“Canção do Amanhecer”:Primor de criação poética e musical de Edu e Tom Jobim. Confira. Silenciosamente, como quem escuta música no céu.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Chico quer Lula em 2018

Estranhamente, teve pouca repercussão recente entrevista concedida por Chico Buarque de Hollanda ao jornal espanhol El País, em que o maior dos compositores brasileiros faz vigorosa e incondicional defesa do PT.

Destacando como o problema do país “a miséria, a desigualdade”, Chico diz que “é inegável” que “o PT tem melhorado as condições de vida da população mais pobre” e vê no ataque ao partido uma tentativa de evitar a volta de Lula em 2018.

João Paulo Cunha, também

Discurso semelhante tem o ex-deputado João Paulo Cunha, que aparentemente voltou atrás na recente decisão de trocar a política pela poesia. Reunido com militantes, ontem, em Osasco, sua base eleitoral, defendeu a tese de que as críticas ao PT vêm “de uma elite contrariada com a administração petista”.

Mas sua declaração não surpreendeu exatamente pelo conteúdo, porque, na verdade, esse é um mantra que tem sido repetido por petistas de todos os níveis, em todo o Brasil, na tentativa simultânea de autoengano e lavagem cerebral coletiva.

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DÁ-LHE ROBERTO GOYENECHE, O SAUDOSO “POLACO” MAIOR DE BUENOS AIRES!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

A tese canalha

O UOL, em manchete, diz que a dívida dos prestadores de serviços da Petrobras com os fornecedores aumentou 1.400% e que a “Lava Jato agravou o problema”.

A tese canalha de que a Lava Jato é a culpada pela crise na Petrobras e adjacências volta a ser martelada, para tentar dar moldura decente à indecência dos acordos que as empreiteiras querem firmar no âmbito da Advocacia-Geral da União (os de leniência com a CGU foram para o espaço).

Na verdade, a reconstrução do Brasil passa pela destruição da empreita bandida.

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Posted on 07-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-06-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco

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Posted on 07-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-06-2015


Jogadores do Barcelona comemoram a Champions.
/ Michael Sohn (AP)

DO EL PAIS

Ramon Besa

De Berlim

Ninguém se surpreendeu com a coroação do Barça, obcecado com a tríplice coroa (Champions, Copa do Rei e Campeonato Espanhol) e entregue a três atacantes que saem a um título por cabeça – não um nem dois, e sim três –, como se estivesse escrito no roteiro depois da queda no Anoeta em janeiro, na véspera do Dia de Reis.

O Barcelona não estava preparado para perder. O favorito se impôs praticamente por inércia em Berlim. Há jogos cujo resultado é tão antecipado que se recomenda prestar atenção no roteiro, principalmente quando se sabe também que o protagonista será Messi. O número 10 apareceu nos passes e nos arremates para decidir uma final muito bem disputada pela Juve, uma equipe dura de vencer, por mais que não lhe caia a pecha de eterna vice-campeã da Copa da Europa. Para a Velha Senhora não bastou ter visualizado muito bem a partida nem a sublime atuação de Pogba e Buffon. A grande atuação italiana ampliou o triunfo que já era contado pelos fãs do Barcelona

O Barça não começou bem o jogo, em especial Mascherano. As falhas do “Chefinho” obrigaram a equipe a buscar segurança na longa posse de bola, no toque e no vaivém, jogada típica da casa, aprendida em La Masia. O efeito do passe multiplicador não incomodou a Juve até a hora que a bola chegou a Messi. O 10 disparou com uma inversão da direita para a esquerda, para Alba; a zaga bianconera teve que girar, o lateral tocou para Neymar, em profundidade para Iniesta, e o meia, calmo e clarividente, deu a assistência para Rakitic. Uma jogada preciosa, pela suavidade dos meias e pela agressividade dos atacantes do Barcelona.

