Levy em NY: sem autorização médica

DEU NO G1/O GLOBO

Débora Cruz
Do G1, em Brasília

O médico que atendeu o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante sua internação na noite de sexta-feira (26), afirmou ao G1 nesta segunda-feira (29) que não autorizou sua viagem aos Estados Unidos, para acompanhar a visita oficial que a presidente Dilma Rousseff faz ao país. Levy embarcou na noite de sábado em um voo comercial, por volta das 22h.

“Com diagnóstico de embolia pulmonar, ele não poderia ter viajado. O ministro Levy é um bom cumpridor de ordens econômicas, administrativas, mas médicas não”, afirmou o pneumologista Arhur Vianna.

Ao chegar a Nova York, no domingo (28), Levy havia afirmado a jornalistas que não descumpriu ordem médica para viajar. “Não. Não descumpro ordem de ninguém. Sou muito obediente”, declarou.

De acordo com o médico, a viagem aumenta o risco de desencadear um novo episódio de embolia pulmonar. Segundo ele, esse risco foi assumido pelo ministro. Vianna disse ainda que não acompanharia Levy na viagem “em hipótese alguma”, por ser contrário à decisão do ministro.

Como a embolia pulmonar ocorre quando um coágulo entope uma veia e obstrui a chegada do sangue ao pulmão, viagens longas, em que o paciente se movimenta pouco, podem prejudicar a circulação e agravar o quadro, de acordo com o médico. Ainda conforme o pneumologista, por estar medicado, os riscos à saúde de Levy no retorno ao Brasil são “muito pequenos”.

Procurado pelo G1, o ministério da Fazenda afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Diagnóstico

Levy recebeu o diagnóstico de embolia pulmonar na noite de sexta-feira (26) e chegou a ser internado, em Brasília, no Hospital do Coração do Brasil, sendo liberado à 1h24 de sábado (27). Ele viajaria no sábado pela manhã com a comitiva da presidente, mas acabou adiando a partida para a noite, em um voo comercial. Ao chegar a Nova York, no domingo, disse a jornalistas estar bem e seguiu compromissos oficiais.
Joaquim Levy em Nova York (Foto: GloboNews)

Na quarta-feira (24) o ministro já havia dado entrada no mesmo hospital com suspeita de infarto. Ele passou por exames de tomografia e de sangue e foi liberado, já que a suspeita não se confirmou. No dia seguinte, durante o procedimento de revisão dos exames, foi constatada a embolia pulmonar.

Na sexta (26) ele voltou ao Hospital do Coração, desta vez acompanhado pelo médico Arthur Vianna, que se deslocou do Rio de Janeiro especialmente para atender o ministro.

Meta central de inflação

Na chegada ao hotel, em Nova York, o ministro também foi questionado sobre a redução no teto da meta central de inflação para 2017. “Acho que é bom, é mais uma etapa, né, de a gente estar fortalecendo o sistema de metas de inflação. Eu acho que ele aumenta a previsibilidade da economia brasileira e com isso ajuda o trabalho que a gente tá fazendo”, declarou.

A meta central de inflação foi fixada na quinta-feira (25) pelo Conselho Monetário Nacional em 4,5% para o ano de 2017. Trata-se da mesma meta central adotada pelo governo federal desde 2005.

O intervalo de tolerância em relação à meta central, porém, caiu de dois pontos percentuais (para cima e para baixo em relação ao objetivo central) para 1,5 ponto percentual. Na prática, isso significa que o piso será de 3% e que o teto será mais baixo: de 6% em 2017 sem que a meta seja formalmente descumprida.

Se o intervalo de tolerância anterior de dois pontos percentuais fosse mantido – o que não aconteceu – o teto, em 2017, seria de 6,5% (patamar que vigorou entre 2006 e 2016).

Agenda oficial
A viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA conta com 11 ministros e inclui um encontro com o presidente Barack Obama. O objetivo é retomar as relações diplomáticas, atrair investimentos para concessões na área de infraestrutura (aeroportos, portos, rodovias e ferrovias) e impulsionar a economia.

A comitiva presidencial é formada pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Jaques Wagner (Defesa), Joaquim Levy(Fazenda), Renato Janine Ribeiro (Educação), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Nelson Barbosa (Planejamento), Ricardo Berzoini (Comunicações), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Kátia Abreu (Agricultura) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente), além do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

FELIZ TOM, BRASIL!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

15 milhões de pixulecos apenas pelo Comperj

Ricardo Pessoa disse que deu 15 milhões de pixulecos ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apenas pela obra do Comperj.

Segundo a Veja, “o pagamento da propina era condição para que a empreiteira fosse escolhida para tocar o empreendimento. A UTC foi encarregada de pagar ao PT. A Odebrecht, segundo ele, ficou responsável pelo suborno entre ao PP. As planilhas em poder do Ministério Público demonstram que os repasses eram cuidadosamente contabilizados pelo empreiteiro”.

