jul
31

Vai dedicada a Glauvânia Jansen, a pernambucana mais baiana de Salvador, amiga do peito do BP, que há anos criou e comanda uma das iniciativas mais bonitas e cheias de feitiço e de expressivos significados da Cidade da Bahia: A CAMINHADA DA LUA EM ITAPUÃ.

BOA TARDE E BOA NOITE DE LUAR. EM ITAPUÃ, SE POSSÍVEL.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

Uma bomba de fabricação caseira foi lançada na noite de ontem (3O) na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ninguém se feriu, mas foram registrados danos materiais.

Em nota, o Instituto Lula afirma que se trata de um “ataque político”. Segundo a assessoria de imprensa do instituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o artefato explosivo foi arremessado contra o prédio de dentro de um carro.

“O Instituto Lula já comunicou as polícias Civil e Militar, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo e o ministro da Justiça e espera que os responsáveis sejam identificados e punidos”, diz a nota.

A SSP informou que o secretário Alexandre de Moraes já conversou com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e que a perícia já foi determinada, bem como o início das investigações.

Na semana passada, Lula criticou o “clima de ódio e intolerância” que tomou conta do debate político no País.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

A nação quer apenas os segredos do almirante

O ministro Jaques Wagner surpreende mais uma vez quem o conheceu na fase ponderada, quando não era dado a bravatas e precipitações no trato das questões públicas, comportamento, aliás, que lhe acarretou grande simpatia nos meios políticos e jornalísticos.

Ao sair na defesa do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, preso sob acusação de receber R$ 4,5 milhões de empreiteiras ligadas à construção da Usina Angra 3, o ministro bradou: “O programa nuclear brasileiro é intocável, não vai ser aberto”.

Ora, à cidadania basta que sejam abertas as contas particulares e outros sigilos do acusado, para comprovar ou não sua participação em atos ilícitos, dos quais, numa democracia, nem a qualificação técnica nem a contribuição patriótica à defesa nacional poderão livrá-lo.

Quanto ao programa nuclear, que seja preservado – e um dia o Brasil possa construir armas atômicas, porque este será, seguramente, no futuro, o diferencial entre nações de primeira e de segunda categoria no que se refere a soberania.

Magalhães Pinto

Partidários de teorias conspiratórias não deixam de notar que o ex-governador da Bahia é pressuroso nos elogios pessoais e institucionais a altas patentes militares, com as quais procura demonstrar grande intimidade.

Não é por nada, mas diante da conjuntura política e econômica e da personalidade cada vez mais belicosa de Wagner, no cargo que ocupa seria candidato certo a chefe civil de uma improvável intervenção militar.

r l

James Taylor, para acompanhar você na despedida de julho! E na chegada de Agosto!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


Beatriz no JN:”abandono a advocacia para proteger minha família”

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

A advogada Catta Preta disse ter se sentido intimidada com a convocação para falar na CPI da Petrobras, e que renunciou à defesa de nove delatores da Operação Lava Jato “por zelar pela segurança da minha família, dos meus filhos”. Na entrevista dada ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (30), ela afirmou ter abandonado a advocacia.

Catta disse que o delator Julio Camargo mudou seu depoimento sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – primeiro o inocentando, e depois acusando-o de receber propina de R$ 5 milhões – por ter medo de retaliações. “Ele tinha medo de chegar ao presidente da Câmara”, falou. Segundo ela, a mudança de posição ocorreu pelo “fato de que um colaborador não pode omitir fatos, não pode mentir, o levaram então a assumir o risco”.

A resposta sobre se sentiu-se perseguida foi: “sem dúvida nenhuma”. Por quem? Pelos “integrantes da CPI, daqueles que votaram a favor da minha convocação”. Ela se esquivou, porém, sobre se o presidente da Câmara seria um dos que a intimidavam. Catta afirmou que as acusações de Julio Camargo contra Cunha vieram respaldadas por farta documentação e provas.

Ela disse nunca ter recebido ameaça direta: “não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada. Elas vêm cifradas”. Por fim, negou ter recebido pagamento dos delatores pelo exterior. “O dinheiro foi todo recebido via transferência bancária, aqui no Brasil, ou depósitos em cheque, na conta do escritório, tudo mediante nota fiscal, impostos recolhidos”.

Todos os integrantes da CPI da Petrobras negaram que agem para intimidar a advogada. O advogado de Cunha, Antônio Fernando de Souza, disse que as declarações de Catta não fazem sentido e dão a impressão de “coisa montada”.

jul
31
Posted on 31-07-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-07-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO G1/O GLOBO

Fernando Castro

O ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo, réu em processos da Operação Lava Jato, afirmou que eventuais contradições nos depoimentos prestados em acordo de delação premiada são consequências de um “temor” em relação ao presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. A afirmação foi feita em documento enviado à Justiça Federal pela defesa de Júlio Camargo.

Em depoimento prestado para colaboração com a Justiça, Camargo afirmou que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o delator, Cunha disse que era “merecedor” de US$ 5 milhões.

Em depoimentos anteriores, Camargo chegou a dizer que não se lembrava de encontros com Eduardo Cunha. Posteriormente, ele afirmou que, além do receio de enfrentar influência do presidente da Câmara, acreditava que só deveria citar políticos se fosse ouvido no Supremo Tribunal Federal.
saiba mais

“Eventuais contradições de Julio Camargo, advém de seu justificado temor em relação ao deputado federal Eduardo Cunha, que hoje ocupa a presidência do Poder Legislativo Federal. A idoneidade da colaboração, deve ser avaliada por todo conjunto de elementos trazidos pelo colaborador, que demonstra que não houve arranjos ou conchavos para harmonizar versões e criar uma falsa imputação”, diz trecho das alegações finais da defesa em um dos processos a que o cliente responde.

