DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABNO E DIOGO MAINARDI)

A pesquisa Datafolha sobre cenários eleitorais para 2018 deixou de incluir o nome de José Serra.

O Antagonista acha que José Serra poderia ecoar Mark Twain, que teve um obituário publicado quando ainda estava vivo: “As notícias sobre a minha morte foram bastante exageradas”.


Existe vida fora do PSDB, you know…

BOA TARDE!!!

jun
21

Do jornalista Alex Ferraz, colunista da Tribuna da Bahia, no site baiano (e universal) Os Inimigos do Rei, do qual ele é um dos criadores e guia. Agradecimentos pela sugestão a Tony Pacheco, outro bamba da turma. BP recomenda. O saudoso Ivan de Carvalho já o fazia muito antes na TB e no BP Confira.

(Vitor Hugo Soares)
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DE PERDER A PACIÊNCIA

ALEX FERRAZ

“Inexperiente, a despeito da sua genialidade com a bola, o jogador Neymar tem tudo para se afundar diante do que aprontou nos últimos dias.
De qualquer sorte, há quem ache que ele, na verdade, “cavou” as punições para dar o fora da Copa América, pois, além de estar pouquíssimo interessado em defender a Seleção Brasileira, não gostaria de fazer parte da derrocada que se anuncia. Como, aliás, aconteceu no famoso 7×1 aplicado pela Alemanha, quando ele já estava fora da Copa por causa de “lesão numa vértebra”.
A real é que Neymar sempre foi um malandrinho típico, tentando cavar pênaltis, caindo a todo momento, fazendo caretas de “dor” enquanto espia de soslaio para ver a reação do juiz etc.
Para não falar na complicação do seu contrato supostamente fraudulento com o Barcelona. Vixe!”

jun
21

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

INFORMAÇÃO E OPINIÃO

Odebrecht na cadeia: desaba a herança de um mito

Muitos empresários têm sido presos nas diversas etapas da Operação Lava-Jato, mas a prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, presidente da megaempresa nascida da construtora criada na Bahia há mais de 70 anos por seu avô Norberto, inegavelmente, estabelece uma distinção no banditismo institucional que tomou conta do Brasil.

O “empresário” é a projeção de um ícone da história econômica baiana, o homem que pegou em dificuldades a empresa montada pelo pai, Emílio, e a transformou, colocando-lhe o próprio nome, na poderosa holding mundial de 200 mil empregados e atividades que incluem construção civil, petroquímica, entretenimento, investimento e petróleo e gás.

Não se poderá crer, portanto, que sejam mera leviandade as apurações da Polícia Federal e as considerações do juiz Sérgio Moro ao tomar a decisão, até porque já a negara no ano passado, quando entendeu inconsistentes os fatos apresentados. Trata-se de indício de que uma mudança se processa no Brasil, e a sociedade precisa encampar esse exemplo como marco, talvez, de um avanço dos nossos costumes.

O país, pelas dimensões territoriais e expressividade demográfica, não pode mais conviver com o sigilo nos negócios do Estado, pois, embora pareça, não é uma republiqueta, e seus deslizes acarretam prejuízo e problemas para expressiva massa populacional.

O respeito à cidadania exige todos os traumas para mudar esse quadro, sendo necessárias toda a dignidade do Judiciário, não a de um só magistrado, e toda a consciência e determinação das corporações policais e instâncias investigativas, não apenas a dedicação de um grupo de policiais federais.

Na corte do principezinho

A prisão de Marcelo Odebrecht obriga à revisão de uma prática irreal no Brasil, que é a veneração aos grandes homens de negócios pelo simples poder econômico que exibem, pelos “empregos diretos e indiretos” que criam, pelo simples fato, enfim, de terem muito dinheiro.

As colunas sociais se encarregam da parte mundana e de “ostentação”, enquanto os grandes jornais, as publicações econômicas, as revistas empresariais trazem, regularmente, artigos, comentários, declarações e “reportagens” sobre os múltiplos talentos e conquistas relevantes dos hoje chamados CEOs – pernóstica sigla em inglês para diretor-executivo.

Não foi diferente no presente caso. Há apenas dois anos, Marcelo Odebrecht era saudado como uma das 60 pessoas mais importantes do país, quando o Portal Ig, aqui citado como exemplo, traçou-lhe denso perfil, destacando que, “em apenas cinco anos” na presidência da organização, “se cristalizou como uma das lideranças empresariais mais respeitadas por seus pares e pelo próprio governo”.

A louvação vai adiante: a disputa com a família Gradin, também baiana, dona de 20% do empreendimento, algo em torno de US$ 3 bilhões, é tida como uma importante marca de sua gestão, em que Marcelo Odebrecht, “no duelo com os sócios, empunha seu florete com firmeza e agressividade, sem, no entanto, perder a elegância”.