E mais:

“Nos documentos que anexou ao processo, Ricardo Pessoa incluiu ví­deos das câmeras de segurança da empresa que colocam o tesoureiro petista na cena do crime”.


Dilma e comitiva nos Estados Unidos

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DO EL PAÍS

Edição do Brasil

Antonio Jiménez Barca

De Washington

Muitos especialistas concordam que o melhor da histórica visita da presidenta Dilma Rousseff aos EUA, que começa oficialmente nesta segunda-feira e vai até quarta é, mais do que eventuais acordos ainda imprecisos e desvanecidos, a visita em si. Em 2013, quando já estava prevista e anunciada uma viagem oficial de Dilma, na época em seu primeiro mandato, a Washington, tudo foi pelos ares: o antigo técnico de comunicações da Agência Nacional de Segurança norte-americana revelou que o mencionado órgão havia espionado o celular de Dilma. A revelação desatou um problema diplomático maiúsculo cuja primeira consequência foi que a presidenta brasileira, indignada, cancelou imediatamente a visita. Desde então, a presença do vice-presidente Joe Biden a Brasília em janeiro para assistir a posse do segundo mandato de Dilma e alguns encontros cara a cara entre Obama e a presidenta em reuniões internacionais nos últimos meses cimentaram o caminho para a paz definitiva.

Mas Dilma, que inicia a visita na segunda-feira em Nova York, visita a Casa Branca na terça e voa na quarta à Califórnia, já não é a mesma de 2013. E o Brasil também não: a popularidade da presidenta é a mais baixa já registrada (65% de rejeição, segundo uma pesquisa recente da Folha de S. Paulo). O país acabará o ano com uma queda do PIB de pelo menos 1,2%. E a inflação, descontrolada apesar dos esforços do Governo, teve um aumento de 9%, um número também alarmante que Dilma não conheceu em seu primeiro mandato.

Paradoxalmente, e pelas mesmas razões, a visita aos EUA é vista como ainda mais oportuna do que em 2013. A presidenta, em Nova York, falará a um grupo escolhido de empresários norte-americanos aos quais apresentará o Plano de Infraestrutura, já muito difundido no Brasil, no valor de 200 bilhões de reais, que seu Governo projetou para construir estradas, portos, ferrovias e aeroportos e cujo principal objetivo estratégico é de levantar a alquebrada economia brasileira. O sucesso do plano depende de que os investidores privados – brasileiros e estrangeiros – vejam a possibilidade de negócios na exploração dessa infraestrutura e participem (o Governo brasileiro só adianta parte do investimento na base de empréstimos). De modo que convencer os norte-americanos, cuja economia, ao contrário da brasileira, se recupera, é fundamental.

Na terça-feira, em Washington, Barack Obama e Dilma discutirão sobre economia e mudança climática (os dois tentarão dar passos à frente, visando o encontro de Paris no final do ano sobre esse assunto), entre outras coisas, mas principalmente tentarão deixar para trás, de uma vez por todas, o irritante tema do celular grampeado. Alguns especialistas afirmam que o sucesso da visita dependerá, em última instância, da química pessoal entre os dois presidentes dos gigantes americanos.

Os EUA sabem que a influência chinesa no Brasil – e em toda a América Latina – ganha terreno. De fato, o principal parceiro comercial do Brasil é a China, que desbancou os EUA já fazem alguns anos. O intercâmbio comercial entre os EUA e o Brasil é enorme: mais de 62 bilhões de dólares (194 bilhões de reais) em 2014. Mas em maio o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou Brasília com o talão de cheques aberto e assinou acordos econômicos no valor de 50 bilhões de dólares (156 bilhões de reais), incluindo o anúncio do projeto de uma ferrovia que unirá o Brasil com o Pacífico através do Peru com o objetivo de facilitar as exportações brasileiras de soja ao Oriente. E até um ano atrás, os presidentes dos países emergentes conhecidos como BRICS (China, Índia, África do Sul, Rússia e Brasil) se reuniram em Fortaleza, decidiram criar um Banco de Investimentos que servirá de alternativa ao FMI e começará a funcionar a partir de 2016 e que contará com um desembolso de 50 bilhões de dólares (156 bilhões de reais).

Não se espera, a princípio, acordos tão contundentes da visita de Dilma aos EUA. Mas há quem lembre que o lugar do Brasil não é ao lado de parceiros tão diferentes e distantes como a Rússia e a China e que sua posição está mais próxima de democracias ocidentais mais transparentes que podem ajudar o gigante latino-americano a resolver melhor o empecilho dos casos de corrupção que minam sua credibilidade.

Além disso, a queda do preço das matérias-primas (especialmente a soja e o ferro), com a consequente menor venda ao gigante chinês que compra tudo e a asfixia econômica pela qual atravessam os países do Mercosul, principalmente a Argentina, outro de seus parceiros econômicos preferenciais, faz com que Dilma busque novos mercados para insuflar mais oxigênio em sua economia. Um exemplo disso ocorreu em maio, quando a presidenta voou ao México em uma visita oficial para impulsionar a relação com a outra grande economia latino-americana.