O documento sustenta que a colaboração de Júlio Camargo foi minuciosa, corroborada por vários colabores e por outros meios de prova.

A defesa de Júlio Camargo ainda faz críticas à atuação da CPI da Petrobras, afirmando que se trata de uma “lógica de gangue”.

“Basta ver o que a CPI tem tomado uma série de medidas para desmoralizar a investigação, convocando familiares de colaboradores e pedindo a quebra de seus sigilos bancários e fiscais, além de medidas de coação contra Delegados Federais e advogados, a lógica da gangue continua vigorando: intimidação e corrupção”, diz trecho do documento.


Moro: aplaudido de pé em Curitiba

Deu no Blog de Josias de Souza/FOLHA

A convite do Instituto dos Advogados do Paraná, o juiz federal Sérgio Moro fez uma palestra na noite desta quarta-feira (29). Lotou um teatro com cerca de 400 assentos, em Curitiba. Ao agradecer a atenção que a sociedade lhe tem dedicado, disse: “O que o juiz pode fazer é muito limitado sem o apoio da opinião pública.”

Moro esclareceu que não trataria de Lava Jato. Falaria sobre lavagem de dinheiro a partir de outro caso: a Operação Mãos Limpas, deflagrada na Itália em 1992. As semelhanças entre as duas investigações levou-o a estabelecer analogias. Como no instante em que rebateu as queixas contra o encarceramento de investigados: “A gente ouve algumas críticas sobre as prisões cautelares, mas as prisões da Lava Jato não chegam nem perto das 800 realizadas na Itália.”

O interesse de Moro pela Mãos Limpas é antigo. Ele dissecou a operação num longo artigo publicado em 2004 na revista do Conselho da Jutiça Federal. Chama-se ‘Considerações sobre a Operação Mani Pulite’. Pode ser lido aqui. A corrupção italiana se parecia muito com a brasileira —na amplitude amazônica e na promiscuidade entre empresários e políticos.

A Mãos Limpas fisgou 6.069 pessoas. Entre elas 872 empresários, 1.978 agentes públicos e 438 parlamentares. Expediram-se 2.993 mandados de prisão. No artigo de 2004, Moro descreveu a lama da Itália como se resumisse a encrenca que lhe cairia no colo 11 anos mais tarde: “As investigações judiciais dos crimes contra a administração pública espalharam-se como fogo selvagem, desnudando inclusive a compra e venda de votos e as relações orgânicas entre certos políticos e o crime organizado.”

Na palestra da noite passada, Moro referiu-se aos desdobramentos da Mãos Limpas com uma ponta de desalento. Disse que 40% dos investigados não foram punidos. Os crimes prescreveram ou as leis foram alteradas. Não acha improvável que algo parecido ocorra no Brasil: “O que é preocupante é que nosso Direito processual é muito espelhado no modelo italiano. Lamentavelmente nós copiamos as virtudes, mas também os vícios.”

A despeito da Mãos Limpas, disse Moro, a Itália ocupa hoje a 69ª posição no ranking mundial de transparência. “Por uma incrível coincidência, empatada com o Brasil”, acrescentou. O doutor defendeu o aperfeiçoamento da legislação penal. Mencionou projeto formulado pela Associação dos Juízes Federais, que tramita no Senado. Prevê a execução das penas a partir do julgamento na segunda instância do Judiciário.

Moro encerrou a palestra com uma interrogação sobre o futuro do Brasil: “Vai acontecer como no caso italiano, que apesar de todo o impacto –muito maior que o que temos hoje [na Lava jato]– a situação pouco mudou por conta de uma contra-revolução do mundo político, ou vamos aproveitar esses momentos para melhorar nossas instituições, para que esses casos não se tornem excepcionais no futuro?”

A pergunta final combina com a afirmação do início: “O que o juiz pode fazer é muito limitado sem o apoio da opinião pública.” No artigo publicado em 2004, Moro já havia realçado o papel da sociedade no combate à aliança espúria entre poder e dinheiro.

Num trecho, Moro anotara: “É ingenuidade pensar que processos criminais eficazes contra figuras poderosas, como autoridades governamentais ou empresários, possam ser conduzidos normalmente, sem reações. Um Judiciário independente, tanto de pressões externas como internas, é condição necessária para suportar ações dessa espécie. Entretanto, a opinião pública, como ilustra o exemplo italiano, é também essencial para o êxito da ação judicial.”

Noutro ponto, o juiz da Lava Jato escrevera: “…a ação judicial contra a corrupção só se mostra eficaz com o apoio da democracia. É esta quem define os limites e as possibilidades da ação judicial. Enquanto ela contar com o apoio da opinião pública, tem condições de avançar e apresentar bons resultados.”

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O poderoso Temer

No último dia 25, Por Escrito cometeu um dos mais graves equívocos do jornalismo brasileiro em quantos anos queira fixar o leitor.

Referiu-se à reunião que a presidente Dilma pretende ter, amanhã, com todos os governadores, como uma “alta cúpula”, formada pelas “28 pessoas mais poderosas do Brasil”.

Lamentavelmente, omitiu aquele que, pela conjuntura, pode até ser considerado o mais poderoso, o vice-presidente Michel Temer, presidente de fato do partido (PMDB) que está doido para deixar o governo e ainda por cima articulador político desse próprio governo.

Como o vice já foi definido por este blog como “avalista da estabilidade” e “figura central da República”, compreende-se que terá sido um lapso.

Temer será – se houver e os convidados comparecerem – o vigésimo nono e ao mesmo tempo o primeiro da reunião.

“Será que é divina, será que é mentira, será que é comédia a vida da atriz?”

Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Pages: 1 2 3 4 5 6 7 ... 23 24

  • Arquivos