A NOITE CHEGA , FINALMENTE, DA BAHIA AO PARANÁ.

BOA NOITE, PRA QUEM É DE BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

Leia-se “é impossível”

Ao justificar as prisões de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, o juiz Sergio Moro escreveu:

“Considerando a duração do esquema criminoso, pelo menos desde 2004, a dimensão bilionária dos contratos obtidos com os crimes junto à Petrobras e o valor milionário das propinas pagas aos dirigentes da Petrobrás, parece inviável que ele fosse desconhecido dos Presidentes das duas empreiteiras, Marcelo Bahia Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo”, afirmou Moro.

Onde está “parece inviável”, leia-se “é impossível”.


Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo


Lava Jato (Erga Omnes) cumpre 59 mandados em quatro estados na 14ª fase
Operação é realizada nesta sexta (19) em SP, RJ, Minas Gerais e RS.
Lava Jato começou em 2014 e investiga esquema de lavagem de dinheiro.

DEU NO PORTAL G1/O GLOBO

Adriana Justi
Do G1

A Polícia Federal (PF) cumpre desde a madrugada desta sexta-feira (19) a 14ª fase da Operação Lava Jato. Serão cumpridos 59 mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Esta fase da operação tem como alvo as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, segundo a PF.

Até as 9h, onze dos 12 mandados de prisão tinham sido cumpridos. Apenas uma pessoa não tinha sido encontrada até as 9h05. Entre os detidos da Odebrecht estão os executivos Márcio Faria, Rogério Araújo, Alexandre Alencar e Marcelo Odebrecht, que é presidente da empresa e foi preso em casa, em São Paulo.

A Odebrecht foi citada em 15 de setembro do ano passado durante um depoimento de Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro. À época, ele detalhou à Polícia Federal supostas irregularidades cometidas pela empresa em contratos com a Petrobras.

Do total de mandados, oito são de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 38 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período. Já a prisão preventiva pode ocorrer por termpo indeterminado, enquanto durarem as investigações.

Os mandados de busca e apreensão serão cumpridos em Jundiaí (1), São Paulo (17), Rio de Janeiro (16), Belo Horizonte (2) e Porto Alegre (2). Os de prisão preventiva em São Paulo (4), Rio de Janeiro (3) e Minas Gerais (1). Os de prisão temporária serão cumpridos em São Paulo (2), Rio de Janeiro (2). Já os de condução coercitiva serão em São Paulo (5), Rio de Janeiro (3) e Porto Alegre (1).

Esta fase da operação foi batizada de Erga Omnes e investiga crimes de formação de cartel, fraude a licitações, corrupção, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro, entre outras. Erga Omnes trata-se de uma expressão muito usada no direito, que afirma que a lei deve atingir todos de modo igual.
Mandados foram cumpridos na manhã desta sexta na sede da empresa Odebrecht (Foto: Marcos Bezerra/Futura Pressa/Estadão Conteúdo )
Mandados foram cumpridos na manhã desta sexta
na sede da empresa Odebrecht
O outro lado

Em nota, a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) confirmou a operação da Polícia Federal em seus escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Da mesma forma, alguns mandados de prisão e condução coercitiva foram emitidos.

“Como é de conhecimento público, a CNO entende que estes mandados são desnecessários, uma vez que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, diz a nota.

Também por meio de nota, a construtora Andrade Gutierrez informou que está acompanhando o andamento da 14ª fase da Operação Lava Jato e prestando todo o apoio necessário aos seus executivos nesse momento.

“A empresa informa ainda que está colaborando com as investigações no intuito de que todos os assuntos em pauta sejam esclarecidos o mais rapidamente possível. A Andrade Gutierrez reitera, como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato, e espera poder esclarecer todas os questionamentos da Justiça o quanto antes”, diz a nota.

BOA NOITE !!! E BOM DIA!!

(Gilso Nogueira, direto da Carolina do Norte para o BP)


O senador Aécio e a oposicionista Maria Corina.
/ FABIOLA FERRERO (EFE)

DO EL PAIS

Catalina Lobo-Guerrero / Talita Bedinelli

De Caracas / Brasília

Uma comitiva de políticos brasileiros liderada pelo ex-candidato presidencial Aécio Neves visitou nesta quinta-feira Caracas com a intenção de ir do aeroporto até o presídio de Ramo Verde, onde permanece preso o oposicionista Leopoldo López. Os parlamentares tiveram que abortar duas vezes a missão porque se depararam com uma estrada bloqueada e, segundo denunciaram nas redes sociais, durante o caminho sofreram o assédio de manifestantes chavistas que se opunham à expedição. Horas depois de chegarem, os políticos anunciaram a intenção de regressar ao Brasil.

