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Postado em 22-05-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 22-05-2015 16:46


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

O espetáculo de Lula e Dilma

Dilma Rousseff está reunida com Lula, na Granja do Torto, antes de anunciar um corte de 69,9 bilhões de reais no Orçamento.

Lula vai fingir que evitou um corte ainda maior nos gastos sociais. E Dilma Rousseff vai fingir que isso é verdade.

É uma pantomima útil para 2018.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 22 Maio, 2015 at 18:57 #

O “namorado” da Rose será o “Brutus” de Dilma?

O discurso de “Marco Aurélio” será feito por Wagner?

Dúvidas assaltam os umbrais do Planalto!

Nos tuneis do Congresso o movimento de figuras furtivas é intenso, os anéis que indicam “famílias” são trocados no mercado nada persa.

Aves de rapina sobrevoam o eixo central.

Um calafrio percorre convivas quando se alude ao “bárbaro” do Paraná e sua ofensiva cirúrgica.

Os súditos buscam oráculos, não os encontram, apenas sinais assombrosos do acerto de contas recaindo sobre seus sonhos recém adquiridos.

A enviada dos “Deuses da Fortuna” já visita os palácios conferindo os cortes e exigindo mais aperto.

Oremos!


Carlos Volney on 22 Maio, 2015 at 19:25 #

Caro poeta, pra desespero dos sectários você mais uma vez acerta na mosca.
E desta vez consegue fazer uma poesia em prosa.
TIM TIM


luiz alfredo motta fontana on 22 Maio, 2015 at 20:10 #

Tim Tim Volney!

Tempos bicudos!

Lembrei de Dona Cotinha, uma personagem que enfrentava a crise de 2008.

Sei que emagreceu, sei que trocou o namorado, sei que adoeceu mas superou, sei que ainda tenta sorrir.

Imagino que mantenha as reuniões com as amigas, talvez uma ou duas deserções, talvez ampliado o percentual de viúvas, divorciadas e outros acidentes fatais de relacionamentos.

Resto curioso entretanto, como andará o ânimo da eterna sobrevivente?

Aqui, só para recordar em preguiça, o terxto original.

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Dona Cotinha e os palpites

(luiz alfredo motta fontana)

(outubro de 2008)

Dona Maricota das Dores e Santos, senhora bem nascida, com fortes raízes em sua terra natal, divide com a maioria, um grande problema, que é renovado todo santo dia, antes da novela das oito.

A crise, enorme, cheia de imprevistos, envolvendo todos os países que julgava intocáveis.

Dona Cotinha, como a chamam os amigos, é considerada bem informada, lê diariamente o jornal, embora, não confesse que, preste mais atenção à coluna dita social, assiste ao jornal televisivo, e comenta nas reuniões de quinta, com as amigas de sempre, os destaques nacionais e sobretudo as fofocas de seu meio.

Para manter seu glamour, invejado por todas, tem seu lado empresária, numa pequena, mas elegante, loja de decoração, onde consome seu tédio e acalenta seus renovados sonhos.

De uns dias para cá, uma pulguinha, pequena mas diligente, instalou-se atrás de sua orelha, ornada pelo brinco, comprado em feirinha, numa de suas visitas à capital.

Afinal, os articulistas econômicos, quer do jornal, quer da televisão, que sempre respeitou, em quem sempre depositou sua arisca credulidade, repetem todos os dias as famosas entrevistas, com “analistas”, sempre os mesmos, sempre ao alcance dos telefones da redação, e, todo dia, eles têm uma razão nova, para acreditar e afirmar que o pior já passou.

Maricotinha acreditava, piamente, pelo menos até o final de semana passada, quando, distraída, separando legumes na banca do supermercado, ouviu, sem querer, é claro, aquele estranho, com ar de “doutor não sei do quê”, comentando, que todos os “analistas’ entrevistados, eram, executivos, portanto empregados de instituições financeiras, corretoras de valores, ou ainda, de consultorias. Assim, os menos indicados para palpitar sobre suas próprias mazelas.

Aquela tarde foi terrível, a angústia tomou conta de seu semblante, aquela ruguinha nova, nascida no último final de ano, cresceu, instalou-se definitivamente em seu rosto, ocupou espaço nobre. Desafiou toda a maquiagem, e declarou solenemente, só cederia seu lugar, de destaque, para o efeito entorpecedor do Botox.

Maricotinha, já não era a mesma, descobriu-se desinformada, ou pior ainda, mal informada, o que agredia toda a sua formação, incluindo aí a escola normal, e a faculdade, que lhe deu profissão nunca exercida, afora o estágio, enfim, a erudição adquirida com esmero e devoção.

A próxima reunião de quinta-feira, será inesquecível, melhor comprar mais latinhas de cerveja, e renovar o estoque de gin.

Aguardem, providências serão tomadas, quiçá trocar os articulistas econômicos por dedicados jogadores de búzios, e consultas diárias ao horóscopo.

Unidas, irão vencer essa crise, vovó venceu a de 29.


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