DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Assembleia vai juntando queixas contra Rui

Não há dúvida de que o extremo desconforto entre o governo do Estado e sua base de apoio na Assembleia Legislativa poderá evoluir para uma crise de maior monta se os pontos de conflito – basicamente o atendimento pelo governo de pleitos de deputados e de prefeitos – não forem aliviados.

Depois de manifestações de bastidores e protestos isolados de um ou outro parlamentar, é o próprio presidente Marcelo Nilo quem verbaliza abertamente a situação, tanto em pronunciamentos no plenário da Casa como na imprensa, a exemplo de recente entrevista à Tribuna da Bahia.

Nilo procura, numa jogada diplomática, concentrar a “culpa” no secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, encarregado da articulação entre o governador e a bancada, preservando Rui Costa, mas é óbvio que o secretário, há seis meses no cargo e mantendo a postura desde o início, cumpre ordens ou tem plena anuência do superior.

Ao tempo que elogia o governador, o presidente da Assembleia emite conceitos que sugerem outra prática nas relações Executivo-Legislativo. Ao avaliar a gestão Rui Costa, dá-lhe “nota nove, agora, como político…” – e repentinamente muda rumo: “…está faltando uma atenção da secretaria da articulação…”

Chegou a ser cansativa carretilha de lamentações de Nilo, referindo-se, em seguidas respostas, ao desprezo do governador aos parlamentares e ao critério de atendimento, que “beneficia muito o PT”, embora também ressalvando a “certeza” de que Rui “vai sentar e dialogar” para “encontrar o caminho exato”, pois “as críticas são no sentido de ajudar”.

Quando as coisas estão bem, o discurso dos políticos é só positivo e de muitos planos. A ocorrência de qualquer senão, ou de vários senões, indica que há problemas sérios a superar. Por enquanto, praticamente começando a gestão, o governador tem força, mas não se sabe o que o futuro reserva, principalmente porque não contará mais com a imagem positiva do seu partido.

Tá difícil

De malas prontas para sair do PDT e na dependência da criação do PL para ingressar na legenda, que faria nascer forte na Bahia, Marcelo Nilo disse que “pensaria com carinho” numa candidatura a prefeito de Salvador, mas “só se houvesse um pedido do governador Rui Costa”.

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