DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O MBB na campanha de 1989

Saudamos o lançamento do livro “Brizola”, dos jornalistas Clóvis Brigagão e Trajano Ribeiro, mas somos obrigados a fazer um reparo à nota do jornalista Levi Vasconcelos, sexta-feira, na coluna Tempo Presente, de A Tarde, que aponta Trajano como “um dos fundadores nacionais do MBB”.

A sigla é do Movimento Brasil-Brizola, ideia concebida pelo falecido jornalista Wellington Fonseca Ribeiro, em 1988, com o fim de congregar colegas de profissão para apoiar Leonel Brizola na primeira eleição presidencial de que aquela geração, nascida 40 anos antes, participaria.

Foi uma iniciativa cívica que alcançou, em Salvador e no Estado, uma dimensão bem maior do que seus articuladores imaginavam, tendo a sede do Rio Vermelho sido um referencial da campanha mais efetivo que a do próprio PDT, já que o então presidente, Mário Kertész, atuou como uma espécie de quinta-coluna.

O MBB ocupou espaço na imprensa e nas ruas, fez debates nas principais cidades, promoveu carreatas e distribuição de material na capital. Num ato de grande repercussão, trouxe a Salvador o histórico líder esquerdista Luís Carlos Prestes, aqui representado, na época, pelo grupo Ação Socialista.

Alguns participantes

Com a certeza de estarmos omitindo os nomes de muitos, podemos citar, entre os participantes mais ativos do Movimento Brasil-Brizola, os jornalistas Jorge Ramos, Alberto Sobral, Vítor Hugo Soares, Nona Fernandes e Ipojucã Cabral, os engenheiros Alex Novaes Vieira e Cláudio Mascarenhas, o empresário Raul Menezes e os médicos Lain Carvalho, Marluce Oliveira e Luiz Rechtman.

Atuação local

O MBB não existiu nacionalmente, restringido-se sua atuação ao Estado da Bahia.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 30 junho, 2015 at 8:28 #

De âmbito nacional foi o MLB, Movimento Leonel Brizola.

Foi um movimento forte, inclusive aqui em Brasília, e congregava gente de todas as profissões. Jornalistas, advogados, médicos, professores, servidores públicos, estudantes, donas de casa. Foi muito atuante nas primeiras eleições ocorridas logo após a ditadura.

Nem sei mais se ainda existe o inquieto, combativo, e agitador MLB. Na verdade, nem sei se ainda existe o PDT, que não seja apenas uma foto na parede. A sigla existe, reconheço, as bandeiras é que foram enterradas junto com o corpo de Brizola em 2014. Afinal, quem nasce para ser Lupi, ou Manoel Dias, nunca chega a um Brizola. Que me perdoem os poucos pedetistas e brizolistas de verdade (de verdade, mesmo) que ainda estão no partido. Acreditem, ainda há alguns pedetistas no PDT.


Taciano Lemos de Carvalho on 30 junho, 2015 at 8:29 #

Corrigindo: com o corpo de Brizola em 2004


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