Rodoviários dissidentes fecham
a estação da Lapa e param Salvador


DEU NO PORTAL DO JORNAL A TARDE

Da Redação

Teófilo Henrique e Priscila Machado

Cerca de 200 rodoviários seguiram pelas ruas do centro da cidade e fecharam a entrada da Estação da Lapa, em protesto contra a aprovação da proposta votadas nas duas assembleias realizadas nesta terça-feira, 19. Segundo informações de rodoviários que estavam na assembleia, o principal motivo do protesto está relacionado ao valor que foi colocado em votação pelo sindicato nas duas reuniões já que a SRTE-BA propôs 10,75% e foi votado 10% nas duas assembleias.

Após negociações com policiais do 18º BPM, por volta de 17h30 parte da via foi liberada mas os ônibus ainda não circulam. Durante o protesto, a passageira Zorilda Francisca, 58, passou mal dentro de um coletivo. Zorilda disse que saiu do trabalho, pegou metrô e desceu na Lapa para pegar outro ônibus e não conseguiu.

Alguns rodoviários que estavam na assembleia informaram à equipe de reportagem do Portal A TARDE que o sindicato teria colocado pessoas infiltradas na assembleia para aprovar a greve. O motorista Flávio Cavalcante falou sobre a situação. “Lá tinha gente que não era rodoviário e votou para aprovar a greve para o sindicato”, disse.
s garagens para aprovar a proposta”.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DE MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

O Brasil made in China é outra África

Dilma Rousseff assinou 35 acordos bilaterais com a China hoje. O valor do investimento chinês é avaliado em mais de 53 bilhões de dólares, segundo o governo brasileiro. A China não informou a cifra. Para a Petrobras, serão destinado sete bilhões de dólares para financiar projetos.

No pacote, há uma megaferrovia que ligará Peru e Brasil. Ainda não está claro se ela reduzirá o custo de exportar commodities brasileiras via Pacífico. O traçado passa por diversas áreas protegidas, como a Amazônia.

O PT prefere fazer acordos bilaterais com a China do que com os Estados Unidos e a União Europeia, porque não são sujeitos a controles rígidos e as regras não são transparentes. Para a China, nós somos mais uma África. E ainda mais baratinha.

BOA TARDE, SE POSSÍVEL FOR


Abro o meu endereço de e-mail no Terra, com um dia de atraso, e lá está o comunicado da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia sobre a morte de Jovino, aos 72 anos, que Maria Olívia envia ao editor deste site blog.

Mais um um pedaço arrancado da grande ilha da humanidade, de que fala o pensador citado por Ernest Hemingway no romance “Por quem os sinos dobram”. Mais um golpe particular no coração.

Quando o baque arrefecer, talvez volte a escrever sobre Jovino e as histórias da convivência com ele na UFBA – do estudante com o servidor público modelar e figura humana grande no tamanho físico e no humanismo e generosidade (até nos babas jogados juntos no campinho do Vale do Canela), nos “anos de chumbo” na Bahia e no Brasil.

Por enquanto, BP reproduz o comunicado mandado por Olívia, e o texto que o deputado petista por Feira de Santana, Zé Neto – ex-aluno da Faculdade de Direito, a exemplo deste editor – publicou no Facebook.

Dizem muito sobre o morto. Mas Jovino Ferreira da Costa era ainda muito mais.

Saudades!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEPOIMENTO DE ZÉ NETO:

“Acabo de saber do falecimento de Jovino, ex funcionário da Faculdade de Direito da Ufba (onde formei em 1990). Que além de cidadão, pai e amigo exemplar foi dos mais conceituados funcionários públicos que conheci. Deixo homenagem contando uma história da qual ele participou e que marcou para sempre minha vida:

Obrigado anjo Jovino…

Centenário da Faculdade de Direito da Ufba, eu de esquerda e eleito orador da turma e ai queriam ( forças estranhas) que eu não formasse e minha prova de Agrário do nada desapareceu e estava lá no meu meu histórico um zero… Bateu desespero e fui a luta!

A informação era que Hermano, professor da disciplina, estava na França. E agora? Estava em desespero na secretaria da faculdade…

Faltava pouco para a solenidade de Formatura.

Agora nada, Jovino me chamou no canto com uma anotação, num pequeno pedaço de papel, do endereço e telefone do professor Hermano Machado e disse; ele não viajou ainda, traga ele aqui que seu problema vai se resolver o que fizeram não é aceitável.

Nunca me disse quem armou a trama, mas me ajudou a resolver.

Liguei pra Hermano ele me atendeu ( morava no Barris, estava se arrumando para viajar), fui buscá-lo no meu velho Fusquinha branco com a porta amarrada de borracha de pneu; ele fez outra prova com duas perguntas, uma era : Qual a função do módulo rural?

Respondi a prova e recebi o mesmo MS da que tinha desaparecido.
Hermano virou para Jovino e disse : Engraçado a prova do rapaz estava comigo e não desapareceu, está aqui. Entendeu?!

