DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Um codinome sem nenhuma eficácia

Bem sabem os que observam os preceitos bíblicos que o escárnio, mais que a corrupção generalizada, leva seu autor a penas muito mais severas que a passagem de uns poucos anos – que Deus nos livre a todos – na carceragem da Polícia Federal ou na Papuda.

Lavagem de dinheiro e fraude de licitações, entre outros crimes, passam, mas o pecado poderia ser evitado pelo alto escalão empresarial do roubo do dinheiro público no Brasil, que, em e-mails e outras mensagens internas, referia-se a Lula como “o Brahma”.

Não pode ter sido para disfarçar-lhe a verdadeira identidade, porquanto a maioria do povo brasileiro, conhecedor da propalada fama do ex-presidente, logo o associaria ao apelido, numa eventual revelação, como ocorre agora, de sua existência na história.

Mas Brahma, como talvez não saiba a maioria da população, é o deus mais importante do hinduísmo, dotado da força recriadora, um ente essencialmente sublime – daí ter virado marca de cerveja no Brasil.

Portanto, quando escolheram esse rótulo para o “amigo”, que dele assim se consideravam, os empreiteiros, frouxamente despreocupados com o sigilo, se deixaram levar pela zombaria, reverenciando o “número um”, o homem de poder divino, e ao mesmo tempo curtindo com a cara dele.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 24 junho, 2015 at 7:55 #

“Amigo”? Entre aspas, sim. Empreiteiro não tem amigo no setor público, tem serviçais. Quando muito, parceiros temporários no crime. Ao entrar outro governo contratam serviçais diferentes. Só isso!

E haja serviçais à disposição.


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