VIVA EL PASODOBLE , QUE ALEGRA A TRAGÉDIA, VIVA O ESPANHOL!! VIVA SAN FiRMINO DE PAMPLONAi!!

VIVA HEMINGUAY, QUE UNIVERSALIZOU A GRANDE FESTA POPULAR ESPANHOLA EM “O SOL TAMBÉM SE LEVANTA”

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

!


DO EL PAIS

A primeira corrida de touros das Festas de São Firmino de Pamplona teve dois minutos e 23 segundos de duração e deixou três feridos por chifrada de touro. Um deles, um norte-americano, está em estado grave, com uma ferida profunda no tórax. A Cruz Vermelha informou de um segundo caso de outro norte-americano com ferimento nas costas. O terceiro é um britânico, com ferimento leve.

Nesta tarde acontece a primeira corrida da Feira de Touros das Festas de São Firmino. Os seis touros de Jandilla que correram nesta manhã serão toureados a partir das 18h30 na Monumental de Pamplona, por Juan José Padilla Pepe Moral e Alberto López Simón.

jul
07

Deu no Estadão ( reproduzido no Blog do Noblat)

Tânia Monteiro e Vera Rosa, O Estado de S. Paulo

A presidente Dilma Rousseff desabafou nesta segunda-feira, 6, para auxiliares próximos que vai se defender e defender seu governo das acusações que estão sendo feitas, “com unhas e dentes”. Dilma, que está demonstrando tranquilidade apesar do tenso momento político que vive o País, rechaça a tese de impeachment que a oposição está destacando. Para a presidente, as pessoas que estão fazendo delação premiada, “vão ter de provar o que estão falando”. E ela, por sua vez, vai defender “ponto por ponto” do que está sendo acusada. Para a presidente, o resultado das urnas têm de ser respeitados e é por isso que ela vai defender “com todas as suas forças” o seu mandato e o seu governo.

A presidente Dilma e seu governo estão preparando uma “defesa consistente” para ser apresentada no Tribunal de Contas da União (TCU), explicando que as chamadas “pedaladas fiscais” ressaltará que foram feitas em outros governos também. Este, inclusive, é o tema do encontro que Dilma pediu com o Conselho Político, no Palácio da Alvorada, na noite desta segunda-feira. O objetivo da presidente Dilma é apresentar aos líderes dos partidos políticos da base aliada e seus presidentes, a sua defesa, antecipando o que vai ser levado ao TCU. A presidente quer que estas lideranças saiam em defesa dela e de seu governo e vai aproveitar para pedir, de novo, unidade da base aliada.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

O país dos escândalos sem proveito

A reforma política volta a ocupar o palco principal do grande teatro nacional com a votação, em segundo turno, de algumas medidas já aprovadas pela Câmara dos Deputados.

Depois, virão mais duas rodadas no Senado, ao fim das quais a nação conhecerá o monstrengo que funcionará como legislação eleitoral nos breves próximos anos, até que novas encruzilhadas nos empurrem novamente para o caminho da “mudança”.

Será tarefa ociosa esperar que essa maioria de deputados e senadores que aí estão não vá moldar a reforma por seus interesses pessoais diretos, agora com a preocupação adicional – muitos deles – de não parar na cadeia.

Não se podem esperar, por exemplo, restrições aos pequenos partidos, que continuarão servindo de biombo para negócios particulares, o fim do financiamento privado de campanhas, que nos arrastou ao quadro atual. De certo, só mesmo os dribles na fidelidade partidária.

Manter o poder a todo custo, a esta altura, é desiderato essencial para que amplas e verdadeiras intervenções no campo institucional não venham a botar esta república de pernas pro ar, investigar tudo, esclarecer tudo.

Trata-se de autopunição que os caracteres predominantes no meio político brasileiro não comportam. Parece que somos culturalmente inferiores e jamais conseguiremos reerguer-nos da nossa própria podridão, só piorar.

Depois do regime militar, entre outros escândalos, passamos por Collor, Anões do Orçamento, Mensalão e, agora, Petrolão, todos com maiúscula, porque é assim que se grafam os acontecimentos históricos, e a conclusão a tirar é de que pouco proveito nos trouxe tanta experiência.