Jovino sorriu, piscou o olho pra mim, deu aquele largo sorriso e o resto ficou por conta do Prof de Penal o amigo Fernando Santana na congregação, que lá desarmou a malandragem.

Estou eu aqui e sem o Justo Jovino não teria vivido aquele sonho do dia 13/04/91 sendo orador da turma e colado grau junto com grande parte dos meus queridos colegas de 86.

Jovino marcou cada um de nós que passamos pela faculdade de Direito da Ufba, com seu riso largo e sempre pronto a servir. Seu grande prazer era nos ajudar com alguma informação, solução ou até uma regulagenzinha…

Na última vez que estive com ele foi logo me abordando: e ai “Netinho” como está a política?
Netinho…
Juvinão…
Eu aquele menino ele aquele cara bacana, grandão …
Que Deus ilumine o seu caminho nessa outra etapa de sua existência .

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Ninharia federal

Não é nem o dinheiro, mas apenas uma portaria: o Ministério da Integração Nacional “autorizou” a liberação de R$ 1,7 milhão para obras e serviços em Salvador para reparar danos das chuvas.

Interessante é o prazo de execução: 180 dias. Ora, num desastre desses, com 20 mortes e mais de 500 pedidos de socorro da população, essa verba, se vier, acaba no primeiro dia.

Que mais se pode acrescentar depois desta maravilha?.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
19


UFRJ suspende atividades por falta de pagamentos de funcionários terceirizados de limpeza, vigilância e manutenção.
/ Fernando Frazão (Agência Brasil)

DO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

A estudante de direito Paula Barreiro, de 25 anos, viu sua rotina acadêmica mudar drasticamente nos últimos dias como consequência do ajuste das contas públicas implementado pelo Governo neste ano. Na semana passada, a carioca ficou três dias sem aulas por causa do fechamento do prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela recebeu por email a informação que o local não seria aberto pela falta de pagamentos de funcionários terceirizados dos serviços de limpeza, da portaria e da vigilância. Na última sexta-feira, novamente, recebeu a notícia que as aulas estavam suspensas até que a situação fosse normalizada. Nesta segunda-feira, as paralisações atingiram metade dos cursos.

“Os banheiros já estavam impraticáveis pelo acúmulo de papel e mau cheiro. Como o repasse de verbas foi parcial, apenas metade dos terceirizados voltaram ao trabalho após 3 dias de paralisação do serviço. Entretanto, havia vários avisos pela faculdade pedindo a cooperação dos alunos para não sujar em demasia o prédio e ressaltando que a solução ainda não estava completa. E agora novamente esta suspensão, está tudo incerto”, afirma a estudante de uma das maiores universidades do país, que tem mais de 50 mil alunos e 157 cursos de graduação.

Assim como Paula, centenas de estudantes vem sofrendo os reflexos da restrição orçamentária para a pasta de Educação imposta no início do ano pelo Governo Federal. Nos primeiros dois meses de 2015, o Ministério da Educação (MEC) reduziu em um terço o repasse da verba das universidades federais. Somente a partir de março, os repasses passaram a ser der de 1/12 do orçamento previsto para as instituições, o que dificultou o pagamento de serviços e contas das instituições.

No entanto, novos cortes no orçamentos estão sendo discutidos nesta semana. A presidente Dilma Rousseff, que se reuniu nesta segunda-feira com ministros e líderes do Governo no Congresso para tratar do tema, tem até sexta-feira para definir os valores do corte de gastos por área. No domingo, em uma reunião preparatória, Dilma teria sido informada pela equipe econômica que o congelamento de gastos não deve ficar abaixo de 70 bilhões de reais para atingir a meta fiscal.

No início do ano, a UFRJ, chegou a adiar o início das aulas por falta de repasse. De acordo com a assessoria da universidade, do total do seu orçamento anual de custeio para 2015 que corresponde a um montante de 372 milhões de reais, apenas 85,3 milhões foram liberados até maio, valor inferior aos 5/12 avos (131 milhões) necessários para cobrir os compromissos da universidade ao longo destes 5 meses.

Em Minas, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a maior do Estado com 50 mil alunos, decidiu preservar os projetos acadêmicos e pagamentos de bolsas, mesmo diante do cenário de restrição financeira, e decidiu diminuir também os gastos com serviços terceirizados. Além disso, optou por suspender o pagamento das contas de água e luz. Segundo a assessoria da universidade, por enquanto, não há cortes no fornecimento de água e luz e nem obras paralisadas.

Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as despesas estão sendo priorizadas para pagamento das mais antigas para as atuais. Segundo a universidade, apesar das dificuldades em manter as atividades acadêmicas com menos verba, ainda não estão sendo consideradas paralisações. Porém, a reitoria salienta a necessidade de que os repasses voltem a se regularizar para que “não haja prejuízos no ensino, pesquisa e extensão”.

