SAUDADES, CONSUELO!!!

E BOA TARDE, SE POSSÍVEL FOR

(Vitor Hugo)

COM INFORMAÇÕES DO PORTAL DE A TARDE

Morreu manhã desta quinta-feira, 14, aos 81 anos, a historiadora e presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Consuelo Pondé de Sena. Ela estava internada no Hospital Português, na capital baiana, desde o último dia 3, devido a complicações cardiopulmonares.

De acordo com o filho da admirada intelectual baiana, Eduardo Pondé de Sena, Consuelo chegou a receber atendimento máximo de emergência médica, mas não resistiu e faleceu por volta das 8h.

O corpo da historiadora será velado durante a tarde, a partir das 14h, na sede do IGHB, na Praça da Piedade, centro histórico de Salvador. O cremação será na manhã desta sexta-feira, 15, às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.

Além de Eduardo (psiquiatra), Consuelo deixa outros três filhos – Maíra Pondé de Sena (psicóloga) e Maria Luíza Pondé de Sena (assistente social), Maurício Pondé de Sena (administrador) -, quatro netos (Fernanda, Pedro, Carolina e Mariana) e dois bisnetos (Lucas e Mateus).

Memória

Nascida em Salvador, no dia 19 de janeiro de 1934, Consuelo Pondé possuía um vasto currículo nas áreas de história, geografia, sociologia e antropologia, tornando-se referência no estado.

Exerceu o cargo de diretora do Centro de Estudos Baianos da Ufba, Associação Baiana de Imprensa, Casa de Ruy Barbosa, Arquivo Público do Estado da Bahia, além de ter sido chefe do Departamento de Antropologia e Etnologia da FFCH da Ufba e conselheira do Conselho Permanente da Mulher Executiva da Associação Comercial, da Associação Comercial e do Conselho Consultivo da Associação Bahiana de Imprensa.

Por muitos anos foi articulista do Jornal A TARDE, onde escrevia nas páginas de Opinião. Atualmente era cronista e articulista do jornal Tribuna da Bahia.

Também publicou uma série de livros, entre eles “Portugueses e africanos em Inhambupe”, “Introdução ao estudo de uma comunidade do agreste baiano: Itapicuru”, “A imprensa revolucionária na Independência” e “Os Dantas de Itapicuru”.

No IGHB, estava em seu quinto mandato como presidente.

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BAHIA EM PAUTA COMENTA: A escritora, historiadora e jornalista Consuelo Pondé de Sena foi sempre, desde o início, uma amiga especial e estimuladora deste site blog.

Bahia em Pauta está de luto com a sua partida.

Em vários momentos, ela colaborou com o BP, através dos seus textos sempre primorosos e de inúmeros estímulos públicos de afeto e generosidade. Bahia em Pauta registra a sua tristeza com a morte de Consuelo, protótipo baiano da mulher brilhante e guerreira do seu tempo.

Através da filha e também amiga querida, Maria Luiza Pondé, vai o abraço de conforto a toda família desta extraordinária intelectual que acaba de partir.

Ficam o exemplo e a saudade.

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Reação popular por Lula é previsão furada

Com a experiência de condenado no processo do mensalão e de preso da Operação Lava-Jato, o ex-deputado Pedro Correia foi o primeiro a “oficializar” a possibilidade de o ex-presidente Lula tornar-se, também, um presidiário.

Depondo na CPI da Petrobras, Correia fez, no entanto, a ressalva de que “ninguém tem coragem de botar ele na cadeia” porque “vai existir o que aconteceu na época do Getúlio, quando ele deu um tiro no peito e o povo saiu para rua para quebrar tudo”.

Trata-se, portanto, de mais uma comparação entre Lula e o ex-presidente Getúlio Vargas, e mais uma vez é forçoso dizer, embora esteja se tornando cansativo, que não há e não haverá o menor paralelo entre os dois ex-presidentes.

A propósito, recorde-se que Lula, na origem, praticava o discurso anti-Vargas, um “caudilho” que usou a classe trabalhadora para perpetuar-se no poder, muito ao contrário do PT, que se preparava, com ética e consistência ideológica, para promover a redenção das massas nacionais.

Nada como o tempo para definir os fatos e os agentes políticos mais próximos da verdadeira realidade. No caso do PT e de Lula, foi relativamente pouco tempo, mas suficiente para delinear uma perspectiva histórica incontestável.

Ao contrário do petista, Getúlio jamais teve, na presidência da República, um projeto pessoal, e ao suicidar-se, em 1954, detinha praticamente o mesmo patrimônio com que chegou ao cargo pela primeira vez, na Revolução de 1930.

O “mar de lama” apontado em seu governo por Carlos Lacerda jamais se comprovou. De seu maior detrator, porém, talvez não seja possível dizer o mesmo. De militante comunista na juventude, Lacerda tornou-se rico empresário, com negócios na construção civil e no segmento editorial.

Lula foi simpático no início, mas precisou perder três eleições até conquistar a confiança do povo brasileiro, a qual, no entanto, esboroou-se em poucos anos.

