Cuba:Lula, com Raul Castro, visita obras do porto de Mariel


DO PORTAL TERRA BRASIL

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para averiguar se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva incorreu em crime de tráfico de influência para favorecer a construtora Odebrecht, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira.

Lula é investigado por supostamente ter influenciado o BNDES, após o fim de seu mandato, para que concedesse créditos à Odebrecht destinados ao financiamento de obras em outros países latino-americanos e africanos nos quais a companhia tem atuação. Segundo a Procuradoria, após deixar a presidência, em janeiro de 2011, Lula fez viagens a Panamá, Venezuela, República Dominicana e Gana custeadas pela construtora.

As indagações preliminares do MPF começaram em abril e se concretizaram na semana passada com a abertura de um inquérito. O caso foi revelado em maio pela revista “Época”, segundo a qual a Odebrecht recebeu do BNDES créditos de cerca de US$ 4,1 milhões para obras em República Dominicana, Venezuela, Cuba e Gana.

O Instituto Lula, que representa o ex-governante, afirmou hoje ter recebido “com surpresa” a notícia da abertura do inquérito e informou que entregou todas as informações solicitadas pela procuradora Mirella de Carvalho Aguiar e alegou que a funcionária teve “pouco tempo” para analisar o material.

Em comunicado, o Instituto Lula manifestou que “terá a oportunidade de comprovar a legalidade e a lisura” de todas as suas atividades.

Quando o caso veio à tona, em maio, a Odebrecht negou que Lula tivesse trabalhado como seu consultor, mas admitiu que custeou viagens do ex-presidente para República Dominicana e Gana em 2013 para que desse palestras sobre “as potencialidades do Brasil e de suas empresas”

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 16 julho, 2015 at 19:02 #

O primeiro passo foi dado.

Chegar ao final, deste proceder investigativo, desafia a nossa esperança.

Realizá-lo, chegando ao termo esperado, traduz o nosso peculiar “caminho de Santiago”, sairemos, caso exitoso, melhores do que somos, livres das sombras deste mito aviltador das instituições, deste “Midas invertido” que reduz ao fétido tudo que toca.

Oremos, Xangô em 2014, seguido de Ogum neste presente ano, fizeram sua parte. Lula está finalmente sob mira certa.

Kawó-Kabiesilé!!!
Ògún ieé!!!

Oremos!


luiz alfredo motta fontana on 16 julho, 2015 at 19:04 #

Que o outono, deste “cacique de si mesmo”, seja um mero e mal traçado romance policial.


jader on 16 julho, 2015 at 19:53 #

Do Janio de Freitas
Os donos das Casas
16/07/2015 02h00

Das coletas policiais de bens e documentos de citados na Lava Jato emergiu um punhado de perguntas em torno de um mesmo tema.

Citados por delatores premiados como todos os escolhidos para as visitas da Polícia Federal, Renan Calheiros e Eduardo Cunha foram dispensados de fazer idênticas recepções em consideração a seus cargos, de presidentes do Senado e da Câmara, ou por estarem em situação menos ou mais grave do que os visitados?

No primeiro caso, perderia valor o princípio reafirmado pelo procurador-geral Rodrigo Janot sobre a igualdade de todos aos olhos do Ministério Público. No segundo, um velho anúncio da loteria dá a resposta: “O seu dia chegará”.

A sorte de Calheiros e de Cunha está em discussão no Ministério Público e é, ou foi há pouco, motivo de reflexões trocadas no Supremo Tribunal Federal. Há ou não implicações institucionais –e em que medida, no caso afirmativo– se o Ministério Público pede ao Supremo as providências que lhe parecem adequadas à situação dos dois na Lava Jato? Serve como indicação preliminar, para uma das linhas a respeito, a autorização dada pelo ministro Teori Zavascki à busca em computadores usados pelo presidente da Câmara.

Nas atuais circunstâncias, a dúvida começa na real representatividade que Renan Calheiros e Eduardo Cunha tenham de sua inserção institucional. A existência da dúvida pode ser, por si só, uma resposta com ampla aceitação. Por isso mesmo, é prejudicial em muitos sentidos, e ao próprio país no plano internacional, a lentidão do Ministério Público nos casos de Calheiros e Cunha. Desde que teve o prazer do vazamento de acusações aos dois nas delações bem premiadas, o Ministério Público mantém as duas casas do Congresso como instituições conduzidas, no mínimo, por suspeitos de improbidades muito graves.

É um desserviço do Ministério Público. Ou houvesse mais responsabilidade, com a exposição dos dois presidentes contida até a ocasião judicialmente apropriada, ou fossem acelerados os procedimentos para a mais rápida solução própria do Estado de Direito. O que foi feito agora é ainda mais protelação.

BARBÁRIE AQUI

A aprovação, por 43 senadores, da internação por 10 anos de meninos de 12 anos, se dados como autores de crimes hediondos, é ela própria hedionda.

Proveniente de projeto do senador José Serra, essa aprovação foi defendida e se deu com palavras como internação e menores apreendidos. Não se trata de internação, nem de apreendidos. Essas palavras que os meios de comunicação também têm utilizado são fraudes. Os menores de 18 anos, e quer o Senado que já a partir dos 12 anos, são presos como são presos os adultos. E sua internação por anos é tão condenação quanto o é a de condenados adultos.

