Como 2 e 2

Letra: Caetano Veloso

Voz: Margareth Menezes

Caetano Veloso

Quando você me ouvir cantar
Venha não creia eu não corro perigo
Digo não digo não ligo, deixo no ar
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar
Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias tristezas e brinco

Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco

Quando você me ouvir chorar
Tente não cante não conte comigo
Falo não calo não falo deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar
Tudo vai mal, tudo
Tudo mudou não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco

Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco

BOA TARDE !!!

O padre Antonio Alves de Almeida, capelão do Cemitério Bosque da Paz, em Salvador, foi encontrado morto na noite de ontem (10), no bairro da Boca do Rio, em Salvador. Segundo a polícia, o corpo do Padre Almeida, como era chamado pelos paroquianos da igreja católica, foi localizado por uma vizinha amarrado, com sinais de violência dentro da casa onde morava, na rua Heitor Dias.

É o segundo assassinato de religioso católico em menos de seis meses na capital baiana, em áreas próximas na cidade e com sinais semelhantes de barbaridade e violência na execução do crime. O outro foi em Itapuã, em matagal nas proximidades do Centro de Treinamento de Líderes da Arquidiocese de Salvador, Primaz do Brasil

Uma equipe da Polícia Militar esteve no local por volta das 22h30 e isolou a área. Lá, os policiais encontraram o padre Almeida – como era conhecido – no chão de um dos cômodos, com cortes no pescoço, lesões na cabeça, pés e pescoço amarrados com corda de sisal. Ao lado do corpo havia um tijolo quebrado e uma faca.

Ainda de acordo com a polícia, a casa do padre estava muito desarrumada, mas os autor do crime não levou o carro, um Chevrolet Corsa Sedan.

O corpo e as armas envolvidas no crime foram removidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e encaminhados para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR). A autoria e a motivação do crime estão sendo investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com a Arquidiocese de Salvador, o padre era o capelão do cemitério Bosque da Paz. Segundo informações de funcionários do local, Padre Almeida costumava celebrar missa de encomendação de corpos e em memória dos mortos, que acontecem duas vezes ao mês. As próximas celebrações do capelão seriam nos dias 14 e 28 de maio.

O homicídio do Padre Almeida é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Não há informações sobre a autoria e motivação do crime.

(Com informações do Correio24Horas)

DO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Afonso Benites

De São Paulo

No Congresso Nacional, senadores petistas criticam a presidenta Dilma Rousseff e votam contra algumas das medidas propostas por seu Governo. Nas ruas, até os movimentos sociais que, em parte, garantiram a reeleição dela reclamam de seu ajuste fiscal. É essa a tensão que o Partido dos Trabalhadores, que deveria ser seu principal suporte, vai refletir em seu V Congresso Nacional, que começa nesta quinta-feira, em Salvador. Na divisão do PT, alguns cerram filas com a presidenta, mas a maioria está pronta para reclamar de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Para contê-los, foram escalados bombeiros para tentar evitar que esse embate interno cause mais prejuízos para a imagem de Rousseff, que mal começou seu segundo mandato e já tem de lidar com escândalos de corrupção, protestos (nas ruas e no Legislativo) e uma economia que flerta com a recessão.

Ao que parece, a operação abafa, costurada pelo presidente da sigla, Rui Falcão, deve amenizar os efeitos dos ataques internos. As reuniões que antecederam o evento serviram para diminuir as críticas que há três meses estavam sendo preparadas por cinco das seis correntes internas do PT. Umas delas não apresentou suas propostas.

As reclamações subiam o tom contra o ajuste fiscal: “É problema que a sociedade não tenha sido consultada sobre as medidas e que o peso do ajuste proposto tenha recaído mais sobre os trabalhadores do que sobre outros setores das classes dominantes”. O trecho é um dos pontos debatidos pela principal corrente petista, a Partido que Muda o Brasil, responsável por 53% dos votos dos filiados.

As alas mais à esquerda, assim como as mais moderadas, também reclamavam de Levy. Uma delas, a Mensagem ao Partido (20% dos votos internos), dizia que a legenda, perdeu a capacidade de unidade política de sua própria base, muito por conta da escolha para o Ministério da Fazenda e suas primeiras decisões. Outros grupos cobravam a taxação das fortunas e a manutenção de direitos trabalhistas.

Como as reclamações causaram um mal-estar antes mesmo do início do Congresso petista, Falcão atendeu aos pedidos de Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tentou diminuir a chiadeira interna. A presidenta chegou a dizer, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que Levy não poderia ser visto como “Judas”. Já o vice-presidente Michel Temer afirmou que o ministro estava mais para Jesus Cristo do que para Judas.

Depois dessas falas, na terça-feira, surgiu um rascunho da “Carta de Salvador”. O documento, que, muito provavelmente, será aprovado pelos participantes do encontro, tem um discurso bem próximo ao do Governo Rousseff e é bem mais light do que vinha sendo debatidos. Trata a crise econômica brasileira dentro de um contexto internacional, defende o aprofundamento com o Mercosul e ressalta os ganhos sociais dos brasileiros nos últimos anos.