Dilma, pouco afeita em seu primeiro mandato a viajar ao exterior, se esforça agora para abrir mercados e buscar saídas. E, entretanto – outro paradoxo – os problemas domésticos irão persegui-la durante toda a visita. Ricardo Pessoa, sócio majoritário da empreiteira UTC Engenharia, envolvido no escândalo da Petrobras, acusado de subornar funcionários de alto escalão da petrolífera para obter contratos vantajosos, envolveu na trama o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Pessoa, que testemunhou em troca da diminuição da pena, sustenta que parte da campanha eleitoral de Mercadante para Governador de São Paulo em 2010 foi financiada com dinheiro entregue em troca de favores em contratos com a Petrobras e que o mesmo aconteceu com a campanha de Lula em 2006. Mercadante, que pensou em viajar junto com os vários ministros que acompanharão Dilma aos EUA, optou por ficar no Brasil para assegurar a retaguarda e se defender das acusações. No sábado, ao invés de estar preparando a viagem, deu uma entrevista coletiva para assegurar que todas as doações efetuadas por Pessoa a sua campanha eram legais.

Viva o 29 de Junho, de São Pedro e São Paulo. Os santos católicos que encerram o ciclo dos festejos juninos.

Viva Caymmi. para sempre!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Especulação injusta


Desde os primórdios da formação da equipe do segundo governo de Dilma Rousseff que se levantava a hipótese de o ex-governador Jaques Wagner ser sacrificado pela possibilidade de seu nome estar incluído na Operação Lava-Jato, o que jamais aconteceu.

Wagner teria perdido espaço para nomes mais “confiáveis” à presidente, e não eram poucos: Ricardo Berzoini, Pepe Vargas, Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo e Miguel Rosseto. Até Edinho Silva, posteriormente, teve precedência.

O ex-governador foi para o Ministério da Defesa, de onde assiste a membros do “núcleo duro” do Planalto caírem na rede da Polícia Federal, mas ainda assim é injustiçado, como na especulação da Folha de S. Paulo de que estaria em nova lista do delator premiado Ricardo Pessoa.

Há indícios mais claros e citações objetivas nos inquéritos policias e nos despachos do juiz Sérgio Moro, mas a impressão que dá é que, nos bastidores, estão à caça de mais e mais vítimas.

jun
29
Posted on 29-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-06-2015


Cau Gomez, no jornal A Tarde (BA)


San Francisco (USA):Domingo do Orgulho Gay

DO JORNAL ESPAMHOL EL PAÍS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Opinião

Toni Reis

Por que tanto frisson em torno da notícia da legalização da união homoafetiva nos EUA? No Brasil isso já não é lei? Qual a diferença agora entre a legislação dos EUA e a brasileira?

O sistema federativo e judicial dos Estados Unidos difere do brasileiro porque lá tradicionalmente os Estados têm mais autonomia, de modo que antes da decisão da semana passada, 14 dos 50 estados norte-americanos ainda proibiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Havia também os que aprovaram e depois revogaram este direito. A importância da decisão tomada hoje pela Suprema Corte dos EUA é que agora este direito existe no país inteiro, em todos os 50 Estados.

Importante observar que nos dois países esta questão controversa não foi resolvida pelo Legislativo, e sim pelo Judiciário. Os setores reacionários exercem influência considerável no Legislativo em ambos os países, fazendo com que convicções de cunho pessoal e até religioso impeçam a aprovação de leis que protejam os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). As instâncias supremas do Judiciário, por sua vez, têm obrigação de zelar pelo cumprimento da Constituição, incluindo os princípios da igualdade perante a lei, da dignidade humana e da liberdade, entre outros.
mais informações

Curioso observar que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de garantir o direito a casais do mesmo sexo teve cinco votos a favor e quatro contra, enquanto a decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro, de 2011, que equiparou a união estável homoafetivo à união estável entre casais heterossexuais foi unânime, de 10 a 0. A Resolução nº 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça, que estabeleceu o direito de casais do mesmo sexo se casarem em todo o território brasileiro, foi aprovada com apenas um voto contra. Isto demonstra, entre outras coisas, que o Judiciário brasileiro está mais avançado no entendimento e na aplicação do princípio da igual proteção pela lei, princípio este comum às Constituições dos dois países, além de ter sido o cerne do debate nas duas Cortes.

Agora, tanto os Estados Unidos como o Brasil fazem parte dos 20 países que permitam o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o território nacional. Talvez o frisson provocado pela decisão nos EUA seja que aquele país tem sido visto como uma liderança no âmbito internacional, de modo que talvez possa contribuir para a aprovação de legislação ou decisões reconhecendo o casamento, ou pelo menos a união estável, entre pessoas do mesmo sexo em outros países. “Que a gente viva feliz, mesmo sem permissão”, mas com a permissão da Suprema Corte dos EUA, fica mais legal.

Toni Reis é secretário de Educação da ABGLT

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