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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

Alívio de Marta

Marta Suplicy respira aliviada. O STF decidiu que políticos de cargos majoritários – como senadores, governadores e presidente da República – não correm risco de perder a vaga quando mudam de partido durante o mandato.

O PT entrou com uma ação no TSE para reivindicar o mandato de Suplicy. A decisão do STF serve de base para o julgamento do caso na corte eleitoral.

O STF inverteu a lógica do TSE, cuja resolução estabelecia que os mandatos de votação majoritária pertenciam ao partido – e não ao político.

maio
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Posted on 28-05-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-05-2015

DEU NO PORTAL BBC BRASIL

Em mais uma noite tensa de votação, a Câmara dos Deputados aprovou, por ampla maioria, a inclusão na Constituição Federal da possibilidade de doações de empresas a partidos políticos. O resultado foi uma reviravolta em relação à noite anterior, quando a Casa rejeitou as doações diretas aos candidatos. Na mesma noite, os deputados também aprovaram outra importante mudança: o fim da reeleição para cargos executivos.

Ambas as propostas de alteração da Constituição aprovadas hoje precisam ser votadas mais uma vez na Câmara e duas no Senado Federal para passar a valer.

O resultado desta quarta-feira representa uma vitória para Eduardo Cunha, presidente da casa, que ontem teve duas propostas rejeitadas na votação da Reforma Política.

Não estava previsto que voltasse a ser apreciada qualquer proposta de emenda constitucional permitindo o financiamento de empresas, após o resultado de terça-feira.

No entanto, Cunha conseguiu o apoio da maioria dos partidos para rever o acordo anterior dos líderes e incluir o tema novamente em votação, sob o argumento de que a nova proposta tratava apenas da doação a partidos e, portanto, era diferente da emenda rejeitada na noite anterior.

A decisão de votar outra proposta sobre o tema gerou revolta na bancada do PT, que defende a proibição total das doações de empresas.

Cunha é um dos principais defensores da inclusão do financiamento empresarial na Constituição – ele gastou R$ 6,5 milhões na campanha de 2014, quando obteve recursos de empresas de mineração, bebidas, telecomunicação, bancos, entre outras.

A tentativa de incluir na Constituição Federal as doações de empresas é uma reação ao julgamento sobre o tema Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, a corte está analisando se doações de empresas são inconstitucionais, e a maioria dos ministros já se pronunciou pela proibição. No entanto, o julgamento está há mais de um ano parado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

“Mudança de sistema, fim da reeleição, é tudo cortina de fumaça. O objetivo (da Reforma Política) é colocar na Constituição o financiamento empresarial. Essa votação é uma coletânea de votos perdidos no Supremo. Perderam no Supremo e agora querem aprovar”, criticou o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA).

maio
28

DO PORTAL EUROPEU TSF

“Para quem gosta de futebol e quem o sente como eu, o dia 27 de maio deverá ser lembrado como um dos piores da história da FIFA. Tal como disse na semana passada, volto a afirmar que o que está programado para sexta-feira em Zurique não é uma eleição», escreveu o jogador nas redes sociais, num dia em que foram detidos vários dirigentes e ex-dirigentes da FIFA por suspeitas de corrupção.

Figo reforçou ideia manifestada na semana passada, quando desistiu da corrida à presidência do organismo por considerar que o ato eleitoral não era livre, mas um “plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem”, referindo-se ao atual presidente, o suíço Joseph Blatter.

Por seu turno, os ex futebolistas Diego Maradona e Romário congratularam-se com a prisão de sete dirigentes da FIFA, considerando que o organismo tem muitos “ladrões” que pouco fazem a bem do futebol.

“A FIFA odeia o futebol e a transparência”, acusou Maradona, um dos maiores críticos da instituição, que está a “desfrutar” da investigação aberta pela justiça norte-americana sobre corrupção e lavagem de dinheiro na FIFA, até porque nos últimos anos foi “tratado como um louco” pelas suas denúncias e entende que “hoje foi dita a verdade”.

“Hoje não há futebol. Não há transparência. Chega de mentir às pessoas e de fazer um ‘show’ para reeleger Blatter”, disse o ex-jogador, de 54 anos, esperançado de que o suíço seja intimado a ir aos Estados Unidos dar explicações.

Já Romário, que agora é senador pelo Rio de Janeiro, defende que “o lugar dos ladrões é na prisão”.

“Muitos corruptos e ladrões que fizeram mal ao futebol foram presos”, congratulou-se, inclusive pelo fato de a justiça ter detido José Maria Marin, antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, e do seu vice-presidente, no seu entender algo que indicia “o começo de algo bom para o futebol”.

Romário disse ainda esperar que Joseph Blatter não seja reeleito para um quinto mandato na FIFA: “Acho que alguma coisa vai mudar, porque há uma expectativa, pelo menos da minha parte, para que Blatter também seja preso. Podemos ter pessoas dignas como líderes”

“Sete Vidas”: Boa, bonita e instigante novela das 6 h na TV Globo. Um elenco tão primoroso e afinado, com desempenhos fora do comum, seria injusto  só destacar os nomes de Regina Duarte, Débora Bloch e Domingos Montangner. A mescla com os atores mais jovens (Isabelle Drummond, Jayme Matarazzo, Maria Eduarda e Guilherme Lobo) é perfeita. BP recomenda aos seus leitores e ouvintes.

