João Gilberto, o gênio de Juazeiro (no vale baiano do Rio São Francisco, no Boa Tarde do BP!

BOA TARDE !!!

(Gilson Nogueira)


Tempo esquenta em Brasília: amanhã, 14,
chefão da UTC vai depor no TSE

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

Em uma reunião com auxiliares convocada às pressas no final de junho, a presidente Dilma Rousseff (PT) demonstrou irritação diante das revelações feitas pelo empresário Ricardo Pessoa sobre as doações à sua campanha à reeleição. De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, Dilma estava furiosa: “Não devo nada para esse cara, sei da minha campanha”, disse. “Eu não vou pagar pela merda dos outros”, continuou. Segundo o jornal, a presidente não especificou a quem se referia.
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Dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa aceitou colaborar com a Operação Lava Jato em troca de uma pena menor. Ele afirma que pagou propina e fez doações eleitorais para facilitar seus negócios com a Petrobras e que deu R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma em 2014. Tudo foi declarado à Justiça Eleitoral, mas Pessoa afirma que só contribuiu por medo de perder seus contratos na estatal caso não ajudasse o PT.

Pessoa disse, ainda, que tratou da doação com Edinho Silva, que era tesoureiro da campanha de Dilma e hoje é ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto. De acordo com o jornal, Edinho confirma que se encontrou com Pessoa para tratar de doações, mas nega ter feito qualquer ameaça.

As revelações do empreiteiro contribuíram para aprofundar a crise política enfrentada por Dilma. Na próxima terça-feira, Pessoa deve depor ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que conduz uma investigação sobre a campanha da reeleição.

A reunião convocada pela presidente, realizada no dia 26 de junho, contou com a presença dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça) e do assessor especial Giles Azevedo, além de Edinho. Na ocasião, Dilma cobrou Cardozo por não ter evitado que as revelações de Pessoa se tornassem públicas dias antes de sua visita oficial aos Estados Unidos, quando buscava notícias positivas para reagir à crise.

“Você não poderia ter pedido ao Teori (Zavascki) para aguardar quatro ou cinco dias para homologar a delação?”, perguntou, referindo-se ao ministro que conduz os processos da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal). “Isso é uma agenda nacional, Cardozo, e você fodeu a minha viagem”, bradou a presidente.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Perdemos o Nordeste”, em números

Os reflexos da crise econômica fizeram a aprovação de Dilma Rousseff no Nordeste, principal reduto eleitoral do PT, cair de 18% em março para 13%, em abril. Trata-se da maior queda entre as regiões no período e mais um número que ilustra a frase de Lula: “Perdemos o Nordeste”.

Segundo o Estadão, a região fechou 152 000 vagas de empregos nos primeiros cinco meses de 2015. Somente na Bahia foram fechados 16 493 postos de trabalho. Salvador é a região metropolitana brasileira com a maior taxa de desemprego, 11,3%, seguida de Recife, com 8,5%.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Marin: 40 anos depois de Herzog

Há quem não sinta piedade pelo ex-presidente da CBF José Maria Marin, que aos 83 anos está preso na Suíça, com risco de extradição para os Estados Unidos, de onde, imagina-se, jamais sairia.

Proeminente figura da elite de São Paulo, onde foi vereador, deputado e governador, sempre apoiando a ditadura militar, Marin é autor de célebre discurso na Assembleia Legislativa em que incita o regime contra jornalistas “de esquerda” da estatal TV Cultural.

Feito no dia 9 de outubro de 1975, o pronunciamento produziu uma caça às bruxas que resultou, no dia 25, na morte por tortura de Vladimir Herzog, do quadro da emissora, nas dependências do Doi-Codi do II Exército.

“As denúncias estão sendo levantadas pela imprensa de São Paulo e, de forma particular e corajosa, pelo jornalista Cláudio Marques”, disse Marin, da tribuna, revelando seu conceito de coragem: a delação de desprotegidos colegas aos tiranos da época.

O hoje presidiário suíço acrescentaria, na crítica ao trabalho desenvolvido pelo departamento de jornalismo da Cultura: “Não se vê nada de positivo, apenas problemas e miséria”.

