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Com informações da Agência Brasil

Desastre em uma das maiores obras de engenharia civil do País:Três pessoas estão desaparecidas no canteiro de obras da Usina de Belo Monte, no Pará, depois que um dos silos da central de concreto, na área industrial da obra, desabou durante uma operação de descarga de um caminhão. O acidente aconteceu por volta das 2h deste sábado e funcionários da obra e homens do Corpo de Bombeiros estão trabalhando nas buscas.

Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte (formado pelos dez maiores empreiteiras do País, entre as quais as baianas Odebrecht e OAS), mais três pessoas foram atingidas pelo desabamento. Elas foram socorridas por equipes médicas do Corpo de Bombeiros, dois com ferimentos leves, já liberados, e uma com fratura no ombro.

Em nota, o consórcio construtor informou que está prestando todo o atendimento aos funcionários e colaborando com o trabalho de peritos e agentes da Polícia Civil, que estão no local.

Vambora, gente!: “Êh, marujo, êh, que vive navegando, te dou meu sofrimento pra jogar no oceano. Se der no teu navio, leva mais um desengano”.

Dá-lhe, Paulinho!

Som na caixa, maestro.

BOA TARDE !!!

(Vitor Hugo Soares)


Mercadante x Levy: panos quentes não resolvem


ARTIGO DA SEMANA

Levy e o jogo de Mercadante: Ou cai ou racha

Vitor Hugo Soares

Não adiantam os panos quentes (embebidos em pura retórica) que a presidente Dilma Rousseff jogou, esta semana, durante a entrevista concedida na visita ao México. Tentava assim, com a iniciativa quase pueril, apagar o fogo do incêndio que cresce e se propaga nas relações entre dois pesos pesados do primeiro escalão, em seu segundo mandato: o ministro da Fazenda, Joaquim Levy e o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Nem panos nem tapumes conseguem mais impedir o barulho que se propaga a partir do Palácio do Planalto, sob o olhar complacente e o comportamento dúbio da própria mandatária. Embate delicado (e perigoso) que, mesmo os dissimulados de carteirinha do governo petista, (a maior parte deles encastelada na Casa Civil), e seus amestrados aliados não conseguem mais disfarçar.

Jogo estratégico complicado e cheio de riscos, cada vez mais notórios e explícitos: nas reuniões palacianas mais “secretas” ; nas negociações tensas e complicadas no Congresso; nas discretas conversas de bastidores; nos virulentos posts nas redes sociais; nos desabafos de conversas informais com amigos mais próximos. À exemplo do ministro Levy, no encontro com colegas da PUC-RIO.

“Tem horas que dá vontade de largar isso”, desabafou o comandante da economia (o registro é da revista Época) no auge de uma semana de puro estresse. Acompanhado de uma gripe inesperada e incômoda, que tirou de vez o fair-play de Levy, notoriamente um sujeito afável e bem humorado com os que o cercam. Nestes últimos dias – é voz comum nos bastidores – ele nem parece o mesmo.

Inútil disfarçar, para tentar vender a falsa impressão de que tudo vai bem, a exemplo do que Dilma tentou, sem sucesso, no México.

De um lado, na Economia, o técnico destacado – e de reconhecido saber do setor financeiro privado – ocupado ao seu modo bem particular, em desativar a bomba deixada em seu colo. Com os recursos dos receituários de crises e medidas amargas, ao seu alcance, tenta enfrentar a crise sem tamanho, montada em 12 anos de desvarios megalômanos e malfeitos de todo tamanho, no País comandado pelo PT.

Do lado oposto, uma raposa política dos novos tempos no Brasil. Formada e trabalhada nas manhas da escola sindicalista do ABC paulista, ao lado do ex-presidente Lula. Mercadante, agora aparentemente rompido com o mentor, praticamente não pensa ou faz outra coisa, além de montar estratégias de olho na eleição para sucessão, da atual mandataria do Palácio do Planalto, em 2018.

Desmontar biografias de prováveis adversários futuros e montar acordos e novas alianças, de olhos fixos na manutenção do poder em mãos petistas, eis o que importa. Na Casa Civil da Presidência da República, fonte de grandes trapalhadas e escândalos dos governos do PT, desde que o samba é samba é assim.

Mercadante não foge à pisada, muito ao contrário. Quem lida hoje com ele, ou já lidou no passado, sabe: A mesma ou maior sede de poder de Dirceu (apanhado nas malhas do Mensalão), Dilma e Gleise. Políticas públicas, enfrentamento sério e planejado da crise, com foco no futuro do País? Tudo isso pode esperar na Casa Civil. Fica para depois.

Um exemplo do passado recente, para reflexão no presente: Em julho de 2007, quando do acidente com o avião da TAM, que caiu perto do aeroporto de Congonhas, Dilma era chefe da Casa Civil, Erenice, a sua secretária executiva, e Denise Abreu, diretora da ANAC. Em época de caos aéreo, logo trataram de arrumar um culpado. O já combalido, à época, ministro da Defesa, Waldir Pires.

Foi promovida então uma reunião com a presença de representantes de todo o governo Lula. A então ministra Dilma, em dia de ferocidade extrema e toques particulares de arrogância e desprezo, apontava o dedo em riste para o ministro Waldir, sem deixá-lo falar. Anunciou a construção, “para amanhã”, de um novo aeroporto na cidade de São Paulo, para resolver a crise momentânea. Até hoje, nada!

