Vai para o baianissimo de coração dividido com o Rio, Gilson Nogueira, amigo e colaborador da primeira hora do BP. Ele está de volta à terrinha, depois da temporada americana na Carolina do Norte, cercado de afeto da netinha e da filha (também os seus dos Estados Unidos agora) e ao som de lindas canções, como as que ele garimpa e programa para os ouvintes e leitores do BP. Viva!

BOA TARDE!!!
(Vitor Hugo Soares)

jul
12

Deu no Blog de Gerson Camarotti/ O Globo

Só ontem, sábado (11) a presidente Dilma Rousseff falou em Milão, na Itália, do tema de um encontro reservado com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, que aconteceu na terça-feira (7), quando fez uma escala técnica na cidade do Porto, em Portugal. Na reunião, que ficou fora da agenda oficial, os dois discutiram o projeto que reajusta o salário dos servidores do Judiciário.

O encontro, que foi mantido em segredo pelo Palácio do Planalto, repercutiu aqui em Brasília. A oposição questionou o fato de Dilma ter discutido fora do Brasil temas mais sigilosos com o presidente do STF, como a avaliação do Judicário sobre o ambiente político e os desdobramentos da Operação Lava Jato.

Cheguei a perguntar isso ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assim que ele retornou de Portugal. Ele confirmou o encontro no Porto, mas negou que a operação Lava Jato tenha sido a pauta da reunião. Disse que foi um encontro casual.

O ministro contou ainda que participava com Lewandowski de uma cimeira na cidade de Coimbra com de juristas portugueses e brasileiros. E que ao ser informado da escala de Dilma, o presidente do STF foi até o Porto. Segundo Cardozo, o assunto do encontro foi o aumento do Judiciário.

No Palácio do Planalto, a ordem é minimizar o episódio. Mas interlocutores da presidente Dilma reconhecem de forma reservada que foi um erro omitir uma agenda tão importa. E que, para evitar especulações, o mais correto teria sido fazer o encontro com o presidente do STF, no Brasil, dentro do Palácio da Alvorada.


E então, dá para explicar direito ou está difícil?

Deu na VEJA ONLINE / Blog de Felipe Moura Brasil

Em Ufá, na Rússia, Dilma Rousseff afirmou: “Quem é golpista mostra na prática as suas tentativas”.

Na escala técnica que fez na cidade do Porto, em Portugal, antes de seguir para a Rússia, Dilma mostrou na prática a sua tentativa, tendo um encontro reservado com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, fora da agenda oficial.

Segundo o blog do Camarotti, políticos da base aliada foram informados de que a conversa foi ampla e que incluiu entre os temas a Operação Lava Jato, que investiga a roubalheira na Petrobras.

Mas o ministro da Justiça (do Foro de São Paulo) e especialista em reuniões secretas, José Eduardo Cardozo, negou que a Lava Jato tenha sido tema da conversa e alegou que se tratou apenas de “um encontro casual” solicitado por Lewandowski, que estava na cidade de Coimbra com ele e outros ministros do STF para participar de um evento jurídico.

“Estávamos em Coimbra e, como iriámos para um almoço no Porto, marquei essa conversa”, disse Cardozo, que também participou. “O assunto do encontro foi o reajuste do Judiciário. Ele levou números para a presidente Dilma”.

Aham.

Ricardo Noblat desmente o ministro:

“Dilma, Lewandowski e Cardozo discutiram, sim, a Operação Lava Jato. O empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, confessou ter dado dinheiro sujo para a campanha de Dilma à reeleição. Dilma nega, mas está preocupada com o que possa acontecer se isso acabar provado.

Da Operação Lava Jato, os três passaram a avaliar as chances de um pedido de impeachment de Dilma. Por falhas, o Tribunal de Contas da União poderá rejeitar as contas do governo de 2014. E o Tribunal Superior Eleitoral concluir que houve abuso de poder econômico na campanha de Dilma.

Os jornalistas brasileiros destacados para cobrir a viagem de Dilma à Rússia não foram informados sobre o encontro dela no Porto com Lewandowski. Muito menos os que ficaram aqui.” E os dois “apostaram que ninguém ficaria sabendo do encontro”.