A trilha sonora é um espetáculo à parte de Sete Vidas. Aqui vai um exemplo. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Política e democracia se salvam no primeiro “round”

Solta a respiração a consciência da nação brasileira com a rejeição dos dois principais instrumentos que matariam na origem a democracia brasileira: o voto em lista fechada e o “distritão”, que transformaria a eleição de deputado (e vereador) em majoritária.

Em ambos os casos, a vítima maior seria a representatividade. No primeiro, dirigentes dos partidos fariam a seu bel-prazer a relação dos candidatos a ocupar, pela ordem, cadeiras que o partido conquistasse.

Não interessaria a mensagem do candidato, o segmento em nome do qual ele trouxesse ideias e avaliações. A bancada seria produto dos votos da legenda, mas caberia à burocracia partidária definir parlamentares preferenciais, independentemente da votação individual.

“Distritão” era monstrengo de gestação antiga

Quanto ao “distritão”, o primeiro comentário neste blog sobre a rumorosa proposta foi feito no dia 13 de março de 2011, em nota sob o título “O ‘distritão’ pós-Tiririca”.

Dissemos então que, nesse sistema, o deputado-comediante não mais contribuiria para a eleição de candidatos de baixa votação.

Foram seis nas duas eleições que disputou: quatro em 2010, quando chegou 1 milhão e 300 mil votos, e dois no ano passado, quando teve 1 milhão de votos.

O texto terminava com a perspectiva hoje afastada pela decisão da Câmara: “Entretanto, o ‘distritão’ será o fim dos partidos políticos como supostos detentores de ideias e programas para julgamento do eleitorado”.

Financiamento: um golpe na corrupção eleitoral

Merece destaque a derrubada da proposta que pretendia incluir na Constituição o financiamento privado de campanhas políticas para partidos e candidatos, que todos reconhecem como uma das maiores fontes da corrupção eleitoral.

A prática ostensivamente escusa de grandes empresários pagarem as campanhas de todos os candidatos aos principais cargos do Executivo e do Legislativo está sendo derrubada no Supremo Tribunal, que ainda não concluiu a votação por causa do famigerado pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que já completou o primeiro aniversário.

O interesse das forças capitaneadas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, era neutralizar a virtual decisão do Supremo. Nessa matéria, Cunha ainda está tentando uma nova manobra de rodada de votação em curso nesta noite de quarta-feira, mas tudo indica que o plenário – que o levou ao cargo – está atento.

maio
28
Posted on 28-05-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-05-2015


Pater, no jornal A Tribuna (ES)

maio
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Blatter e Eduardo Li, presidente da federação de Costa Rica. / Martin Rose – FIFA

DO EL PAIS

Pedro Cifuentes

Do Rio de Janeiro

A maioria dos detidos nesta quarta-feira dirige atualmente, ou dirigiu até há pouco tempo, o futebol sul-americano e centro-americano, dois dos nichos de votos nos quais Joseph Blatter se apoiou nas duas últimas décadas para se manter no poder.
Dois dos oito vice-presidentes da FIFA estão entre os presos. A rede de corrupção teria cometido, entre outros, delitos de fraude maciça e lavagem de dinheiro durante mais de 20 anos, por um valor superior a 150 milhões de dólares (450 milhões de reais). Estes são os principais detidos e investigados:

José Maria Marin. Todo-poderoso presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até poucos meses atrás (e hoje, vice-presidente), Marin encarna a oligarquia que dominou o futebol no Brasil durante as últimas décadas. Tem 83 anos e é o grande responsável da organização do futebol nos próximos Jogos Olímpicos. Criticado pelos cargos que ocupou durante a ditadura militar brasileira, foi nomeado presidente da CBF pelo também suspeito de corrupção Ricardo Teixeira e nomeou seu sucessor, sem debate, Marco Polo del Nero.
Eugenio Figueredo

Eugenio Figueredo. Esse uruguaio de 83 anos, ex-jogador, presidiu a Federação de seu país entre 1997 e 2006 e foi o vice-presidente da Conmebol (entidade que comanda o futebol sul-americano) durante duas décadas, entre 1993 e 2013. Posteriormente voltou a ser presidente durante um ano, após a saída apressada de Nicolás Leoz, também detido e com pedido de extradição. Em 2014 foi substituído pelo paraguaio Juan Ángel Napout. Foi acusado de exigir subornos para a escolha das Copas de 2018 e 2022.

