DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS MARIO SABINO E DIOGO MAINARDI)

Vaiando Jaques Wagner

Jaques Wagner usou a internet para comentar os episódios de hostilidade contra membros do PT, como Guido Mantega e Alexandre Padilha.

Ele disse:

“Tenho visto com muita preocupação manifestações recentes de ódio e intolerância contra simpatizantes e representantes do PT… Em aeroportos, hospitais e restaurantes, brasileiros que não concordam com nosso projeto estão se sentindo à vontade para nos agredir. Não podemos aceitar isso. Temos que reagir, mas não usando as armas deles”.

Segundo Jaques Wagner, é preciso ter orgulho de ser petista: “De cabeça erguida, peito estufado e sonhos renovados, temos que continuar lutando para derrotar o conservadorismo”.

Se os leitores de O Antagonista cruzarem com Jaques Wagner em algum aeroporto, hospital, restaurante ou obra da OAS, já sabem o que fazer: sintam-se à vontade para vaiar seu peito estufado e seus sonhos renovados. Quanto mais alto, melhor.

DO CORREIO 24HORAS

Da Redação

A ‘garota do tempo’ do Jornal Nacional (JN), Maria Júlia Coutinho, 37 anos, a Maju, inspirou a canção Tempo Firme, do cantor e compositor baiano Jarbas Bittencourt. A música, postada no YouTube em 23 de maio, chegou a quase 2.700 visualizações até o final da noite da quinta-feira (28).

Para compor a canção, Jarbas, que também é diretor musical do Bando de Teatro Olodum, utilizou trechos da voz da jornalista. “Compus e gravei essa canção entre os dias 20 e 23 de maio, enquanto a chuva caía forte sobre a cidade de Salvador”, disse.

Maria Júlia Coutinho é a primeira jornalista negra a apresentar a previsão do tempo na Globo. Utilizando uma linguagem mais informal, ela mostra a previsão aos telespectadores. “Maju, de uma forma geral, criou uma poética na área dela, na forma de dizer as coisas pra gente. Além de ser uma jornalista negra”, afirmou o músico.

Empolgada, a ‘garota do tempo’ comentou sobre a homenagem nas redes sociais: “Ai ai ai ai ai, assim mata a Maju do coração. Ganhei uma música que conta com trechos (sic) minha fala na previsão do tempo”, escreveu. Jarbas disse que a jornalista entrou em contato com ele, emocionada com a homenagem: “Ela provocou uma admiração profunda em mim”.

BOM DIA!!!

DEU NO POR ESCRITO (BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

PDT é página virada para Nilo

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo deu ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, prazo de 15 dias para marcar a convenção na Bahia em tempo hábil de uma possível filiação sua a outra legenda caso seja vencido pelo deputado federal Félix Mendonça Júnior na disputa pelo comando do partido na Bahia.

Nilo não aceita a decisão de Lupi de fazer a convenção no final de setembro, o que lhe retiraria espaço de manobra em caso de derrota, e assim deixará o partido se não houver mudança de data. “Deputado federal é muito importante no valor do Fundo Partidário, e esse Lupi é muito malandro”, disse um parlamentar a este blog.

A análise praticamente descarta a possibilidade de Nilo ganhar a convenção, e a convivência entre ele e Félix Jr. é hipótese inexistente: “A coisa ficou muito feia. Não se divulgou nem um por cento do que um disse ao outro nesse conflito”, assegurou, acrescentando que “Marcelo precisa ter um partido que ele controle”.

Tal necessidade decorre dos planos de Nilo de lançar-se a senador em 2018, quando serão disputadas duas vagas. “Marcelo sabe que não dá para continuar deputado estadual, principalmente depois de dez anos de presidente, e sabe também que Otto e Leão se viabilizaram para a chapa majoritária porque têm o PSD e o PP”.

Opções tornam nebuloso o futuro

O fato é que Nilo vive uma das situações mais difíceis de sua carreira política, obrigado a tomar um caminho até agora nebuloso. Mas as opções não podem ser vistas como pacíficas.

Por exemplo, o PSB, sob férreo controle da senadora Lídice da Mata, com quem as relações do presidente da Assembleia, sempre amistosas, experimentaram grave crise na última campanha.

