DEU NO ESTADÃO

OPINIÃO

Por que incomodou o casamento da Preta

Marcelo Rubens Paiva

Me surpreende por que ninguém perguntou quanto custou o casamento do cirurgião paulista, que juntou toda elite política, a situação, a oposição, os intermediários e os que os julgam.

E o que toda aquela fauna que briga no palanque fazia lá sorridente.

Me pergunto se causaria desconforto o casamento do filho de um astro pop branco da Jovem Guarda, do Sertanejo, do Sertanejo Universitário, do rock, do brega, custar mais que dois milhões de reais. E se perguntariam quanto custou o casamento do sertanejo ou roqueiro.

Mas o de uma Gil, de uma Preta, na mesma semana, causou.

Alguns se incomodaram em vê-la se preparando na cobertura de um hotel do Leblon. Seria o Fasano, o templo maior da burguesia brasileira?

Incomodou ela ter se casado numa igreja? Não é possível, ela é artista, vulgar, provocativa, pensaram os incomodados, ela é danada e ainda por cima do candomblé.

Incomodou ela ter mais de 50 padrinhos? E daí? O meu tinha oito e gostaria de ter tido 50.

Incomodou eles terem mais de 800 convidados. Morri de inveja. O meu tinha 300, cortei muita gente, até da famiglia, mas se pudesse colocava mil, toda a máfia.

Casaram na casa de uma amiga. Mas muitos associaram alianças políticas e quiseram saber pelas redes sociais de onde veio o dinheiro da “conspiração matrimonial”.

Outros confabularam: tudo jabá.

E me perguntei se ninguém sacou que não interessa saber de onde veio o dinheiro, que a Preta trabalha, tem grana e amigos, que a família Gil é rica, bem-sucedida, que os shows do Gilberto, no Brasil e fora, e suas músicas, no Brasil e fora, dão lucro há mais de quatro décadas, que sua mulher Flora soube investir, como no Camarote 2222, um business de sucesso do Carnaval Baiano, que tem patrocínio, como toda atividade cultural do Brasil, público e privado.

E que as finanças da família Gil é um problema da Receita, não da fofoca

A polêmica em torno do casamento da Preta tem um nome.

Nem me dou ao trabalho de dizer qual é.

maio
16


DEU NO CORREIO24HORAS

Da Redação

Uma médica do Hospital São Rafael foi violentada sexualmente durante um assalto no bairro de São Marcos, em Salvador, na noite da sexta-feira (15). De acordo com informações da Central de Polícia, a vítima foi abordada por um homem na saída do hospital, por volta das 22h, no estacionamento Well Park que fica em frente à instituição.

O homem tomou o carro da médica de assalto, e a obrigou a entrar com ele no Honda Civic prata. Em seguida, ele dirigiu até um matagal em Águas Claras, onde a estuprou e a abandonou no local antes de fugir com o veículo da profissional de saúde.

A médica foi socorrida pela polícia. A 10ª Delegacia Territorial (DT/Pau da Lima) é responsável pela investigação do crime. Segundo a Polícia Civil, o suspeito ainda não foi identificado e preso pela polícia.

A médica foi orientada a fazer um exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT) para comprovar a violência sexual e receber um coquetel antiviral para diminuir o risco de contágio com o vírus HIV.


Dilma em Maragogipe:Pessoa bate o martelo

De Brasília a Salvador: Quem tem medo de Ricardo Pessoa (UTC)?

Vitor Hugo Soares

Quinta-feira, 14 de maio do ano das tempestades devastadoras na Cidade da Bahia – literal e metaforicamente falando. Dia seguinte ao desassossego geral em Brasília (para dizer o mínimo) com a passagem, por lá, de Ricardo Pessoa: dono da UTC, citado como chefe e negociador do grupo de empreiteiros corruptores enrolados no Petrolão, a partir da Lava Jato.

Carga ambulante de nitroglicerina pura, ele fez a explosiva viagem com o propósito de concluir detalhes e assinar, na sede da Procuradoria Geral da República, o mais aguardado acordo de delação premiada da década. Fato mais novo e contundente do grande escândalo da vez no Brasil. Maior de todos de que se tem notícia, envolvendo corruptos e corruptores (políticos, empresários, funcionários públicos dos mais altos escalões e gente graúda do governo) metidos na pilhagem financeira e na destruição da credibilidade da Petrobras, um orgulho nacional.

Feito e firmado, aguardam-se os desdobramentos e consequências criminais e políticas, aparentemente inevitáveis, da inesperada visita a Brasília do bam bam bam da UTC.