Com o modelo de sociedade que temos hoje, do individualismo e da acomodação, não há esperança de reação. A tendência é a crescente inconsistência do tecido social, que se disporá em estamentos tão estanques quanto o permitir a vida diária, que, afinal, não tira férias.

A interação entre pessoas e classes continuará a existir, mas sob o enfraquecimento progressivo das regras de convivência, criando, portanto, um cenário de conflito exacerbado e sem direção. Esse é o Brasil que nos espera – e aos nossos filhos e netos.

Ícone dissolvido

O envolvimento do então ministro José Dirceu no escândalo do Mensalão surpreendeu, sobretudo, por ter ele sua origem política no movimento estudantil de esquerda, que se apresentava para o combate com o intuito de promover uma revolução no Brasil, na qual não caberia, obviamente, a prática de corrupção.

Nos bastidores ideológicos, no entanto, cuidou-se na época de tentar salvar sua imagem. Dizia-se que “Dirceu não usou nada em benefício próprio” e que a compra de votos na Câmara dos Deputados era a única forma de vencer os conservadores e “levar adiante o projeto do governo, fazer mudanças”.

Sem contar que não apareceram os frutos dessa manobra extremamente arriscada, em que o velho líder da juventude, com passagem em Cuba, se meteu com um tipo como Roberto Jefferson, agora se vê a JD Consultoria faturando milhões a rodo por “serviços” a empreiteiras da Lava-Jato.

BOM DIA!!!


Nelson Mota: MPB para rir e pensar
Maria Aparecida Torneros
Já passava da meia noite deste sábado, 4 de julho, quando no jornal da Globo, Nelson Mota apresentou sua crônica sobre o bom humor na música brasileira.

Rica de pesquisa e de imagens de época, a fala do expert Nelsinho abordou desde o primeiro samba gravado “pelo telefone”, passando pelas gozacoes sociais do genial Noel Rosa, chegando à alegria juvenil dos Mamonas assassinas.

Quando o próprio chefe da polícia, pelo telefone, manda avisar que na Carioca tem uma roleta para se jogar, o bom humor e a crítica apontaram o caminho possível na arte de compor e cantar, rindo de si mesmo e dos dramas da vida.

Com Noel, ele lembrou seus temas recorrentes, o célebre Palpite infeliz. Mostrou Carmen Miranda que interpretava letras engraçadas feitas especialmente para ela.

Atravessando o tempo, o cronista, que tem faro e sabe das coisas, lembrou que “a gente somos inutil” virou hino da campanha das Diretas Já.

Nelson homenageou o hilário Bezerra da Silva, imbatível na certeza de provocar em nós, risadas e mais risadas.

Claro que não faltou a menção do satírico Juca Chaves, que batizou Juscelino como presidente Bossa Nova, e sempre compôs suas músicas inteligentes brincando com os governos e a política.

Chico Buarque, no tempo da ditadura militar, era um brincalhão que driblava a censura e sua obra tem um lado engraçado independente.

A crônica do Nelsinho indicou que o espírito bem humorado na música popular ajuda e muito. A imagem do Chico cantando chame o ladrão ” tem tudo a ver com o momento. Afinal, ninguém é de ferro e em época de crise, chamemos a alegria de viver, rindo, porque rir ainda é o melhor remédio, e pra completar:tristeza não paga dívidas. Valeu, Nelsinho!

Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida

jul
07
Posted on 07-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-07-2015


Brum, na Tribuna do Norte (RN)

jul
07


Rebelo, Temer, Kasab e Amaral durante entrevista coletiva.
/ Romerio Cunha (VPR)

DO EL PAIS

Afonso Benites

De São Paulo

Ceder poder ao vice-presidente, do principal partido aliado, para conter a pressão dos que querem tirá-la do cargo. Aumentar o diálogo com sua base no Congresso Nacional, especialmente a do Senado, para evitar novas derrotas legislativas. Exibir ministros de partidos diferentes para demonstrar que há coesão em torno de seu Governo. Os movimentos da gestão Dilma Rousseff (PT), parte deles postos em prática nesta segunda, seguem uma estratégia anticrise e tentam abafar o eco renovado de pedido impeachment propagado pela oposição nos últimos dias.

