Dilma e Wagner na festa da pedra fundamental
do Estaleiro Paraguaçu, em Maragogipe

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Deputado quer audiência para Paraguaçu

Numa última cartada, mas que provavelmente não dará resultado, o deputado Hildécio Meireles (PMDB) articula uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir a crise no Recôncavo decorrente da paralisação das obras do estaleiro do Paraguaçu, em Maragogipe.

O que era o “sonho de industrialização” da região e chegou a levar a vários municípios, incluindo Saubara, Nazaré e Santo Antônio de Jesus, entre outros, a esperança de “uma nova etapa de desenvolvimento”, transformou-se, segundo o deputado, “no pesadelo do desemprego”.

Já foram investidos no empreendimento R$ 2,7 bilhões, dos R$ 3,2 bilhões previstos, “e esses recursos estão lá, parados, como se tivessem sido jogados fora”, afirmou Meireles, em discurso na tribuna da Casa.

Festa política ficou no passado

O efeito maior foi em Maragogipe, onde o comércio “caiu 80%”, mas o deputado entende que, pela dimensão da empresa, “houve sério prejuízo para a economia da região e da Bahia”.

Definindo como “efeito dominó” os fatos negativos nos diversos municípios, com hotéis, restaurantes e outros serviços subitamente fechados, Meireles citou Nazaré, onde “parou a construção de um condomínio com 1.600 casas para os funcionários do estaleiro”.

O deputado comparou a situação atual com a de três anos atrás, em julho de 2012, quando do lançamento da pedra fundamental da obra. “Foi uma festa, foi um evento político, estavam lá o governador Jaques Wagner, a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, ministros…”

Suave é a noite

Em tempo: o deputado Hildécio também lamentou que a crise tenha levado à falência o prostíbulo local pela queda de frequênca de trabalhadores de outras cidades, numa prova, aliás, de que não se fazem mais nativos como antigamente.

“Nem o bordel suportou”, declarou o ilustre parlamentar, e “quebrou”, pela ausência dos que “iam à noite se distrair”.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 22 Maio, 2015 at 8:43 #

“Nem o bordel suportou”. Nenhuma novidade nisso. Se o “prostíbulo Brasil” também está quebrando, não seria o de Maragogipe que ficaria a salvo. É a crise sistema dos bordéis, diria um ex-ministro da Fazenda.


Taciano Lemos de Carvalho on 22 Maio, 2015 at 8:44 #

Corrigindo: É a crise sistêmica dos bordeis…


luis augusto on 22 Maio, 2015 at 17:31 #

Quer dizer que depois do Brasil Pandeiro veio o Brasil Prostíbulo? Na mosca, como diria VHS.


luiz alfredo motta fontana on 22 Maio, 2015 at 18:30 #

Brasil! Uma nação aliciadora?

Pior é que o “programa” é partidário.


luiz alfredo motta fontana on 22 Maio, 2015 at 18:33 #

Lança-se o programa “Uma luz vermelha” para todos?

Ou “Minha zona Minha vida”?


Carlos Volney on 22 Maio, 2015 at 19:32 #

Com algum atraso me permito uma pitada ao cometário – brilhante como sempre – do Luís Augusto.
É como gosto de dizer, o PT pregou a vida inteira castidade para depois virar dono do prostíbulo.
No caso sob análise, o prostíbulo menor sucumbiu aos interesses do maior.


luiz alfredo motta fontana on 22 Maio, 2015 at 22:02 #

Bordel agitado, Lula é enquadrado por Malafaia

https://www.youtube.com/watch?v=R70-lVXQbfI


luis augusto on 23 Maio, 2015 at 9:10 #

Está lançado no BP, a ene mãos, o Bordel Brasil. Não nos esqueçamos do bordel aéreo, no avião presidencial, no tempo em que aquele casal sempre citado por Fontana voava junto. Obrigado, Taciano e Volney. Novos clientes são bem-vindos.


Taciano Lemos de Carvalho on 23 Maio, 2015 at 11:38 #

Luis Augusto.

Os voos daquele casal não é nadinha se comparado aos voos com aquele empresário X. Aí é que havia bagaceira no bordel. Era “casa de tolerância” das mais baixas. E não era voos só com o X, mas também com outros “campeões nacionais”.


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