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DO PORTAL TERRA BRASIL

Fernando Diniz

Direto de Brasília

Alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), o senador Fernando Collor (PTB-AL) usou a tribuna do Senado nesta terça-feira (14) para atacar o Ministério Público Federal (MPF) e o chefe do órgão, o procurador-geral Rodrigo Janot. Irritado, o ex-presidente falou que o País vive em uma “ditadura do MPF” e fez até menção a um suposto “hábito vespertino” de Janot com a bebida.

“Quem não se lembra daquela foto patética que ele se deixou mostrar, saindo da Procuradoria à noite. Depois de uns tragos que é algo comum de seus hábitos vespertinos, desce do carro e pega um papelão, de salvador da pátria, de forma sorridente, se achando o cara, posa para fotografias. Autopromoção, desperdício do dinheiro público”, disse Collor, em um dos ataques ao procurador.

O senador, que já havia divulgado nota criticando a operação, disse que teve seu apartamento arrombado por agentes liderados por Janot, que teriam recolhido apenas “papéis desconexos”.

“Pior, na minha outra residência (Casa da Dinda), apreenderam outros três veículos de minha propriedade, tudo fazendo parte de uma operação espetaculosa, absolutamente desnecessária, orquestrada com o único intuito mesquinho e mentiroso de vincular a uma organização criminosa bens e valores legalmente declarados e adquiridos”, disse Collor, em referência aos três carros de luxo (uma Ferrari, uma Lamborghini e um Porsche) apreendidos.

Durante o discurso, o parlamentar lembrou de vários pronunciamentos que fez contra o chefe do MPF, como uma “carteirada” que Janot teria dado num hospital do Rio em benefício do irmão, e até fez referência a supostos suicídios de funcionários da procuradoria que teriam sido vítimas de assédio moral.

Apesar de se considerar “humilhado”, Collor disse que não vai se intimidar com a Operação Lava Jato. O doleiro Alberto Youssef disse, em acordo de delação premiada, que o ex-presidente recebeu R$ 3 milhões de propina em um negócio com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. “Constrangido, fui. Humilhado, também fui. Mas podem ter certeza que intimidado eu jamais serei”, concluiu.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 15 julho, 2015 at 1:31 #

A foto da postagem é mais do que esclarecedora. Sabem para quem foi este olhar e o dedo duro do Collor? Para um senador honesto, coerente, que sempre defendeu a ética, e também as prerrogativas do Ministério Público, o ex-senador Pedro Simon. Aconteceu numa sessão do Senado no dia 3 de agosto de 2009, quando o ex-senador gaúcho pediu que Sarney, renunciasse à presidência do Senado.

E o coronel das Alagoas partiu de dedo em riste e olhar esquisitão para defender Sarney e Renan Calheiros (olha só quem ele defendia).

Quanto à afirmação de Fernando, o presidente do “Fora Collor”, de que seu apartamento foi arrombado, não foi bem assim. Um chaveiro abriu a porta. É verdade que o Senado até tentou dá uma carteirada no pessoal da PF e do MPF. Mandou para lá a “polícia legislativa” que se arvorou no direito de peitar a operação. Alegaram os “policiais legislativos” que não foi exibido a eles o mandado de busca e apreensão e nem permitido que eles acompanhassem a operação. Ora, quem teria direito de exigir isso era Collor ou algum familiar seu. Aqui cabe transcrever texto de reportagem de ontem (14/7) da Agência Brasil sobre o episódio:

“Em nota, a PGR informou que a Polícia Legislativa do Senado não participou da operação porque os mandados foram cumpridos nos apartamentos funcionais dos investigados. No entendimento da procuradoria, os imóveis funcionais não são considerados extensão das dependências da Casa.”

Ah! A Mesa do Senado queria que antes de realizarem a busca e apreensão no apartamento funcional de Collor, a PF e o MPF se dirigissem à “polícia legislativa”. Engraçadinho, não? Depois se iria buscar e apreender o quê?


Taciano Lemos de Carvalho on 15 julho, 2015 at 1:46 #

“…quando o ex-senador gaúcho pediu que Sarney, renunciasse à presidência do Senado.” Tira a vírgula depois do Sarney. Mais necessário ainda é tirar o Collor da vida política do país.


Taciano Lemos de Carvalho on 15 julho, 2015 at 13:34 #

Vale a pena ler: Brasília estuda extinção do Ministério Público até 2020: “O cocô quer enterrar o gato”
http://www.diariopernambucano.com.br/noticias/brasilia-estuda-extincao-do-ministerio-publico-ate-2020-o-coco-quer-enterrar-o-gato/


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