Hoje, o mau conceito que as pesquisas aferem da presidente Dilma atinge-o diretamente, a ponto de ser aconselhado na intimidade a desistir do projeto de volta ao poder em 2018 e tentar “salvar a biografia”.

Caso os fatos evoluam para a possibilidade de que seja processado e condenado, folguem os getulistas remanescentes. Em primeiro lugar, Lula não terá a dignidade do suicídio. Em segundo lugar, sua eventual prisão poderá gerar até perplexidade, jamais a mais leve iniciativa popular de quebra-quebra.

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Jean Sablon – Vous qui passez sans me voir (John Hess, Misraki -Raoul Breton, Charles Trenet), Columbia 1936.

Som na caixa, maestro!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS DIOGO MAINARDI E MARIO SABINO)

Operadoras picaretas

Essa história de operadora bloquear internet móvel ou reduzir a velocidade de quem ultrapassou “o limite” é de uma picaretagem tipicamente brasileira. Como se houvesse velocidade. O 4G brasileiro, por exemplo, é má ficção.

Temos um dos piores e mais caros serviços de internet e telefonia do mundo, e essa gente só faz atormentar ainda mais os clientes.

maio
14
Posted on 14-05-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-05-2015


Paixão, no jornal Gazeta do Povo (PR)


Um empregado de Facebook em sua sede de Menlo Park.
/ Jeff Chiu (AP)

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Rosa Jiménez Cano

São Francisco (CA)

O novo e o velho mundo exploram juntos o futuro da distribuição de notícias. Em março o Facebook revelou seus planos para alojar diretamente em seu site informações publicadas por determinados meios de comunicação. Nesta quarta-feira, a rede social anunciou que vai começar com uma referência no jornalismo mundial, o The New York Times. O acordo divulgado inclui também o site Buzzfeed, voltado para conteúdos sociais, a rede norte-americana de rádio e TV NBC News, o conglomerado National Geographic, o jornal londrino The Guardian, a emissora pública britânica BBC, as publicações alemãs Bild e Spiegel Online e a revista norte-americana The Atlantic.

Não serão publicadas todas as reportagens, mas sim uma seleção decidida por consenso entre as partes, levando em conta as análises das estatísticas de audiência. Esse material aparecerá diretamente no Facebook, como se fosse a postagem de um amigo, sem a necessidade de inclusão de um link para a fonte original.

Não se sabe ainda quantos artigos cada veículo publicará por dia, nem como os rendimentos serão compartilhados. Foi revelado, no entanto, que haverá uma fórmula para a divisão da publicidade, a qual será minuciosamente personalizada de acordo com o perfil do usuário, tornando-se, consequentemente, mais valiosa.

Esse movimento é muito similar ao que o Facebook já fez com os vídeos. A rede social de Mark Zuckerberg atualmente incentiva os usuários a postá-los diretamente em seu mural, em vez de subi-los no YouTube. A economia de tempo para consumir o conteúdo —já que é necessário um passo menos— aumenta a quantidade de page views de cada vídeo. É a mesma lógica por trás da nova modalidade noticiosa, permitindo que o usuário veja o que deseja sem precisar fazer qualquer ação adicional, nem sequer um simples clique.

O site de tecnologia Recode, dirigido por Walt Mossberg, velho amigo de Steve Jobs, revelou alguns termos do acordo e seu funcionamento. A estética será muito parecida com a do Paper, um aplicativo desenvolvido por Mike Matas. E os editores contarão com ferramentas para dar o formato desejado a textos, vídeos e fotos, de modo a diagramarem os artigos com uma estética mais aprimorada do que se vê nas postagens pessoais do Facebook.

Foram incluídos também detalhes como a medição de audiência, e a plataforma especializada Comscore divulgará o tráfego gerado pelo material jornalístico que o Facebook publicar.

Uma seleção de artigos dos veículos associados será publicada diretamente na rede social, sem link para a fonte original

O Facebook passou mais de um ano e meio testando internamente possíveis formas de publicar notícias. Por isso demonstra tanto interesse em conhecer o fluxo de consumo da audiência e a difusão entre seus contatos. Os veículos associados nesta primeira onda, por sua vez, pretendem rejuvenescer seu público, buscar novas fórmulas para angariar assinaturas e reafirmar o valor de suas marcas.

A rede social conta com mais de 1,4 bilhão de usuários ativos. Seu crescimento fez com que se tornasse uma fonte de page views cada vez mais relevante para os veículos de comunicação. No caso do The New York Times, essa plataforma chega a 15% da sua audiência digital. Dentro do Facebook, o encarregado de liderar o projeto foi o diretor de produto Chris Cook, que sempre apoiou a ideia de que a rede social serve para compartilhar informações entre amigos e familiares, e que os meios de comunicação precisam aderir a isso se desejarem manter sua relevância.

Em outubro do ano passado, David Carr, falecido analista de comunicação do NYT, descreveu de forma curiosa a sua relação com o Facebook: “Para os meios de comunicação, é como um cachorro que corre na sua direção no parque. Você muitas vezes não sabe se o que ele quer é comer você ou brincar com você”.

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