Em Salvador, tão estressada (ou mais) quanto a capital do País – e não só pelos desastre e mortes causados pelas chuvas, em combinação fatal com históricas mazelas administrativas – o jornal Tribuna da Bahia traz no alto da primeira página, da sua edição impressa, uma minúscula mas expressiva fotografia do figurão das construções a ponto de explodir. Encalacrado que anda com a polícia e a justiça em seus calcanhares (literal e figurativamente), e a família em seu cangote.

Ao lado da foto, uma interrogação singela, mas jornalisticamente relevante e crucial. Capaz de abalar o sistema nervoso e revolver os intestinos de muita gente, da Bahia a Brasília, passando por inúmeros outros destinos: “Ele resolveu falar. E tem muito a contar. E agora?”, pergunta a manchetinha incômoda da TB, daquelas com poder de tirar o sono e fazer muita gente correr aos pretinhos básicos, ansiolíticos tarja preta, para aguentar o tranco.

Agora é aguardar para saber sobre os próximos passos do procurador-geral, Rodrigo Janot, e se o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski, dono e senhor da palavra final, aceitará a proposta de delação e autorizará Pessoa a contar tudo o que sabe e fez em suas tenebrosas transações de corruptor notório.

Enquanto isso, sigamos o compasso do samba famoso, que ensina: “recordar é viver.”

A foto reduzida de Ricardo Pessoa, na primeira página da Tribuna da Bahia, remete a memória, baiana e nacional, a outra imagem maior e mais emblemática. Retrato quase perfeito da mistura acintosa do público e do privado no País, a ponto de ficar praticamente impossível para a opinião pública, a sociedade, distinguir onde um termina e o outro começa, ou vice-versa.

A imagem foi produzida na sexta-feira, 13 de julho de 2012. No cenário quase sagrado do Recôncavo Baiano, às margens deslumbrantes da foz do Rio Paraguaçu, durante festança econômica, política e eleitoral na histórica cidade de Maragogipe. Com a presença da presidente de República, Dilma Rousseff, já em pleno trabalho de campo pela reeleição.

Dilma participava da cerimônia de batismo da Plataforma B-59, seguida do lançamento da pedra fundamental do Estaleiro do Paraguaçu, investimento orçado em R$ 2 bilhões, previsto para começar a operar no ano passado. Sonho de maragogipanos, japoneses e baianos em geral, que praticamente se esfacelou com os primeiros solavancos do Lava Jato.

Destinado à construção e integração de unidades offshore como plataformas, navios especializados e unidades de perfuração, a obra monumental do estaleiro (EEP) foi entregue a um consórcio formado pelas empresas baianas Odebrecht e OAS, a carioca UTC e a japonesa Kawasaki.

Na foto de palanque antecipado da grande festança nacional em Maragogipe (corre ainda pela web, comandada por Dilma em dia de sorriso aberto, aparece em primeiro plano a inconfundível figura de Ricardo Pessoa, bem na frente da presidente. O dono da UTC segura um enorme martelo para marcar, simbolicamente, a importância do momento.

Em volta, o ex-governador da Bahia e atual ministro da Defesa, Jaques Wagner; a então presidente da Petrobras, Graça Foster e o ex , José Sergio Gabrielli; o ministro dos Transportes na época, o baiano Sérgio Passos; o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o senador Walter Pinheiro, o atual governador Rui Costa, e um sem número de nomes da arraia menor da política e dos negócios na Bahia e no Pais. Muitos japoneses sorridentes também na fotografia. O ex-presidente Lula não esteve presente na festa, mas foi ele o nome mais lembrado, citado e reverenciado por todos. No palanque e na plateia.

Paro por aqui, mas deixo no ar a pergunta que não quer calar e razão maior do estresse extremo destes últimos dias da Bahia a Brasília: Na cabeça de quem vai desabar as marteladas de Ricardo Pessoa, a bomba ambulante da UTC? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BB KING PARA SEMPRE!!!

BOM SÁBADO.


Dzokhar Tsarnaev durante o julgamento em Boston. / AP

DO EL PAIS

Dzokhar Tsarnaev foi sentenciado à morte nesta sexta-feira, 15, pelo atentado na maratona de Boston há dois anos, no qual morreram três pessoas e outras 264 ficaram feridas.

Assim anunciou o júri depois de mais de 14 horas de deliberações durante os três últimos dias. Há pouco mais de um mês esses mesmos jurados o haviam declarado culpado de todas as acusações a que respondia pelo pior ataque em território norte-americano desde os atentados de 11 de Setembro de 2001.

Segundo testemunhas na sala do tribunal de Boston onde ocorreu o julgamento e a leitura do veredicto final, Tsarnaev praticamente não se alterou ao conhecer a sentença.

