DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DOS JORNALISTAS DIOGO MAINARDI E MARIO BONFIM)

Só para lembrar: a Atitude é o PT

O juiz Sergio Moro abriu novo processo contra João Vaccari Neto e Renato Duque. Eles são acusados de usarem a Gráfica Atitude para operações de lavagem de dinheiro entre 2010 e 2013.

Os jornais dizem que a gráfica é ligada ao PT, mas O Antagonista revelou que a Gráfica Atitude É o PT, uma vez que o endereço dela é o mesmo do diretório estadual do partido em São Paulo. O empresário Augusto Ribeiro Mendonça Neto, da Setal, também entrou no pacote.


DO CORREIO24HORAS

Redação

Um passageiro que viajava em um voo da Gol, que saiu de Salvador com destino ao Rio de Janeiro, morreu na manhã desta quinta-feira (30) depois de passar mal. O voo 1961 teve de fazer um pouso de emergência no aeroporto de Vitória, no Espírito Santo.

Segundo a companhia aérea, o passageiro teve um mal-estar e recebeu os primeiros socorros ainda na aeronave. Após o pouso em Vitória, o passageiro foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Movél de Urgência (SAMU), mas morreu antes de ser levado a um hospital.

Em nota, a Gol lamentou a morte do paciente e disse que “se solidariza com os familiares do cliente”. A identidade do morto não foi divulgada.

Leia a nota da Gol na íntegra:
“A GOL Linhas Aéreas Inteligentes informa que o voo G3 1961 (Salvador – Rio de Janeiro), nesta manhã (30/4), alternou para o aeroporto de Vitória após um dos seus passageiros passar mal durante o voo. A companhia prestou imediatamente toda a assistência ao cliente e solicitou a presença do Serviço de Atendimento Movél de Urgência (SAMU) logo após o pouso, mas, infelizmente, antes de ser levado a um hospital, foi constatado o falecimento deste passageiro. A GOL lamenta o ocorrido e se solidariza com os familiares do cliente”.

BOA TARDE!!!


Parentes choram mortos do Cabula.
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Relatos de chacinas ainda não esclarecidas na Bahia levam Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Negros e Pobres a antecipar parte do roteiro da visita ao estado.

Os deputados pretendem ir a Salvador no dia 11 de maio e também farão diligências em Itacaré e Itabuna. A CPI ouviu nesta terça-feira (28) parentes de vítimas da chacina que deixou 12 mortos no bairro Cabula, em Salvador, em fevereiro deste ano; e parentes de mortos no município de Itacaré, no litoral sul da Bahia. Em comum, os casos mostram que a maioria das vítimas é negra, a violência policial e a paralisação nas investigações, segundo avaliação do Movimento Reaja, articulado por grupos baianos em defesa dos direitos dos negros.

Relatos de vítimas
Pai de um jovem de 15 anos assassinado em Itacaré, em 2013, o socorrista Antônio de Carvalho fez o relato mais contundente dessa violência. “O meu filho estudava e nunca perdeu um ano de escola, era judoca desde os sete anos de idade, surfista e cursava um curso técnico de guia de turismo na cidade vizinha de Ilhéus.” Antônio de Carvalho lembrou que esse fato ocorreu em Itacaré, onde mais de 20 jovens negros já foram assassinados, esquartejados, desmembrados como o seu filho foi e jogados em vala. “Quando são encontrados, são encontrados pelos urubus ou pela família, quando alguém da família busca ver o paradeiro de seus familiares”.

Para o Movimento Reaja, Cabula e Itacaré representam casos de “execução sumária extrajudicial”. Os líderes do movimento denunciaram a truculência de agentes da Rondesp, as Rondas Especiais da polícia baiana, que supostamente se baseariam em uma cartilha de indicativos físicos racistas para definir suas ações repressivas. O coordenador do Movimento Reaja, Hamilton Borges, acusou o governo baiano de adotar uma política de segurança pública racista.

O sociólogo e professor da Universidade Estadual da Bahia Fábio Nogueira de Oliveira também participou da audiência pública desta terça e identificou um processo histórico de “extermínio da população negra e pobre do Brasil”. Ele foi buscar as bases desse extermínio na sociedade escravista que “naturalizou” diversas formas de violência contra os negros. Posteriormente, o Estado abdicou de dotar essa população de processos de ressocialização e optou por ações repressivas a seus cultos e costumes. “Era um controle repressivo feito por meio da coerção física”, afirmou Fábio.

O sociólogo acrescentou que a política de guerra às drogas conduzidas pelas atuais políticas de segurança pública dos estados, a militarização da polícia e os processos de reordenação do espaço urbano, “com direito à faxina étnica” agravaram a situação da violência contra os negros. “Essas são as faces do racismo institucional”, opinou o sociólogo.

