VÃO ESTUDAR QUE É MELHOR.

BOA TARDE!!!


Beto, ACM Neto e Lídice:forró socialista
se anima em Salvador.


DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Na bolsa de apostas, existe ainda o PMDB, e o PDT também ganha força como destino de Neto

David Mendes

As especulações sobre o destino político do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), após o encerramento das discussões entre DEM e PTB sobre uma possível fusão, crescem a cada dia. Na bolsa das apostas não faltam legendas de peso, como o PMDB e até mesmo o PDT. Porém, a novidade fica por conta de caciques do PSB, que tende a fundir com o PPS, já falarem abertamente sobre o desejo de atraí-lo para o ninho socialista. Trata-se do vice-presidente nacional da sigla, Beto Albuquerque, ex-candidato a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva nas eleições presidenciais do ano passado. Conforme a Revista Época, Albuquerque já teria, inclusive, consultado a presidente da sigla na Bahia, senadora Lídice da Mata, que estaria resistente em dividir a legenda com Neto.

Na semana passada, a senadora informou não crer na possibilidade já que “seria uma coisa tão fora de propósito”. A reportagem tentou ouvir Lídice, mas até o fechamento não foi possível. Vale ressaltar que Lídice chegou ao evento do PT acompanhada do ex-governador e ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT), que tem trabalhado para que ela dispute pelo PSB a prefeitura de Salvador no ano que vem. A estratégia dos petistas é minar todas as possibilidades de fortalecimento de ACM Neto no pleito do ano que vem, o que lhe impulsionaria para a inevitável disputa contra Rui Costa, em 2018.

Porém, não para por aí. No cardápio partidário que tem à disposição, existe ainda o PMDB, que seria o mais competitivo para atrair o prefeito da terceira maior capital do País. O presidente estadual do partido na Bahia, Geddel Vieira Lima, já afirmou que as portas estariam abertas para o prefeito, e até o presidente nacional do partido, o vice-presidente da República, Michel Temer, já teria sinalizado positivamente para a assinatura da ficha de filiação. O problema é que o PMDB baiano permaneceria como está, o que seria um entrave para ACM Neto ter que ser regido pela batuta dos Vieira Lima.

Outro partido de interesse de ACM Neto seria o PDT, comandado na Bahia pelo aliado, o deputado federal Félix Mendonça Jr.. Mendonça Jr. e o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL), deputado Marcelo Nilo, protagonizaram uma ferrenha disputa pelo comando da sigla. Félix quer manter o PDT ao lado de Neto. Já Nilo queria levá-lo de volta para os braços de Rui Costa, que rompeu com Félix Mendonça Jr. e demitiu a secretária de Agricultura Fernanda Mendonça, indicada pelo parlamentar pedetista. Há quem diga que a prorrogação do mandato de Félix na presidência até setembro e o anúncio da saída de Nilo do partido estaria relacionado à entrada de ACM Neto no PDT, o que minaria os projetos de Nilo no partido. Inclusive, Nilo cobrou ao presidente Nacional, Carlos Lupi, reconhecimento pelo que se considera também uma força política no estado.

É fato que a mudança para uma legenda com tempo maior de TV é necessária para garantir uma candidatura mais fortalecida no campo político, nas eleições de 2016 quando ACM Neto disputará a reeleição e deverá ter como concorrentes uma coalizão com partidos que integram a base do governador Rui Costa (PT) ou candidaturas pulverizadas com postulantes dos partidos ligados ao gestor petista.
Uma vitória no pleito municipal carimbaria o aval dos eleitores da capital baiana para que ACM Neto disputasse o governo da Bahia em 2018, daí a necessidade de fortalecimento do principal nome da oposição ao governo petista no estado.

O presidente estadual do DEM, o deputado federal José Carlos Aleluia, já admitiu que o correligionário deve deixar a sigla, com o aval dos democratas, já que o futuro político de ACM Neto seria maior que a agremiação. Contatado, o prefeito ACM Neto informou, através de sua assessoria de imprensa, que não iria comentar sobre as especulações em torno do seu futuro político. As incertezas e mistérios deverão rondar as mentes dos eleitores baianos pelo menos até o final de setembro. Apenas uma coisa já é dada como certa: o prefeito ACM Neto é quase um ex-democrata.

Que o prefeito ACM Neto não disputará a reeleição em 2016 pelo DEM isso não seria nenhuma novidade, principalmente após o naufrágio da fusão com o PTB. A novidade é o novo partido que o gestor soteropolitano e principal nome hoje da oposição no estado irá e com ele arrastar uma legião de aliados, sejam correligionários, lideranças da capital baiana filiadas a outras legendas, e até lideranças e políticos sem filiação partidária no momento, como é o caso do tripé de ex-petistas, os vereadores Henrique Carballal e J. Carlos Filho, recentemente expulsos do PT, e o ex-deputado J. Carlos, que deixou no início do ano o Partido dos Trabalhadores, agremiação que ajudou a fundar na Bahia.