A presidente coordenou, nesta segunda-feira, duas reuniões emergenciais que tinham como objetivo evitar que o pavio acendido pelo PSDB, que em seu Congresso partidário não poupou referências ao impeachment ou renúncia, e os estragos dos desdobramentos recentes da Operação Lava Jato se transformassem num incêndio. Na primeira, reuniu ministros e líderes petistas no Congresso para dizer que seu vice-presidente e ministro da Articulação Política, Michel Temer (PMDB), permanecerá no cargo e que ele está mais forte. Era uma resposta ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, em guerra aberta contra Rousseff, havia sugerido que Temer deixasse a função de articulador político por acusar o Planalto de sabotar as gestões do vice.

“Não há sabotagem nenhuma. Há naturais dificuldades. Governar não é apenas o presidente ou vice-presidente da república, e os ministros. Você tem uma governança que se dá em todo país com a participação dos partidos aliados”, disse Temer ao lado de um ministro do PCdoB, Aldo Rebelo (Ciência), um do PSD, Gilberto Kassab (Cidades) e do líder do Governo no Senado, o petista Delcídio do Amaral. Temer disse ainda que acredita que a proposta de impeachment de Dilma não prosperará. “Nós todos achamos que [o impeachment] é algo impensável para o momento atual. Eu tenho repetido isso com muita frequência, os partidos aliados têm repetido isso com muita frequência e eu vejo essa pregação com muita preocupação.”

O aumento do poder do vice-presidente ficará patente da seguinte forma, conforme participantes do encontro: ele vai acelerar a liberação de 4 bilhões de reais de emendas parlamentares previstas no Orçamento deste ano e vai apressar a nomeação de ao menos 30 cargos comissionados em ministérios para honrar suas promessas a integrantes da base aliada no Congresso.

As medidas visam evitar, principalmente, que senadores entrem na onda da oposição e criem dificuldades na aprovação do projeto que prevê o fim da desoneração da folha salarial de 56 setores da economia brasileira. A proposta entrará em votação nos próximos dias no Senado e prevê um aumento de caixa de até 21,5 bilhões de reais por ano. Essa é a última medida do ajuste fiscal planejado pela equipe econômica de Rousseff. A ideia é que a proposta seja votada nos próximos dias, antes do início do recesso parlamentar —e antes que o lobby de empresários vinculados a Federação da Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) surta efeito.

Dessa forma, Rousseff se vale de uma estratégia recorrente nesse seu segundo mandato: para aliviar as derrotas na Câmara, o Governo apela ao Senado Federal, onde tem uma maioria um pouco mais folgada. Enquanto na Câmara 304 dos 513 deputados, ou 59%, são da base aliada, no Senado a proporção é um mais favorável, 52 dos 81 parlamentares, ou 64%, dão sustentação a ela.

Na Câmara, foram ao menos oito derrotas governistas, dentre elas estão a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Casa, o fim do fator previdenciário, a autorização para doações empresariais em campanhas eleitorais, a lei da terceirização e a redução da maioridade penal (essa em primeiro turno). Além de garantir a aprovação da sua última medida do ajuste fiscal até a próxima semana, a gestão Rousseff tentará mudar os principais pontos da reforma política e evitar que as aposentadorias tenham reajuste igual ao que é aplicado ao salário mínimo, outra de suas derrotas na Câmara.

As movimentações da presidenta para agradar aos senadores não é nova. Há duas semanas, antes de seguir viagem para os Estados Unidos, ela se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como um gesto de abertura ao diálogo. Calheiros era aliado de toda hora de Rousseff, mas se afastou dela desde que o seu nome apareceu como um dos 49 políticos investigados pela Operação Lava Jato —

A outra reunião de Rousseff com líderes do Congresso aconteceu nesta segunda-feira, na qual ela cobrou empenho de seus aliados.

Desde o início do ano houve apenas duas derrotas petistas no Senado. A primeira foi a indicação do diplomata Guilherme de Aguiar Patriota para o cargo de embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA). E esse caso específico houve uma mobilização para demonstrar a insatisfação com a política externa brasileira. A outra, mais grave, foi a aprovação do reajuste dos servidores do Judiciário, o que geraria um impacto de 1,5 bilhão apenas neste ano, segundo o Ministério do Planejamento. Neste caso, o Governo conversa com o Judiciário para vetar esse reajuste para já e o diluir nos próximos quatro anos.

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