Denúncias contestadas

Deputados ligados a instituições policiais contestaram várias denúncias apresentadas na audiência pública. O deputado Delegado Edson Moreira (PTN-MG) reclamou do fato de policiais não terem sido convidados para reunião da CPI e propôs que a comissão atue de forma neutra e baseada em dados concretos de estatísticas.

Moreira contestou o uso do termo “extermínio” contra negros e pobres e lembrou que os policiais agem em ambiente de confronto com traficantes fortemente armados.

Já o deputado Orlando Silva (PCdoB-BA) afirmou que a CPI já foi devidamente abastecida de dados estatísticos sobre a violência e ressaltou que os depoimentos dos parentes das vítimas, nesta terça, ajudaram a mostrar como “os números frios se refletem na vida real”.

Investigação das denúncias

Seguindo sugestão de vários parlamentares, o presidente da CPI, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prometeu empenho da comissão em cobrar investigação efetiva dessas denúncias. “Precisamos enfrentar esse tema e isso não tira a nossa responsabilidade de pedir justiça a chacinas que foram feitas nos últimos 30 anos. Precisamos discutir se a gente não vai federalizar alguns casos emblemáticos. Esse caso de Itacaré é absurdo. É evidente que queremos ir até o fórum e pedir todas as informações desses inquéritos e desses processos. Vamos a Itabuna, vamos encaminhar solicitação de informações e fazer as diligências no estado”.

Diligência no Rio
Na próxima segunda-feira (4), a CPI fará sua primeira diligência externa: será no Rio de Janeiro, com previsão de visita ao Morro do Alemão e audiência com autoridades na Assembleia Legislativa.

Os deputados também aprovaram requerimento de diligência em São Paulo para acompanhar a chacina de oito integrantes da Torcida Pavilhão 9, do Corinthians, ocorrida no dia 19 de abril. Segundo o deputado Reginaldo Lopes, a CPI poderá propor, no final dos trabalhos, um plano nacional de metas para a redução e a prevenção da violência contra jovens e pobres.

(Com informações da ‘Agência Câmara Notícias’. Agradecimentos do BP a Taciano de Carvalho, editor do blog Gama Livre)

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

O Bahia precisava vencer na noite desta quarta-feira (29/4) tendo feito mais de um gol (uma vitória por 1 a 0 levaria à decisão por pênalti, já que o Ceará havia vencido a partida de ida, na Arena Fonte Nova, uma semana antes, por esse placar). Um empate era suficiente para o time da casa.

A partida começou com atraso, porque a delegação do Bahia se perdeu, no caminho para o campo e precisou de 1h10 para fazer um percurso de pouco menos de meia hora.

1º tempo

O Bahia começou pressionando o Ceará, que se encolhia para sair em contra-ataques sempre perigosos.

E foi o Tricolor baiano que teve as melhores chances, no início do jogo. Primeiro aos 8 minutos. Rômulo cruzou da esquerda para a direita, para boa cabeçada de Souza. O goleiro Luís Carlos tocou na bola com as pontas dos dedos, o suficiente para permitir que Ricardinho tirasse quase em cima da linha.

Aos 12, Kieza aproveitou uma saída errada por parte do Ceará, limpou o lance em cima de Charles e chutou colocado, mas a bola passou raspando a trave.

O Ceará, no entanto, continuava chegando com perigo em jogadas de contra-ataque, até que aos 15 minutos Robson falhou na cobertura e Charles fez Ceará 1 x 0 Bahia.

Afastada a possibilidade de decisão por pênalti, o Bahia teria então que virar o jogo, para se tornar pela terceira vez o campeão da Copa do Nordeste.

Mesmo com a ducha gelada do gol tomado, o Bahia continuou por algum tempo com bom toque de bola, mas sem as boas chances dos minutos iniciais da partida, enquanto o time da casa parecia ter perdido um pouco da vontade. As jogadas de perigo escassearam para os dois lados.

No intervalo, Kieza lembrou que era preciso ter confiança, o que parece ter faltado ao Tricolor baiano após o gol do Ceará. Do lado do alvinegro cearense, Charles concordou que o time perdeu o foco, com o resultado favorável.

2º tempo

O técnico do Bahia, Sérgio Soares, colocou Zé Roberto em lugar de Rômulo, na tentativa de tornar o time mais ofensivo. Era preciso fazer um gol rapidamente, mas o segundo do Ceará quase sai aos 3 minutos. Ricardinho chutou e a bola acertou o pé da trave, já com o goleiro Jean batido.