Sem espaço no governo Rui Costa (PT) e insatisfeito com a desatenção que recebeu do PT nas eleições de 2014 quando recebeu 30,7 mil votos, mas insuficientes para garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, J. Carlos levou para o colo de ACM Neto a sua forte liderança entre os rodoviários de Salvador, categoria considerada de peso na capital baiana. De brinde, o ex-petista ofertou ao democrata, que o nomeou seu assessor especial na prefeitura, mais uma cadeira na sua base de sustentação na Câmara Municipal, com J. Carlos Filho. O primogênito deixou a bancada de Oposição após deixar o PT, liderada atualmente pelo petista Luis Carlos Suíca, que quase também desembarcou da nau petista, mas foi contido a tempo.

Já Henrique Carballal, antes de ser expulso dos quadros do PT de Salvador, rebelou-se e passou a votar favoravelmente a projetos do prefeito ACM Neto na Câmara Municipal, enquanto seus pares da Minoria na Casa seguiam em caminhos contrários. Antes de ser expulso do PT, e já frequentador da cozinha de ACM Neto, Carballal foi quem articulou os diálogos de Neto com J. Carlos.
“Estamos aguardando o término da reforma política para tomarmos uma decisão de qual partido vamos ingressar”, disse à Tribuna o vereador J. Carlos Filho, que admitiu a possibilidade de seguir o prefeito ACM Neto, independentemente do partido, seja PMDB, PSB ou até o PSDB. “Primeiro a reforma, depois disso vamos estudar e vamos analisar o que vai ser melhor para agente”, esquivou-se o edil sobre a possibilidade de pousar em ninho tucano. A reportagem tentou contato com o vereador Henrique Carballal e com J. Carlos, mas os políticos não atenderam e nem retornaram as ligações até o fechamento.

DO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

O anúncio do pacote de concessões de obras de infraestrutura previsto para hoje, 9, parece ser a última forte cartada do Governo de Dilma Rousseff neste ano para retomar o crescimento do país e resgatar o apetite dos investidores. Em meio a uma série de medidas de austeridade para equilibrar as contas do Governo e diante da previsão de que o PIB deve recuar 1,2% no ano, no pior resultado em 25 anos, o novo plano de concessões — que incluirá 11 rodovias e 4 aeroportos em grandes capitais, além de terminais portuários e ferrovias — deve movimentar, ao todo, entre 130 a 190 bilhões de reais e pretende alavancar infraestrutura brasileira.

O ministro de Comunicação, Edinho Silva, afirmou que o anúncio “será o maior plano de investimentos em logística da história do país”. “É um plano de impacto que garante a retomada da nossa economia de forma sustentável”, disse. No entanto, apesar do otimismo do Governo, o plano, que será uma nova etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL) é tratado pelo mercado com certa cautela, já que poucas obras têm as autorizações necessárias para serem repassadas à iniciativa privada.

Lançado há 3 anos, o PIL previa centenas de concessões e investimentos superiores a 200 bilhões de reais.De lá pra cá, o projeto teve êxito apenas no setor aeroportuário. Já no setor ferroviário, por exemplo, que previa um investimento de quase 100 bilhões, nenhuma ferrovia foi licitada. “De todas as promessas, apenas o trecho de Lucas do Rio Verde (MT)- Campinorte (GO) foi liberado para ter o lançamento do edital de concessão. No entanto, retomar esse tema é bem oportuno. É exatamente o que o Brasil está precisando para destravar a economia: fazer a infraestrutura que falta no país”, afirma Vicente Abete, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, que também aposta no anúncio de renovações antecipadas.

Para Abate, agora depende Governo fornecer as condições atrativas para que investidores brasileiros e internacionais —principalmente os chineses— confiem na rentabilidade das concessões. “Há vários pontos estratégicos para construção de ferrovias, pontos no meio da produção de soja, com distribuição de norte a sul. Eles precisam oferecer uma boa fórmula de financiamento”, explica.

De acordo com o jornal Estado de São Paulo, o pacote deve trazer crédito mais caro para as concessões em rodovias e linhas mais vantajosas para o modelo de ferrovias e estuda oferecer a totalidade do financiamento a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, para as ferrovias, o crédito deve ser contratado com base na Taxa de Juros a Longo Prazo, bem abaixa da Selic.

“A diferença da rodovia para a ferrovia é que a primeira é muito mais fácil de construir ou apenas duplicar aqui no Brasil, com essa geografia montanhosa. Ferrovias precisam de planícies. Além disso, o retorno do investimento é mais rápido e as arrecadações (por exemplo, com pedágios) mais seguras. Realmente o incentivo às ferrovias precisam ser maiores”, pondera o coordenador do Nupei (Núcleo de Pesquisa em Energia e Infraestrutura da PUC-Rio), Luiz Eduardo Brandão.

