Ô lá lá, Emilio Santiago,aplausos onde quer que você esteja.
Que seja eterno o seu canto.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao receber o título
na Universidade de Jerusalém

DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro aposentado Joaquim Barbosa, demonstrou pessimismo sobre a política brasileira. Ontem, em Israel, onde recebeu o título de “doutor honoris causa” da Universidade Hebraica de Jerusalém, o magistrado disse que a “política no Brasil se tornou uma coisa desagradável”. Em 2014, Joaquim Barbosa chegou a ser cotado como eventual candidato à Presidência da República por conta da popularidade alcançada durante o julgamento do mensalão do PT.

Na avaliação do ex-ministro, o Brasil avançou muito no combate à corrupção, sobretudo, com a independência do Poder Judiciário. Para ele, o país “aprendeu muito” com o resultado do julgamento do mensalão. “No Brasil, os operadores do sistema de Justiça têm mecanismos de defesa. Juízes têm garantias de independência muito forte. O Ministério Público também, sem interferência de governo”, disse.

Porém, o otimismo não é suficiente, ainda, para impulsionar sua carreira política. “Nada em vida pública me encanta mais”. Joaquim Barbosa ainda citou o julgamento do mensalão – escândalo de compra de votos no Congresso durante a gestão do ex-presidente Lula – como um grande aprendizado para o país. Mas as lembranças ficaram por aí. O ex-ministro não costuma falar dos desdobramentos do processo. “Quanto ao mensalão, isso é coisa do meu passado. Agora estou em outra”.

Sobre a Operação Lava-Jato, que investiga os casos de desvios de recursos da Petrobras para políticos e construtoras, o ex-ministro diz que não vem acompanhando as apurações. No entanto, Barbosa não acredita que o mensalão tivesse um final diferente caso houvesse tantos casos de delação premiada. “São momentos diferentes”. O ex-ministro, que deixou o cargo em 2014 após 11 anos de carreira, afirmou que vai continuar a cumprir seu papel de “vigia do poder”.

Além do ex-ministro brasileiro, também receberam o título da universidade o ex-prtesidente de Israel Shimon Peres, o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e o presidente do Museu do Holocaustro, Avner Shalev. Barbosa foi descrito pela Sociedade Brasileira dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém, organizadores do evento, como “proeminente figura pública cuja história do triunfo sobre a desigualdade e a firme oposição à corrupção tem inspirado milhões”.


Encontro serve de preparação para o Congresso Nacional, que
será realizado em Salvador em junho
Foto: Fernando Vivas


DEU NO PORTAL DO JORNAL A TARDE

Patrícia França

Recebido como a principal liderança petista na etapa baiana do 5º Congresso Nacional do PT, que ocorrerá este mês em Salvador, o ministro da Defesa, Jaques Wagner conclamou os petistas a se portarem como o profeta Moisés – que não se amedrontou com as dificuldades e seguiu sua caminhado de 40 anos no deserto .

Ele disse, porém, que o PT tem que admitir que cometeu um erro ao não aprovar a reforma política em 2002 e com ela o fim do financiamento privado de campanha. “Fizemos um equívoco político de não termos assumido, em 2002, com o governo do Brasil e a liderança que a gente tinha, não termos desmontado a máquina de fazer política equivocada vigente no Brasil” .

Para Wagner, o PT se enganou ao imaginar que bastaria a vontade política ideológica para se sobrepor ” à máquina viciada da política” brasileira. “Individualmente não somos maiores que os outros”, afirmou Wagner, que em seu discurso fez questão de registrar sua “contraridedade” com o Diretório Nacional do PT, que aprovou resolução em que o partido fica proibido de receber financiamento privado.

Para o ex-governador, cabe agora ao PT no Senado e aos demais partidos de esquerda, modificar o “crime” aprovado esta semana no Congresso Nacional, dentro do projeto de reforma política. “Com todo respeito aos deputados que votaram, mas aquilo que foi aprovado não é uma reforma política, é um arremedo”, afirmou.

Wagner defendeu que a reforma política verdadeira tem que ser como a que a presidente Michelle Bachelet está fazendo no Chile, cujo governo passa por uma crise de corrupção, que mandou para o Congresso Nacional um projeto de financiamento “puro e absoluto” público. “O povo brasileiro precisa saber quanto custa a democracia no Brasil”.

Diferente

Para Wagner, o PT é diferente porque nasceu diferente dos outros partidos, mas não cabe afirmar que é mais ou menos honesto, por isso, não vai receber contribuição empresarial. “Ou muda a reforma política para a gente acabar com o financiamento privado ou não adianta a gente querer posar de mais honesto individualmente do que os outros”, defendeu Wagner.