E o gol veio aos 10 minutos, em cabeçada indefensável de Gilvan, depois de escanteio cobrado por Ricardinho. Ceará 2 x 0 Bahia. O título começava a escapar, diante de mais de 63 mil torcedores, no Castelão, recorde brasileiro no ano.

A partir daí o jogo perdeu força, de um lado pelo aparente cansaço e ansiedade do Bahia (que levava a muitos erros no ataque) e de outro devido à acomodação do Ceará, confortável com a vantagem, que obrigava o Bahia a marcar 3 vezes, para tirar o primeiro título do alvinegro na Copa do Nordeste.

Aos 24 minutos, Bruno Paulista cruzou da esquerda e Kieza mergulhou de cabeça, mas chegou atrasado.

De vez em quando aparecia uma chance em faltas próximo à área, mas Souza insistia em chutar da mesma forma, na barreira, desperdiçando a oportunidade.

Aos 30 minutos os torcedores tricolores começaram a jogar a toalha e deixar o estádio em Fortaleza.

E aos 38 Marcos Aurélio, do Ceará, fez o que sabe fazer melhor: perdeu o gol mais feito do jogo.

Magno Alves teve outra chance aos 42, de cabeça, mas Jean tocou para escanteio.

Aos 45, o goleiro Luiz Carlos fez besteira e entregou a bola para Maxi Biancucchi diminuir. Ceará 2 x 1 Bahia.

Ficha do jogo

Ceará – Luiz Carlos, Samuel Xavier, Gilvan (Sandro), Charles, Fernandinho, Sandro Manoel, Uillian Correia, Ricardinho, Wescley (Marcos Aurélio), Assisinho (Tiago Cametá), Magno Alves

Bahia – Jean, Tony (Tchô), Robson, Titi, Bruno Paulista, Wilson Pittoni (Willians Santana), Souza, Rômulo (Zé Roberto), Tiago Real, Maxi Biancucchi e Kieza

Arbitragem – Ítalo Medeiros de Azevedo (árbitro); Lourival Cândido das Flores e Luiz Carlos Câmara Bezerra (auxiliares)

Cartões amarelos
Ceará – Wescley, Uilian e Luiz Carlos
Bahia – Pittoni e Tiago Real

Gols
Ceará – Charles (15 do primeiro tempo) e Gilvan (10 do segundo tempo)
Bahia – Maxi Biancucchi (45 do segundo tempo)

Público – 63.399 pagantes

Do baiano Hermano Silva, a música, de Vinícius de Moraes, cariocamor, a letra. Tem Bossa no Céu!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


DEU NO PORTAL POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A revolução a caminho

Inacreditável! Informa a imprensa que foi o ministro da Defesa, Jaques Wagner, quem determinou a ação do Exército no enfrentamento dos problemas causados pela chuva em Salvador.

É a tão sonhada, por muitas gerações, politização das Forças Armadas.

abr
30
Posted on 30-04-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-04-2015


Jarbas, no Diário de Pernambuco

abr
30

DO EL PAIS

Mais de 200 pessoas ficaram feridas, sendo que oito em estado grave, durante mais um episódio de repressão da polícia do Paraná a professores da rede estadual de ensino, que estão em greve e acampados no Centro Cívico desde segunda-feira 27. Treze pessoas foram presas, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

A ofensiva ocorre em frente à Assembleia Legislativa, onde, segundo o sindicatos dos professores, 20.000 pessoas protestavam contra as mudanças na previdência para os servidores do Estado. A Polícia Militar foi escalada pelo governador Carlos Alberto Richa (PSDB) para impedir a entrada dos manifestantes na Assembleia, onde ocorre a votação. Há informações de fontes extraoficiais de que mais de 50 policiais militares que participaram da ação teriam se recusado a disparar contra manifestantes. Esse grupo estaria passando por processo de exoneração. Durante a semana, vários policiais, anonimamente, expressaram indignação com o pedido do governador Beto Richa (PSDB) com relação ao contingente de 1.500 policiais deslocados para proteger a Assembleia, número maior do que o disponível na própria cidade habitualmente.

O cenário de guerra começou perto das 15 horas, quando manifestantes, aos gritos de “sem violência” e “ei, polícia, prende o Beto Richa” começaram a forçar grades que faziam o isolamento da Assembleia, enquanto os deputados estaduais começarm a a sessão para votar o projeto de lei que altera a Paraná Previdência, e que, segundo os professores, acarretaria perda de benefícios. Agressões com cacetete e jatos de spray de pimenta foram registrados. Alguns dos atingidos revidaram contra a polícia, atirando copos de água vazios. A resposta veio com uso de bombas e balas de borracha, que continuaram a ser lançados de forma ininterrupta durante mais de uma hora. Uma creche localizada na região foi atingida, e funcionários e crianças presentes precisaram ser retirados às pressas.