Repito: o maior programa do governo do PT é o Transparência Zero.

O encontro às escondidas de dois chefes de poderes no exterior para examinar a delicada situação política de um deles é o enésimo exemplo disso.

Pior: Lewandowski foi indicado ao STF por Lula, é amigo da família do ex-presidente, próximo aos petistas e fez de tudo para salvar os mensaleiros que acabaram condenados pelo STF, a corte que agora poderá vir a decidir se procede ou não um eventual pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

Nesta semana, Dilma já havia emporcalhado o cargo que ocupa ao atacar os delatores e os procedimentos da Lava Jato, em interferência indevida do Executivo no Judiciário.

Agora emporcalha mais ainda em encontro indevido com o presidente do Supremo para salvar sua pele.

Não é só na hora da eleição que ela faz o “diabo”, não. Para não cair, ela “casualmente” apunhala as instituições e os brasileiros pelas costas.

“Quem é golpista mostra na prática as suas tentativas”.

Ray Charles e Billy Joel, para ver, ouvir e ser feliz!!!

BOM DOMINGO!!!

(Gilson Nogueira, direto da Carolina do Norte, USA)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Fato inédito: um bilionário injustiçado

Ninguém pode acreditar que um homem poderoso como Marcelo Odebrecht possa permanecer em prisão preventiva infundada já por 20 dias num país em que se diz que a Justiça só existe para os ricos.

Mas não é o que parece ao Rotary Club da Bahia, que emite “nota pública” sobre a Operação Lava-Jato, em que pede a apuração dos fatos “sem presunções de culpa que comprometam a segurança jurídica do país”.

As investigações da Polícia Federal, acompanhadas de perto pelo Ministério Público e pela instância judicial que as autorizou, têm sido avalizadas em decisões paralelas do próprio Supremo Tribunal Federal, condições que por si sós atestam sua lisura.

Por coincidência, a nota é emitida no exato momento em que se comprova que, por interferência da Odebrecht, o orçamento interno – portanto sigiloso – da Petrobras para gigantesca obra foi refeito a maior, visando a adaptar os preços aos interesses do cartel de empreiteiras.

O Rotary Club da Bahia expressa “inquietação com o atual momento do país, em particular com os rumos da Operação Lava-Jato, que podem agravar os efeitos da crise que ora atravessamos”.

Esse argumento apenas repete a tentativa de dissociar empresas de seus controladores, para que, se a causa já está perdida para diretores, as organizações possam esquivar-se do rigor da lei e, quem sabe, continuar superfaturando por aí.

Não se sabe se a nota é de iniciativa do antigo presidente, Antonio Alberto Valença, ou da nova, Anaci Paim, pois saiu sem assinatura, e a transição na diretoria da entidade ocorreu no mesmo dia da publicação, quinta-feira.

Mas é pouco para justificá-la o fato de a maior empresa envolvida ter sido fundada pelo “engenheiro e rotariano Norberto Odebrecht”, já falecido, e ser detentora de “alta qualidade e tecnologias inovadoras”, além de estar presente “em 21 países” e gerar “180 mil empregos diretos”.

jul
12
Posted on 12-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-07-2015


Miguel, bo portal de humor gráfico A Charge Online

jul
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Posted on 12-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-07-2015


A presidente foi criticada até por Lula.
/ Roberto Stuckert Filho/PR

DO EL PAIS

Gil Alessi

De São Paulo

A situação do Governo de Dilma Rousseff, que sofre com baixos índices de aprovação está imerso em uma crise econômica e parece cada dia mais se curvar às pressões do PMDB no Congresso, pode empurrar o Partido dos Trabalhadores para uma nova cisão, de acordo com especialistas. Na história recente, a legenda, que vive sua própria crise atormentado pelo escândalo da Petrobras, já passou por um processo parecido outras duas vezes: em 1992, quando uma de suas correntes internas foi expulsa e deu origem ao PSTU, e em 2004, ano em que uma nova debandada de militantes deu origem ao PSOL. No final de abril, a Esquerda Marxista, uma das correntes mais radicais do partido, já aprovou em assembleia sua saída do PT.