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13
Posted on 13-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-07-2015


Caó, no portal de humor gráfico A Charge Online


O papa Francisco em Assunção. / A. C. (EFE)


DO EL PAIS

Pablo Ordaz

De Assunção

O papa Francisco foi enfático contra a corrupção e as ideologias em um dos discursos mais duros e apaixonados de sua viagem à América Latina. Diante de representantes da sociedade civil, reunidos em um estádio de Assunção, no Paraguai, Jorge Mario Bergoglio disse que “a corrupção é a gangrena de um povo” e acrescentou que “nenhum político pode cumprir seu papel se é chantageado”. Sobre as ideologias, ressaltou que “terminam mal, não servem; pensam pelo povo, e não deixam que ele pense por si”.

Na presença do presidente do Paraguai, Horacio Cartes, o Papa respondeu a várias perguntas formuladas por um jovem, um indígena, uma camponesa, uma empresária e um político, baseado em um roteiro que trazia escrito, mas foi se soltando durante o encontro, e as palavras mais duras foram as improvisadas. “Uma coisa que, por honestidade, queria dizer”, discursou Bergoglio, “é que a chantagem é um método que não dá liberdade às pessoas para assumir, de maneira responsável, sua missão de construir a sociedade. Sempre é a corrupção: se fizer isso, te damos isso. A corrupção é a traça, a gangrena de um povo”.

Após ser interrompido por um grande aplauso, o Papa foi ainda mais taxativo: “Nenhum político pode cumprir seu papel se é chantageado pela corrupção. Isso acontece em todas as nações do mundo, mas se um povo quer manter sua dignidade, deve expatriá-los”.

Para evitar que suas palavras pudessem ser utilizadas como armas em guerras partidárias, ele esclareceu: “Estou falando de uma maneira generalizada”.

Outra parte do ato que, em seguida, levantou interpretações cruzadas foi sua referência às ideologias. Lendo o discurso que trazia escrito, Francisco disse: “Um aspecto fundamental para promover os pobres está no modo em que os vemos. Não serve um olhar ideológico que resulta na utilização deles a serviço de outros interesses políticos e pessoais”. Então, tirou os olhos do papel, e acrescentou: “As ideologias terminam mal, não servem, têm uma relação ou incompleta ou doente ou ruim com o povo. As ideologias não incluem o povo, pensam pelo povo, não deixam que o povo pense”.

As palavras do papa podem ser interpretadas como uma forma de se distanciar de quem o acusa de ser esquerdista e, inclusive, de comunista, por sua sintonia, evidente, com as políticas de Rafael Correia, no Equador, e de Evo Morales, na Bolívia, além do fato de ter assumido, desde o primeiro dia de seu Pontificado, uma doutrina social na Igreja frente “a um modelo econômico idolátrico que necessita sacrificar vidas humanas no altar do dinheiro e da rentabilidade”, como voltou a repetir durante a visita a Assunção.

E isso não foi tudo. Durante seu encontro com a sociedade civil, Bergoglio pareceu ser vítima de um lapso ou de uma falha de repasse de informação. “Como há políticos aqui presentes e inclusive o presidente da república”, disse o Papa, “queria comentar que alguém me disse: Fulaninho foi sequestrado pelo Exército, faça algo. Eu não estou dizendo que é verdade, ou que não é verdade, que é justo, ou que não é justo, mas um dos métodos das ideologias ditatoriais do século passado era separar as pessoas por meio do exílio, da prisão, dos campos de extermínio, nazistas, stalinistas. Distanciavam através da morte. Para que haja uma verdadeira política em um povo, rápido, julgamentos claros, nítidos”.

Deu a impressão de que o Papa havia entendido que o Exército paraguaio era o responsável pelos sequestros, quando na realidade se trata de uma ação de um grupo terrorista autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), que tem entre suas vítimas um policial, raptado há um ano.

Durante o sábado, o Papa discursou nos três atos que tinha previstos — a missa no santuário de Caacupé, um encontro religioso e outro com civis —, dois fora da agenda — uma visita a um centro de doentes terminais e a um colégio de jesuítas — e recebeu, além disso, as filhas de Esther Ballestrina, uma ativista com quem ele trabalhou quando era jovem e que foi sequestrada e assassinada, em 1977, pela ditadura argentina.

Todos pareciam preocupados quando, antes da missa em Caacupé, o Papa se ausentou durante uns minutos — talvez para se repor de um ligeiro enjoo ou para ir ao banheiro —, o que suscitou especulações sobre sua saúde. Mas seu médico, Carlos Morínigo, descartou qualquer problema: “Está cansado, mas tem uma boa saúde”. No final da tarde, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner chegou a Assunção para voltar a ver o Papa.

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