Diante da situação financeira crítica que atravessam essas universidades, o ministro de Educação, Renato Janine, assegurou que não haverá cortes nas verbas de custeio para as universidades. “Este ano o Governo repassou 1,5 bilhão de reais (até abril) para as federais (…) Temos o compromisso do Governo de que não faltará custeio às universidades este ano. Obviamente, enxugando eventuais excessos, mas esses valores serão repassados”, afirmou.

Insatisfeitos com a precarização das universidades e a escassez de investimentos, professores de instituições federais decidiram entrar em greve nacional a partir do dia 28 de maio, segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). A decisão foi tomada por ampla maioria após reunião com 43 seções sindicais no último sábado (16). Nesta semana, a resolução será levada para as assembleias locais para confirmação da greve nacional, que não acontece desde 2012, quando 58 universidades federais pararam durante mais de quatro meses.

“A hora é agora, as universidades e demais instituições federais de ensino estão à mingua, sem condições de funcionamento, enquanto o Governo anuncia que vai promover mais cortes”, afirmou o presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo.

maio
19
Posted on 19-05-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-05-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO CORREIO 24HS

Da Redação

Os nove policiais militares envolvidos na morte de 12 pessoas no bairro do Cabula, em Salvador, planejaram o crime como vingança. Esta foi a conclusão que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) chegou após denunciar os militares pelo crime de homicídio e lesão corporal contra outras seis pessoas.

A chacina foi motivada por um confronto entre a polícia e traficantes da Vila Moisés no dia 17 de janeiro de 2015. Na troca de tiros, um tenente da Rondesp foi baleado no pé e dois jovens morreram. O MP-Ba concluiu que a incursão na Vila Moisés no dia 5 de fevereiro foi premeditada e vista pelos envolvidos como uma “resposta a altura” ao tráfico de drogas na área.

Foram denunciados pelo órgão público o subtenente Júlio César Lopes Pitta, identificado pelo MP como o mentor da chacina, assim como os soldados Robemar Campos de Oliveira, Antônio Correia Mendes, Sandoval Soares Silva, Marcelo Pereira dos Santos, Lázaro Alexandre Pereira de Andrade, Isac Eber Costa Carvalho de Jesus e Lucio Ferreira de Jesus, assim como o sargento Dick Rocha de Jesus.

Nos dias anteriores à ação, os acusados teriam monitorado o local para conseguir mais informações. Na noite da chacina, os nove PMs chegaram no local em duas viaturas com o GPs desligado. Os soldados Robemar, Correia, Sandoval, Pereira, Lazaro e Pitta se esconderam em um matagal na Travessa Florestal, nas proximidades de um terreno baldio.

Ao mesmo tempos, o sargento Dick e os soldados Isac e Lucio acuaram e perseguiram com uma viatura diversos usuários de drogas e traficantes, armando uma emboscada. A única rota de fuga possível, segundo o Ministério Público, seria pelo matagal onde os seis PMs estavam esperando.

Ao chegar no terreno baldio, em fuga, as vítimas foram baleadas por rajadas de metralhadoras efetuadas por militares Pitta, Robemar, Correia, Sandoval, Pereira e Lazaro. Os outros três PMs chegaram e também começaram a disparar contra as vítimas que tentavam fugir.

O sargento Dick foi atingido por um disparo de raspão, na cabeça, neste momento. Os nove policiais teriam permanecido no local por quase duas horas, executando com tiros espaçados as vítimas feridas que estavam no matagal.

A ação foi caracterizada pelo Ministério Público como uma “execução sumária”. As vítimas fatais foram identificadas como Evson Pereira dos Santos, 27 anos, Ricardo Vilas Boas Silvia, 27, Jeferson Pereira dos Santos, 22, João Luis Pereira Rodrigues, 21, Adriano de Souza Guimarães, 21, Vitor Amorim de Araujo, 19, Agenor Vitalino dos Santos Neto, 19, Bruno Pires do Nascimento, 19, Tiago Gomes das Virgens, 18, Natanael de Jesus Costa, 17, Rodrigo Martins de Oliveira, 17, e Caique Bastos dos Santos, 16 anos.

Ao todo, as 12 vítimas foram atingidas por 88 disparos de arma de fogo. Os ferimentos deles indicavam que os rapazes tentaram se defender – quase todos apresentavam ferimentos nos braços. Entre eles, somente um – Luis Alberto – respondia na Justiça por posse de maconha.

Ainda segundo o MP, o subtenente Pitta foi acusado de ter comandado, em setembro de 2009, dez policiais militares da Rondesp e Gêmeos em uma sucessão de crimes que culminou na morte de cinco pessoas. Ele é acusado de forjar, na ocasião, um confronto armado entre os PMs e as vítimas – a mesma justificativa dada pela polícia na ação do Cabula.

Com base na investigação instaurada pelo MP e no inquérito da Policial Militar, os promotores ofereceram denúncia contra os policiais por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Em nota, o MP afirma que a promotoria pediu a prisão preventiva dos denunciados para garantir a ordem pública e o regular andamento do processo.

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