Segundo o especialista, de forma geral o pacote é positivo, mas chega atrasado. “A possibilidade de a Infraero, por exemplo, passar a ter uma fatia de apenas 15% das novas concessões de aeroportos já deveria ser discutida muito antes”, afirma.

O especialista ressalta que a criação de um fundo garantidor para os projetos —que estaria em discussão— no ministério da Fazenda pode dar mais proteção às obras e tranquilidade aos investidores e criar um ambiente mais favorável para captar novos investimentos. “Eu acho que o projeto é uma grande oportunidade, estão apostando todas as fichas, e liberando muitas amarras para o mercado investir”, diz.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Disputa sobre obras em Salvador

A sessão (na Assembléia Legislativa) gerou uma polêmica, depois que o deputado Joseildo Ramos (PT), analisando a situação do transporte e da circulação em Salvador, relacionou obras do governo Jaques Wagner, numa crítica implícita a administrações anteriores, que por décadas não se preocuparam com “obras estruturantes”.

O parlamentar referiu-se às peculiaridades físicas de Salvador, que definiu geograficamente como “uma península”, e citou obras importantes, como a Avenida 29 de Março, ligação de Paripe a Itapuã, cortando transversalmente a cidade, e o conjunto de viadutos do Imbuí, além do metrô, que enfim, embora modestamente, funcionou.

A réplica veio pelo deputado Pablo Barrozo (DEM), que questionou o “esquecimento” da ponte Salvador-Itaparica, numa ironia – dizemos nós –, porque o então governador Jaques Wagner previra, em 2009, sua conclusão para quatro anos depois.

Barrozo derivou para o lado pessoal ao criticar o que, para ele, foi o descaso dos governos federais do PT com a Bahia em 12 anos, pois o ex-presidente Lula teria sido para Wagner “um companheiro de beber, de farra”, mas que nada fez pelo Estado.

O deputado disse que é natural que o governo federal realize obras na Bahia, porque detém mais recursos “na divisão do bolo”, e brincou com o fato de o adversário recorrer a uma anotação durante o discurso: “Vejo até a preocupação do deputado Joseildo de conhecer melhor Salvador, decorar alguns nomes de avenidas, como a Pinto de Aguiar”.

Neto elogiou investimentos, diz líder

Coube ao líder do PT, Rosemberg Pinto, fazer a tréplica, não sem antes, defendendo uma antiga tese, perguntar “para que servem estas sessões, a não ser nos dias de votação”, por achar que o tempo usado pelo deputado do DEM serviu apenas para uma injustiça contra os governos petistas.

“Parece que há um desconhecimento profundo quando se diz que nos últimos 12 anos o Partido dos Trabalhadores, o governo federal, não ajudou Salvador. É preciso perguntar a Neto”, afirmou, numa referência ao prefeito da capital, ACM Neto.

Rosemberg recordou o ato de inauguração da Via Expressa, em novembro de 2013, quando “o prefeito de Salvador se disse orgulhoso por estar no palanque com a presidenta Dilma, pela capacidade que ela tem de superar divergências políticas e investir na cidade”.

jun
09
Posted on 09-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-06-2015


Thiago Lucas, na Folha de Pernambuco

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve ser tratado como “Cristo” pelo ajuste fiscal que vem promovendo, afirmou nesta segunda-feira o vice-presidente da República e articulador do governo, Michel Temer.

Para Temer, assim como Jesus, o ministro sofre críticas, mas deixará um exemplo a ser seguido.

“Ele tem de ser tratado como Cristo. Sofreu muito, foi crucificado, mas teve uma vitória extraordinária, na medida em que deixou um exemplo magnífico, um exemplo extraordinário para todo mundo”, disse o vice-presidente a jornalistas.

“Eu penso que o ajuste fiscal que o Levy está levando adiante vai representar exatamente isso”, afirmou.

“Muito menos Judas e muito mais Cristo”, aifrmou.

O ministro da Fazenda é alvo de críticas de integrantes da base do governo, inclusive do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, que em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo publicada nesta segunda-feira afirmou que não se pode “criar um Judas”, em referência a Levy.

Parte das medidas editadas pelo governo para reequilibrar suas contas modifica regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, o que provocou grande polêmica no Congresso Nacional.

A jornalistas, Temer afirmou que o ajuste fiscal parece uma coisa ”difícil, complicada” num primeiro momento, mas deve dar os “melhores resultados”.

O vice-presidente deve se reunir à noite com o ministro da Fazenda, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e senadores para discutir a agenda de votações no Senado Federal, que ncluem reajuste do Jusciário e correção do IR.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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