Levy é um homem da economia, respeitado internacionalmente neste campo de atuação. É um “Chicago Boy”, como seus colegas e amigos mais próximos o denominam. Acostumado com a autonomia que detinha no setor privado. Trabalha em média 16 horas por dia (revelam pessoas próximas à rotina de seu gabinete), ao lado da equipe que ele levou para o MF. E ainda precisa dedicar tempo precioso a desgastantes negociações políticas no Congresso. Ou com enraivecidos líderes do MST, que recentemente decidiram ocupar o seu gabinete.

O pior para Levy, no entanto, é que por mais que tente mostrar a caótica situação econômica que o país atravessa, não encontra apoio da Casa Civil, que sempre quer incluir mais e mais despesas e não aceita, muito menos apoia, os cortes sugeridos pelo ministro. Dilma, sem saber direito o que quer e para onde vai, deixa o pau quebrar.

Levy exibe os primeiros sinais de enfado e cansaço. Mas não parece, ainda, decidido a jogar a toalha. A exceção da presidente, ele vai peitando todo mundo, incluindo Mercadante e sua turma, na Casa Civil, apesar do desgaste que, ele sabe, isso representa. Onde o jogo vai parar? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!


Protesto do Dia Nacional de Paralisação em frente à Volkswagen, em São Bernardo do Campo, São Paulo. / Adonis Guerra (SMABC)

DO EL PAIS

Bateu um desânimo geral entre os brasileiros diante das notícias negativas deste ano. Uma pesquisa do Instituto Ibope, realizada em 141 cidades, revela que 36% dos brasileiros estão pessimistas em relação ao futuro do país, e outros 12% estão muito pessimistas. Ou seja, 47% da população está sem esperança sobre o que virá. É o pior resultado desde 2001, ano do apagão, quando o racionamento de energia tirou o humor do país. Mais do que isso, mostra a rota descendente da confiança popular durante a gestão da presidenta Dilma Rousseff, o que explica a hostilidade persistente de alguns setores a sua pessoa. No começo do seu primeiro mandato, em 2011, 73% se declaravam otimistas com o futuro. No ano passado, esse porcentual caiu para 49%.

Atualmente, 20% estão confiantes, e uma parcela de 28% não se diz nem otimista e nem pessimista. O estado de ânimo atual não chega a surpreender, diante dos escândalos de corrupção, e a crise econômica que afeta o cotidiano dos brasileiros.

Quando a avaliação leva em conta o poder de compra e a região dos entrevistados, os nordestinos e os de menor poder aquisitivo lideram o pessimismo, justamente os que compõem prioritariamente o perfil de eleitores da presidenta. No Nordeste, 51% estão pessimistas ou muito pessimistas, contra 50% dos que foram ouvidos no Sudeste, 41% do Norte e Centro-Oeste e 46% do Sul.

Mais da metade (53%) dos que ganham até um salário mínimo está pessimista em relação ao futuro, contra 49% dos que ganham mais de cinco salários.

O levantamento divulgado nesta sexta, que ouviu 2002 pessoas, mostra que as principais preocupações da população residem na saúde (o mais relevante, segundo 25% dos entrevistados), seguido pelas drogas (14%) e corrupção (13%), seguidos por segurança e educação (9% para cada um).

Num ano marcado pelo desemprego depois de mais de uma década de mercado de trabalho aquecido, muitos brasileiros manifestaram saudade dos tempos de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002). Confrontados com a frase “O desemprego hoje no país é menor do que no governo FHC”, 21% dos entrevistados pelo Ibope disseram discordar totalmente dessa afirmação, embora outros 21% concordem. Durante o Governo Fernando Henrique Cardoso a taxa de desocupação era de dois dígitos, quase o dobro da atual, mas no dia a dia as pessoas não estão preocupadas com porcentuais de comparação. A paralisia depois de anos de prosperidade gera uma frustração que está refletida na pesquisa.

Os preços em alta são uma preocupação latente dos brasileiros. Para 25% das pessoas, a inflação atual é mais alta do que nos anos de Fernando Henrique, embora a realidade seja o contrário. O mal-estar com o Governo atual acaba contagiando a memória – nos anos FHC houve um pico inflacionário de 12% em 2002 – mas a expectativa é que esse problema que o Brasil enfrentou por mais de um século já estivesse equacionado. A alta de tarifas e da gasolina deu um salto no início do ano, corroendo a renda dos brasileiros. E ainda que o índice inflacionário oficial esteja na casa dos 8%, para quase metade dos brasileiros a ‘sensação térmica’ é que ela supera esse porcentual: para 18% das pessoas ouvidas pelo instituto ela está entre 9% e 12% e para 19% ela é maior que 12%. A divulgação do PIB negativo (-0,2%) nesta sexta aumenta a sensação de desalento. Diante da certeza de que o ano seguirá recessivo, dificilmente o pessimismo será revertido no curto prazo.

maio
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Posted on 30-05-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-05-2015


Aroeira, no jornal Brasil Econômico (RJ)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

Marina de volta

A Rede Sustentabilidade, partido criado por Marina Silva, entregou ao TSE as assinaturas necessárias para obter registro e participar das eleições.

A Rede conseguiu 498 652 assinaturas, mais do que as 484 169 exigidas pelo TSE – 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados.

Trata-se da segunda tentativa da legenda de obter o registro. Em 2013, seu pedido foi negado pelo tribunal eleitoral.

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