DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOME)

Nilo e a garantia do mandato

Seria muito interessante saber com que instrumentos se garantiria o deputado Marcelo Nilo se o PDT resolvesse pedir seu mandato caso ele deixasse o partido, como está delineado.

O presidente regional, deputado Félix Mendonça Júnior, disse há alguns dias que não entraria na Justiça contra Nilo, mas tal é o azedume instalado entre ambos que esse compromisso pode ter nenhum valor.

Para Marcelo Nilo, torna-se difícil permanecer no PDT, e não é por ter imposto condições ao presidente nacional, Carlos Lupi, e sim porque, ante o poder quase absoluto que hoje detém a burocracia partidária, nas mãos desta estará.

PSD desponta como abrigo real

O presidente da Assembleia segue seu cronograma: há uma semana, esperava por 15 dias uma resposta de Lupi sobre a disputa do regional. Agora falou oito dias. Parece caminho sem retorno, embora ele diga que fará “tudo” para não sair.

A situação do deputado assemelha-se à filosofia popular do “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”, porque sua alternativa mais plausível, o nascituro PL, terá de vir à luz, um partido que lhe garanta legenda para uma eleição majoritária – e esse parto, por enquanto, enfrenta dificuldades.

As opções mais razoáveis na Bahia são PSB e PSD, mas o problema é que ambos têm caciques, portanto com prioridade. A senadora Lídice da Mata é candidata em 2018, mas o senador Otto Alencar, não, pelo menos à reeleição, o que faz do PSD um socorro mais concreto para Marcelo Nilo, até pelas relações próximas que cultivam.

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