Ninguém encarnou melhor a impotência da Juve do que Vidal, derrotado e repetitivo nas faltas, duro diante do jogo de equipe do Barça. Os azul-grená não souberam concluir a partida em um excelente quarto de hora pela falta de precisão e também pela intervenção de Buffon. Ainda que tenha sido difícil para os rapazes de Allegri se imporem à lucidez de Messi, já se sabe que eles nunca abandonam uma partida: sempre encontram fôlego em uma jogada ou em um jogador, e foi assim em Berlim. Atacaram bem o Barça com a pressão forte, as transições de Pogba e o auxílio de Morata. Aos jogadores da Juve só faltou contundência na área, exigindo mais de Ter Stegen.
Juventus 1 X 3 Barcelona

Juventus: Buffon; Lichtsteiner, Barzagli, Bonucci, Evra (Coman, 89); Marchisio, Pirlo, Pogba, Vidal (Pereyra, m. 79); Tevez e Morata (Llorente, m. 85). Não entraram: Storari; Ogbonna, Padoin e Sturaro.

Barcelona: Ter Stegen; Alves, Piqué, Mascherano, Alba; Rakitic (Mathieu, m. 91), Busquets, Iniesta (Xavi, m. 77); Messi, Suárez (Pedro, m. 96) e Neymar. Não entraram: Bravo; Rafinha, Bartra e Adriano.

Gols: 0-1. M. 4. Rakitic. 1-1. M. 55. Morata. 1-2. M. 68. Luis Suárez. 1-3. M. 97. Neymar.

Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia). Cartões amarelos: Vidal, Pogba e Suárez.

Público no Olympiastadion: 74.244 espectadores.

Nunca foi fácil jogar contra a Juve, uma equipe que deixa qualquer rival em má situação, e foi o que aconteceu com o Barça, exposto a situações de risco pela capacidade dos italianos de sair do assédio azul-grená e também de pressionar a linha de passe dos zagueiros e do goleiro do Barça. Diminuíram as acelerações de Messi, e os barcelonistas passaram a confiar em Iniesta e Busquets, em destaque no início, nos momentos de plenitude, e até o intervalo, quando a Juve foi ao limite. Estava difícil para os jogadores do Barça ter fluidez, dar continuidade ao jogo, sempre travado na espinha dorsal pela força física dos meio-campistas de Allegri.

O Barça não conseguia se livrar do assédio da Juve, e se virava melhor nos contra-ataques, mal concluídos por Luis Suárez, bem defendidos por Buffon. A arrancada de Rakitic e o jogo aéreo dos atacantes permitiram então que o Barcelona ganhasse fôlego depois de momentos de desconfiança graças ao orgulho competitivo da Juve, especialista em pressionar, roubar e correr, como ficou constatado com o gol de Morata.

Alves e Neymar perderam a bola para Lichtsteiner, Marchisio jogou muito bem, Tévez chutou a gol e Morata não perdoou. A intensidade da Juve contrastava com a desorientação do Barça. A tensão exigia concentração máxima, um exercício psicológico extremo e muita paciência, terreno mais propício para os italianos do que para o Barcelona. A agressividade alvinegra provocou uma infinidade de jogadas divididas, das quais a Juve sempre levou a melhor, exigindo um pênalti de Pogba antes que Rakitic e Messi reaparecessem. À corrida do croata seguiu-se uma tremenda condução do camisa 10, cujo disparo foi contido por Buffon. A bola, no entanto, ficou morta e à mercê de Luis Suárez. O uruguaio cravou 2 a 1, assim como Morata fizera no 1 a 1.

O terceiro gol demorou a chegar porque a bola bateu na mão de Neymar antes de acabar no gol de Buffon, e Piqué perdeu uma conclusão simples na pequena área da Juve. A entrada em cena de Xavi no lugar do excelente e esgotado Iniesta acalmou a partida, para sorte do Barcelona, e abalou a Juve. Não restou outro remédio para Allegri a não ser alterar o jogo direto, defender com três e atacar com três, reforçando o ataque com Llorente e até Coman. Luis Enrique respondeu nos acréscimos, com um gol de Neymar. A tríplice coroa exigia um terceiro gol para coroar a festa do novo pentacampeão da Europa, refletido na figura de seu capitão Xavi.

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