No Congresso estadual do PT, no Fiesta Hotel da Bahia, com a militância e líderes petistas – a ausência do senador Walter Pinheiro foi percebida -, teve espaço para críticas ao ajuste fiscal. Aos gritos de “Ei Dilma, demita Levy”, militantes da corrente interna Diálogo e Ação Petista, interromperam o discursos de várias lideranças do partido.

O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, acusado em processo de desvios de recursos na estatal, recebeu a solidariedade dos companheiros da partido.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

INFORMAÇÃO E OPINIÃO

O ditador Geisel reatou com a China

A direita furibunda enxerga nos acordos que o Brasil fechou com a China para investimentos estimados em US$ 53 bilhões um crime de lesa-pátria, que só ocorreu porque interessa ao governo, digamos, de Dilma Rousseff, parceiros pouco afeitos a controles rígidos e transparência.

A questão é que a China é que se apresenta para os negócios – e com ela temos uma tradição secular de entendimento, excetuados os anos coincidentemente iniciais da Guerra Fria e da Revolução Chinesa. Estados Unidos e Europa, ultimamente, têm exportado crise.

Desde Nilo Peçanha, há mais de cem anos, praticamente todos os presidentes brasileiros tiveram com os chineses acordos e decisões, totalizando mais de uma centena, sobre os mais variados temas, como comércio, tributação internacional, transporte, agricultura, tecnologia espacial e até o temido “uso pacífico da energia nuclear”.

Coube aos generais da ditadura, indubitavelmente direitistas, consertar uma aberração diplomática que o alinhamento ocidental nos impunha, com o restabelecimento, pelo presidente Ernesto Geisel, em 1974, das relações com a China, cortadas desde 1949.

Cooperação tem prazo até 2022

Essa sucessão de passos culminou com a assinatura por Dilma, em 2012, do Plano Decenal de Cooperação com a China, do qual, portanto, os recentes acordos são um desdobramento natural.

Dois anos atrás, os dois países tinham firmado um acordo de troca de divisas, limitado a US$ 30 bilhões e a vigorar até 2016, para defender suas operações comuns das variações do dólar.

Em 2012, já haviam sido concedidos à Petrobras, pelo banco de desenvolvimento chinês, US$ 3,5 bilhões. O novo empréstimo à estatal recentemente anunciado, de US$ 7 bilhões, é, assim, comprovação de que a Petrobras, para usar um chavão, é infinitamente maior que a quadrilha que a assaltou.

Um “império” de indústria e comércio

A verdade é que no concerto duro das nações em torno de geografia e dinheiro, ninguém se salva. Os Estados Unidos atuam militarmente em todos os pontos do planeta. A Rússia invade, anexa e bombardeia.

A China tem seus pepinos com Taiwan, “a província rebelde”, mas vejam-se seus exemplos de inserção, com todo o trogloditismo remanescente, em Hong Kong e Macau, ao contrário de outros que mantêm “possessões” em território alheio à margem do direito internacional.

É a marcha de um país que instala seu império sem disparar um único tiro. O Brasil não tem contra que protestar. Tem de preparar-se para enfrentar as mesas de negociação disponíveis.

Independentemente de nossa vontade, o monstro oriental nos atinge em seus movimentos, como atesta a própria Confederação Nacional da Indústria, ao registrar em novembro de 2014 uma retração de importações pela Argentina, nosso terceiro maior parceiro comercial, abaixo, pela ordem, de China e Estados Unidos.

De produtos brasileiros, diz a CNI, a redução foi de 25%, enquanto a de chineses, 4%. No setor de máquinas e equipamentos, enquanto o Brasil reduziu em 34% as vendas à Argentina, a China aumentou sua cota em 14%, tendência acentuada por acordo sino-argentino assinado em janeiro.

jun
01

JOÃO DONATO, RIO, UM DOS TOQUES DEFINITIVOS, NA NOITE DE UMA CIDADE QUE TAMBÉM MORA NO MAR!

BOM DIA, JUNHO!!! PODE ENTRAR, MÊS DE JOÃO. E DE PEDRO.

(Gilson Nogueira )

jun
01
Posted on 01-06-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-06-2015


Sid,no portal de humor gráfico A Charge Online


Estado Allianz Arena, do Bayern de Munique. / AFP PHOTO / STR

DO EL PAIS

Miguel Ángel García Vega

De Madri

Pepe Samitier (1902-1972) era um meio-campista único. Dava bicicletas, tocava de chaleira e ziguezagueava quando ainda não existiam palavras para definir essas jogadas. Jogador técnico (foi apelidado de homem-lagosta), mas também de pernas fortes, ele era conhecido não só por ter jogado no Real Madrid e no Barcelona, mas por seu lúcido sarcasmo. A história, e essa Biblioteca de Alexandria da bola que é Alfredo Relaño, diretor do diário esportivo AS, atribuem-lhe uma frase: “Se o futebol fosse um negócio, pertenceria aos bancos”.