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), informou pelo Twitter, a prefeitura foi evacuada para atender aos feridos, que também estão recebendo os primeiros socorros no Tribunal de Justiça. Seis escolas que ficam na região suspenderam as aulas. “Parece uma praça de guerra!”, escreveu Fruet, que faz oposição do Governo estadual, na rede social. Segundo ele, 34 pessoas foram encaminhadas ao hospital e mais de 100 foram atendidas. Ambulâncias não foram suficientes para o atendimento e a Guarda Municipal foi acionada para auxiliar os feridos.
mais informações

Nem o clima belicoso na rua impediu que, do lado de dentro da Assembleia, deputados votassem pela aprovação das medidas. Houve bate-boca e a sessão chegou a ser interrompida por alguns minutos. Mas quando retomaram, o líder do governo Luiz Claudio Romanelli, do PMDB, conseguiu os votos necessários para aprovação de seu parecer. Foram 31 votos favoráveis contra 19.

O prefeito aproveitou para criticar a truculência da polícia do Estado: “Há dias a Prefeitura vem alertando da desproporcionalidade da força”, disse a jornalistas durante o confronto.

O projeto de lei em votação na Assembleia Legislativa foi encaminhado pelo Executivo para alterar a previdência estadual. Pela proposta do Governo, mais de 33.000 beneficiários acima dos 73 anos de idade serão transferidos do fundo financeiro, bancado pelo Estado, para o previdenciário, composto por verbas dos contribuintes. A mudança na origem do custeio representaria uma economia de 125 milhões de reais por mês aos combalidos cofres do estado, segundo estimativas de especialistas.

A manobra do Governo visa minorar a crise financeira que assola o Estado. Por isso, vem tentando mudar a forma de custear a ParanaPrevidência, um regime próprio da previdência social dos servidores públicos do Paraná, composta por três fundos: o militar, o financeiro e o previdenciário.

A posição de servidores e do APP, sindicato que representa os profissionais da educação pública, alegam, porém, que a mudança comprometeria a saúde financeira da ParanáPrevidência, e que, no longo prazo, a instituição acabará com saldo devedor maior do que a receber.

O governo rebate dizendo que o fundo previdenciário está capitalizado em 8,5 bilhões de reais em investimentos e que o projeto determina ainda aporte de 1 bilhão de reais a partir de 2021, prevendo repasse ao Estado de royalties provenientes da Usina de Itaipu, o que garantiria a solvência do sistema por pelo menos 29 anos.

Em fevereiro deste ano, os professores já haviam realizado um acampamento no Centro Cívico de Curitiba contra o pacote de austeridade do governador Beto Richa, que cortava benefícios da categoria para aumentar o caixa deficitário do Governo.

Brecha política

Políticos de oposição se aproveitaram da situação para fazer palanque. Os senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffman (PT) mostraram indignação, discursaram no carro de som do sindicato dos trabalhadores em educação pública e prometeram pedir explicações aos responsáveis pela operação no senado, além de intervenção federal no estado. “Viemos representando o senado, vou levar um relato, quero me pronunciar no plenário do senado para que a comissão de direitos humanos possa tomar providências”, disse Hoffman.

O Governo de Beto Richa, por sua vez, atribuiu a responsabilidade das agressões a “manifestantes estranhos ao movimento dos servidores estaduais que estavam concentrados em frente à Assembleia Legislativa.” Ele culpou “militantes black blocs que, infiltrados no movimento, atacaram os soldados da Polícia Militar que protegiam a Assembleia Legislativa” durante a votação do projeto.

“A polícia estava lá por determinação do Poder Judiciário para proteger a sede do Poder Legislativo, uma instituição democrática que não pode ser afrontada no seu direito”, disse o governador, lembrando que em fevereiro a Assembleia havia sido invadida por manifestantes.

Num primeiro momento, circulou uma nota do Estado, relatando que as reiteradas tentativas desses manifestantes de invadir o espaço do Parlamento Estadual “culminaram com a ação de defesa das forças policiais, destacadas para cumprir a ordem judicial de proteção à Assembleia e ao seu livre exercício democrático”. O Governo, porém, só teria contabilizado, inicialmente, quatro manifestantes feridos, além de 20 policiais, embora as redes sociais viessem exibindo fotos de dezenas de pessoas sangrando em função dos ataques de bomba e cacetete da polícia.

A nota do governador Beto Richa, liberada no final do dia, não contava mais o número de feridos.

(Com informações da Agência Brasil)

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