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Senado vai tentar se livrar de Janot

O Estadão avisa que o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, “favorito dentro do Ministério Público para ser reconduzido a um novo mandato de dois anos, corre riscos reais de ser barrado em votação secreta do Senado”.

O jornal conversou com três líderes governistas. O primeiro disse que os mandados de busca e apreensão da operação Politeia criaram “mais atrito”. O segundo considerou-os uma “demonstração desnecessária de poder”. O terceiro lembrou que, “como a votação é secreta, existe uma possibilidade grande de Janot não passar”.

O subprocurador-geral da República, Brasilino Santos, eleitor de Rodrigo Janot, discorda dos parlamentares: “Eu penso que o Rodrigo será reconduzido, apesar do Collor, Dilma, Calheiros e deputados do PP”

(Dos jornalistas Diogo Mainardi e Mario Sabino)
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DO EL PAIS

ARTIGO

Marina Silva quebra o silêncio

Juan Arias

Às vezes o silêncio pode ser fértil e indicar sabedoria. Um exemplo foi dado pela ambientalista Marina Silva, que enquanto soprava a tempestade política e policial que dominou o noticiário brasileiro, ficou muda, à sombra.

A ambientalista, que mesmo sem aparecer mantém, segundo pesquisas, um capital político de mais de 30 milhões de votos, rompeu seu silêncio neste domingo com um texto que é duro e ao mesmo tempo mostra esperança e equilíbrio para exigir algo que para a opinião pública pode parecer óbvio, mas que embute uma revolução.

Segundo Marina, quando as investigações em curso contra políticos “resultarem em provas e denúncias formais ao Supremo Tribunal Federal, devemos exigir o afastamento dos que ocupam cargos cujos poderes possam interferir nas decisões”.

Diz isso com uma expressão gráfica e até guerreira, ela que se mostra sempre mais como um elemento de equilíbrio e pacifismo: “impõe-se evitar mexer mais ainda num equilíbrio institucional que já está precário, não usando poderes públicos como navios de guerra de onde os litigantes disparam contra os outros”.

Marina é clara e determinada na defesa da democracia ameaçada e pede que a sociedade fique alerta “contra a manipulação política de qualquer lado e contra todas as formas de pressão e intimidação sobre a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal”.

Faz suas as palavras de Ruy Barbosa, que afirmou que “a Justiça tardia nada mais é do que a injustiça institucionalizada”. E sem se deixar levar por pessimismo extremista, pede um sentimento de esperança, recordando sutilmente que “assim como saímos do impeachment de Collor para outro ciclo de evolução, com a estabilização econômica nos governos de Itamar e Fernando Henrique, que possibilitou avanços sociais no Governo Lula, da mesma forma podermos ser capazes de sair da crise atual para outro momento positivo”.

Marina, que é uma leitora e conhece bem a filosofia de Hegel faz sua a teoria da tese e da antítese. Segundo o filósofo alemão, a História somente avança, quando paralisada a situação, se é colocada em crise, para dar vida a uma nova tese, mais avançada.

As águas paradas acabam apodrecendo. Dos dramas se sai somente com a força de uma esperança de superação.

“Que o epílogo desse drama, quando ocorrer”, diz Marina, “seja o prólogo de uma nova história de afirmação da democracia no Brasil”.

Há quem acuse Marina de ser mais poeta que política, apesar de ter dedicado toda sua vida com fervor e rigor ético à República. Enganam-se. Pode-se ou não gostar de seu jeito de fazer política, sua intransigência contra a chamada “velha política”.

Talvez não agrade a algumas pessoas quando alerta em seu artigo que “boa parte dos que saem gritando ‘fora Cunha’ parecem querer apenas aproveitar a oportunidade de apontar um novo inimigo público para desviar a atenção dos gritos de ‘fora Dilma’”.

Misturando realismo e esperança, a ambientalista afirma: “ninguém mais espera um comportamento minimamente virtuoso da maioria dos personagens no palco da política brasileira dos dias atuais. Mas se temos que respeitar as instituições que eles, infelizmente, dirigem tão mal, e respeitar a população que lhes confiou seu voto, temos também que manter viva nossa esperança de que a Justiça será feita e os erros serão punidos”.

Marina poderia ter acrescentado o pedido da Presidenta Dilma de que a tal Justiça seja feita “doa em quem doer”.

Ela avisa, com senso de responsabilidade, que o pior que poderia acontecer neste momento é que acabemos “jogando fora a criança junto com a água suja”. Ela não adere, portanto, à caravana dos que acreditam que “quanto pior, melhor”.

Marina, gostem ou não, surge como mulher e política coerente, que fala o que pensa e, quando não, prefere se refugiar no silêncio.

Há quem creia que nesses momentos de silêncio “se sente à beira do rio, ela que nasceu na selva, esperando ver passar o cadáver de seus inimigos”.

Desta vez, talvez, diante da gravidade da situação, tenha preferido sair à planície.


Luís XVI, por Jean Duplessis, o pintor da corte, 1780.


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O país se assemelha à corte de Luís XVI, na qual elite dirigente, indiferente à sorte do povo, gozava dos privilégios num processo de decadência que resultou na Revolução Francesa.

Um símbolo perfeito do quadro promíscuo da política brasileira está na apreensão de três carros do senador Fernando Collor, com custo estimado em R$ 5 milhões.

Tanto a situação do país quanto sua própria história recomendariam parcimônia e discrição de conduta, e eis que ele, mais de 20 anos depois do impeachment, desponta com os mesmo delírios materiais da época da presidência.