O texto tem na realeza o recheio principal. Depois de advertir que “a metáfora monárquica é necessária”, fala em “trono” e “dinastia” e termina por identificar o focalizado como Odebrecht III, numa referência, naturalmente, ao fato de representar a terceira geração da família na condução da empresa.

“Por longo tempo, foi esculpido para o cargo, polimento que passou por uma sólida formação acadêmica e por um rigoroso processo de imersão em todos os negócios da Odebrecht”, relata o autor, sem revelar se na grade curricular que frequentou constavam disciplinas em cuja prática mostrou-se agora especializado.

E Dilma estava de olho no dinheiro dele…

Para completar a ideia de um homem poderoso, a matéria trata de frisar a influência de Marcelo Odebrecht sobre o próprio poder constituído. Foi dele o artigo “Viaje mais, presidente!”, publicado na Folha de S. Paulo em 07/04/13, em que procura justificar o patrocínio da empresa a viagens do ex-presidente Lula.

Sem poder permanecer no silêncio que normalmente dedicava a denúncias, Marcelo Odebrecht mistificou sobre a importância econômica dos passeios de Lula, decidindo, como diz o texto, “trafegar na contramão da oposição, de parte da mídia e da própria opinião pública”, mostrando “toda a força do sobrenome que carrega e da patente que ostenta”.

Apontando-o como “um dos empresários nacionais mais respeitados pelo Planalto” – já no governo da presidente Dilma –, a matéria ressalva que “a admiração não veio gratuitamente”, mas foi conquistada por Marcelo Odebrecht, superando uma suposta antipatia de Dilma.

“Em conversas com colaboradores mais próximos, Dilma já chegou a se referir a Marcelo como o maior empresário brasileiro”, diz o articulista, especulando que “talvez sejam os R$ 17 bilhões de investimentos anunciados pela Odebrecht para 2013, no momento em que o governo caça recursos para tocar alguns dos maiores projetos de infraestrutura do país”. Bem, ele tinha de onde tirar.

Boa companhia

Entre as personalidades que figuraram na lista dos 60 mais poderosos, estava também Eike Batista, que a imprensa brasileira transformou em “um dos homens mais ricos do mundo”.


Lula:mais que pessimista ao avaliar conjuntura

DEU NO CORREIO24HORAS

Da Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou o momento vivido pelo PT e pelo governo Dilma com bastante negatividade na última quinta-feira (18). Segundo relato do jornal O Globo. Lula estava em encontro com líderes religiosos e fez duras críticas ao governo petista.

Lula reconhece que a presidente Dilma acabou se contradizendo em relação às afirmativas que fez durante a campanha eleitoral. “Tem uma frase da companheira Dilma que é sagrada: ‘Eu não mexo no direito dos trabalhadores nem que a vaca tussa’. E mexeu. Tem outra frase, Gilberto (Carvalho), que é marcante, que é a frase que diz o seguinte: ‘Eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano’. E fez. E os tucanos sabiamente colocaram Dilma falando isso (no spot de TV) e dizendo que ela mente. Era uma coisa muito forte. E fiquei muito preocupado”, afirmou.

A referência de Lula é a programas duros do PSDB contra o governo Dilma. Em um deles, divulgado em maio, falas de Dilma na campanha prometendo não produzir desemprego nem arrochar salários foram usadas.

O encontro aconteceu no auditório do Instituto Lula. “Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Todos estão numa situação muito ruim. E olha que o PT ainda é o melhor partido. Estamos perdendo para nós mesmos”, criticou o ex-presidente. A expressão “volume morto” é referência à crise de abastecimento de água em São Paulo – a reserva das represas é conhecida dessa maneira.

“Acabamos de fazer uma pesquisa em Santo André e São Bernardo, e a nossa rejeição chega a 75%. Entreguei a pesquisa para Dilma, em que nós só temos 7% de bom e ótimo”, disse Lula, que relatou que disse a Dilma que a pesquisa não devia desanimá-la. “Isso é para você saber que a gente tem de mudar, que a gente pode se recuperar”.

Para sempre Elvis. Em qualquer dia e em qualquer estação.

Bom dia!!

(Gilson Nogueira, direto da Carolina do Norte (USA) para o BP)

jun
21
Posted on 21-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-06-2015


Luscar, no portal de humor gráfico A Charge Online

jun
21


Homens disparando, neste sábado, na loja de Summerville. / J.FAUS

DO EL PAIS

Matança em Charleston: “Não acho que a culpa seja da pistola”

J. F. Summerville

A coincidência é perturbadora e reflete o complexo significado das armas nos Estados Unidos. Um dia depois de um jovem branco matar nove negros numa igreja de Charleston (Carolina do Sul), a capa de quinta-feira do The Post and Courier, o principal jornal da cidade, continha um anúncio de uma loja de armas. Uma manchete ocupava toda a largura da página: Ataque em igreja mata nove. Logo acima havia um pequeno anúncio que dizia: “30 dólares com tudo incluído”. Era uma promoção especial para mulheres, numa sessão recreativa de tiro nas quintas à noite.

