DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Esclarecendo: em Salvador, Wagner é oposição

Parabéns ao visionário ou desesperado que viu na ideia de candidatura do ministro Jaques Wagner a prefeito de Salvador a possibilidade de o PT, enfim, chegar ao poder na histórica capital do Estado que já governa pelo terceiro mandato consecutivo.

Dizemos “visionário” no bom sentido, o sujeito ofuscado pela luz que tem o descortino de propor que o partido enfrente o forte adversário com o nome mais poderoso de que disponha – não fosse essa a lógica dos confrontos eleitorais.

E “desesperado”, já aí no sentido próprio, porque não há nos quadros petistas outra personalidade com a estatura do ex-governador para vencer o prefeito ACM Neto, nem mesmo o senador Walter Pinheiro.

Wagner, no entanto, ainda hoje confirmou que está fora da disputa. Já o tínhamos deduzido em postagem recente, pois o candidato, por absoluta falta de prática, iria fazer campanha sem saber exatamente o local da cidade onde se encontrasse.

Mas outra coisa também nos convenceu, desde o início, de que Wagner não concorreria em 2016: o slogan que supostamente usaria, segundo o qual “a oposição vive de microfone e a situação, de realizações”.

Ora, já se vê que isso não nasceu dele, porque não seria um tão experiente político a desconhecer que, em Salvador, ele é que é oposição, a não ser que pretendesse enfrentar a máquina no gogó. A verdade é que, atualmente

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 23 junho, 2015 at 10:21 #

Caro Luís Augusto

Aqui um mistério para este paulista.
Olhando de longe fica a incompreensão.
Embora PT, embora petista, Walter Pinheiro aparenta ter consistência.
Ao menos no Senado, no Senado, destaca-se no quadro petista, especialmente da Bahia, o discurso é mais denso, a lógica mais cristalina.
Qual o motivo de não emergir além da tribuna no senado?

Wagner tem todos os votos e desejos do diretório estadual?


luis augusto on 24 junho, 2015 at 8:48 #

É verdade, caro Fontana, Walter Pinheiro é um político consistente, de ação constante, agora mesmo presidente de uma comissão no Senado para o chamado pacto federativo, pelo qual se pretende alterar os critérios de “divisão do bolo”, já que hoje a União controla quase toda a grana e deixa Estados e Municípios de pires na mão.

A propósito, imagine como vai ser dura essa briga num tempo de cofres vazios e, mais que vazios, arrombados.

Sobre Pinheiro, embora a partir de 2005 tenham rareado meus votos no PT, foi minha escolha no segundo turno para prefeito, em 2008, contra João Henrique. É um cara que provou seu talento no Legislativo e poderia testá-lo no Executivo (e eu não voto em branco nem nulo).

Contra ACM Neto, seria novamente um nome forte, possivelmente teria o governo do Estado com ele, como a referência a ele, no texto, de certa forma o admite na disputa.

Revendo, à luz de sua observação, vejo que há um exagero no uso da palavra “estatura”. Mas quis dizer mesmo é que Wagner, duas vezes governador, três vezes ministro, é uma liderança mais simbólica para um duelo com um legítimo representante da linhagem carlista, já não mais como um oposicionista deserdado, mas como prefeito de Salvador. Abraços.

PS: Sobre as entranhas partidárias, WP é da DS, corrente minoritária do PT. Dizem que Wagner é “independente”, mas na verdade é aliado dos setores que controlam o partido.


luiz alfredo motta fontana on 24 junho, 2015 at 9:33 #

Grato!

Walter Pinheiro aparenta ser diverso da mesmice.

Eu, por sorte ou alergia a simulacros, nunca votei e jamais votarei em petista, sempre lembrando que o mesmo vale para os tucanos, reconhecendo ainda que são espécies nativas paulistas que brotaram em meio ao deserto de idéias e ideologia, herança dos anos de chumbo.

O PT, nasceu da mistificação, com cadinhos de água benta surripiados da Igreja da Sé, Dom Paulo Evaristo Arns, tem lá sua culpa, enquanto o outro, o PSDB, tem sua origem na traição ao Ulysses. Covas, FHC, Serra, fingiram asco ao Quércia e muito de esperteza, levaram consigo Montoro, este sim, com densidade eleitoral, afora uma extrema ingenuidade, tomaram-lhe a carteira.

Mas isto é outra história, entre tantas que nos apequena.


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