Entre o público que escutou o veredicto estavam os pais de Martin Richard, o menino de oito anos que se transformou na vítima fatal mais jovem do atentado de 15 de abril de 2013, de acordo com The Boston Globe. Apesar da perda, e de outro de seus filhos, Jane, de sete anos, ter ficado gravemente ferida no ataque, Bill e Denise Richard haviam pedido publicamente durante o julgamento que Tsarnaev não fosse condenado à pena capital. Segundo explicaram em uma coluna de opinião nesse jornal em abril, seu temor é que a sentença à pena de morte leve a uma sequência de apelações por parte da defesa que impeça as famílias das vítimas encerrarem esse obscuro episódio de suas vidas.

Com sua decisão, as sete mulheres e cinco homens que compunham o júri deram razão à promotoria, que havia pedido a pena máxima para o jovem, argumentando que ele não mostrou nenhum sinal de arrependimento pelo atentado cometido com seu irmão mais velho, Tamerlan, que morreu durante a fuga.

Dezessete dos 30 delitos que pesavam contra Tsarnaev implicavam a possibilidade da pena de morte. Para a condenação à pena máxima é necessária a unanimidade do júri, que a alcançou em sete das acusações mais graves. O jovem de 21 anos será previsivelmente executado por meio de injeção letal, embora provavelmente ainda se passarão vários anos – e numerosas apelações – antes que a sentença seja cumprida.

O caso mais similar ao de Tsarnaev é o de Timothy McVeigh, executado em junho de 2001, depois de ser declarado culpado pelo atentado de Oklahoma em 1995, que causou a morte de 168 pessoas.

A defesa do jovem de origem chechena nunca negou sua participação no atentado. Em vez disso, centrou sua estratégia durante o julgamento na tentativa de convencer o júri de que optara pela outra única alternativa ante a gravidade dos delitos dos quais Tsarnaev era acusado: a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Segundo sua argumentação, Tsarnaev havia agido sob forte influência de seu irmão Tamerlan, o outro autor do atentado, que morreu durante a caótica e violenta fuga de ambos depois do ataque, em 15 de abril de 2013, com dois artefatos explosivos perto da linha de chegada da popular maratona de Boston. Além das três pessoas que morreram na explosão das bombas, os Tsarnaev mataram durante a fuga um policial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

“Não negamos que ele participou dos acontecimentos, mas, não fosse por Tamerlan, não teria ocorrido”, tinha dito Judy Clarke, uma de suas advogadas, durante o julgamento.

A acusação sustentou, por sua vez, que os dois irmãos tinham o mesmo grau de responsabilidade por um ato com o qual tentavam punir os Estados Unidos pelas guerras no Iraque e no Afeganistão, e que o jovem acusado não mostrou sinais de arrependimento depois da prisão.

A procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, saudou a decisão do júri como uma “punição adequada para um crime espantoso”, segundo disse em um comunicado.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Lucro confirma que a Petrobras é nossa

“O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada, e o segundo melhor, uma empresa de petróleo mal administrada”.

A frase, de quem entendia do ramo, o fundador da Standard Oil, John Rockefeller, tem sua veracidade confirmada no lucro que a Petrobras alcançou no primeiro trimestre de 2015.

Claro que foram numerosos os prejuízos nas últimas gestões, mas esse resultado comprova, na verdade, a capacidade de recuperação da companhia.

Com as reservas de que dispõe, a inserção no mercado internacional e, sobretudo, a qualificação do quadro funcional e o protagonismo tecnológico, a Petrobras mostrou-se dura na queda.

Os R$ 5,3 bilhões de lucro obtido no período janeiro-março, quase todo ele “sob nova direção”, correspondem a 87% do rombo oficialmente reconhecido de 12 anos de corrupção.

Ou seja, há como assegurar a viabilidade da estatal e sua expansão saudável, o que sepulta o discurso sobre uma empresa quebrada, cujo destino irrecorrível seria a entrega a mãos privadas.

maio
16
Posted on 16-05-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-05-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

A dívida de Ricardo Pessoa

Desde novembro do ano passado, quando Ricardo Pessoa foi preso, a UTC demitiu 15 mil de seus 30 mil funcionários e, para economizar no aluguel, devolveu metade de sua sede.

Agora, segundo a Folha de S. Paulo, a empreiteira negocia com os bancos a venda de um de seus ativos mais valiosos: os 23% do aeroporto de Viracopos.

A venda do terminal faz parte das discussões para alongar o prazo da dívida de 1,2 bilhão de reais que a UTC tem com Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil.

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