Restaria o nascituro PL. Na ida a Brasília, Nilo encontrou-se também com Gilberto Kassab, presidente do PSD e articulador do novo partido, cujo registro já foi solicitado ao TSE.

O problema é que na própria corte transpirou a ideia de que a maioria das assinaturas seriam de filiados ao PSD e que a nova legislação, que proíbe essa espécie de “dupla militância”, alcançaria o PL.

Outro participante do encontro na capital federal foi o senador Otto Alencar, que assegurou ao deputado Nilo, mesmo em caso de não-viabilização do PL, que o PSD lhe concederá a vaga para concorrer ao Senado.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA (DOS JORNALISTAS DIOGO MAINARDI E MARIO SABINO)
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Blatter, o antiamericano

Joseph Blatter acusa os Estados Unidos de terem prendido os vagabundos da Fifa nas vésperas do congresso da entidade, porque perderam a organização da Copa de 2022 para o Qatar.

O antiamericanismo é o último refúgio dos canalhas.

maio
31
Posted on 31-05-2015
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Claudius, no Le Monde Diplomatique (Edição do Brasil)

maio
31
Posted on 31-05-2015
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DO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Carla Jiménez

De São Paulo

O ministro brasileiro da Fazenda, Joaquim Levy, tornou-se tão fundamental para o Governo da presidenta Dilma Rousseff e para a própria economia do país que saber se seus espirros são reais ou fingidos virou tema de investigação jornalística. Literalmente. No dia 22, quando o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, apareceu sozinho – sem Levy – para anunciar a série de cortes que o Governo fará este ano, em uma das entrevistas coletivas mais esperadas do ano, multiplicaram-se as especulações sobre as razões da ausência do todo-poderoso ministro da Economia nesse ato crucial. E essas especulações alimentaram os nervos dos agentes financeiros, ou seja, dos mercados. No ministério de Economia se assegurava que a razão da ausência do ministro era uma simples gripe. Mas havia quem garantisse que, na verdade, Levy não compareceu por causa de divergências com o ministro do Planejamento, ou por considerar insuficiente a economia proposta de 69 bilhões de reais – anunciada por Barbosa –, já que queria que o Governo chegasse aos 80 bilhões.

O temor dos agentes financeiros é simples: temem que Levy, devido a essas supostas divergências, abandone o Governo e deixe um vazio importante em um momento delicado para o Brasil: a economia brasileira flerta com a recessão enquanto promove um ajuste fiscal que deixa o país em um clima econômico funerário, que fará com que o PIB retroceda este ano 1,2%, segundo o Governo, ou 2%, segundo os especialistas de alguns bancos.

Para acalmar esses mercados, Levy reuniu segunda-feira a imprensa para avalizar o ajuste anunciado e – de quebra – certificar, com umas quantas tosses ao microfone transmitidas ao vivo, que efetivamente estava com gripe e, portanto, seu suposto enfrentamento com Barbosa não passava de mera especulação jornalística.
mais informações

Não é a primeira vez que o timoneiro da economia brasileira precisa esclarecer mal-entendidos. No fim de março, em uma conversa com estudantes da Universidade de Chicago em São Paulo, reproduzida por um jornal brasileiro, suas palavras chegaram a ser interpretadas como uma clara falta de sintonia entre a presidenta e ele. Quando os alunos lhe perguntaram sobre as mudanças de rumo que a presidenta começava a promover em seu segundo mandato, Levy respondeu que a presidenta tinha um sincero desejo de “fazer as coisas corretamente”. Mas acrescentou: “Às vezes não faz isso nem pelo caminho mais fácil nem pelo mais efetivo, mas seu desejo sim que é sincero”. Essa frase, pronunciada em inglês, foi interpretada como uma crítica direta aos métodos de Dilma. E a interpretação da interpretação gerou, por sua vez, discussões intermináveis sobre o nível de paciência de Levy no cargo. Para aplacar a tormenta política que se formou (com possíveis repercussões nos mercados), Levy enviou uma nota aos meios de comunicação para garantir que suas palavras tinham sido mal interpretadas. Divulgou a íntegra da gravação do encontro na página web do ministério e em uma reunião com empresários insistiu em que tinha sido “armada uma confusão com uma parte fora de contexto do que foi dito”.