“Em 2005, durante um momento de crise provocada pelo mensalão, as alas moderadas do partido quase perderam as eleições internas”, explica Oswaldo Amaral, cientista político da Unicamp e autor do livro As transformações na organização interna do Partido dos Trabalhadores entre 1995 e 2009 (Alameda Editorial). Este grupo principal que lidera a legenda desde 1995 – conhecido como Construindo um Novo Brasil – é considerado “à direita” dentro do espectro político do PT. “Em momentos de crise, como agora, o bloco que comanda o partido acaba sendo alvo de muitas críticas das correntes de esquerda”, explica. Segundo o professor, dificilmente estas tendências mais radicais conseguirão ganhar as eleições internas do partido, e isso pode provocar novas cisões na legenda, como ocorreu no passado.

No Congresso do partido, realizado em junho, o abismo entre as lideranças petistas e seus militantes ficou claro: enquanto os políticos culpavam a mídia pela crise da legenda, boa parte dos militantes pedia uma alteração na política de alianças e uma guinada governamental para a esquerda.

O PSOL foi criado por dissidentes do PT que se diziam insatisfeitos com o que chamaram à época de “fisiologismo” do partido e com as “amplas alianças” estabelecidas pela coordenação da legenda. Mas hoje as críticas à atuação não partem só da esquerda política: o próprio ex-presidente Lula atacou o partido, que segundo ele só estaria interessado em “cargos”. “O Lula é um político. Ele está preocupado em se desvincular do Governo, já que ninguém quer ficar perto de um Governo com baixos índices de popularidade”, explica Amaral.

Ao lado de José Dirceu, o ex-presidente foi um dos artífices do processo chamado de modernização do partido: “Nos anos 90 houve um encontro onde o Lula chegou a chorar porque foi feita uma critica dura dos militantes pelo partido ter aceitado dinheiro de empresa”, diz Amaral. Até então o dinheiro de empresa era malvisto. “Mas à partir de 94 as lideranças viram que só com doação de militante e venda de bandeirinha não conseguiriam vencer a eleição. O Dirceu comandou esse processo, de aproximação com o empresariado”.

Basicamente são três fatores principais [que podem afastar os militantes], de ordem econômica, ética e política”

Parlamentares do próprio partido também têm criticado o Governo e principalmente o ajuste econômico implementado no segundo mandato de Dilma. O senador Lindbergh Farias tem criticado abertamente o ministro da Economia, Joaquim Levy. No mais recente pronunciamento, pediu que o Planalto se mire no exemplo da Grécia do esquerdista Syriza, que tenta resistir a um plano de austeridade.

O fogo amigo não vem só de Lindbergh. Pouco tempo depois, foi a vez da Executiva Nacional do partido, reunida em São Paulo no dia 25 de junho, divulgar uma resolução na qual defende redução da meta de superávit e reversão da alta de juros, pilares da política econômica de Levy. O diretório central também mirou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e chegou a cogitar convocá-lo para dar explicações sobre o que militantes consideram “vazamentos seletivos” da operação Lava Jato.

Para o coordenador da área de Ciências Políticas da PUC-Rio, Eduardo Raposo, vários motivos podem empurrar militantes situados “à esquerda” dentro do PT para fora do partido. “Basicamente são três fatores principais: de ordem econômica, ética e política”, explica o professor. De acordo com ele, as correntes mais radicais dentro da legenda criticam a condução da economia e os ajustes do ministro Joaquim Levy: “Para alguns militantes a política de ajuste fiscal é uma coisa de direita, já foi dito inclusive que ajuste fiscal é coisa de tucano”.

Do ponto de vista ético e político, a crise provocada pelo escândalo de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato é outro golpe que afasta do partido alas historicamente mais ligadas a movimentos sociais. Raposo afirma que o mensalão já representou um duro golpe à imagem do PT por abalar uma de suas principais virtudes, que era a ética. Neste cenário, “as novas investigações afastam ainda mais o partido de suas origens”.

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