A loja, chamada ATP Gun Shop & Range, está localizada em Summerville, um subúrbio rural meia hora de carro a oeste de Charleston. O estabelecimento ocupa um galpão industrial numa pacata estrada com árvores e casas de chapa caindo aos pedaços. “O anúncio foi muito trágico”, lamentou neste sábado um responsável pela empresa, Eric Elliott. Ele explicou que o anúncio precisava ser entregue com três semanas de antecedência, e que a loja não tinha controle sobre a publicação. O jornal pediu desculpas.

A matança perpetrada por Dylann Roof, de 21 anos, numa histórica igreja afro-americana no centro do Charleston, reabriu o debate sobre aregulamentação da compra de armas. O presidente Barack Obama pediu o endurecimento das leis, mas há poucos indícios de que isso acontecerá. Os investigadores ainda não determinaram como Roof adquiriu a pistola que usou. Seu tio afirma que foi dada de presente pelo pai dele quando o rapaz completou 21 anos, a idade mínima para a aquisição de armas.

Para adquirir uma pistola na Carolina do Sul, é necessário preencher um formulário com dados pessoais. A lei federal proíbe a venda a pessoas com processos judiciais pendentes. Era o caso de Roof, que em fevereiro foi detido por posse ilegal de medicamentos controlados. Entretanto, segundo seu tio, o jovem nunca passou por uma loja. A Carolina do Sul é um dos 40 Estados que não exigem uma análise de antecedentes nas transações privadas de armas. Mas, se promotores conseguirem demonstrar que o pai de Roof conhecia as acusações judiciais contra o filho, ele poderá ser condenado a dez anos de prisão.

Calcula-se que haja nos Estados Unidos 270 milhões de armas para uso privado, o que se traduz em uma média de nove armas para cada dez cidadãos. É a proporção mais alta do mundo. A presença de armas per capita na maior potência mundial é equivalente ao dobro do segundo colocado, o Iêmen, país mais pobre do mundo árabe. Nos EUA, segundo os últimos dados, há em média 3,6 assassinatos com arma de fogo a cada 100.000 habitantes. Na Carolina do Sul, são 5 por 100.000. É o sétimo Estado mais violento.

A loja de Summerville estava neste sábado bastante movimentada. Havia clientes brancos e negros. No primeiro estacionamento da loja, alguns adolescentes saltavam com skates. O preço das pistolas e rifles oscila entre os 200 e os 6.000 dólares (cerca de 620 a 18.600 reais). Vende-se todo tipo de complementos, de fundas a roupas camufladas. Em uma parede ao fundo, há uma bandeira da NRA, a associação nacional do rifle, o maior grupo de lobby contra o endurecimento dos controles de venda de armas. O porta-voz Elliott, negro de 35 anos, afirma que o ataque de Charleston “vai além do controle das armas” e põe o foco na conduta do jovem. Ron, um cliente branco de 67 anos, que está olhando escopetas, concorda com ele. “Esse tipo de gente provocaria estragos de uma forma ou de outra. Poderia ter usado uma bomba. Não acho que a culpa seja da pistola”, argumenta.

Há nos EUA 270 milhões de armas para uso privado, o que se traduz em uma média de nove armas para cada dez cidadãos. É a proporção mais alta do mundo

Ao fundo, ouve-se os disparos das salas recreativas de tiro – com pistola ou rifle – em um tronco humanos de papel com uma mira no centro, que fica a uma distância variável. Para abrir fogo, basta entregar um documento de identidade e colocar protetores auriculares e óculos de proteção. Quando a pessoa leva sua pistola com balas, o preço gira em torno dos 20 dólares durante um período limitado de tempo. Quando se aluga uma arma com 50 balas, o custo é de 50 dólares. Dentro de cada sala, divididas em dez corredores, o barulho é estrondoso e inquietante. Há poucos espaços livres para atirar.

Ron, que tem uma pistola em casa e que desde criança lembra que seu pai tinha outra, conta que vem de vez em quando abrir fogo na ATP Gun Shop & Range. “É como um esporte de competição com os outros. Eu gosto. É o meu hobby”, diz.

O porta-voz Elliott defende a Ladies Night das quintas, que foi publicada no jornal de Charleston. “Tem ajudado muitas mulheres a superar medos”, diz. “Há muitos casos de violência doméstica na Carolina do Sul, e promovemos a autodefesa”.

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