Desde que deixou em janeiro o posto de alto executivo no segundo maior banco brasileiro (Bradesco) para assumir o papel de homem de confiança de Dilma, esse economista de 53 anos nascido no Rio de Janeiro já teve de dedicar muito esforço e paciência para lidar com todas as armadilhas inerentes a seu cargo atual. Os que trabalharam com Levy asseguram que ele já sabia onde estava se metendo e o que o esperava, e assinalam que ele tem a pele suficientemente curtida para sobreviver a esse campo minado. “Levy tem uma resistência enorme”, diz um interlocutor que trabalhou com ele quando atuou como secretário do Tesouro do Governo Lula, entre 2003 e 2006.

O temor dos agentes financeiros é simples: temem que Levy, devido a essas supostas divergências, abandone o Governo e deixe um vazio importante em um momento delicado para o Brasil

Precisamente naquela época, Levy também participou de um ajuste fiscal severo, e ele mesmo bloqueou as arcas do dinheiro para o mesmo Lula quando este buscava financiamento. Naquela época, o PT estreava na presidência, e a desconfiança dos mercados em relação ao Brasil era muito maior do que a que existe agora. Naquela época, a denominada taxa de risco-país, medida usada pelos mercados financeiros para calibrar a segurança para os investidores, superava os 1.800 pontos. Hoje está em 225. Naquela época, Levy tinha fama de ser mais “papista que o papa”, isto é, mais severo na hora de conter os gastos do que seu próprio chefe, o então ministro da Economia, Antonio Palocci. E isso que Palocci personificou o plano de austeridade econômica que permitiu que Lula ganhasse a confiança do setor privado e financeiro.

Apelando a essa resistência, os que melhor o conhecem apostam sempre pela permanência de Levy, por mais que circulem rumores de que vá deixar o cargo. “Ele só sairá se Dilma Rousseff deixar de lhe dar o respaldo necessário. Mas as queixas entre os que trabalham no Governo são de que Levy tem poder demais e não de menos… o que demonstra que há ciúmes pelo papel destacado que ganhou com Dilma”, analisa um interlocutor próximo do poder de Brasília.

Esta semana, durante sua viagem ao México, a presidenta foi indagada sobre o que pensa da suposta relação conflitiva entre Levy e Barbosa. Ela respondeu que os dois gozam de uma posição estabelecida no Governo. E acrescentou: “Tanto Levy como Barbosa são ministros dedicados, batalhadores e trabalhadores”.

Levy está longe de ser unanimidade dentro do Governo e do próprio PT, além de ser considerado persona non grata pelos sindicatos, que enxergam nas suas tesouras uma política recessiva que rouba benefícios dos trabalhadores

Mas, Levy está longe de ser unanimidade dentro do Governo e do próprio PT, além de ser considerado persona non grata pelos sindicatos, que enxergam nas suas tesouras uma política recessiva que rouba benefícios dos trabalhadores, como no caso das Medidas Provisórias que foram a votação para dificultar o acesso ao seguro desemprego ou ao abono salarial. “As medidas do Levy são um aperto monetário gigantesco”, repetiu, nos últimos dias, o senador petista Lindberg Farias, que votou contra das medidas de ajuste no Senado. “Caminhamos conscientemente para o precipício com este ministro que só fala de ‘corte, corte, corte”, reclamou o senador em entrevista ao portal iG, admitindo que tirar o ministro seria uma solução oportuna.

Sua política de austeridade tem sido duramente criticada nas ruas, e volta e meia ele é alvo de críticas de manifestantes. No último dia 19, ele foi cercado por representantes de trabalhadores rurais e impedido de entrar no prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília. Ficou parado por 20 minutos ouvindo reclamações dos ativistas que pediam mais atenção a programas de apoio à agricultura familiar. Na última sexta, movimentos sociais também foram às ruas para protestar contra o ajuste fiscal de Levy.

Os protestos aconteciam no mesmo dia em que foi divulgado o retrocesso de 0,2% do PIB no primeiro trimestre. E lá estava o incansável Levy, mais uma vez tranquilizando empresários, no Rio de Janeiro, tentando fazer com que considerassem as cifras menos ruins do que pareciam. Com a voz rouca – ainda não se curou totalmente de seu resfriado –, o ministro explicou de maneira didática que aqueles dados refletiam principalmente as incertezas dos primeiros meses do ano, mas o quadro atual, segundo ele, já é melhor. “Os riscos hoje são muito menores do que eram no início do ano”, disse. Recordou depois que em janeiro o país temia que a crise hídrica pudesse gerar uma crise energética, o que, pelo menos até agora, não ocorreu.