Ainda na área econômica, a “Carta de Salvador” sugere a recriação da CPMF, o imposto criado no Governo FHC, em 1997, e extinto em 2007, na gestão Lula. Os recursos desse tributo, cobrado sobre as movimentações financeiras, eram usados para financiar a saúde pública e só acabou porque Lula não conseguiu unificar sua bancada no Senado para aprovar sua continuidade.
Corrupção e financiamento eleitoral

Com 3.863 palavras, a “Carta de Salvador” não trata em nenhum momento do tema corrupção ou do veto ao financiamento empresarial de campanha, uma modalidade que a cúpula do partido anunciou que vetaria logo após a prisão do então tesoureiro da sigla, João Vaccari, no caso Lava Jato.

O mais próximo que chega do tema corrupção é quando admite falhas, sem citá-las especificamente. “Cometemos erros, mas é fundamentalmente por nossas virtudes que as forças conservadoras nos atacam e almejam nossa destruição. Não aceitam que a classe trabalhadora e seu principal partido estejam no comando do país, enfrentando o legado de opressão e desigualdade gerado em séculos de dominação, violência, privilégios e preconceitos”, diz o documento.

Sobre a ausência do assunto doações eleitorais, dirigentes petistas alegaram que não era possível tomar uma decisão sobre essa questão antes da votação da reforma política no Congresso Nacional. Nos últimos dias, a Câmara dos Deputados rejeitou a doação de empresas para campanhas políticas, mas, após uma manobra do presidenta da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os deputados aprovaram a doação de empresas para partidos, o que na prática deixa tudo como está hoje.

Além de 800 delegados do partido, deverão participar do evento algumas de suas principais lideranças, como Lula e Dilma. O ex-presidente confirmou sua participação na abertura do encontro e a presidenta no encerramento. Nos próximos dias ela estará na Cúpula dos Estados Latinos Americanos e União Europeia, na Bélgica.



BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Um partido com sua própria classe média

Dizia-se, no passado, que a classe média era “formadora de opinião”, com seu charme de dois carros na garagem, filhos em escolas particulares, férias maravilhosas, dentista duas vezes ao ano, e por isso o pensamento social e a decisão política que dela emanassem é que determinavam o resultado das eleições.

Em decorrência, os miseráveis, que mal sabiam o que iriam comer ao longo do dia, e os pobres em geral, usuários de ônibus, jamais veriam no poder, por escolha própria, alguém que os representasse verdadeiramente. Estavam sempre “a reboque”, expressão muito usada no passado.

Ou seja, nas palavras de Delfim Netto, Lula perderia tantas vezes quantas se candidatasse, e essa crença do mago da economia da ditadura, hoje curiosamente alinhado ao petismo, prevalecia na atmosfera brasileira.

O PT, no entanto, fez a balança, enfim, pender para seu lado, quando, após a terceira derrota para a presidência da República, conseguiu atrair a classe média – a preexistente, não a “nova” –, que vinha sofrendo as agruras do arrocho salarial implantado no ajuste fiscal permanente do PSDB.

Para isso teve de fazer diversas sinalizações, em que se destacam a formalização de propósitos da “Carta aos brasileiros” e a indicação de um vice saído do empresariado, José Alencar, uma espécie de “avalista”, como se fosse admitida a ideia de ele tomar posse caso Lula não correspondesse.

Pois foi aquela classe média duramente conquistada que o partido agora perdeu, em razão da quebra de compromisso, principalmente em relação à ética, como se deduz das manifestações de rua e da alta carga de mensagens nas redes sociais, apesar de os governistas entenderem que são fantoches agindo em nome da “direita”.

A valorização do salário mínimo – o grande feito social dos anos petistas –, o programa de assistência financeira a um quarto da população e o afrouxamento artificial do crédito, combinado com a desoneração que barateou produtos, foram saudados na propaganda oficial como a “inclusão de 30 milhões na classe média”. Sendo verdade, está na hora de contar com ela.


Dilma e Lula: encontro marcado no
fim de semana do PT em Salvador

jun
11
Posted on 11-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2015


Nani, no portal de humor gráfico A Charge Online


Uma biografia simbólica

DEU NO CORREIO 24HORAS

Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta-feira (10) que é inconstitucional exigir autorização prévia para divulgação de biografias.Todos os ministros entenderam que a exigência caracteriza censura prévia.

O plenário acompanhou o voto da ministra Cármen Lúcia, relatora da ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) contra liminares dadas nas instâncias inferiores, proibindo o lançamento de biografias não autorizadas.

Seguiram o voto da relatora os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e do presidente da Corte, Ricardo Lewandowski.

De acordo com a relatora, é inconstitucional o entendimento de que é preciso autorização prévia dos biografados para publicação de obras bibliográficas ou audiovisuais. Segundo a ministra, o entendimento contrário significa censura prévia. Apesar de garantir a liberdade aos biógrafos, Cármen Lúcia garantiu que reparação material poderá ser concedida nos casos de abuso.

Antes dos ministros, se manifestaram sobre a ação várias entidades interessadas no tema. Uma delas, o Instituto Amigo, criado por Roberto Carlos, foi representada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Em sua manifestação, ele disse que o Instituto não é favorável à necessidade de consentimento prévio para a publicação, mas que o biografado possa recorrer ao Judiciário caso se sinta lesado. “Eu acho que a única censura que existe nesse processo é a censura de impedir que o cidadão que teve sua dignidade afetada, não poder procurar o Judiciário”, disse”, em referência à proposta feita na ação da Anel.

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