Antes do meio dia, Aécio, líder do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e opositor do Governo de Dilma Rousseff, aterrissou no aeroporto internacional de Maiquetia acompanhado de outros cinco senadores em uma missão que definiram como política e humanitária. Tão logo desembarcaram os parlamentares empreenderam a viagem até o presídio em um veículo utilitário, mas tiveram problemas. Uma testemunha disse que um grupo em torno de 40 pessoas, vestido com camisetas vermelhas alusivas ao governismo, se aproximou do veículo, bateu nele com as mãos e gritou slogans em homenagem ao falecido presidente Hugo Chávez. Segundo os parlamentares, houve ataques com pedras.

A estrada que une o aeroporto com a penitenciária permaneceu bloqueada por obras de manutenção, o que a deputada oposicionista María Corina Machado qualificou como uma desculpa do Governo para impedir que a delegação brasileira pudesse não só chegar até a prisão, mas também se reunisse com outros políticos da Mesa da Unidade Nacional, em Caracas, e visitasse o prefeito Antonio Ledezma, que cumpre prisão domiciliar.

Ao ver a paralisação na autopista, e temendo por sua segurança, os senadores brasileiros decidiram regressar ao aeroporto, onde permaneceram enquanto faziam chamadas telefônicas ao Governo e ao presidente do Senado do Brasil, buscando uma mediação que lhes permitisse cumprir seu objetivo. Houve uma segunda tentativa de se movimentar. No Twitter, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) disse que o túnel pelo qual deveriam passar estava fechado e ironizou: “O túnel que dá acesso ao presídio está fechado. Motivo? Está sendo lavado. Isso impediu, de novo, nossa viagem. Voltamos ao aeroporto”. Horas depois, Aécio Neves anunciou a desistência da visita.
Moção de repudio

O episódio causou impacto no Brasil. Parte da comitiva acusou a representação brasileira em Caracas de não ter prestado a devida assistência ao grupo. O Ministério de Relações Exteriores do Brasil negou a acusação, garantindo que foi a própria Embaixada em Caracas que proporcionou o transporte para a delegação, que contou com a escolta de batedores venezuelanos. A pasta lembrou ainda que o embaixador Ruy Pereira foi receber o grupo no aeroporto, ainda que tenha seguido em veículo separado.

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, o Itamaraty disse ainda que “são inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros”. A mensagem explica que o embaixador brasileiro na Venezuela recebeu os senadores, mas deixou o aeroporto em outro carro. Segundo a nota, “ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento, segundo informações ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo Governo colombiano”. O Itamaraty finaliza dizendo que ” o Governo brasileiro solicitará ao Governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido”.

No plenário da Câmara dos Deputados no Brasil, quando os parlamentares votavam o último projeto do ajuste fiscal do Governo, alguns oposicionistas interromperam a sessão para informar sobre os incidentes de Caracas. “Aécio Neves me ligou e disse que saiu do aeroporto e teve o carro apedrejado por militantes que não querem deixar eles entrarem. Agora estão presos no aeroporto”, disse o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) ao EL PAÍS. A Câmara aprovou uma moção de repúdio condenando o ocorrido, e agora a oposição exige um protesto formal de Dilma Rousseff perante o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A missão dos parlamentares brasileiros é mais uma entre a série de visitas de políticos de outras nacionalidades, entre eles o ex-primeiro-ministro espanhol, Felipe González e o ex-presidente colombiano, Andrés Pastrana. Nenhum conseguiu ver López. Apesar disso, para a oposição venezuelana é central que essas personalidades visitem o país e possam influenciar na percepção que existe no exterior sobre o Governo e o tratamento dos presos políticos. Deste ponto de vista, a repercussão da fracassada tentativa desta quinta-feira, que ganhou atenção inclusive em programas de TV populares no Brasil, pode pode ser também comemorada pelos opositores de Dilma Rousseff.