Mas se Samitier jogasse atualmente sentiria como a bola e as expectativas giram de forma muito diferente. O futebol – apesar dos golpes como o escândalo de corrupção que explodiu nesta semana na FIFA – é uma indústria que gera expectativa no planeta e 50 bilhões de dólares (cerca de 146 bilhões de reais). A cifra é da consultoria Repucom. É um espaço no qual as instituições financeiras se tornaram os maiores investidores e onde a febre do futebol há muito tempo já ultrapassou a Europa e a América Latina. Agora o negócio se expande à China e aos países árabes em busca de alguns dos 1,6 bilhão de fãs que há no mundo. Ninguém escapa à sua influência. Bilionários árabes e russos compram clubes das ligas europeias, enquanto as grandes marcas veem um Éden para os seus interesses. Não importa que a desigualdade, esse alcatrão escuro e viscoso do nosso tempo, se derrame separando clubes ricos, onde militam jogadores e agentes poderosos, e clubes e atletas que mal sobrevivem. É a forma desigual na qual gira hoje o planeta futebol.

Esta rotação não seria compreendida sem saber o que está em jogo. No ano passado, os clubes profissionais — de acordo com a FIFA — gastaram 3,6 bilhões de dólares para contar com os serviços de jogadores de qualidade internacional. Por isso, quando Jonathan Barnett, 64 anos, talvez o agente britânico mais importante, se queixa de que seu protegido, Gareth Bale, “não recebe a bola”, não apenas defende um jogador de futebol pelo qual o Real Madrid pagou 85 milhões de libras, a transferência mais cara da história, mas um ecossistema muito fechado que cuida dos interesses de seus membros. “Meu trabalho é muito claro”, diz Jonathan Barnett. “Devo garantir que meus jogadores, quando se aposentarem, só trabalharão se quiserem, não porque precisem. Os dias de montar um bar ou uma loja por 50 libras acabaram”.

Esse senso mercantilista do negócio é uma marca registrada de um futebol moderno que se tornou “um espaço escuro e fechado no qual é muito difícil entrar”, observa Sandalio Gómez, professor do IESE. Mas a falta de luz é proporcional ao fluxo de dinheiro. Especialmente das empresas do Oriente Médio. Os 20 principais clubes da Europa são patrocinados por companhias aéreas dessa região do mundo: Barcelona (Qatar Airlines); Real Madrid, Paris Saint-Germain, Arsenal, Milan (Emirates) e Manchester City (Etihad Airlines) compartilham destino. Por sua vez, os Emirados Árabes Unidos é o maior investidor desde 2005 em patrocínio de camisetas de times europeus. Há uma década, nem sequer estava presente na indústria: agora dá 163 milhões de dólares.

Contradições

Como se vê, a geopolítica do futebol também tem suas próprias contradições. Os dois maiores mercados do futuro, a China e os países árabes, coincidem com territórios onde a democracia é fraca. Por outro lado, a África, que conta com a Nigéria – o país que mais ama o futebol no planeta, de acordo com o relatório Sports DNA, da Repucom –, pouco importa. “Infelizmente as marcas não veem o continente como um potencial consumidor. É um viveiro de talentos, mas não de renda”, admite Ramón Amich, diretor da Repucom na Espanha.

Porque o dinheiro do futebol é medroso e quando o BBVA destina 23,5 milhões de euros por temporada ao patrocínio da Primeira e da Segunda Divisão espanhola sabe que o desembolso terá retorno. Algo semelhante acontece com a Caixa Econômica Federal, uma entidade pública, que é o grande sustentáculo do futebol brasileiro. Falamos de um mercado – estima a Fundação Getúlio Vargas – de 11 bilhões de reais por ano e 370.000 empregos, que também fabrica talentos. “Há muitos anos o Brasil é o maior exportador de jogadores de futebol do mundo e continuará sendo”, prevê Eduardo Carlezzo, advogado brasileiro especialista nesse esporte.

Brasil, Ásia, África, Emirados Árabes Unidos. Ninguém duvida de que o futebol procura incansavelmente novos horizontes. Crianças norte-americanas correm cada vez com mais frequência atrás da bola, enquanto sonham com o futuro. “Acompanho de perto a Major League Soccer nos Estados Unidos. Tenho a sensação de que é o único torneio que em poucos anos será capaz de competir com as grandes ligas europeias”, prevê Raffaele Poli, diretor do CIES Football Observatory.

  • Arquivos