Mas Collor não está na mesma posição de 1989, quando foi à porta do Palácio do Planalto chamar o então presidente Sarney de ladrão.

São seus aliados hoje o próprio Sarney e o Lula que derrotou naquela eleição, todos no mesmo barco, em apavorante cronograma de naufrágio.

O Estado corrupto que eles hipertrofiaram, acumpliciados com outros “líderes” sem responsabilidade com a nação, está em ponto de ruptura, e a sorte de muitos é que por aqui não guilhotinamos.

O nosso absolutismo

Quando um tipo como o deputado Paulinho da Força (PDT) chega às altas instâncias da República, ao lado do presidente da Câmara e de um ministro do Supremo, para dizer que “agora podemos pensar seriamente em uma derrubada do governo” é porque tudo está absolutamente perdido.

jul
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Posted on 20-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-07-2015


Sid, no portal de humor digital A Chargr on Line

DO PORTAL TERRA BRASIL

“Estamos na escuridão, assistindo a um filme de terror sem fim e precisamos de uma luz”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) . A “escuridão” a que ele se refere é a crise econômica e política que atinge o País. Renan aproveitou a oportunidade para criticar o ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e elogiar os colegas de partido Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Michel Temer (PMDB).

Renan criticou o governo de Dilma Rousseff e afirmou ainda que “o governo deve temer a sociedade e não o contrário”

Tais colocações foram divulgadas em um vídeo publicado na última sexta-feira (17), no canal do Youtube da TV Senado. Em um depoimento de praticamente 17 minutos, Renan diz que o ajuste fiscal de Levy é “insuficiente, tacanho”, “cachorro correndo atrás do rabo”, como “enxugar gelo até ele derreter”.

“A sociedade já está no limite suportável da sua contribuição, com aumento de impostos, tarifaços, inflação e juros”, afirmou Renan. “O ajuste fiscal está mesmo se revelando como um desajuste social. Porque o ajuste é um fim em si mesmo”, considera o presidente do Senado.

Em contraposição, sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, Renan é só elogios. “Ele tem sido um bom presidente da Câmara, implementando um ritmo de votações. Acho que a atuação dele, sua independência, colaborou muito para este momento do Congresso Nacional”, afirma. Renan elogia também o vice-presidente da República, Michel Temer, chamando-o de “prudente, da conciliação e do diálogo”.

Renan criticou o governo de Dilma Rousseff e afirmou ainda que “o governo deve temer a sociedade e não o contrário”, em referência às medidas tomadas pela presidente no atual mandato. “Na opinião pública, a aprovação popular dispensa comentários. Temos uma crise política. Uma crise econômica. Temos também uma crise de credibilidade porque o sistema é presidencialista”, acrescentou.

O presidente do Senado disse ainda que “vê com naturalidade a pretenção” do seu partido e que acredita que o PMDB vai “em busca do protagonismo”. Renan estaria, portanto, concordando com a pretenção do partido em ter candidato próprio nas eleições presidenciais de 2018 .

Bahia em Pauta, com emoção, agradece a garimpagem e a sugestão, poeta de Marília.

BOM DIA E BOA SEMANA A TODOS, APESAR DA TENSÃO QUE RONDA NO AR.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO ( DO BLOG DE MATHEUS LEITÃO/G1)

Terceira candidata mais votada na última eleição presidencial, a ex-ministra Marina Silva defendeu, em artigo, que políticos que forem formalmente denunciados pela Procuradoria-Geral da República se afastem dos cargos. Para ela, o perigo é que políticos usem seus poderes para interferir nas investigações.

“Devemos exigir o afastamento dos que ocupam cargos cujos poderes possam interferir nas decisões. Mas desde já precisamos estar atentos contra qualquer tentativa de sabotagem”, escreveu Marina em artigo enviado ao blog do jornalista Matheus Leitão, do G1.

A ex-senadora critica o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a quem acusa de usar a manipulação da crise para aumentar seu poder. Segundo Marina, por isso “é normal que ele agora tente explicar as denúncias de corrupção que recebe como sendo manipulação dos outros”. No entanto, Marina aponta que os que gritam “fora Cunha” querem desviar atenção dos gritos de “fora Dilma”.

Na avaliação de Marina, o Congresso divide com o governo a responsabilidade pela crise. “Neste momento, deveria predominar entre eles (parlamentares) a consciência de que o Poder Legislativo é maior que seus membros, mesmo aqueles que ocupam cargos de direção”, disse.

A candidata do PSB nas eleições de 2014 pede que, “ao menos em nome do bom senso”, os denunciados evitem “mexer mais ainda num equilíbrio institucional que já está precário, não usando poderes públicos como navios de guerra onde os litigantes disparam contra os outros”.

No texto, Marina defende a ação da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça na Lava Jato e argumenta que o Brasil é capaz de sair do momento atual para outro momento positivo, assim como na crise que culminou no impeachment de Fernando Collor. “O que está em curso no Brasil não é apenas a desconstrução de um sistema político que revela, a cada dia, sua falência. Há também uma lenta construção da democracia e de instituições independentes e fortes, instrumentos de navegação em meio às crises”, argumenta.

No texto, a ex-senadora mantém a esperança de que os culpados sejam punidos. “Se temos que respeitar as instituições que eles, infelizmente, dirigem tão mal, e respeitar a população que lhes confiou seu voto, temos também que manter viva nossa esperança de que a Justiça será feita e os erros serão punidos”, escreveu.

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