A delegação de senadores viajou em um avião da Força Aérea Brasileira. Ao chegar ao aeroporto foi recebida pelas esposas dos presos políticos venezuelanos. De acordo com sua família, Leopoldo López está muito fraco e perdeu 15 quilos. Os parentes exigem que seja tratado com um médico de sua confiança. “Estamos fazendo o que o Governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo: defender as liberdades, a democracia, a libertação dos presos políticos e a realização de eleições livres na Venezuela”, havia dito Aécio antes de partir.

jun
19


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

Os oito bravos

O Antagonista cumprimenta os oito senadores que desmascararam de uma vez a ditadura venezuelana: Aloysio Nunes Ferreira, Aécio Neves, Cassio Cunha Lima, do PSDB, José Agripino e Ronaldo Caiado, do DEM, Ricardo Ferraço, do PMDB, José Medeiros, do PPS, e Sérgio Petecão, do PSD.

jun
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Posted on 19-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-06-2015


Adnael, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Assembleia “sem moral” sofre desfeitas externas

A olhos externos, os deputados estaduais estão, como se diz popularmente, sem moral.

Primeiro foi o diretor do Detran, Maurício Bacelar, que, ao recusar-se a prestar informações após denúncias sobre o órgão que dirige, disse que a Assembleia Legislativa “tem coisas mais importantes a cuidar”.

Agora são os oito maiores shoppings de Salvador, cujos dirigentes, convidados pela Comissão de Defesa do Consumidor a uma audiência sobre a cobrança de estacionamento, simplesmente não apareceram.

“Quero aqui registrar a forma como esses diretores têm tratado esta Casa, a falta de respeito a esta Casa e ao consumidor”, protestou o presidente da comissão, José de Arimateia (PRB), exigindo “explicações sobre tarifas que serão cobradas a partir de julho”.

No caso do Detran, o deputado Adolfo Viana (PSDB) disse ter certeza de que os 19 deputados da oposição apoiarão a criação de uma CPI e que, para ter as assinaturas necessárias, só ficarão faltando dois, que espera garimpar nas hostes governistas.

Prepare o bolso

Na audiência (Na Assembleia Legislativa da Bahia), ontem, o subsecretário da Sucom, Sérgio Guanabara, informou que, após a autorização da cobrança pela Justiça, a Prefeitura está tentando negociar a forma de implementação, valor da tarifa e tolerância de permanência.

“Fizemos a proposta de franquia entre 40 minutos e uma hora, como também questionamos a possibilidade do valor fixo ou único e cobrança proporcional, mas, até o presente momento, sem sucesso”, afirmou.

Shoppings: da atração à exploração

Tive o prazer de, trabalhando na área que então se chamava “relações-públicas”, ser o redator de uma campanha destinada à imprensa para o lançamento do Shopping Center Iguatemi, uma gigantesca e fantástica novidade na Salvador de 1975 – usemo-lo com símbolo da cobrança que os comerciantes vão impor aos clientes.

Meu coordenador na tarefa era Fernando Carvalho, um pioneiro, com a Publivendas, da propaganda na Bahia, pessoa afável e profissional competente, que me surpreendeu ao enveredar pela política, elegendo-se prefeito de Maracás, onde não deixou de brilhar.

Era Fernando quem, entusiasmado, me orientava sobre os textos, querendo fazer chegar ao público baiano, especialmente os consumidores, os detalhes daquela nova proposta urbana, já naquela época bem apropriada à cidade, pois oferecia, além de acesso a “tudo” no mesmo lugar, ar condicionado, segurança, fácil acesso e… amplo estacionamento!

Desses, convenhamos, só restaram o que hoje se chama de “ambiente climatizado” e as vagas de estacionamento, pois há muito dançaram a segurança e o trânsito fácil. Dizia-se: “O que importa é o tempo do percurso, não a distância”, numa comparação entre a fluidez rodoviária das “avenidas de vale” e o engarrafamento da Avenida Sete, por sinal, renitente.

Neste clima descontraído de crônica, talvez seja válido fantasiar: se a esquerda houvesse tido um desempenho mais eficaz na política brasileira, poderia ter hoje autoridade executiva e legislativa para solucionar a questão em favor do povo.

Por exemplo, seria invocada a responsabilidade social do capital, pois os shoppings são na economia, para usar palavra que esteve recentemente na moda, uma atividade-fim, cujos sucesso e crescimento dependem do público consumidor.

De um lado, portanto, estão algumas meras unidades empresariais, do outro, dezenas de milhões de pessoas, atraídas, entre outros fatores, pela oferta de “facilidade de estacionar”, e que agora, além de sustentar os altos lucros do negócio, serão exploradas também em uma atividade-meio. (LAG)

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