O fato de o Congresso – hostil ao Governo – aprovar medidas de ajuste é a prova de que Levy se tornou o avalista do Executivo, e não o contrário, segundo seus defensores.

Existia também a possibilidade de que as agências de risco rebaixassem o Brasil em um grau, o que tampouco aconteceu. Dessa forma, o país se livrou de mais uma marca negativa que teria acarretado menos investimento estrangeiro. “No início do ano também havia uma grande desconfiança relacionada com a Petrobras, porque ainda não tinha apresentado seu balanço financeiro correspondente a 2014 [o balanço foi apresentado, com atraso, em 22 de abril]. E isso também se resolveu”, explicou Levy. O ministro também quis se mostrar otimista ao comentar a aprovação de medidas de ajuste no Congresso que ajudarão o plano de economia do Governo.

O fato de o Congresso – hostil ao Governo – aprovar medidas de ajuste é a prova de que Levy se tornou o avalista do Executivo, e não o contrário, segundo seus defensores. A imprensa registrou os longos cafés da manhã e reuniões de Levy com deputados e senadores para convencê-los de que o ajuste era simplesmente uma questão de sobrevivência. “Este é um Governo altamente dependente de Levy”, sustenta Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central.

Enquanto isso, o ministro mantém sua particular cruzada para tentar insuflar otimismo no país. Na sexta-feira, Levy reconheceu que este ano haverá mais desemprego e que os próximos meses serão difíceis. Mas disse que há luz no fim do túnel para 2016.

maio
30

Com informações da Agência Brasil

Desastre em uma das maiores obras de engenharia civil do País:Três pessoas estão desaparecidas no canteiro de obras da Usina de Belo Monte, no Pará, depois que um dos silos da central de concreto, na área industrial da obra, desabou durante uma operação de descarga de um caminhão. O acidente aconteceu por volta das 2h deste sábado e funcionários da obra e homens do Corpo de Bombeiros estão trabalhando nas buscas.

Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte (formado pelos dez maiores empreiteiras do País, entre as quais as baianas Odebrecht e OAS), mais três pessoas foram atingidas pelo desabamento. Elas foram socorridas por equipes médicas do Corpo de Bombeiros, dois com ferimentos leves, já liberados, e uma com fratura no ombro.

Em nota, o consórcio construtor informou que está prestando todo o atendimento aos funcionários e colaborando com o trabalho de peritos e agentes da Polícia Civil, que estão no local.

Vambora, gente!: “Êh, marujo, êh, que vive navegando, te dou meu sofrimento pra jogar no oceano. Se der no teu navio, leva mais um desengano”.

Dá-lhe, Paulinho!

Som na caixa, maestro.

BOA TARDE !!!

(Vitor Hugo Soares)


Mercadante x Levy: panos quentes não resolvem


ARTIGO DA SEMANA

Levy e o jogo de Mercadante: Ou cai ou racha

Vitor Hugo Soares

Não adiantam os panos quentes (embebidos em pura retórica) que a presidente Dilma Rousseff jogou, esta semana, durante a entrevista concedida na visita ao México. Tentava assim, com a iniciativa quase pueril, apagar o fogo do incêndio que cresce e se propaga nas relações entre dois pesos pesados do primeiro escalão, em seu segundo mandato: o ministro da Fazenda, Joaquim Levy e o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Nem panos nem tapumes conseguem mais impedir o barulho que se propaga a partir do Palácio do Planalto, sob o olhar complacente e o comportamento dúbio da própria mandatária. Embate delicado (e perigoso) que, mesmo os dissimulados de carteirinha do governo petista, (a maior parte deles encastelada na Casa Civil), e seus amestrados aliados não conseguem mais disfarçar.

