Charles Mingus, para o anoitecer da sexta-feira de julho de bom tempo na Cidade da Bahia.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira, direto da Carolina do Norte, USA)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

O custo da continuidade

O juiz Sergio Moro afirmou que a corrupção na Petrobras trouxe, sim, um “custo” por afetar empresas de grande porte. No entanto, permitirá melhorar a fiscalização de obras e contratos públicos, segundo a Folha.

“O custo de soluções deles (crimes de corrupção) é realmente grande”, disse Moro.“Mas qual seria o custo da continuidade? Contratos públicos cada vez mais custosos e obras públicas que nunca terminam”

BOM DIA!!!

DO EL PAIS

Afonso Benites

De São Paulo

Aos 70 anos de idade, e em prisão domiciliar, José Dirceu está “cansado”. Isso é que dizem os advogados do ex-ministro da Casa Civil. Condenado pelo mensalão e citado por delatores da Lava Jato, o petista diz aos mais próximos que não aguenta mais ver o seu nome nos escândalos nacionais. Por isso, nesta quinta-feira, seus advogados entraram com um pedido de


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Viva o sol sobre Salvador

“Nasce o sol a 2 de julho, brilha mais que no primeiro…” – nunca foi tão expressivo o verso inicial do Hino da Bahia.

Depois de longo período de intensas chuvas, o tempo parece firmar-se nos céus de Salvador nesta tarde.

Que contribua para afastar o perigo eterno sobre as chamadas “zonas de risco” da cidade e ajude a melhorar um pouquinho também a situação das ruas, porque trânsito com lama e buracos é fogo.

Heróis e poetas na guerra e na arte

O originalmente Hino ao 2 de Julho foi tornado o hino oficial do Estado em 20 de abril de 2010, por sanção do então governador Jaques Wagner, curiosamente, o primeiro governador desde Juracy Magalhães (1959-1963) não nascido nestas plagas.

Mas justiça histórica se faça: a composição, brotada certamente do espírito revolucionário de seus autores, é de autoria de José dos Santos Barreto (música) e Ladislau dos Santos Titara (letra), constituindo-se na mais autêntica homenagem aos que morreram pela pátria e aos que sobreviveram para contar.

Na ausência da professora Consuelo Pondé de Sena e na impossibilidade de consultar o professor Cid Teixeira ou o professor Luís Henerique, ícones da História da Bahia, este editor apelou para o jornalista Jorge Luiz Ramos, que está prestes a lançar a biografia de Titara, sob o título provisório de “O poeta soldado”.

Localizado, por telefone, no Pelourinho, onde vive a segunda etapa dos festejos, Jorginho, como é chamado pelos amigos e colegas, dispôs-se a explicar, mesmo com todo barulho: Barreto (1764-1848), um músico cachoeirano, e Titara (1801-1861) lutaram na guerra da independência contra os portugueses.

Titara foi alferes, condecorado com a Medalha da Ordem D. Pedro I, que lhe foi entregue pelo próprio príncipe regente, em sua vinda a Salvador em 1826. Barreto era civil, mas integrou como voluntário o Exército Libertador. Ambos conceberam a obra que os imortalizou em 1835.

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O sangue jorrou na periferia

Hors concours em qualquer antologia que se faça sobre as épicas batalhas vividas nos arredores de Salvador, Castro Alves compôs “Ode ao Dous de Julho”, cuja primeira estrofe abaixo reproduzimos, em singela homenagem ao Poeta dos Escravos e da Liberdade.

“Era no Dous de Julho. A pugna imensa
Travara-se nos cerros da Bahia…
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
Neste lençol tão largo, tão extenso,
Como um pedaço roto do infinito.
O mundo perguntava erguendo um grito:
‘Qual dos gigantes morto rolará?!’”

jul
03
Posted on 03-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-07-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Jorge Zelada, preso nesta quinta. / Brazil Photo Press/Folhapress

DO EL PAIS

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 15ª fase da Operação Lava Jato, e prendeu o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Zelada. Sob a acusação do seu envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações, desvio de verbas públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, Zelada foi preso em Niterói (RJ), em caráter preventivo. Segundo a PF, o ex-diretor realizou transações internacionais, da Suíça para Mônaco, no valor de 11 milhões de euros (35 milhões de reais) em junho do ano passado, ou seja, em plena investigação da Lava Jato.

Zelada é o quarto integrante da diretoria da Petrobras a ser preso, depois de Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró. Com a sua prisão, a PF dá como encerrada um ciclo da Operação Lava Jato que fecha o cerco sobre a alta cúpula da companhia envolvida no esquema de corrupção na Petrobras que desviou, ao menos, 6,2 bilhões de reais. “O núcleo básico está delineado”, afirmou o procurador Carlos Fernando, em coletiva da PF nesta manhã em Curitiba (PR). “Isso não significa que está esgotada a investigação, mas o núcleo de diretores da Petrobras está bem definido”.

Segundo Fernando, os prejuízos da Petrobras com os casos de corrupção descobertos devem ultrapassar os 6,2 bilhões lançados no balanço da estatal. “Os prejuízos são significativamente maiores [que os seis bilhões]”, disse. “Mas é quase impossível fazer a mensuração porque há uma série de efeitos que se replicam em toda a cadeia de licitação e seria preciso fazer um estudo acadêmico para chegar aos valores”, afirmou. Porém, ainda durante a coletiva, a PF anunciou que está finalizando um laudo que fará uma projeção dos prejuízos da petroleira e que deve sair nos próximos dias.

A PF calcula que o salário de Zelada na estatal era em torno de 100.000 reais mensais, o que levanta a suspeita de desvio de dinheiro para abastecer as contas no exterior. Segundo as investigações, Zelada recebeu dinheiro por meio da contratações de sondas, cujos aluguéis representam altos valores.

Ao analisar as contas bancárias que o ex-diretor tinha no exterior, o Ministério Público Federal considerou incompatível a quantia de dinheiro com sua renda. Em março, as autoridades do Principado de Mônaco bloquearam dez milhões de euros de uma conta suspeita. Por isso, essa fase da Operação Lava Jato foi batizada de “Conexão Mônaco”.

Nesta fase da Operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três deles no Rio de Janeiro. Em Niterói, foram apreendidos cerca de 250.000 reais e alguns documentos, na residência da ex-mulher de Zelada.

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