance o valor de 50 milhões.

O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido com Careca, que, de acordo com a sentença, intermediou a entrega do dinheiro para diretores da Petrobras a mando de Youssef, foi condenado a 11 anos e dez meses de prisão, e multa de 285.000 reais. Careca é um dos réus da Lava Jato que teria citado o nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como um dos que recebiam propina das empresas. Na semana passada o delator Julio Camargo afirmou que o peemedebista pediu 5 milhões de dólares para viabilizar contratos com a estatal petroleira. Ele negou as acusações, e chamou Camargo de “mentiroso”.

Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades de Dilma Rousseff Mário Negromonte, foi absolvido por Moro das acusações de pertencer a uma organização criminosa e lavagem de dinheiro.

jul
21
Posted on 21-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-07-2015


Caó, no portal de humor gráfico A Charge Online

jul
21
Posted on 21-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-07-2015

DO EL PAIS

Gil Alessi

De São Paulo

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira para tentar anular o depoimento do empresário Júlio Camargo, que o acusou na semana passada de ter cobrado 5 milhões de dólares em propina para facilitar contratos na Petrobras investigados pela Operação Lava Jato. Camargo, que assinou acordo de delação premiada, fez o relato ao juiz Sérgio Moro, que comanda o caso na primeira instância. A defesa de Cunha argumenta que, como parlamentar federal, ele tem foro privilegiado e só pode ser investigado pelo Supremo, daí o pedido de destituição de Moro, “por usurpação” de funções, e anulação de tudo que foi colhido no processo até agora que tenha alguma ligação com ele. O apelo será analisado pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, já que está em curso o período de recesso do Judiciário.

Não foi o único movimento de Cunha (PMDB-RJ) nesta segunda para seguir provando que é um adepto da tática de se defender atacando. Depois que a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) protocolou um pedido de acareação entre Cunha e Julio Camargo na CPI da Petrobras, o todo-poderoso do Congresso disse que um eventual encontro entre os dois “não tem nenhum problema. Pode haver acareação com quem quiser”. Mas fez questão de cutucar o Executivo.

“Aproveita e chama o (Aloizio) Mercadante e o Edinho Silva para acarear com o Ricardo Pessoa e a Dilma para acarear com Youssef”, disse. De acordo com a revista Veja, os ministros petistas foram citados na delação premiada de Pessoa, diretor da empreiteira UTC. O conteúdo das falas do empresário ainda estão sob sigilo de Justiça. Já o doleiro Alberto Youssef afirmou em sua delação que a presidenta e o ex-presidente Lula sabiam do esquema. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descartou investigar Dilma. Cunha disse ainda que considera “oportunista” que se fale em acareação.

Apesar da Câmara estar em recesso até 1o de agosto, o regimento interno da Casa permite que a CPIs funcionem normalmente durante o período, o que abre uma brecha para que a acareação entre os dois ocorra. No entanto, dificilmente o presidente da comissão que investiga a corrupção na Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), aliado de Cunha, irá convocar os parlamentares para votar o requerimento durante os dias de folga.

Na quinta-feira passada, Camargo disse perante o juiz Sérgio Moro que foi pressionado por Cunha a pagar 5 milhões de dólares referentes a contratos de navios-sonda. O consultor disse ainda que o deputado chegou a mencionar que em breve a campanha eleitoral começaria, e que os recursos eram necessários o quanto antes. O peemedebista chamou o delator de “mentiroso”.

Após a divulgação do vídeo com o conteúdo da delação de Camargo, Cunha anunciou o rompimento com o Governo, mas disse que não teria “pautas de vingança” no Congresso. Apesar disso, de acordo com o site Congresso em Foco, no dia do rompimento ele pediu o desengavetamento de 11 pedidos de impeachment da presidenta. O peemedebista deu aos autores dos requerimentos o prazo de dez dias para que eles atualizem os documentos, passo necessário para que o Casa analise o material. O PMDB divulgou nota afirmando que foi uma posição pessoal de Cunha, e que o partido continua no Governo.

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