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Postado em 28-05-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 28-05-2015 00:13

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Política e democracia se salvam no primeiro “round”

Solta a respiração a consciência da nação brasileira com a rejeição dos dois principais instrumentos que matariam na origem a democracia brasileira: o voto em lista fechada e o “distritão”, que transformaria a eleição de deputado (e vereador) em majoritária.

Em ambos os casos, a vítima maior seria a representatividade. No primeiro, dirigentes dos partidos fariam a seu bel-prazer a relação dos candidatos a ocupar, pela ordem, cadeiras que o partido conquistasse.

Não interessaria a mensagem do candidato, o segmento em nome do qual ele trouxesse ideias e avaliações. A bancada seria produto dos votos da legenda, mas caberia à burocracia partidária definir parlamentares preferenciais, independentemente da votação individual.

“Distritão” era monstrengo de gestação antiga

Quanto ao “distritão”, o primeiro comentário neste blog sobre a rumorosa proposta foi feito no dia 13 de março de 2011, em nota sob o título “O ‘distritão’ pós-Tiririca”.

Dissemos então que, nesse sistema, o deputado-comediante não mais contribuiria para a eleição de candidatos de baixa votação.

Foram seis nas duas eleições que disputou: quatro em 2010, quando chegou 1 milhão e 300 mil votos, e dois no ano passado, quando teve 1 milhão de votos.

O texto terminava com a perspectiva hoje afastada pela decisão da Câmara: “Entretanto, o ‘distritão’ será o fim dos partidos políticos como supostos detentores de ideias e programas para julgamento do eleitorado”.

Financiamento: um golpe na corrupção eleitoral

Merece destaque a derrubada da proposta que pretendia incluir na Constituição o financiamento privado de campanhas políticas para partidos e candidatos, que todos reconhecem como uma das maiores fontes da corrupção eleitoral.

A prática ostensivamente escusa de grandes empresários pagarem as campanhas de todos os candidatos aos principais cargos do Executivo e do Legislativo está sendo derrubada no Supremo Tribunal, que ainda não concluiu a votação por causa do famigerado pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que já completou o primeiro aniversário.

O interesse das forças capitaneadas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, era neutralizar a virtual decisão do Supremo. Nessa matéria, Cunha ainda está tentando uma nova manobra de rodada de votação em curso nesta noite de quarta-feira, mas tudo indica que o plenário – que o levou ao cargo – está atento.

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