Eduardo Li. Este empresário costarriquenho de 56 anos e ascendência chinesa, crente fervoroso em Deus, é membro do comitê executivo da FIFA e da Concacaf (órgão dirigente do futebol centro-americano, norte-americano e do Caribe). Preside, além disso, a Federação Costarriquenha de Futebol, à frente da qual organizou a Copa do Mundo Sub-17 feminina de 2014. Em 13 anos, Li passou da presidência de um clube da Segunda Divisão a estar na mesa com os máximos responsáveis do futebol mundial.
Nicolas Leoz

Julio Rocha. Foi presidente da Federação Nicaraguense de Futebol durante 26 anos e membro do departamento da FIFA para o desenvolvimento do futebol no México, América Central e parte do Caribe. Dirigia a distribuição de dinheiro dentro do projeto Goal FIFA para a construção de infraestrutura e a expansão do esporte em países que precisavam. Foi acusado em seu país de malversações na construção do Estádio Nacional de Futebol em Manágua, cuja primeira pedra foi colocada pelo ubíquo Blatter em 2002. Um ano depois de sua inauguração, em 2012, Rocha assumiu como diretor do Escritório de Desenvolvimento que atende ao México, América Central, República Dominicana, Cuba e Porto Rico. Deixou a federação a cargo de Rolando López, primeiro vice-presidente e amigo muito próximo.
Jeffrey Webb

Nicolás Leoz. Esse paraguaio de 86 anos, ex-membro do comitê executivo da FIFA, presidiu a Conmebol durante 27 anos (1986 a 2013) até que foi obrigado a pedir demissão por um escândalo de corrupção relacionado com subornos recebidos de uma empresa de marketing associada à FIFA durante a década de 1990. Um funcionário britânico afirmou, além disso, que Leoz havia pedido que fosse nomeado Cavalheiro do Império Britânico em troca de apoiar a candidatura britânica para organizar a Copa do Mundo de 2018.

Jeffrey Webb. Esse carismático administrador nascido nas Ilhas Caimã há 50 anos, é presidente da Concacaf desde 2012, o que o converte em vice-presidente da FIFA e membro do comitê executivo. Sua prisão é algo relativamente chocante, por ter-se destacado na defesa da luta contra a corrupção e o racismo no mundo do futebol. Chegou a pedir a publicação de todos os relatórios relacionados com a polêmica indicação das Copas de 2018 e 2022. Dirige o grupo Antirracismo na FIFA.

Jack Warner. O tio Jack (Trinidad e Tobago, 1943) é ex-vice-presidente da FIFA e pertenceu a seu comitê executivo entre 1983 e 2011. Foi, além disso, presidente da Concacaf e conselheiro especial da Federação de seu país, posto que abandonou em 2011 por outro escândalo de corrupção. Foi central na reeleição de Blatter em 2002, quando convenceu os membros da Concacaf de que estava recebendo pressões do candidato camaronês Issa Hayatou (com chances, naquele momento, de desbancar o dirigente suíço). Com o tempo, a relação se deteriorou em uma sucessão de denúncias recíprocas por comissões ilegais. Sobre Warner recaíram, além disso, suspeitas de revenda de entradas nas Copas da Alemanha e da África do Sul.

Rafael Esquivel. Nascido em 1948, natural de Tenerife, passou toda a vida como dirigente: 27 anos à frente da Federação de Futebol da Venezuela (FVF). Esquivel é o dirigente federativo de maior longevidade na América do Sul e há muito é suspeito de corrupção por aferrar-se tanto ao cargo e por seu alto nível de vida. Sempre afirmou que seus negócios “não têm nada a ver” com sua condição de presidente da FVF e que suas empresas foram abertas em 1982, “anos antes” de sua entrada no organismo que organiza o futebol venezuelano.

Costas Takkas. Esse britânico de 58 anos, de acordo com fontes consultadas, é o ex-secretário geral da federação das Ilhas Caimã presidida por Jeffrey Webb e atua hoje como adjunto ao gabinete do presidente da Concacaf.

Aaron Davidson. Este norte-americano de 44 anos radicado em Miami é presidente da empresa promotora Traffic Sports USA e conselheiro da North American Soccer League. Sua empresa tem direitos comerciais sobre a Gold Cup e a Champions League da Concacaf; também foi dona do clube Fort Lauderdale Strikers.

Alejandro Burzaco. É um executivo de meios de comunicação argentinos; preside Torneos y Competencias S.A., uma importante empresa de marketing com sede em Buenos Aires que se dedica à transmissão de eventos esportivos. Foi durante muitos anos próximo ao poderoso ex-presidente da Federação Argentina, Julio Grondona, falecido em 2014, e é um personagem conhecido no mundo do esporte e da televisão argentinos.

Hugo e Mariano Jinkis. Pai e filho de 70 e 40 anos, respectivamente, dirigem Full Play, uma empresa de marketing esportivo com sede na Argentina que foi fundada em 1998 e tem os direitos televisivos da maioria das seleções da América do Sul, algumas pertencentes à Concacaf, das Eliminatórias Sul-Americanas e da Copa América do Chile 2015.

José Margulies. Brasileiro de 75 anos, apelidado de Lázaro, é empresário e presidente da Valente Corp. e Somerton Ltd. É acusado de atuar como intermediário que facilitava os pagamentos ilegais entre as empresas de marketing esportivo e os executivos da FIFA.

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