Jogo estratégico complicado e cheio de riscos, cada vez mais notórios e explícitos: nas reuniões palacianas mais “secretas” ; nas negociações tensas e complicadas no Congresso; nas discretas conversas de bastidores; nos virulentos posts nas redes sociais; nos desabafos de conversas informais com amigos mais próximos. À exemplo do ministro Levy, no encontro com colegas da PUC-RIO.

“Tem horas que dá vontade de largar isso”, desabafou o comandante da economia (o registro é da revista Época) no auge de uma semana de puro estresse. Acompanhado de uma gripe inesperada e incômoda, que tirou de vez o fair-play de Levy, notoriamente um sujeito afável e bem humorado com os que o cercam. Nestes últimos dias – é voz comum nos bastidores – ele nem parece o mesmo.

Inútil disfarçar, para tentar vender a falsa impressão de que tudo vai bem, a exemplo do que Dilma tentou, sem sucesso, no México.

De um lado, na Economia, o técnico destacado – e de reconhecido saber do setor financeiro privado – ocupado ao seu modo bem particular, em desativar a bomba deixada em seu colo. Com os recursos dos receituários de crises e medidas amargas, ao seu alcance, tenta enfrentar a crise sem tamanho, montada em 12 anos de desvarios megalômanos e malfeitos de todo tamanho, no País comandado pelo PT.

Do lado oposto, uma raposa política dos novos tempos no Brasil. Formada e trabalhada nas manhas da escola sindicalista do ABC paulista, ao lado do ex-presidente Lula. Mercadante, agora aparentemente rompido com o mentor, praticamente não pensa ou faz outra coisa, além de montar estratégias de olho na eleição para sucessão, da atual mandataria do Palácio do Planalto, em 2018.

Desmontar biografias de prováveis adversários futuros e montar acordos e novas alianças, de olhos fixos na manutenção do poder em mãos petistas, eis o que importa. Na Casa Civil da Presidência da República, fonte de grandes trapalhadas e escândalos dos governos do PT, desde que o samba é samba é assim.

Mercadante não foge à pisada, muito ao contrário. Quem lida hoje com ele, ou já lidou no passado, sabe: A mesma ou maior sede de poder de Dirceu (apanhado nas malhas do Mensalão), Dilma e Gleise. Políticas públicas, enfrentamento sério e planejado da crise, com foco no futuro do País? Tudo isso pode esperar na Casa Civil. Fica para depois.

Um exemplo do passado recente, para reflexão no presente: Em julho de 2007, quando do acidente com o avião da TAM, que caiu perto do aeroporto de Congonhas, Dilma era chefe da Casa Civil, Erenice, a sua secretária executiva, e Denise Abreu, diretora da ANAC. Em época de caos aéreo, logo trataram de arrumar um culpado. O já combalido, à época, ministro da Defesa, Waldir Pires.

Foi promovida então uma reunião com a presença de representantes de todo o governo Lula. A então ministra Dilma, em dia de ferocidade extrema e toques particulares de arrogância e desprezo, apontava o dedo em riste para o ministro Waldir, sem deixá-lo falar. Anunciou a construção, “para amanhã”, de um novo aeroporto na cidade de São Paulo, para resolver a crise momentânea. Até hoje, nada!

Levy é um homem da economia, respeitado internacionalmente neste campo de atuação. É um “Chicago Boy”, como seus colegas e amigos mais próximos o denominam. Acostumado com a autonomia que detinha no setor privado. Trabalha em média 16 horas por dia (revelam pessoas próximas à rotina de seu gabinete), ao lado da equipe que ele levou para o MF. E ainda precisa dedicar tempo precioso a desgastantes negociações políticas no Congresso. Ou com enraivecidos líderes do MST, que recentemente decidiram ocupar o seu gabinete.

O pior para Levy, no entanto, é que por mais que tente mostrar a caótica situação econômica que o país atravessa, não encontra apoio da Casa Civil, que sempre quer incluir mais e mais despesas e não aceita, muito menos apoia, os cortes sugeridos pelo ministro. Dilma, sem saber direito o que quer e para onde vai, deixa o pau quebrar.

Levy exibe os primeiros sinais de enfado e cansaço. Mas não parece, ainda, decidido a jogar a toalha. A exceção da presidente, ele vai peitando todo mundo, incluindo Mercadante e sua turma, na Casa Civil, apesar do desgaste que, ele sabe, isso representa. Onde o jogo vai parar? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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