Condenar meninos de 12 anos a 10 anos de prisão é uma barbaridade cujo sentido arremeda o Estado Islâmico e o Boko Haram.

SIGILO

O tão esperado depoimento do empreiteiro Ricardo Pessoa, desejado pela oposição a propósito de alegada doação ilegal à campanha de Dilma Rousseff, foi cancelado em cima da hora pela Justiça: a delação do depoente ainda está sob sigilo. Logo, Pessoa não poderia falar ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Que sigilo é esse? Pois se o pedido do PSDB baseou-se exatamente em afirmação feita por Ricardo Pessoa na delação, e difundida por vazamento feito pelos condutores da Lava Jato –onde está o sigilo?

No mesmo dia, o senador Fernando Collor era devastado por causa de outra delação de Ricardo Pessoa vazada pela Lava Jato, segundo a qual esse empreiteiro lhe pagou R$ 20 milhões para facilitar-lhe negócios na BR Distribuidora. A delação só estaria sob sigilo se o sigilo não estivesse sob farsa.

Em tempo: Aécio Neves comandou o pedido à Justiça Eleitoral, para pretendida cassação do mandato de Dilma, esquecido de que também recebeu do mesmo dinheiro do mesmo Ricardo Pessoa.


Taciano Lemos de Carvalho on 16 julho, 2015 at 20:05 #

Está provado: lideranças do PT=lideranças do PSDB. Aliás, PT=PSDB=PTB=PRB= PMDB=PR=Pros=

Coitado do Brasil.


luiz alfredo motta fontana on 16 julho, 2015 at 20:49 #

Como diz o dito popular:

“Cada enxadada uma minhoca!”

Para tornar-se um covil, tem de melhorar muito!


luiz alfredo motta fontana on 16 julho, 2015 at 20:52 #

Augusto Nunes tem uma boa sugestão em seu site

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/os-milhoes-de-indignados-que-voltarao-as-ruas-em-16-de-agosto-devem-mirar-se-no-exemplo-de-santo-antonio-da-platina/

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Os milhões de indignados que voltarão às ruas em 16 de agosto devem mirar-se no exemplo de Santo Antonio da Platina

Neste 13 de julho, os nove vereadores de Santo Antônio da Platina, interior do Paraná, só precisaram de meia hora de sussurros para decidir que quem cuida do presente de um município inteiro não merece perder o sono no futuro com carências financeiras. Indiferentes às palavras de protesto berradas no plenário por uma mulher anônima, aprovaram um projeto que duplicou o salário mensal dos integrantes da Câmara e premiou o prefeito com um aumento de bom tamanho.

Descobriram em poucas horas que a manifestante solitária vocalizara a indignação dos 47 mil moradores escalados sem consultas nem aviso prévio para financiar a safadeza perdulária. A mobilização dos inconformados aguçou o instinto de sobrevivência política, e o que lhes resta de juízo recomendou aos parteiros da gastança que contivessem a cobiça. Melhor bater em retirada e evitar que transbordasse o pote até aqui de cólera.

Sorte deles, souberam nesta quarta-feira. Antes que o plenário superlotado começasse a exigir a ressurreição da vergonha assassinada, os vereadores aprovaram uma emenda que transformou aumento em redução. Dois dias depois de subirem para R$ 7.500 por mês, os R$ 3.745 que a turma vinha recebendo despencaram para R$ 970. Sobrou também para o prefeito: dois dias depois de subir para R$ 22 mil, o ordenado de R$ 14.760 baixou para R$ 12 mil. A capitulação foi aprovada por 7 votos a 1.

A reportagem do Jornal Hoje, da Globo, resume o triunfo da sensatez sobre a pouca vergonha. O que pode parecer uma extravagância localizada reitera verdades antigas como o mundo. Toda cidade é o país em miniatura. O que houve no município paranaense vale para todo o território nacional. O povo é o protagonista da História, e a ele cabe forjar o próprio destino. Nem o mais soberbo dos tiranos resiste à voz rouca das ruas.

Os brasileiros decentes já sabem o que fazer em 16 de agosto. Mirem-se no exemplo de Santo Antonio da Platina.

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Que venha 16 de agosto!


jader on 17 julho, 2015 at 6:56 #

Taciano Lemos de Carvalho on 17 julho, 2015 at 13:15 #

O investigado que intimida colaborador premiado, tenta intimidar o MPF e a PPF e ameaça destruir o Ministério Público.

Já vi —algumas vezes quando jurado— gente que ameaçou testemunha sair preso algemado de Júri Popular.

Quando esses intimidadores maiores serão presos? Nunca? Ou no próximo mês? Ou só na próxima geração?

“O que têm em comum Fernando Collor, Eduardo Cunha e Renan Calheiros? Além do que o leitor está pensando, os três adotaram a mesma tática na Lava Jato. Em vez de se defender, atacam os policiais e procuradores que os investigam.” Veja em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2015/07/1656854-o-investigado-que-intimida.shtml


Taciano Lemos de Carvalho on 17 julho, 2015 at 13:17 #

Correção: PF no lugar de PPF


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