CHOVE INCONSEQUENTE NA PROVÍNCIA

Poema de Carlos Sampaio
Música: Wilson Aragão

Chove inconsequente na província,
Vesperal de inverno

As noites são aquáticas
Navegamos ruas etílicas
Quando não mais escutamos
O solfejar do cancioneiro gitano

No pelourinho cresce o sexo
Anísio, o melhor, hasteia a bandeira livre do São João de Deus

Chove inconsequente na província,
Vesperal de inverno
Camacã conta o mundo
Edson Diniz teme a execução de Bach
Jehová de Carvalho é passo na noite
E a égua relincha madrinhando estradas

Chove inconsequente na província,
Vesperal de inverno
Cuide Nery dos loucos
Pois a viagem se fez viúva
Com a morte do seu amor turístico quando o navio apitou

Chove inconsequente na província,
Vesperal de inverno
Se as noites são aquáticas
E navegamos ruas etílicas
Meus cavalos partem em despedida de tempo..

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Grande e saudoso Carlos Sampaio: Venha nos socorrer com a sua poesia embebida em sentimentos e baianidade boêmia, neste sábado de tempestade e de perigos insondáveis nas encostas e nas morros da Cidade da Bahia.
Rogai por nós, poeta e boêmio!!

(Vitor Hugo Soares)

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